Capítulo 2

UM DEFUNTO CIUMENTO

Naquela sexta-feira, 28 de fevereiro de 1992, a grande preocupação entre as mulheres da família de Waldo era a previsão do tempo para o dia seguinte.

No sábado iriam festejar o aniversário de 60 anos do patriarca da família e queriam fazer boa figura com suas vestes. Waldo nascera em ano bissexto e sendo assim, apenas solenizavam esse evento de quatro em quatro anos.

Na mesma ocasião, também seria homenageado em seu emprego numa grande instituição bancária. Eram 42 anos de trabalho e dedicação, onde começou como contínuo, chegando ao cargo de Diretor Comercial. Receberia de seus patrões, placas alusivas a tais méritos e um relógio de pulso banhado a ouro.

A festa seria no salão de um suntuoso bufê, num bairro nobre da cidade de São Paulo. Pessoas da alta sociedade iriam participar dela, daí a tamanha preocupação das senhoras com seus trajes. O sábado amanheceu com chuviscos, mas logo o sol dominou o dia. À noite, como previam os especialistas, foi de tempo firme e agradável, para alegria e alívio das damas tão aflitas com a apresentação de seus penteados, maquilagem e vestidos.

Em breve discurso de agradecimentos, Waldo brincou com seus antigos colegas, lembrando que na segunda-feira já receberia seu primeiro salário como aposentado. Durante a entrega do lindo relógio, um dos presentes pergunta para Waldo:

_ Quer que eu já acerte a hora para o horário de verão?

Ao que ele responde:

– Não, eu nunca mudo meus relógios.

Ele resolveu retirar-se de suas atividades, pois se iniciavam modernidades no meio bancário e ele temia tornar-se superado pela tecnologia.

O regozijo durou a noite toda, os últimos convidados se foram às 6h da manhã. O domingo foi preguiçoso e o telefone de Waldo não tocou uma única vez, sinal que a ressaca fora grande.

Na segunda-feira Waldo acordou cedo, a ansiedade o dominava.

Seu primeiro salário como aposentado seria infinitamente menor, comparado à sua remuneração na ativa. Tudo era novo, entrar em um Banco como cliente e não como funcionário. Pretendia estar na agência assim que essa abrisse e para sua sorte, para o pagamento dos aposentados, ela abria às 9h, uma hora antes do normal. E como imaginava, após uma noite cheia de ansiedade no dia seguinte, lá estava ele assim que a porta giratória do Banco foi aberta, uma surpresa desagradável, facínoras mascarados adentraram ao estabelecimento, fizeram de reféns os idosos e funcionários.

Waldo, de temperamento forte, reage ao assalto e é golpeado com uma coronhada. Ao cair, bate a cabeça na quina de uma parede. Os ferimentos foram grandes. O assalto dura por volta de cinquenta minutos. Fora da agência ninguém percebe nada, nenhum alarme é disparado. Ao sair do local, um dos meliantes ainda atira em um idoso de mais de 80 anos, o tiro não é fatal e ele é levado ao pronto-socorro, dias depois recebe alta médica.

Agora Waldo, ainda atordoado, está em um corredor esfumaçado.

Sua primeira impressão é de que alguém abriu o lacre de um extintor de incêndio, tal a quantidade do que parecia ser fumaça.

Observando mais atentamente ele se dá conta que aquilo são nuvens

Ele logo pensa:

_O que estou fazendo nas nuvens?!

Adentra um salão enorme que lembra uma repartição pública, onde existem vários guichês de atendimento e letreiros indicando nacionalidades diferentes. Aproxima-se da placa onde está escrito “BRASILEIROS”.

Sua primeira pergunta é:

_Para que serve essa fila?

Como resposta ouve:

_ Amigo, estamos momentaneamente no céu e dependendo do que consta na sua ficha, você pode subir ou descer! Responde o “atendente” fazendo um sinal de dois chifres na testa.

Waldo balbucia:

_ Você quer dizer que eu morri?!

E o outro confirma:

_ Sim amigo você não se lembra de nada?

Waldo atônito lembra-se de ter sido empurrado por um dos bandidos dentro do Banco e resolve obter mais detalhes:

_Então não seria melhor mudar de fila? Esta está muito curta.

_Nada disso amigo, quem fará essa triagem serão os anjos Brasileiros e aqui, no dia que tem papel, não tem caneta, no dia que tem carimbo, não tem almofada com a tinta. Acredite, seremos os últimos a serem atendidos.

Não restando outra opção, Waldo resolve esperar.

Dias depois, apavorado pela lentidão na triagem do “sobe”, Waldo recebe ordens para entrar em um salão todo em mármore. Ali, um senhor idoso, de barbas e cabelos brancos, tirava um cochilo sentado em uma poltrona. Waldo cuidou para não o acordar. Horas mais tarde, o idoso desperta.

_Quem é você? _pergunta ele.

