Capítulo 2

– Não! Recuso-me a casar.

– Kanji, reconsidere. É pelo bem do nosso clã.

– Não vou me casar com uma humana imunda.

– Nem mesmo que esse casamento lhe renda o trono de um rico reino no ocidente?

Ele fez silêncio. Por um segundo pensou um pouco nas palavras de seu pai, tentadoras palavras. Era o mais jovem de dois irmãos, não herdaria o reino de seu pai e, por se tratar de um mestiço, dificilmente, algum Clã Youkai oferecer-lhe-ia uma princesa. Não havia muitas escolhas para Kanji, mas seu orgulho o impedia de admitir isso. Takeo, com sua habitual firmeza, perguntou:

– O que me diz?

Kanji responde emburrado olhando para Takara, que observava a conversa sem maiores intromissões. A mulher apenas lhe lançou um olhar cúmplice, que apenas o filho perceberia:

– Não sei...

Takara, mãe de Kanji e segunda esposa de Takeo, assistia a conversa em silêncio com seu rosto impassível. Quase sempre, a rainha preferia não tomar parte nas discussões do pai com os filhos e, raramente, emitia opinião. A não ser quando o marido, já impaciente com a teimosia de sua prole, exigia a opinião dela.

Shuji, o irmão mais velho de Kanji, filho do primeiro casamento do rei, um Inu youkai completo e poderoso, ouvia a conversa atentamente, mesmo parecendo um tanto alheio à discussão, como se isso fosse possível a qualquer ser naquele castelo. Permanecia apenas sentado com seus olhos fechados e o rosto baixo, quando sentenciou para a surpresa de todos:

– Eu me caso com a princesa humana.

Todos o olharam, estavam surpresos, sem entender a reação do príncipe herdeiro do reino do Oeste. A verdade era que o ambicioso príncipe via um futuro muito mais promissor para si nas terras ocidentais do que no reino que herdaria naturalmente.

O reino, o qual falavam no oriente, era muito maior que o do Clã Inu Youkai, famoso pelos produtos que exportava e temido por seu poderio militar. Como no ocidente não havia youkai, apenas humanos, o príncipe observou uma ótima oportunidade de conquistar grande poder e domínio com tal casamento arranjado, assim deixaria o reino do Oeste para seu irmão caçula, que poderia fazer o que desejasse.

Ao ouvir aquela frase do enteado, o qual sempre tratou com o mesmo carinho que seu próprio filho, a rainha questionou, incrédula:

– Você tem certeza, meu querido? Você é o herdeiro de seu pai, não necessita dessa atitude.

– Eu sei.

– Então, Shuji? O que pretende?

Perguntou Takeo, começando a se impacientar com a atitude de ambos os filhos, o príncipe falou com sua habitual frieza:

– Apenas será melhor se eu assumir o trono do reino do ocidente.

– Por que você, e não eu?

Pergunta Kanji, aos gritos, já imaginando a lógica do irmão, que se achava superior por ser um youkai de sangue puro:

– Kanji, você acabou de dizer que não se casaria com uma humana imunda.

– Ele detesta os humanos mais do que eu.

Retruca o garoto ao ouvir a afirmação do pai, que se intromete no assunto. O mais velho apenas observa a reação do irmão sem dizer uma palavra, levantando-se da poltrona onde estava sentado próximo à madrasta e reafirma antes de sair da sala:

– Estou disposto a aceitar o casamento com a humana.

– Volte aqui, maldito...

Grita Kanji, enquanto o irmão desaparecia da sala de reunião. Takeo ficou surpreso com a atitude do filho mais velho, enquanto observava Kanji esbravejando em direção à porta. Entendeu perfeitamente a decisão de Shuji, realmente ele era o mais indicado para assumir o trono daquele reino longínquo, e se ele desposasse a princesa humana, acabaria por fim os problemas do Clã Inu e, no futuro, seriam o maior e mais poderoso Clã Youkai que existiria.

