Capítulo 2

          Quando chegamos ao lugar onde a noiva de Roberto nos esperava, a música ecoava por todo canto. Fui apresentada à noiva dele, uma loira de olhos azuis muito bonita. Logo ela foi dançando, nos deixando sozinhos.

Observei o local: apertado, cheio de gente, uma pista de dança minúscula, poucas mesas e um grande balcão onde serviam bebidas. Grandes janelas permitiam a entrada de ar, já que o local não tinha ar condicionado.

Quem, em sã consciência, vem a um lugar sem

ar-condicionado?

Por Alá, onde fui me meter.

A música alta da pista se misturava com o som da rua, o trânsito e as conversas na calçada. Eu sei que sou chato, mas está barulhento demais. E, pra piorar, ainda havia uma música ao vivo tocando no estabelecimento ao lado.

— Isso aqui é pior do que lá fora. Onde fui me meter? Que inferno! — reclamei.

— Você tá pior que um velho. Vou procurar uma bebida para você relaxar. — Roberto fez menção de se salvar.

— Você gosta de barulho, mas sei que nem curte esse lugar. Tá aqui só por causa da sua noiva.

— Vai se ferrar! Vou pegar bebidas. Uísque pra você, certo?

— Isso mesmo — respondi, aborrecido.

Olhai no relógio. Ainda era cedo, o lugar estava lotado, e pra piorar, tocava samba. A única coisa boa era as mulheres dançando, e uma em especial minha chamou atenção: uma negra alta e deslumbrante.

Nunca fiquei com uma negra antes, mas isso pode mudar hoje, porque eu quero e muito ficar com essa mulher incrível.

Ela é linda demais!

Seus lábios parecem carnudos, e seu sorriso é hipnotizante enquanto dança. Sem falar no corpo perfeito, cintura fina e bumbum arrebitado, exatamente do jeito que eu gostaria de ter na cama. Para completar, tem o cabelo liso, sedoso, descendo até a cintura. Ela é a perfeição em forma de mulher.

Ela capturou toda a minha atenção, e eu até esqueci o barulho ao meu redor. Cada movimento de quadril que ela fazia me deixava mais fascinado. A roupa colada realçava suas coxas grossas, e a micro calcinha que usava só alimentava minha imaginação.

Acho que todos os homens aqui são como eu. Será que só eu vou vender essa mulher?

Será que estou alucinando por causa do barulho?

Mas eu ainda a vejo, tão linda...

Alucinação ou não, não consigo desviar meus olhos dela. Estou completamente hipnotizado por essa mulata deslumbrante.

Por Alá!

Como pode existir uma mulher tão linda assim?

Meus olhos estavam fixos nela. Sua beleza exótica me fascinou de maneira surpreendente. Seus quadris largos e corpo esbelto acrescentavam um charme especial à sua aparência. Ela era exatamente do tamanho certo para mim, com cerca de 1,73 cm de altura, o que facilitava um beijo sem esforço.

Mas, que droga!

Desde quando comecei a me referir a uma mulher dessa forma?

Suspirei fundo enquanto observava dançar com suas duas amigas, lutando contra o turbilhão de pensamentos loucos que surgiam em minha mente. Felizmente, Roberto retornou com o Whisky, e eu esperava que a bebida ajudasse a salvar essas ideias.

— Para quem você está olhando tanto? — Roberto disse, respondendo meu olhar para onde as mulheres dançavam, inclusive sua noiva. — Parece que vai devorar alguém.

— Estou apenas admirando a mulher mais bela dançando.

— Espero que você não fique de olho na minha noiva. Ela está de calça vermelha e blusa branca.

— Por um momento, pensei que você fosse o noivo da minha “delícia” — brinquei, mantendo o olhar nas mulheres. — Você deve confiar muito na sua noiva para deixá-la dançar assim, não é?

— Para um relacionamento funcionar, tem que ser a dois, meu amigo. Então, sim, confie o suficiente para que ela dance como quiser. — Roberto convidou e deu um gole na bebida. — E se você tentar algo com ela, considere-se um homem morto! — Ele riu enquanto me lançava um olhar severo.

— Conhece aquela mulher que está dançando ao lado dela?

— Perguntei, coçando a garganta, e ele entendeu, rindo de forma maldosa.