_Sou Waldo, levei uma coronhada na cabeça, imaginei estar em um hospital, mas vejo que me enganei.

_É meu caro Waldo, você está no céu e olhe que fazia dias que não aparecia ninguém por aqui. _comenta o simpático velhinho.

_Como assim, não morreu mais ninguém? indaga Waldo.

E o idoso às gargalhadas responde:

_Não meu caro, a maioria nem passa por aquela porta, vai direto para baixo. O criador está com depressão por ter colocado o ser humano para habitar a terra. Estão indo direto para às profundezas, sem escala e ainda reclamam que lá é muito quente.

Waldo quer ganhar a simpatia do “velhinho” e pergunta:

_Qual é o seu nome meu velho anjo?

E a resposta:

_Não, eu não sou anjo, mas sim o guardião das chaves do céu.

E Waldo continua:

_Então o senhor é São Pedro?

Ao que Pedro responde com um largo sorriso:

_Poderia lhe dizer que sim, mas não gosto ser chamado Santo, julgo que apenas nosso chefão deva ser assim intitulado.

_E como então devo chamá-lo? _questiona Waldo.

_Por Pedro, simplesmente Pedro.

Ai, Waldo já se sentindo amigão, solta:

_Sei, lá na terra eu tinha um conhecido com esse nome e não me dava bem com ele, se não for muito atrevimento, posso chamá-lo de Pedrão?

_Claro que sim, mas vamos aprazar desse modo, sempre longe dos demais, tem muita gente abusada e prefiro nesses casos ser mais austero.

_Sabe Pedrão, eu acho que houve um engano em seus registros, jamais tive uma única indicação de que estaria chegando o meu dia, tem como conferir isso?

Com um olhar recriminador, Pedro lhe diz:

_Vocês lá na Terra em breve irão ter máquinas que poderão prestar essas informações de forma instantânea, aqui ainda usamos alfarrábios. Vale o que está escrito. Vou pedir a um querubim para investigar e dirimir suas dúvidas. Agora vamos ver o que ocorre lá embaixo.

Pedro leva Waldo para outro lado do salão e com um simples gesto aciona algo que lembrava uma tela de cinema. Nela são transmitidas as imagens da cerimônia de cremação de Waldo. Presentes, todos os familiares, amigos e até antigos clientes, a comoção era verdadeira, o que leva Pedro a comentar:

_Estou neste cargo há milhares de anos e jamais vi um banqueiro ser tão querido, parabéns.

Segue-se um breve silêncio, quando Pedro avisa:

_Vou adiantar um pouco o tempo, vamos ver como estão reagindo seus familiares.

Um leve sinal seu e a cena muda. Na mesma agência em que Waldo fora morto, sentada diante do Gerente, estava sua esposa Morgana, aguardando para receber o seguro de vida milionário que ele havia feito em seu nome.

Ela sorri com as gentilezas que o funcionário lhe dedica e Waldo perde a compostura dizendo:

_ Que é isso aí, o gerente está se engraçando com a minha mulher? Veja só ele beijando as mãos dela!

Pedro argumenta:

_Olhe direito, parece que é ela quem está se insinuando.

. _Nada disso! Eu ensinei tudo o que ele sabe de banco e esse camarada sempre foi assanhado com as mulheres!

Transtornado com o que vê, Waldo se atreve a fazer uma proposta:

_Pedrão, se não for lesivo ao regulamento, quero lhe pedir um favor.

_Diga e veremos o que é possível fazer.

Waldo respira fundo e diz:

_Quero voltar à Terra, nem que seja por 10 minutos.

_Isso é altamente irregular, mas o que faria nesses 10 minutos? _perguntou Pedro.

_Quero voltar exatamente ao momento em que eu contratava essa apólice de seguros e mudar a agência pagadora, assim, essa cena não acontecerá.

Pedro fica momentaneamente pensativo, e pergunta:

_Quando foi que você fez o seguro?

_Dois meses atrás. _responde Waldo.

_Certo meu caro. Dez minutos na Terra representa menos de um milésimo de segundo por aqui, vou aforar, mas olhe lá, só 10 minutos.

Lesto, Waldo está de volta à Terra e na agência, mas se desespera ao perceber que não havia levado em consideração o mês de fevereiro com 29 dias. Ele estava adiantado em um dia, não havia feito a apólice, logo não poderia mudá-la.

Waldo pensou rápido, só teria 10 minutos. Chamou o corretor de ações e comprou dele a mesma quantia que sua esposa receberia em dinheiro. Com essa compra ela receberia ações e não dinheiro, logo não seria atendida por aquele gerente que segundo ele, se engraçara com Morgana. Efetua um empréstimo para pagar pela compra das ações e, emite um cheque que será cobrado no mesmo dia do crédito de seu seguro, zerando a conta.

Waldo está de volta. Pedro o recebe com um sorriso e indaga:

_Correu tudo bem?

