HENRY NARRANDO
Viver uma vida no campo é maravilhoso, eu sou muito feliz por morar no campo, sempre estou andando a cavalo, sempre estou procurando algo a fazer por toda a imensa fazenda que aqui temos, a minha família é uma das famílias mais ricas aqui da região, afinal aqui onde moramos, são poucos habitantes, conhecemos praticamente todo mundo, e por ser uma pequena vila, assim podemos o chamar. Quando não estou no campo, estou sempre na academia, ou até mesmo nos bares da cidade, afinal é lá que o pecado começa, é lá que encontramos algumas moças que se dizem de família, entre aspas né, penso sorrindo, é lá que a gente arruma mulher para comer, afinal elas gostam de uma boa pegada, e o que mais me deixa satisfeito. Mas sempre tenho que levar elas para um lugar reservado, porque elas falam que vão ficar mal faladas, e eu acabo dando risada, porque isso pouco me importa elas ficarem ou não mal faladas, eu sei que a desgraçada da Camile, vive dizendo que ainda casarei com ela, só no sonho dela. Nunca vou me casar com ela, até porque não sinto nada por ela, além de sentir prazer quando me convém, então continuei ali na parte da academia, até que meu irmão apareceu ali.
Enrico: Irmão. — chama minha atenção assim que entra.
Henry: Fala irmão. — digo e continuo praticando meu exercício.
Enrico: Tem uma festa hoje lá no bar da open house, você vai? — ele me pergunta e continuo me exercitando.
Henry: Talvez sim, tenho que ver alguém pra dar um trato. — digo sorrindo. — Mas e você quando vai assumir alguma mina daqui? — pergunto curioso e ele rir.
Enrico: Impossível a gente arranjar alguém que vale a pena. — diz e vai até uma das máquina e iniciar o treinamento dele. — Mas e você pretende assumir alguma mulher daqui? — pergunta me olhando, eu já estava todo suado, então vou dando por finalizado meu treinamento.
Henry: Pra ser sincero, não tenho vontade, apenas comer elas tá bom pra mim. — digo sorrindo e ele da risada.
Enrico: Você não vale nada. — diz sorrindo, e gargalho.
Henrique: O que vocês fazem ai? — diz assim que vai entrando, nos pegando de surpresa.
Henry: Apenas conversando da festa que terá hoje, sem contar que também estávamos falando sobre as moças da cidade, qual delas nós iríamos nos casar. — digo sorrindo. — Claro que eu não me casarei com nenhuma, tenho outros planos. — digo sorrindo.
Enrico: Hum, conte-nos irmão. — diz ficando interessado, mas meus planos eu não conto a ninguém, afinal é segredo.
Henry: Bom, isso não vem ao caso querido irmão, agora preciso ir, irei tomar um banho e descansar para mais tarde eu fazer algo a respeito da festa. — digo e vou saindo dali, deixando os dois lá curiosos, fui andando para dentro de casa, quando esbarrei no meu pai.
Pai: onde vai? — pergunta e sorrio.
Henry: Tomar um banho, e dormir um pouco, a noite tenho uma festa para ir. — digo sorrindo.
Pai: Você sempre procurando ir a essas festas, não arrumando problemas tá ótimo, não quero que sua mãe fica mal com isso. — diz me olhando.
Henry: Nunca vou dar desgostos a minha coroa. — digo sorrindo, e ela aparece ali, lhe dou um breve abraço e um beijo no topo da cabeça.
Mãe: Meu amor. — diz sorrindo, e me aperta.
Henry: Mãezinha. — digo sorrindo. — Vou indo tomar um banho, daqui a pouco eu apareço para ir a festa. — digo e ela sorrir.