— Nunca te vi com uma mulher negra antes, então duvido que seja a Rebeca.

— É exatamente ela. É a mais linda que vi hoje e, sem dúvida, é extremamente atraente!

— Aquela outra ali parece mais o seu tipo — Roberto indicou para uma mulher que nos observava.

— Definitivamente não. Por que você não me disse que tinha uma amiga tão atraente? — Perguntei, surpreso. — Quase desisti de vir por causa do barulho. —Ri.

— Por que eu falaria das amigas da minha noiva, e ainda mais da melhor amiga dela? — Roberto deu um leve tapa na minha cabeça.

— Apenas para mim apresentar aos velhos amigos, meu caro.

— Que ironia, você que estava reclamando do lugar, agora encontrou alguém para se interessar aqui mesmo.

— Não estou falando de um relacionamento, estou falando de uma noite de diversão. Vou no domingo cedo, você sabe disso.

— Nesse caso, é melhor você procurar outro. Há muitas mulheres lindas aqui. Esqueça a Rebeca, ela é a melhor amiga da minha noiva. E você sabe como seus pais são. Eles não aceitariam você se envolver com uma mulher negra. Eles têm preconceito até com roupas, quanto mais com o cor da pele.

— Eu diria que morreria com prazer por ela! Não sou meus pais, ok? Infelizmente, eles ainda são preconceituosos, mas alguns de nós não seguem isso tão rigorosamente. Como já te disse, morreria feliz por essa mulher.

— Você está ficando maluco! — Roberto revirou os olhos e olhou para outro ponto. — Veja aquela mulher de vestido cinza e olhos verdes que está te observando... Ela está interessada em você.

— Não é ela que me interessa. Meu foco está em uma mulher negra de olhos castanhos. Se você não se apresentar, vou contar à sua noiva tudo o que você fez em Istambul — ameacei, vendo-o engolir em seco. — Já imaginou se a Camila descobrir sobre todas as mulheres da faculdade com quem você se envolveu?

— Nem a conhece e já está me ameaçando? — Roberto disse, incrédulo. — Você está mesmo apaixonado?

— Não sou de me apegar ou me apaixonar, e você sabe disso.

— Então, é melhor procurar outra garota. Não é Rebeca. — Roberto suspirou.

Por um breve momento, comecei a questionar seus interesses com uma mulher, mas logo entendi. Se eu tivesse uma amiga na próxima vez, também tentaria observar os caras como eu. No entanto, nesta noite, ela estaria na minha cama, custasse o que custasse.

— É melhor você me apresentar. Sabe que não brinco quando faço uma ameaça, não é? — eu disse.

— Você ganhou! — Roberto fez as mãos em sinal de rendição e, em seguida, fez um gesto para as mulheres, que pararam de dançar e se dirigiram para nós.

Capítulo 3

          Enquanto três mulheres se aproximavam, eu não conseguia tirar os olhos dela. A cada passo, parecia que ela estava desfilando em uma passarela, com apenas ela como modelo. Nossos olhares se cruzaram, fazendo meu coração acelerar e uma conexão inexplicável se formar entre nós.

Ela era ainda mais deslumbrante de perto. Se estivéssemos no deserto, ela seria uma miragem, a tamanha era sua perfeição.

Desviei o olhar e fechei os olhos, tentando controlar meus pensamentos, mas era quase impossível. Quanto mais ela se aproximava, mais pensamentos impróprios surgiam na minha mente.

— Rahmi, essa é Letícia e essa é Rebeca — Roberto interrompeu meus pensamentos.

Observei Letícia, com seus cabelos ruivos e corpo atlético, que me atendeu rapidamente e com desinteresse. Finalmente, cumprimentei a mulher que realmente me interessou. Ela se aproximou, me deu um abraço e um beijo próximo à boca, fazendo meu corpo reagir instantaneamente.

Maldita!

Ela pagaria caro hoje.

Sua proximidade elevou o que eu estava tentando manter quieto. No fundo da boate, um homem a olhar descaradamente, visivelmente desejando-a. Meu sangue ferveu imediatamente. Mas naquela noite, ela seria só minha, e de mais nenhum homem.

Camila, vamos ao banheiro comigo — pede a ruiva. Camila concorda e Roberto se ofereceram para acompanhá-las.