_Nada Pedrão, cheguei um dia antes. Só me restou a opção de comprar ações com o dinheiro que ela receberia de meu seguro. Melhor, pois assim ela poderá vendê-las em outra agência.

_Então ainda temos tempo _afirma Pedro.

_O querubim ainda não retornou com o seu alfarrábio, ele foi brasileiro e você bem sabe como estes são lentos, vamos ver o que vai acontecer.

Novo gesto e lá está o evento que buscam, Morgana em frente ao corretor de ações, igualmente se derramando em sorrisos e charme, enquanto ouve dele:

_Senhora, seu falecido marido entendia muito de ações, pois elas valorizaram mais de 20% desde a data de sua compra, parabéns!

_Para, para, para! _grita Waldo

_Tudo de novo, só tem galanteadores na Terra?

Pedro novamente discorda:

_ Meu caro, não tive essa impressão.

_Vamos fazer o seguinte Pedrão, não tive culpa, nem você, mas voltei no dia errado, acho que mereço uma nova oportunidade, quero voltar novamente.

_Ainda vou ser rebaixado. _ murmura Pedro.

_Mas está certo, ambos erramos, vai ver direitinho data e hora. Está pronto? Então vai.

Agora sim, Waldo estava na agência certa, na hora certa, tudo como queria, mas a insegurança o faz mudar de ideia e simplesmente muda a beneficiária.

Retirou o nome de Morgana e colocou sua mãe como a favorecida.

Waldo retorna lépido.

_Vejo que deu tudo certo. _ diz Pedro.

_Acho que sim, vamos conferir?

Novo gesto, novas imagens. Lá está Altina, a mãe de Waldo, entrando na agência. Desesperado ele implora para parar a cena. Sua mãe entrara no Banco abraçada a um rapaz, minimamente 50 anos mais jovem que ela e que fatalmente só estaria em sua companhia visando ajudá-la a gastar o dinheiro do seguro.

A alegria de Waldo dá lugar a um enorme desânimo. Pedro se comove. _Também não gostei do que vi, volte já para lá.

Tudo certinho e sem erros, agora Waldo altera os beneficiários, retira o nome de sua mãe e coloca o dos seus seis filhos.

Pedro está aborrecido com a demora na resposta do querubim e para entreter Waldo, ele o convida para seguir vendo o futuro.

Na tela, outra desilusão. Em frente à agência bancária, um congestionamento de carrões importados, comprados pelos seis filhos de Waldo, cada um com o seu. Eles já haviam “torrado” todo o dinheiro antes mesmo de recebê-lo.

Waldo decepcionado com o que vê, tem um mal súbito. Desfalece e ao cair, bate a cabeça num banco de mármore, os ferimentos exigem cuidados.

Waldo acorda no leito de um hospital, onde esteve em coma por alguns dias, com a cabeça e o braço enfaixados. Ao seu lado Morgana e seus filhos.

Feliz, ela comenta:

_Amor, que bom que foi só um grande susto, agora você está bem!

_O que aconteceu? _pergunta ele.

Morgana pacientemente explica tudo a ele:

_Naquela segunda-feira quando você foi receber seu primeiro salário como aposentado, sua intenção era de ser o primeiro da fila. Acontece que estamos no horário de verão, com uma hora adiantada. Você nunca, ano nenhum, adiantou seu relógio. Foi isso que o salvou.

_Por quê? _pergunta Waldo.

_O primeiro senhor que estava na fila foi morto por bandidos.

_Como foi isso?

_No momento em que a agência abriu às 9h, um senhor de mais de 80 anos entrou pela porta giratória e com ele entrou um dos assaltantes. O idoso reagiu, levou uma coronhada, caiu, bateu a cabeça na parede e morreu.

_E eu por que estou aqui?

_Você chegou lá achando que eram 8h50, mas já era 9h50, bem no momento do fim do assalto. Houve um encontrão entre vocês e lhe deram um tiro no braço. Esse hematoma na cabeça deve ter sido quando caiu no chão.

Três dias depois Waldo recebe alta. O médico faz inúmeras recomendações a ele e comenta que era normal em alguns casos, quando o paciente volta do estado de coma, ter a impressão de que esteve em outros lugares, mas que isso logo passaria.

Waldo acredita piamente que tudo o que lhe ocorreu era criação de sua mente em razão do estado de coma, apenas alucinações.

Dias depois, recuperado, volta às suas atividades de aposentado e resolve comprar frutas no supermercado próximo de sua casa. Por comodidade vai de carro, ao parar em um semáforo vermelho, recebe de um senhor bem idoso, barbas e cabelos brancos um folheto com os dizeres:

“Você estava certo, não era o seu dia e lá vale o que está escrito”.

Waldo levanta os olhos buscando pelo ancião, mas já não o encontra mais.