Subir para o meu quarto, e seguir para o banheiro, como estava sem camisa e estava apenas com uma bermuda, tirei o meu tênis, coloquei do lado da porta do banheiro, e então tirei a minha bermuda com minha cueca, coloquei no cesto e fui direto para o box, liguei o chuveiro na água fria, iniciei o meu banho tranquilamente. Hoje tem essa festa no bar, e ir lá só vai me deixar mais interessado em chegar lá e ficar com alguma das mina de lá, afinal essas mulheres que vai lá nunca são as melhores, elas sempre são as perdidas da cidade, afinal aqui a maioria se dar uma de virgem, e isso é o cúmulo, eu fico observando e dando risada, até porque as que eu fico, sempre diz que um dia será minha esposa, e eu duvido muito, afinal eu não quero ninguém, elas não são pra mim, o meu interesse é em outra pessoa, mas como ela é impossível pra mim, eu tenho que ficar onde estou, tenho que me contentar com o pouco que tenho aqui. Então quando acabei o meu banho, sair dali enrolado na toalha e fui para o meu closet, peguei uma cueca boxe, visto a mesma, então logo em seguida vou até as prateleiras onde estão as minhas roupas, pego uma calça, e em seguida uma camisa social, começo a me vestir, e por fim, coloquei um perfume, coloquei um sapato e sair dali, estava todo bem arrumado, fui andando no quarto seguir até a porta, sair do meu quarto e desci para o andar de baixo, ao chegar em baixo, meus irmãos também estavam arrumados.
Henrique: Já está pronto irmão. — diz sorrindo.
Henry: Claro, eu já estou pronto, só vou bater um rango da mamãe, e seguirei para a festa. — digo sorrindo, e meu pai aparece ali.
Pai: Você devia mesmo era achar uma boa moça, e se casar meu filho. — ele fala.
Enrico: No dia que ele se casar, vai chover meteoro aqui meu pai. — diz sorrindo.
Henry: Porque você não vai se foder? — pergunto sério.
Pai: Olha essa boca menino. — diz sério e o Henrique acaba rindo.
Henrique: Esse ai nunca vai se comportar, ele é assim, e o pior que puxamos a ele. — diz sorrindo.
Pai: Isso é porque não coloquei vocês no lugar quando era pequeno, e agora tenho que lutar com vocês. — diz sério e acabamos rindo.
Mãe: O jantar estar servido minhas vidas. — nossa mãe aparece ali, anunciando o jantar. — Onde vão? — pergunta nos olhando.
Enrico: Tem festa no bar hoje mãezinha, ai vamos dar uma olhada lá. — diz sorrindo.
Mãe: Não me vão chegar tarde hein. — fala séria, e seguimos ela para jantamos.
Henry: Sabia que você é a melhor mãe do mundo? — digo abraçando ela e a mesma sorrir.
Mãe: Tenho os melhores filhos desse mundo. — diz sorrindo.
Então seguimos para a mesa, nos sentamos a ela, e com calma fomos nos servindo, começamos a jantar tranquilamente, e quando finalmente acabamos, nós despedimos de nossa mãe, e um breve aceno para nosso pai e seguimos para o carro, assim que entramos no mesmo, saímos da garagem, e seguimos para a estrada, fui dirigindo tranquilamente enquanto conversávamos, claro que eu sempre tenho que dirigir, vez ou outra o Enrico dirige, mas ele sempre tem que ficar bêbado ao extremo para que eu possa dirigir, o que é bem comum. Então quando chegamos ao bar, estacionamos o carro, e seguimos para dentro do bar, eu até que fiquei animado com o movimento, todos estavam ali, e estavam se divertindo bastante, o que é ótimo, logo a Camile apareceu ali perto de mim, a mesma veio na minha direção e segurou no meu braço com um largo sorriso em seus lábios.
Para mais informações sobre o livro, ou outras obras, seguir no I-N-S-T-A: @Isa_Moura024 (após o "moura" é um ZERO)
FREYA NARRANDO
Nem sempre as coisas são como a gente quer, nem sempre somos felizes como devemos, eu já fui feliz um dia, e isso tem tantos anos que eu não me recordo mais, acredito que a única felicidade que tive foi quando a minha mãe era viva, aquela mulher era tudo que eu tinha em minha vida, e ela morreu por uma doença incurável, e eu jurei em seu leito de morte que faria o possível para ser uma médica, e com isso ajudaria a todos, principalmente a pessoas como ela, que precisou de pessoas capacitadas para ajuda-la, e em um momento delicado, ninguém veio a ajudar, e cá estou cursando a faculdade de medicina e tentando o máximo que posso ser apenas eu, tentando ser quem sou na faculdade, e no hospital no qual eu fico estagiando, afinal só nesses ambientes consigo dar o melhor de mim, já que em casa, o meu pai vive para me maltratar, vive me espancando, e até mesmo bate na mulher na qual ele casou anos depois da morte de minha mãe. Pois é, ele esperou pouco tempo para casa-se novamente, e então arranjou essa mulher, e eu não a julgo, mas não gosto de vê-la sendo espancada sempre. Mas não tem o que fazer, eu não posso proteger ela, e ela não pode me proteger, então a única escapatória que me resta é a faculdade e o hospital Krankenhaus Bozen, lá eu posso ficar tranquila, eu não tenho motivos para querer sair de lá, e o melhor é quando tem plantão, eu fico porque é a única solução de não voltar para casa e ter que dar de cara com o meu pai, ou que ele venha me bater sem que eu faça nada.