Takara aproximou-se de Kanji, tentando acalmá-lo com sua habitual docilidade:

– Filho, acalme se. Você não desejava se casar com a princesa.

– Mas, mãe...

– Mudou de ideia?

– Não! Não sei...

– Então deixemos que seu pai decida.

Disse ela, olhando para o marido que estava de pé parado, no meio da sala, com o olhar pensativo. A verdade é que ele concordava com seu primogênito e ainda achava Kanji muito imaturo para assumir tamanha responsabilidade, ele sempre preferiu que o mais jovem de seus filhos reinasse sobre o Oeste, apenas não podia fazer isso por respeito a seu primogênito. Vendo a atual situação, disse:

– Muito bem, se essa é a vontade de Shuji, não me oponho. Nem você, Kanji, se oporás. Não queria se casar e não vai. Vamos, minha rainha.

– Pai???

– Já decidi.

Disse Takeo enquanto saia, conduzindo sua esposa pelo braço, com um sorriso que apenas ela percebeu. Iria com certeza contar o que estava planejando para o futuro dos filhos e essa o apoiaria como sempre fizera. Não andaram muito pelo castelo até chegar a suntuosa varanda principal, com sua vista do jardim. Vendo-se sozinha com o marido, Takara questiona:

– Quando a comitiva real chega?

– Em dois dias, meu velho amigo deve vir trazendo as princesas.

– São duas?

– Sim, mas ele só pretende casar a mais nova, pelo que me disse. Porém, eu tenho algo em mente.

– Esse Clã, por acaso, seria o dos dragões?

– Exatamente, minha rainha.

– Já posso até imaginar o que me dirá.

Takeo riu com a expressão da mulher, que já sabia que as princesas não eram simples humanas como haviam dito. Ele falava com toda a certeza das filhas do Lorde Hideki Higurashi, seu antigo companheiro de batalhas. Certa vez, o marido havia contado sobre a estranha origem daquele guerreiro impiedoso de olhos azuis.

Dizia a lenda que o guerreiro invencível era descente de um temível Dragão, chamado de Shooting Star, o qual lhe rendera poderes comparáveis apenas aos grandes Dai-youkai, mesmo esse sendo um humano. Depois de passar muitos anos no Japão, lutando ao lado de Takeo e dos Inu Youkai, voltou para o reino de sua família, onde assumiu o trono e suas responsabilidades.

Takara podia prever que seu marido não desejava apenas as terras daquele próspero reino, mas também desejava ter em sua linhagem, o lendário poder dos descentes de tão famoso ser. Claro que nada garantiria que a princesa tivesse os poderes de seu pai, mas o rei Inu youkai queria ver pessoalmente.

Capítulo 3

Dois dias haviam passado após a discussão no castelo do Clã Inu youkai, Kanji parecia mais calmo, afinal, quem teria de se unir à uma humana não seria ele. Embora quisesse ver a noiva do irmão, apenas por uma questão de curiosidade, por assim dizer. Caso ela fosse uma princesa horrorosa e mimada, não perderia a oportunidade de rir muito e zombar de seu irmão mais velho.

Passava um pouco das onze horas da manhã e o jovem príncipe estava em seu quarto, dormindo profundamente, nu, rodeado por três jovens youkai belíssimas, nuas e exaustas, com as quais, na noite anterior, depois de beber muito com seu general e amigo Ren, deu vazão a uma de suas habituais orgias.

Kanji levantou uma das sobrancelhas, pensou ter ouvido o som de batidas na porta de seu quarto, resmungou qualquer coisa, cobrindo a cabeça com o travesseiro, implorando mentalmente que a pessoa inconveniente, que batia em sua porta fosse embora após ser ignorada.

– Levante-se imediatamente, Kanji! E vocês, fora daqui, quero todos a postos. Kanji, você me ouviu, sai dessa cama, agora!