Volta a olhar para o folheto onde agora, existe apenas a propaganda de uma grande seguradora. Por muito tempo essa cena rondou seus pensamentos, mas ele se lembrava da afirmação do médico, era efeito dos remédios e do coma.

Certa manhã, Waldo assistia a um programa de TV cujo tema era a Bolsa de Valores e um dos comentaristas afirma:

_Não é toda semana que as ações sobem mais de 20% no seu preço, como havia acontecido dias atrás.

Waldo estava sem ler os jornais dos últimos dias e curioso e incrédulo, constata abismado que as ações que ele teria comprado em seu momento de volta à Terra, eram as mesmas divulgadas na notícia, as mesmas valorizadas em mais de 20%.

Seu pensamento distante é interrompido por Morgana que lhe pergunta:

_Você não vai mandar arrumar o relógio que quebrou no dia do assalto?

Ele olha para o mostrador onde os ponteiros estão parados e marcando exatamente 8h. Tirando o relógio do pulso observa uma gravação na tampa traseira, uma senha do Banco, com o número P 001, data de 02 de março de 1992.

Confuso Waldo seguia incrédulo, não aceitava a possibilidade de ter mesmo morrido.

Na semana seguinte recebe uma ligação do banco e o gerente lhe pergunta.

_Waldo onde quer que eu aplique o dinheiro que sobrou de sua compra de ações, elas valorizaram 20% em poucos dias. Abismado ele se lembra que para cancelar essa compra ele não teria voltado.

A sorte de Waldo. Lá vale o que está escrito

FIM – Tito Cancian

italianodeoderzo@hotmail.com.

Capítulo 3

COMO DUPLICAR UMA HERANÇA

Juliano acabara de completar 21 anos de idade, e a partir daí, poderia desfrutar da herança deixada pela família, quando do falecimento de seu pai.

Até então vivia com sua tia Fausta, irmã de sua mãe, que o criou dentro de rígidos padrões para aquela época. Desde muito jovem o rapaz se interessou por Lia, a filha do

prefeito da cidade, um homem ambicioso que não se contentava com sua riqueza e nem com o poder, ele queria mais, e pretendia usar sua única filha para isso. Apenas deixaria a moça casar-se com um rapaz que fosse capaz de no futuro juntar fortunas e poder aumentá-la cada vez mais. Quando Juliano o procurou pedindo para namorar Lia, ele foi categórico. _Só permito que namorem se você conseguir dobrar a sua herança, eu disse:

dobrar. Juliano acatou a ordem e prometeu fazer isso o mais rápido possível, pois já estava apaixonado e não queria perder a sua amada. Passou então pesquisar em qul

atividade poderia, rapidamente, alcançar a meta de dobrar seus recursos. Leu em um jornal que desde 1892 na então capital do país Rio de Janeiro, havia como meio de

transportes o BONDE ELETRICO, que se iniciou só com alguns quilômetros, mas, já era visto em toda parte da cidade, e que já haviam 44 sistemas de bondes, que para se

locomoverem precisavam de trilhos, e, claro, que ao saber que em São Paulo, capital de seu estado já havia esse meio de transporte desde 7 de maio de 1900, pensou: Achei o mapa da mina, e construiu uma gigantesca indústria para fabricá-los. Rapidamente, descobriu que os BONDES seriam substituídos por outros meios de transportes e sem uso de trilhos. Como só restaram BONDES como atração turística e em poucas cidades do país, que os trilhos eram diferentes dos usados em Estradas de Ferro, desistiu, mas não sem antes ter perdido grande parte de sua fortuna. Ao fechar sua indústria. teve que demitir seus operários, apenas manteve Clotilde, uma moça de 26 anos que lhe serviu como secretária. Ele sabia que sempre haveria um lugar para ela por ter demonstrado capacidade nessa função. Enquanto imaginava como poderia alcançar o objetivo de dobrar sua herança, ambos se reuniam em sua linda casa, pesquisando possíveis investimentos. Clotilde, além de secretaria, passara ser um ombro amigo de Juliano que sempre se lamentava das exigências do prefeito, Pai de Lia, ela o consolava, e para ser solidária nesse tipo de sofrimento amoroso contou a ele que, também sofrera por amor, mas, sem chance de recuperá-lo, pois, seu namorado havia se casado com sua melhor

amiga. Essas confidencias, revelaram que ela havia se entregado ao namorado, e para o inexperiente e virgem Juliano tudo era novidade, que corava quando ela detalhava

cenas de sexo com o ex namorado. Mas, não havendo mais BONDES para utilizar seus trilhos, imaginou, então vou construir uma empresa para desenvolver câmara de ar para os pneus de borracha, estas desde 1888 quando o veterinário Escocês JONH BOYDE DUNLOP, imaginando construir algo para seu filho usar em seu velocípede, descobriu muitas outras utilidades e logo, os pneus com câmara eram vistos em Belfast. Juliano,prudentemente, não pôde investir muito capital, até porque já não era tão grande seus recursos, e, quando passou ser usado pneus sem câmara, concluiu que: se seguisse nisso afundaria rapidamente e, novamente desistiu. Seguia pesquisando e passou a investir na fabricação de fichas para uso em telefones públicos “ORELHÕES”, estas eram feitas em

ferro, latão, cobre e zamac, entre outros e média de diâmetro entre 20mm e 30mm, já estavam em uso desde a década de 60, porem, por vandalismo, as fichas foram

substituídas por cartões telefônicos, deixando Juliano novamente apenas com o prejuízo.