Rose: Amiga? — ela chama minha atenção, e vou acabando de fazer os meus exercício.
Freya: Oi amiga. — digo olhando a mesma, eu estava cansada.
Rose: Estava te chamando, e você não estava ouvindo, estava viajando? — pergunta sorrindo.
Freya: Queria mesmo, mas estava era pensando nos problemas de casa. — digo olhando a mesma.
Rose: Amiga, você já tem 21 anos, porque não sai logo de casa? — ela pergunta me olhando.
Freya: Porque não é tão simples, tudo o que tenho de lembranças de minha mãe está naquela casa. — digo suspirando. — Não consigo sair e deixar a lembrança dela lá. — digo baixando a cabeça.
Rose: Mas você vai ter que fazer isso uma hora ou outra. — ela diz e concordo. — Mas enfim vamos logo que hoje temos plantão. — fala sorrindo.
Freya: Ai amiga, eu gosto dos plantões. — digo sorrindo.
Rose: O doutor Erick, também gosta muito de te ver naqueles corredores. — diz sorrindo.
Freya: Pare com isso, meu lance com ele, é algo que é só beijinhos. — digo e ela rir.
Rose: Daqui uns tempo eu caso, e você não vai casar? — pergunta e dou risada.
Freya: Vamos logo e deixa de tanto conversar besteira sua boba. — digo sorrindo e ela rir, então a mesma acaba os exercício, e saímos dali. — Você sabe como me deixar sem graça né? — digo e ela me aperta.
Rose: Eu te amo amiga. — diz me dando um beijo na bochecha. — Nunca pense que eu não amo você. — diz e seguimos andando, saímos da academia e seguimos para o hospital.
Freya: Quem dera todo mundo fosse igual a você amiga, você já viu a Ana? — digo e ela concorda.
Rose: Ela não é sua fã. — diz séria e concordo.
Freya: Lamento se eu sou dedicada e ela só quer tentar se dar bem, pegando todos os médicos do hospital, ela só não pega o Erick, porque ele não gosta dela. — digo sorrindo.
Rose: Isso é vantagem amiga. — diz rindo, e entramos no vestiário. — Vamos tomar banho que hoje o dia é longo e a noite é uma criança. — diz e dou risada.
Freya: Claro, hoje tem plantão do Erick e ainda tenho que ver o Caio. — digo e ela gargalha.
Rose: Você tá se saindo uma vagaba amiga. — diz gargalhando.
Freya: Não estou, até porque é apenas beijos, e não sexo. — digo sorrindo, e então seguimos cada uma para uma cabine de banho.
Ao entrar naquele box, comecei a tomar meu banho com tranquilidade, eu estava pensando que nas férias eu acho que vou tirar um tempo para descansar na fazenda com meus tios, pelo menos lá estou segura, e distante de tudo o que atormenta minha cabeça, sinceramente eu estou precisando de verdade desse descanso e farei isso. Então após acabar o meu banho, sair do banheiro, comecei a vestir toda a minha roupa, e assim que me vestir, a Rose veio na minha direção, e juntas subimos para a recepção do hospital, se tem algo que eu adoro nesse hospital são os casos de traumas, são aqueles traumas que você assiste e sente nojo, eu não, eu amo, é algo que quando vem de qualquer lugar a gente ver o tanto que você pode fazer para ajudar e salvar a vida daquela pessoa, e eu já me decidir que irei me formar em cirurgiã geral, poderei ajudar a todos e não só apenas um local, o geral é melhor. Então assim que chegamos na recepção o doutor Erick se aproximou.
Erick: Oi senhorita. — ele me cumprimenta.
Freya: Olá, doutor. — digo sorrindo.
Rose: Vou indo lá. — diz saindo me deixando ali próxima do doutor.
Erick: Sabe, eu acho que tá mais que namorar de você aceitar se minha namorada. — ele fala baixo para que ninguém possa ouvir, e acabo tossindo para disfarçar.
Freya: Já conversamos sobre isso, eu não posso tirar o foco dos meus estudos nesse momento. — digo e ele sorrir.