O mestiço de youkai abriu um dos olhos, tentando identificar de quem era aquela voz masculina em seu quarto, praticamente derrubando o mesmo, sua cabeça dolorida pela ressaca, não estava funcionando direito, permaneceu imóvel até que foi levantado da cama pelos longos cabelos prateados, ao som de mais um grito:

– Mexa-se, Kanji!

Era seu pai, o rei Inu youkai, Takeo, que irritado, resolveu acordá-lo pessoalmente após as inúmeras tentativas de Cho, a criada pessoal do jovem, em tirá-lo do quarto. Takeo era paciente, principalmente, com seu amado filho caçula, porém, quando estava contrariado, o rei Inu ficava assustador. Kanji olhou seu pai por algum tempo antes que esse dissesse, quase rosnando:

– Patético! Componha-se! Teremos convidados dentro de uma hora.

Enquanto largava abruptamente os cabelos do filho, que caiu de cara no chão ainda não acreditando no que estava acontecendo, exclamou enquanto o pai saia furioso do quarto dele:

– Isso é um pesadelo...

Essa exclamação teria passado despercebido a um humano ou a outro youkai, mas não para Takeo, ao ouvir o quase lamurio do mais jovem, deteve-se por um instante, reiterando seu desejo de que estivesse apresentável, alertou o jovem mestiço de youkai:

– Você tem uma hora para estar apresentável. Ou eu mesmo te mato, Kanji.

– Sim, papai.

Respondeu, levantando-se, ainda atordoado por ser acordado daquela forma. Cho entrou assim que o rei desapareceu pela porta, indo ajudar o príncipe a levantar do chão, se compor e voltar a sua sobriedade:

– Venha, Kanji Sama, seu café está na mesa.

– Cho, por que não me acordou?

– Eu tentei, mas o senhor não atendeu a porta, pensei que ainda estava ocupado...

– Não... essas vadias se cansam fácil.

Disse ele, coçando a cabeça e indo em direção à mesa para comer alguma coisa, enquanto Cho preparava o banho e as roupas para que estivesse apresentável para a comitiva real que chegaria a qualquer momento.

Não muito longe daquele nobre local, em uma belíssima carruagem, aproximavam-se dos domínios Inu youkai, a família real do Clã dos Dragões. Era assim que chamavam a família Higurashi, os herdeiros dos poderes de Shooting Star. Lianor, a rainha do clã, observava a mais jovem de suas filhas dormindo tranquilamente na carruagem, quando comentou com o marido:

– Tomara que ela seja feliz ao lado do príncipe youkai.

Hideki, que parecia distante em seus pensamentos, observando a paisagem exuberantemente verde que se apresentava na paisagem pelas grandes janelas da carruagem, respondeu distraidamente:

– E por que não seria, minha senhora?

– Não gosto da ideia de casá-la com um Inu youkai.

– Não vejo problemas. Takeo é um velho amigo de meu Clã. Será muito bom unirmos as duas famílias.

– Meu senhor, eles podem ser tão brutos.

Hideki moveu os expressivos olhos azuis na direção de Lianor, a contrariedade do rei dos dragões começava a ser notável, algo que sabia bem sobre marido é que ele não aceitava ser contrariado por ninguém nem mesmo por ela. Ouviu a voz grave e fria lhe responder, terminando com qualquer possibilidade de discussão:

– Você faz uma péssima ideia dos youkai. O Clã dos Inu youkai é nobre.

Suspirou resignada, voltando seus olhos para paisagem:

– Se assim diz, meu senhor.

– Quando chegarmos, poderá ver que são a nobreza dos youkai. Melhores do que muitos humanos que convivemos.

Ela sorriu, ainda um pouco apreensiva, sentindo a mão do marido envolvendo a sua, olhando novamente para seu rosto por um breve momento, voltou a olhar fora alguns instantes, para o céu azul da manhã, questionando:

– Quando Katherine deve vir?

– Deverá estar conosco, no máximo, até o final do dia, virá com uma pequena esquadra. Creio que se tudo correr tranquilamente, deva chegar quase junto conosco.