Nova tentativa foi investir em TAMANCOS DE MADEIRA também chamados de“BURZEGUINS”, que foram usados desde a idade média pelos nobres, fossem homens ou mulheres, principalmente na Holanda, mas a palavra TAMANCO teve sua origem na FRANÇA e vem do termo “sabat” na época, por ser de madeira eram também usados nas fabricas para danificar as engrenagens, pelos operários em luta por melhores salários, dando origem a palavra SABOTAGEM. Mas a sorte de Juliano durou pouco, mal deu tempo para recuperar seu modesto investimento, pois acabavam de inventar as ALPARGATAS com solado de cordas e panos. Foi o fim de mais uma tentativa.

Juliano ficou agoniado, Lia, apoiava cegamente as exigências do pai, e eles apenas flertavam vez ou outra, namorar só depois de dobrar sua herança. Apaixonado, Juliano não desistia, e lendo uma revista de Portugal, viu um anuncio de “Boquilha” que era usado pelas senhoras de alta classe, seria até uma moda feminina, aqui no Brasil seu nome era “Piteira” fabricadas em prata e jade, e desde 1910 já eram usadas por aqui, chegou comprar um maquinário para produzi-las, contudo os concorrentes passaram usar plásticos, o que tornou inviável, pelos preços, concorrer com eles por serem infinitamente mais baratos, pior ainda, quando a partir de 1960 surgiram os cigarros com filtro encerrando, definitivamente, as pretensões de Juliano em dobrar sua herança nessa linha de produtos, que hoje só é moda no Japão onde são usadas pedras preciosas, casco de tartaruga e chifres, em sua fabricação ou seja, alto nível. Juliano, depois de vários maus negócios, já pensava desistir de namorar Lia, mas, sempre

ao passar em frente à sua casa e receber dela ao menos um sorriso, o animava prosseguir no seu objetivo de dobrar sua herança, fato que a cada dia que passava se tornava mais difícil, pois, seus recursos financeiros já estavam abalados. Em uma tarde, tomando sol na varanda de sua casa, percebeu uma criança, escrevendo em local de

terra o seu próprio nome, e passou a refletir, como aquele ato era muito importante para a humanidade: a escrita. Mentalmente, voltou à 3.500 A/C e vibrou lembrando que os SUMERIOS, que habitavam onde hoje fica o Sul do Iraque, criaram uma escrita cuneiforme, usando madeira ou osso em forma de cunha. Suspirou ao lembrar que em 2.500 A/C os Egípcios usavam ossos molhados em tinta vegetal para se comunicarem e que na idade média se usou penas de gansos talhadas para o mesmo objetivo. Por curiosidade pesquisou e descobriu que Lewis Edson Waterman em, 1884 criou a caneta tinteiro, pois antes dela ainda no século XIV quando foi criada as penas de metal, estas precisavam ser molhadas em tinteiros para as escritas. Assim, imaginou que fabricar penas de metal para caneta tinteiro seria um ótimo negócio e que poderia usar apenas pequeno recurso para produzi-las. Chegou até em um momento, ser o maior produtor de penas para canetas do país, havia Já até recuperado boa parte do dinheiro empregado para construção dessa fábrica, foi, quando surgiram as canetas esferográficas, e por pouco não tem sua falência decretada, até então, só prejuízos Com seus recursos já depauperados, Juliano, agora, teria que acertar na escolha de seu próximo empreendimento, não poderia errar. Certo dia assistindo TV sobre como havia sido o início das transmissões, todas ao vivo, inclusive os comerciais sendo apresentado por moças com seus textos decorados e movimentos pre estabelecidos, resolveu conhecer um pouco mais sobre o tema, assim descobriu que: O primeiro protótipo visando uma gravação que levava o nome de “VERA” Vision Electronic Recording Apparatus, havia sido criado e desenvolvido em 1950, mas por não atender as necessidades foi encerrado em 1958, dois anos antes em, 1956 era lançado o VR 1000 um equipamento de gravação em fita quadrupex acondicionados em carreteis abertos (oppen reel) e fita de 1 polegada designado “TYPE A”, Ainda não haviam terminado o programa e Juliano deu um salto da cadeira aos gritos dizendo: É ISSO, ACHEI NÃO TEM ERRO. Nosso apaixonado e empobrecido Juliano então teve a ideia de abrir em todo Brasil, inclusive em todas as cidades, com mais de vinte mil habitantes, uma LOCADORA de filmes. Levou bom tempo, viajando de cidade em cidade, alugando os locais onde suas lojas funcionariam. Comprou milhares de fitas dos filmes mais vistos, até então, nos cinemas, e nas inaugurações em cada cidade levou artistas alguns até estrangeiros para marcar, definitivamente, sua nova aposa.