Erick: Não peço que você largue ou pare de focar neles, mais que você pare de ser cabeça dura. — diz me olhando, e vai mexendo na prancheta dele.
Freya: A gente já falou sobre. — digo e nesse momento o Caio aparece ali.
Caio: Freya! — ele me chama, e olho em sua direção. — O diretor está chamando a nós dois, temos um caso. — ele fala sério.
Freya: Tá! — digo e olho para o doutor.
Erick: Ainda não encerramos essa conversa. — diz com um sorrisinho nos lábios, e sigo atrás do Caio.
Caio: Sabe que não gosto dessa sua aproximação com ele. — diz me olhando.
Freya: Não começa você também, não tenho a menor paciência para isso, e outra não devo satisfações a ninguém. — digo séria, e vou caminhando rumo a sala do diretor, o que não demoramos a chegar.
Charles: Freya, Caio! — ele fala nossos nomes assim que entramos em sua sala. — Está chegando um acidente com uma família, e eu preciso que vocês estejam prontos, sabem que mesmo ainda sendo supervisionados vocês já conseguem fazer sozinhos, então você senhorita Barbieri, ficará com o caso da mãe, ela está grávida com 5 meses de gestação, o caso dela foi um trauma na perna, esse trauma lesionou algumas artérias principais no funcionamento da sua perna, o ideal é amputar, mas a gestante implorou para que não tiremos a sua perna, e eu sei que você andou com a doutora Song-Min, e vai saber exatamente lidar com isso, ela que te recomendou. — diz e meus olhos ficam marejados, eu jamais pensei que ela me indicaria, e isso é perfeito, eu gosto desses casos, principalmente quando praticamos a perfeição.
Freya: Farei o meu melhor, e eu não vou amputar a perna dessa moça, eu vou salva-la. — digo e vou saindo da sala.
Charles: Mais uma coisa, esse é o seu último caso do estágio desse bimestre, se tiver sucesso sua supervisão será anulada e irá ganhar uma equipe, e outra coisa, lembre-se que também é o seu último dia aqui, porque suas férias já está ai. — ele fala e concordo, então vou saindo de sua sala, vou para a entrada dos fundos do hospital, onde a minha paciente está chegando, eu sei que a senhora Song-Min estará me supervisionando, mas ainda sim eu darei o melhor de mim, eu irei fazer tudo e com perfeição para que eu possa ganhar a minha própria equipe.
Rose: O que ganhou? — ela pergunta assim que chego onde ela estava.
Freya: Mãe grávida, com um trauma na perna, onde precisa ser amputada, porém ela implorou para salvamos e é o que irei fazer. — digo animada, e a mesma sorrir.
Rose: Fiquei com a filha, de 12 anos. — ela fala e concordo.
As ambulâncias começam a chegar, e então o socorrista que vem trazendo me fala todos os dados e tudo o que preciso saber dela, eu ouço a mulher implorar para que nada aconteça ao bebê, e muito menos tiremos a sua perna, e eu olho nos olhos dela e digo que farei o que tiver a meu alcance para que nada aconteça com o bebê, e farei tudo que eu puder para salvar a sua perna, e ela segura na minha mão e agradece, respiro fundo, e sigo com ela para a sala de cirurgia, eu vou me preparar, enquanto a equipe da senhora Song-Min vai preparando a paciente, depois de um tempo me preparando, eu finamente entro na sala, e vou analisando tudo aos mínimos detalhes e colocamos o relógio para dar início e iniciamos o procedimento. Primeiro verifiquei como está o bebê, e então dei início a cirurgia, com calma e cuidado fui fazendo tudo o que eu podia de restauração na perna da mulher, a doutora ficou apenas observando e não dizia nada, apenas observava com atenção enquanto eu fazia todo o trabalho, e depois de mais de 11 horas de cirurgia, conseguir fazer o impossível, fiz alguns enxerto nos locais que foi muito danificado, e por fim finalizei a cirurgia, e tudo estava perfeitamente bem, mandamos a paciente para o quarto, e fui me arrumar para fazer a visita para verificar se tudo está bem. Eu estava um pouco cansada mais nada que aquilo me abalasse, então ao acabar de me arrumar, seguir para o quarto da paciente, e assim que cheguei lá a mesma já estava acordando o que foi ótimo, me aproximei e falei que iria fazer uns testes e ela concordou, e quando comecei a mesma sorrio por saber que não havia perdido sua perna, o que me deixou feliz em poder ajuda-la dessa forma. Então quando acabei tudo, sair do quarto dela, fui até o diretor do hospital e o mesmo me parabenizou pelo sucesso da cirurgia, e o mesmo me deu minhas férias e mesmo que eu vá sentir falta é algo que preciso descansar um pouco. Então ao sair do hospital eu seguir para a minha casa, e isso me dar um pouco de preocupação, até porque eu não sei como o humor do meu pai está, e sempre é a mesma coisa, eu não vou suportar isso, eu não vou suportar que ele me bata mais eu não aguento mais, então depois de um tempo chego em casa, e assim que vou entrando já ouço uma gritaria, então entrei de vez.