– Katherine, o que será dela?

Suspira Lianor, preocupada com o futuro sombrio da mais velha de suas filhas. Enquanto Hideki passava os dedos sobre o queixo, observando, mais uma vez, a esposa. Lianor não sabia, mas seu marido possuía um plano para a filha.

No castelo, as coisas estavam mais calmas agora, tudo estava quase pronto para receber os amigos. Takara estava sentada na sala da frente do castelo junto com Kanji, que cochilava recostado no sofá. Takeo andava de um lado para o outro, impaciente com a demora de Shuji, quando disse, irritado:

– Onde está aquele maldito arrogante?

– Quem, querido?

– Shuji, só me falta agora aquele idiota mudar de ideia. E bem capaz... maldito.

– Calma, meu amor.

Takara tentava acalmar o marido, que estava nervoso como se ele fosse conhecer a própria noiva. Foi naquele exato momento que iniciou um grande alvoroço no pátio do castelo seguido de muitos gritos apavorados e uma grande correria, Ren estava entrando apressado pela porta do castelo, dizendo alto:

– Estamos sendo atacados por youkai.

Takeo responde, incrédulo:

– Impossível, rapaz!

Kanji que havia despertado com toda aquela confusão viu o pai se dirigindo para o lado de fora com a espada em punho, o seguiu, também armado. Quando olharam para o céu, depararam-se com o motivo daquele alvoroço. Sobrevoando o castelo, havia um grupo de trinta dragões gigantescos, liderados por um dragão branco de olhos azuis, sobre o mesmo, havia uma figura coberta com uma longa capa negra, Takeo observou, reconhecendo os répteis alados que sobrevoavam seu território:

– Não são youkai.

– O quê?

Perguntou Kanji, incrédulo que os grandes répteis que sobrevoavam o castelo não eram de origem youkai. Logo avistaram a carruagem real se aproximando da porta do palácio, fazendo o rei Inu sorrir, dizendo:

– É Hideki, aquela com certeza trata-se de sua guarda.

– Guarda? O que são aquelas coisas?

Pergunta Ren, ainda apavorado, tentando entender o que estava acontecendo. Kanji apenas observava curiosamente a reação de seu pai, que foi receber o amigo pessoalmente, muito feliz com a sua presença. O rei Dragão sequer esperou a carruagem parar para descer e abraçar o Inu youkai. Takara parou próxima aos dois rapazes na entrada principal do castelo, disse com sua habitual docilidade, olhando para o céu:

– Devem ser os famosos dragões do ocidente, que o rei sempre fala.

– Dragões.

Repetiu Kanji, observando os enormes seres que enchiam o céu com suas cores. Hideki saltou da carruagem para rever o amigo youkai, esquecendo-se, por uns instantes, da esposa e da filha que lá dormia e foi na direção de Takeo com os braços abertos, sorrindo:

– Poderoso rei Youkai, meus olhos ficam felizes em revê-lo.

– Poderoso senhor dos Dragões, é uma honra tê-lo em meus domínios.

Os dois se abraçam saudosos por algum tempo enquanto Lianor descia da carruagem, assistindo preocupada o tumulto no pátio do castelo. Olhou para o céu, rapidamente percebendo do que se tratava, desceu da carruagem timidamente, aproximando-se com certo receio do marido, perguntou discreta:

– Meu senhor, não é melhor pedir que desça? Todos parecem assustados.

Ele a observou de sobre o ombro, percebendo, por fim, a agitação a sua volta. Olhou para cima de sua cabeça, reconhecendo seus dragões e a princesa sobre esses, aguardando as ordens dele:

– Sim, minha senhora, imediatamente. Perdoe-me a confusão, meu amigo.

– Não é nada demais, os youkai não estão acostumados a ver seres como esses.