Por dois anos ganhou bom dinheiro, alugar as fitas ver o filme em suas casas e possibilitar que várias pessoas assistissem com apenas o pagamento de aluguel era a

moda do momento. Havia até pessoas que alugavam essas fitas diariamente, inclusive de filmes que seriam lançados no mesmo dia nos cinemas, até que criaram o CD, este era de muito mais fidelidade de som e imagem: Para seguir com seu empreendimento, Juliano

teria que vender todas as suas antigas fitas, e poucos, ou ninguém tinha interesse nelas, e claro, como sempre, só prejuízo. Já sem dinheiro, Juliano, recorre à um tio que morava distante, mas ele sabia que havia fortes possibilidades de, caso usasse o telefone pessoas descobririam que ele não tinha mais dinheiro, esse detalhe poderia reforçar a negativa por parte do gerente do banco quando este recusou aprovar um empréstimo para ele, assim, pensou vou mandar minha mensagem usando um fax, que é confiável, rápido é seguro. Imediatamente pensou: Por

que não pensei nisso antes? Caso consiga ajuda de meu tio, montarei uma indústria e fabricarei esses aparelhos, e concluiu ainda vou me recuperar. Foi o que fez, mas

enquanto aguardava resposta buscou saber mais detalhes sobre o que produziria, e o fez usando as Enciclopédias muito usadas em pesquisas na época. Descobriu que: a ideia de transmitir documentos a longa distância, surgiu em 1843 e foi de Alexander Bain, mas apenas em 1926 tornou-se uma realidade com a criação do telefone

de Alexander Graham Bell, contudo o primeiro aparelho de FAX foi criado em 1947 por Gabriel Casotti, mas, só em 1973 foi produzido em grande escala. No dia seguinte, recebeu a notícia que esperava. Seu tio concordava em emprestar a quantia solicitada, mas pedia garantias. Juliano aceitou essa exigência e deu uma de suas casas em hipoteca. Rapidamente, ao receber o deposito efetuado por seu tio, procurou saber de detalhes para contratar os especialistas, não sem antes, fazer comentários desairosos contra o gerente da agência. Quando já tinha praticamente tudo pronto, não chegou nem mesmo inaugurar sua nova atividade, devido a sua descoberta de que o aparelho de FAX já estava obsoleto, havia agora novos e mais modernos meios de comunicação, desta vez não ficou apenas com prejuízo, mas também perdeu a casa que dera em garantia do empréstimo. Desolado, com mais essa perda nos negócios, Juliano, resolve passar uns dias em um sítio que fazia parte da herança, esperava que longe das pessoas, poderia ter alguma nova ideia de investimento, contudo, não sabia cozinhar e lá não havia nenhum empregado, o local estava mesmo praticamente abandonado.

Concluiu que o melhor a fazer, seria convidar Clotilde, que além de secretariá-lo poderia ajudar nas tarefas diárias inclusive, com a alimentação, e ao fazê-lo, ela, aceitou de imediato. Programaram permanecer no sítio por uma semana, e no primeiro dia, ambos, se ocuparam basicamente da limpeza do local, no dia seguinte, o calor, embora a época seria mesmo para tal, estava escaldante e Clotilde após preparar refeições leves, sugere á Juliano passar umas horas a beira do rio que rodeava o sítio e lá fazer a refeição.

Convite aceito, ambos apenas levaram uma toalha para colocar os alimentos em cima, mas, o calor só aumentava, e Clotilde pergunta à Juliano: Vamos tomar um banho no rio? E ouve como resposta: seria ótimo, mas não trouxemos roupas para tal e ouve: Somos dois adultos, não vejo nenhum problema em banhar me nua, nem eu, afirmou Juliano. assim, por um bom tempo, ficaram dentro do rio, inclusive com brincadeiras de crianças jogando água um no outro. Ao sair, e apenas aí, Clotilde notou como era grande e grosso o membro de Juliano, chegou até se excitar, mas, preferiu vestir suas roupas e seguir fazendo a refeição. Porém, ao sentar-se diante dele, levantou suas pernas, deixando sua vagina totalmente a mostra, pois, sua calcinha branca, toda molhada permitia vê-la. Em um momento, Juliano nota o fato e passa contemplar o que vê, e de imediato tem uma ereção, que é notada por Clotilde que fica até ofegante ao ver quando ereto, ainda é bem maior o que já vira antes. Clotilde, mente que vai se afastar um pouco para dentro da vegetação para urinar, mas, já dentro da mata, acaricia seus seios e imediatamente passa alisar suavemente seu clitóris, em seguida chega a um orgasmo, que ela tem que disfarçar para não ser ouvida. Horas depois, voltam para o sítio.