Pai: Você é uma vagabunda, é pior que a maldita da minha filha. — ele grita e vou entrando. — Ai está ela, essa vagabunda, é mais rodada que esses busão que temos na cidade. — ele diz nervoso.
Freya: Estou cansada, exausta do meu trabalho, e o senhor ainda vem me ofender? Eu não permito isso, não mais, eu tô cansada de tudo isso. — digo séria, mas eu devia ter mantido a boca calada, o mesmo avança em mim, ele pega no meu pescoço, me joga na parede machucando as minhas costas, ele tira o cinto dele e começa a me bater.
Vivian: Para com isso, Francesco. — ela grita tentando fazer ele parar, mas ele não para ele continua a me bater. — Isso já passou dos limites, isso é ridículo, eu vou embora! — diz e ele olha pra ela, então ele vai nela e começa a espanca-la, eu estava toda machucada, então me levantei com dificuldade e corri para o meu quarto, peguei uma mala e comecei a arrumar a mesma, coloquei algumas das minhas roupas, peguei algumas economias que tinha guardadas ali, mas ainda tenho dinheiro na minha conta, mas vou usar as economias para sair daqui, desci as pressas com minha mala, e ele tentou me impedir, mas eu acabei empurrando ele com a mala e sair correndo dali, as lágrimas molhavam meu rosto, até que achei um táxi, entrei no mesmo.
Táxi: Onde vai senhorita? — ele pergunta e enxugo minhas lágrimas.
Freya: Santa Maddalena. — digo e ele segue com o carro, as lágrimas molhavam meu rosto, eu estava mal com tudo aquilo. Ainda estava de madrugada, afinal a cirurgia começou cedo, e ainda bem que acabei tudo a tempo, agora eu vou para longe, talvez quando voltar ele esteja mais tranquilo, ele tenha raciocinado um pouco tudo o que vem fazendo comigo. Quando eu sair do hospital era 02:00 da madrugada, foi apenas 15 minutos até a minha casa, e agora é quase uma hora até Santa Maddalena. Quando finalmente chegamos, dei o endereço da fazenda dos meus tios, foi mais uns 20 minutos até chegamos, e quando finalmente cheguei na porteira, desci peguei minhas coisas, paguei e ele foi embora, então fui caminhando enquanto chorava, eu estava toda machucada, meu corpo inteiro estava doendo mais não vou deixar isso me abalar, eu vou me fortalecer mais, nesses momentos só consigo pensar na minha mãe, o quão eu sinto a falta dela, o quão boa ela era, e se foi, as lágrimas não paravam de cair, então assim que cheguei em frente a mansão dos meus tios, eu acabei tocando a campainha, e depois de um tempo os meus tios apareceram ali, e ao me ver se assustaram, então abracei a minha tia chorando, e ela me perguntou o que tinha acontecido, e contei tudo para ela, mas pedi para ela não contar mais para ninguém, isso é muito vergonhoso para mim, ela falou que eu não me preocupasse, que eu poderia ficar com eles ali o tempo que precisasse, então ela me levou até um dos quarto, e o meu tio ficou muito bravo com o que meu pai fez, mas também disse que não iria contar a ninguém, nem aos filhos deles. Então quando entrei no quarto, ela saiu do quarto e fui para o banheiro, comecei a tomar um banho, e após esse banho, vestir um baby-doll, e vi que é comportado, mas ainda sim desenha muito bem o meu corpo, então olhei pelo corredor para ver se meus tios não estavam e vi que não, então desci para o andar de baixo e fui até a cozinha, eu estava com fome, e fui na geladeira procurar alguma coisa para comer, e encontrei, então estava ali comendo tranquilamente, encostada no balcão, quando fui pega de surpresa.