Roberto é esperto, encontrou uma maneira de me deixar sozinho com minha Pérola Negra.

— Olá, Rebeca, certo? Seu nome é lindo! — comecei.

Pela primeira vez, me sinto nervoso perto de uma mulher. Nunca fiquei assim sem saber como iniciar uma conversa, mas com ela, eu só consegui pensar em tê-la na cama.

— Você também tem um nome lindo, Rahmi.

Porra, até meu nome tão bonito com a sua voz!

— Fico feliz que gostei do meu nome. Você é realmente linda, Rebeca.

— Você também é lindo. Gostei de você, Rahmi!

Meu corpo reagiu instantaneamente ao seu interesse, desejando experimentar seu corpo.

Roberto e as mulheres voltaram do banheiro e foram para o outro lado da boate.

— Podemos sair daqui, Rebeca? — querendo cautelosamente.

— Quero ficar com você em um lugar mais tranquilo e menos barulhento. — Cocei a cabeça e, em pensamento, pensei: “O único barulho que quero ouvir é o seu gemido de prazer.”

Estou enlouquecendo.

O que está acontecendo com meu cérebro?

Acho que parou de funcionar corretamente com tanta atração.

Rebeca não respondeu imediatamente. Antes que eu pudesse perguntar novamente, uma música suave começou a tocar. Ela se mudou, e sem permissão, tomou minha boca em um beijo intenso.

Que mulher é essa que me deixa duro só com um beijo!? Era para eu ter tomado a iniciativa, não o contrário. Rebeca não é como as outras que conheci; ela toma iniciativa. Mas que ela se prepare, porque na cama, quem vai tomar uma atitude sou eu.

— Vamos sair daqui? Antes que eu te foda aqui mesmo, no meio dessa gente — sugeri, sentindo meu desejo pulsar. — Vamos sair daqui! — Ela concordou..

Eu estava tomado pelo desejo e precisava estar com ela imediatamente. Já estávamos saindo quando avistei um banheiro e a puxei para dentro.

— Espera aí! Esse banheiro é masculino.

— Não me importo com isso, só quero estar com você.

Tranquei a porta para garantir que ninguém nos interrompesse. Para nossa sorte, o banheiro estava relativamente limpo, aparentemente ainda não tinha sido muito usado.

Desabotoei sua calça com pressa, quase com um pouco de violência, e ela riu da minha atitude.

— Você é maluco! — sorriu.

Com a calça totalmente retirada, pude apreciar seu corpo de forma perfeita. Ela tentou tirar minha blusa, mas não havia tempo para preliminares. Retirei meu pênis da cueca e coloquei Rebeca em cima do balcão. Aumentei um pouco mais suas pernas e admirei sua beleza.

A visão era tão excitante que eu não conseguia me controlar.

Empurrei meu pênis com força dentro dela e comecei a penetrá-la com intensidade, enquanto ela gemia alto. O barulho da boate parecia distante agora.

Era incrível ter a boca dela tão perto, e eu aproveitei para beijá-la com paixão. Continuei penetrando-a enquanto a beijava, e os gemidos dela eram intensos.

Sentia meu clímax se aproximar e só pensava em fazê-la gozar.

— Vai, querida, goza para mim! — pedi entre gemidos.

Ela gozou deliciosamente após o meu pedido, e eu acompanhei.

Depois de acalmar um pouco, fui até o local onde havia papel e limpei-me. Então, cuidei dela, limpando o que havia restado. Só então percebi que não usamos camisinha.

Como isso pôde acontecer?

Nunca havia cometido esse erro antes. Essa mulher me deixou tão fora de mim que eu perdi o controle sobre esse detalhe importante.

E caso ocorra uma gravidez?

Caramba!

E se eu contrair uma infecção sexualmente transmissível?

A gestação é a parte menos preocupante, o verdadeiro desafio é contrair uma enfermidade.

— Nos descuidamos e não usamos preservativo.

— Fique tranquilo, querido, eu faço uso de medicamentos e faço exames regularmente, então estou saudável e espero que você também esteja, se não vou te matar, pois mesmo fazendo uso de medicamentos, prefiro sempre usar preservativo para garantir minha segurança e a do meu parceiro. Nunca sabemos quem está ou não infectado com alguma doença transmissível — Ela explica.

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