A partir daquele dia, Clotilde, quando só, volta aos carinhos em seu corpo, atinge seus orgasmos, mas passa a ter um proposito: Ainda vou fazer sexo com Juliano, quero o pênis enorme dele dentro de mim por horas.

Juliano, em alguns momentos, a partir daquela tarde, na qual vira, mesmo que encoberta por uma calcinha molhada, a vulva de Clotilde, ao relembrar, também, tem suas

excitações, porem fora educado em rígidos princípios, mas ao ter suas ereções, seus pensamentos eram de estar penetrando Clotilde, e se masturba cotidianamente, antes disso, o fazia vendo cenas picantes em sua tv preto e branco, e num desses momentos lembra que fora inventada e estava sendo usado uma folha de plástico com três cores, azul, verde e amarelo, e esta ao ser colocada na frente da tela da tv preto e branco dava a impressão de se ver as imagens coloridas. De imediato, pesquisou, e claro, que montou nova indústria com máquinas modernas, chegou vender muitas delas, mas com a criação das TVs coloridas, novamente, só prejuízos. Juliano agora tinha novamente um motivo para voltar ao sítio com Clotilde, pensava ele que poderia rever a moça nua, seus seios firmes, seus pelos pubianos, e realmente, para lá voltaram. As cenas anteriores, banho sem roupas, ereções, masturbação dela, se repetiram, mas Juliano era muito tímido, nunca havia tido um contato sexual com mulher

alguma, e imaginava apenas ficando nas excitações, mas, naquela tarde tudo seria diferente, ele nunca soube que Clotilde tivera outras intenções com ele e, após a refeição na beira do rio e uma soneca de ambos, Juliano acorda com Clotilde o abraçando por traz, e ao acordar pergunta a ela o que havia acontecido porque ela o estava abraçando, e com um sorriso ela respondeu: eu estava sonhando com você, e estávamos abraçados.

Conte mais sobre esse sonho, pede Juliano, e ela lhe diz, vou fazer exatamente como ele foi: Retira toda sua roupa, e faz com que ele também fique nu. Mas nesse momento Juliano pergunta: Nadamos novamente? e ela responde: não, fique quieto, vou demonstrar como foi o sonho: Deita-se ao seu lado, esfrega suavemente seus

mamilos no rosto de Juliano, que, de imediato, tem uma ereção, e ela prossegue: acaricia todo o ventre dele e coloca o seu membro dentro de sua boca, fazendo sexo oral, Juliano tenta evitar porque, ele fora criado rigidamente por sua tia Fausta, mas ela prossegue, senta-se em cima da barriga dele abre suas pernas e faz com que o seu pênis já firme apenetre, rapidamente, ambos têm um maravilhoso orgasmo. Em seguida ela fala, foi esse meu sonho, vamos repetir? Mas Juliano não consegue mais ter uma ereção, se desculpa, lamenta, mas sai dali feliz por ter tido seu primeiro relacionamento carnal.

Da mesma forma Juliano foi abrindo e fechando suas indústrias quando partiu para abricar: Alfinetes para gravatas, Espiriteiras, joelheira para goleiros de futebol e seus últimos recursos ele usou para comprar linhas telefônicas, pois o aluguel destas renderia um bom dinheiro. Com a chegada dos celulares, seu último negócio ruiu, passou a contrair dívidas para seguir tentando, mas havia perdido até seu crédito, ninguém mais lhe emprestava dinheiro algum. De sua gigantesca fortuna apenas lhe restava o sítio, que ele frequentava com Clotilde, mas, este já estava inviável para qualquer atividade agrícola, mas ali Juliano foi esconder-se de seus inúmeros credores, dentro de uma pequena gruta. Pretendia ficar escondido por lá até as coisas se acalmarem, seus credores haviam colocado jagunços em seu encalço, assim ele levou água e comida para o refúgio que durassem uns 15 dias. Mesmo sem esse costume Juliano levou bebidas para tomar, pois seus pensamentos lhe impediam dormir rapidamente, e quando dormia em sonho era perseguido pelos jagunços.