Hideki faz um sinal para o ar, para a pessoa que estava sentada sobre o maior dos dragões, fazendo os pousarem um a um. O grande dragão branco pousou suave atrás da carruagem, juntando uma multidão ao seu redor, os demais pousaram estrategicamente sobre o território próximo ao castelo. Um grande dragão de tom marrom avermelhado deitou-se confortavelmente sobre o telhado do castelo, repousando seu focinho entre as patas dianteiras. Takeo perguntou, observando a pessoa com capa negra descendo do dragão e indo na direção de Lianor, não pôde identificar de quem se tratava, a pessoa tinha o rosto coberto por uma máscara dourada:

– Esse é seu general?

Hideki sorriu, erguendo uma das sobrancelhas, já imaginando que o youkai ficaria curioso como estava:

– Posso dizer que é quem comanda minhas tropas. É a mais velha de minhas filhas, ela herdou minhas habilidades.

Os olhos cor de sol do Inu youkai brilharam com aquela afirmação, então certificou-se:

– Essa é a princesa que meu filho desposará?

– Não. Mas gostaria de conversar com você sobre ela.

Ambos se olham, sorrindo, como se seus pensamentos tivessem se encontrado. Takeo fala, animado:

– Creio que tivemos ideias semelhantes. Onde está a jovem princesa que desposará meu filho?

– Acho que ainda está dormindo na carruagem. Deixe-me apresentá-lo. Lianor, venha, minha senhora.

A mulher anda até o marido que acompanha Takeo, enquanto se aproximava de sua esposa e dos filhos. Shuji havia visto a confusão, percebendo do que se tratava, juntou-se a madrasta e ao meio irmão em silêncio. O rei Inu encarou severamente os dois príncipes, não queria ser envergonhado na frente do amigo, esse fez as apresentações do casal real e apresentou sua família rapidamente.

Vendo que as filhas não se aproximavam, Hideki falou sobre o ombro, em tom baixo:

– Qual o problema?

Seidy, uma das comandantes do exército, respondeu, apreensiva:

– Princesa Ami não se sente bem, majestade.

Takeo diz, amistoso:

– Deve ter sido uma viagem cansativa. Descansem, depois conversaremos.

– Obrigada.

Enquanto os empregados do castelo corriam para recepcionar os convidados, Seidy entrava com a princesa nos braços coberta por uma capa lilás clara. A outra criatura dava ordens silenciosas para os dragões, fazendo os moradores ficarem mais apavorados do que já estavam vendo as gigantescas criaturas baterem asas. Ren havia se esquecido dos dragões e de seu medo, agora estava preocupado em recepcionar a comandante Seidy, seus olhos estavam vidrados na jovem de corpo perfeito e cabelos negros, essa sequer o olhou duas vezes, mas ele a seguia como se nunca houvesse visto uma mulher em sua vida.

Shuji e Kanji permaneciam observando a estranha pessoa vestida de negro, que o rei havia dito ser uma das princesas e também seu general. Algo nela chamava a atenção do mestiço de youkai. Ao se aproximar de ambos, fez uma discreta, mas respeitosa reverência sem tirar a máscara ou o capuz da capa de cima de sua cabeça, andou para dentro do palácio, onde havia levado a princesa Ami com passos firmes, sem dizer uma única palavra. Assim que essa passou, os dois se entreolharam e Kanji falou:

– Ela deve ser muito feia.

Shuji, que notou uma energia diferente naquela pessoa, ergueu uma das sobrancelhas e perguntou:

– Por que diz isso?

– A máscara, não é óbvio?

– Na verdade, não.

Shuji saiu andando logo após a estranha princesa, deixando Kanji com seus pensamentos. No fundo, o youkai nunca entendeu a lógica de seu irmão mais novo. O mestiço de youkai estava curioso, queria ver o rosto daquelas estranhas princesas que entraram em seu castelo, desejava saber se aquela seria a esposa de seu irmão. Mas ambos os príncipes foram impedidos de se aproximarem por seu pai, que já imaginava a reação dos filhos ao verem as misteriosas moças.

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