Na terceira noite, já bastante embriagado Juliano se deita no chão da gruta que lhe dava abrigo e que ficava dentro de suas poucas terras, em um transe ou delírio ou até efeito da bebida alcoólica que tomara em abundancia, recebe ou pensa receber a visita de um senhor que lhe lembrava de muito seu avô paterno que lhe diz: _ Juliano, crie com muito carinho essas abelhas raras a espécie delas é OSMIA AVOSETTA, originarias do Iran, estas não vivem em colmeias, mas sim em ninhos feitos com pétalas de flores coladas com lama, deixe que elas produzam mel e própolis com néctar retiradas de rosas, jasmim, gardênia lírio branco, narciso, angélica, cravo vermelho flor de macieira e lavanda. E o jovem acorda ou volta a si imediatamente, mas ali estão às abelhas como na visão que tivera, e ele passa acreditar quando vê o ninho feito em pétalas de flores. Ainda meio incrédulo, mas por absoluta falta do que fazer cuida muito bem das abelhas, mas não sabe onde encontraria as flores indicadas. É quando se lembra de que seu amigo de infância Anselmo havia voltado à cidade e que em sua antiga fazenda plantara muitas flores. Na calada da noite procura por Anselmo, conta todo seu infortúnio a ele que imediatamente avaliza o amigo em um empréstimo Bancário suficiente para liquidar todas as suas dívidas. Passam produzir mel e própolis no velho sítio de Juliano. Certo dia, sentados no alpendre de uma nova casa ali construída, Anselmo pega um pouco da própolis que produziam e o leva à boca, imediatamente tem uma forte reação, mas imagina ter sido apenas mero acaso. Na noite seguinte, repete o ato e como na anterior sente o mesmo calor, seguido de ereção, percebe que seu pênis está ainda maior que das outras vezes. Pensa em se masturbar, mas, sempre imaginava estar fazendo

sexo com Clotilde, e nesse momento, fala baixinho: Claro, vou chamá-la, quem sabe consigo amá-la mais vezes. Ainda receando ser visto por credores, vai, ao anoitecer, até a casa de sua secretaria, consegue acordá-la jogando pequenas pedras no vidro de seu quarto, e quando ela abre a janela e o vê, pede que ele entre pela janela, para que seus pais não os vejam. Juliano seguia com sua inexplicável ereção, e ao notar o fato, Clotilde lhe diz: Você não imagina como pensei várias vezes que isso aconteceria, você pulando minha janela e passando a noite juntos. A cena entre ambos lembrava a de dois adolescentes desesperados, um tirando a roupa do outro, um beijo ardente deu início aquela noite de sexo interminável, onde por horas seguidas e com o pênis de Juliano mesmo depois de vários orgasmos seguia firme. Fizeram sexo, normal, anal, oral, oral duplo chamado de 69, e quando já amanhecia, ambos exaustos, Clotilde pergunta: O que

aconteceu? Como surgiu esse vigor todo? Mas Juliano preferiu fazer novo teste, e nada falou, mas pediu a ela que no dia seguinte, e sem ser vista, fosse até seu sítio. A moça vibrou com o convite e no horário marcado lá estava ela. Juliano, comenta que poderia, através de uma mensagem que recebida de um parente falecido, ter descoberto algo maravilhoso, e certamente iria solucionar todos os seus problemas. Dá a ela uma porção de própolis tirado de sua produção, imediatamente, a reação foi idêntica à que ele tivera na noite anterior. Novamente, a cena se repete, ela, procura rapidamente tirar as vestes de Juliano, que ao perceber que o imaginado por ele era uma realidade, enquanto também, retirava as vestes dela, coloca em sua boca uma quantidade de própolis.

Fizeram amor seguidamente, ela só repetia: Quero mais, e ele: também quero. Horas depois, o calor acalmou, as pernas bambas, o coração acelerado, a respiração ainda

ofegante de ambos, e uma frase dela encerrando a noitada e disse: Não lhe deixo mais, quero você todos os dias, e se for possível todas as horas. Diante da reação do casal, no dia seguinte, Juliano conta, mas com reservas para Anselmo o que havia ocorrido e ambos procuram um laboratório, solicitam uma análise da própolis e descobrem que acabavam de criar um potentíssimo afrodisíaco, para ambos os sexos e com nenhuma contra indicação.

Desta forma, Juliano dobra a sua herança e Anselmo triplica a sua. Naquela mesma semana, os comentários na cidade davam conta de que o prefeito havia sido afastado do cargo por suspeita, de fraudes em licitações e desvio de verbas da prefeitura, e ainda para piorar sua situação teve seus bens bloqueados. No dia seguinte Juliano recebe a visita dele e de Lia. O prefeito, agora afastado, sorridente diz e Juliano: Sei que você conseguiu dobrar a sua herança, agora eu lhe dou permissão para namorar e casar com minha filha Lia. Nesse momento, Juliano, chama Clotilde que estava na sala ao lado, e olhando para Lia e seu pai diz: Namorar, e com a permissão dela sempre será com esta moça, que acreditou e me ajudou quando eu mais precisei, casar, se algum dia entendermos ser preciso ou por vontade de ambos o faremos. E com um sinal de braço, convida Pai e filha a se retirarem do escritório da maior indústria de produtos naturais afrodisíacos do mundo.

FIM - Tito Cancian

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