Meu pai se vira para olhar diretamente em meus olhos, me incentivando a dizer alguma coisa eu percebo que Sophia também está esperando ansiosamente minha resposta, como meu pai pode propor uma outra viagem anual, como ele ousa romper com a tradição de nossa família?
- é sério? Então você está disposto a quebrar a tradição da nossa família por causa dessa namorada interesseira que vai te largar na hora que arranjar um sugar daddy mais rico que você?
Percebo o rosto do meu pai ficando sério como se estivesse com muita raiva e logo ele grita comigo
- Alma, você passou dos limites. Eu acho que você deve se desculpar com Sophia agora mesmo.
- não espere, eu nunca vou fazer isso.
Meu pai dá alguns passos para a frente. Ele se mantém olhando para baixo e respira profundamente como se estivesse reunindo todas as suas forças para o que está prestes a dizer. Finalmente os olhos dele encontram os meus me concentro em seu rosto esperando pelo que estava por vim
- se é assim então eu não tenho escolha a não ser pedir que você saia da minha casa
Eu fico chocada com as palavras de meu pai que me atingiram como um furacão, mas o orgulho me impede de responder eu me viro sem falar nenhuma palavra e caminho enfurecida na direção da porta passando por Richard e Sophia, sem olhar pra eles.
Entro em meu quarto batendo a porta enfurecida fazendo as paredes tremerem, eu espero que papai e Sophia sintam o impacto respiro fundo e logo escuto a voz de Derick avisando que ele estava no quarto
- amor vem cá, tô com saudades, olha me desculpa pelo que aconteceu mais cedo, eu sou todo seu agora
Ignorando os olhos suplicantes de Derick eu puxo uma grande mala que estava em baixo da cama e a arrasto até o meu closet eu começo a pegar roupas aleatoriamente e jogá-las dentro da mala violentamente e novamente escuto Derick falando comigo
- amor, oque aconteceu?
- meu pai me expulsou de casa por causa daquela nova namoradinha dele, inacreditável ela tem ele na palma daquela mão toda trabalhando na manicure.
Coloco toda minhas frustrações pra fora tentando controlar toda minha raiva
- uau, parece que ela fisgou ele com força mas eu não culpo o Richard, afinal com o corpo que ela tem AAAAAAI
Derick grita de dor quando o tênis que eu atirei atravessa o quarto e acertar a lateral da cabeça dele.
- cala boca Derick, você merece que eu jogue com mais força
- foi um ótimo arremesso amor, tenho que admitir, mais isso machuca, então ei para onde você tá indo?
- pra sua casa, pra onde mais eu iria?
- oh-oh, espera ai um pouco para onde mesmo você disse que ta indo?
- Derick, você escutou oque eu te disse antes? Meu pai me expulsou de casa
- eu escutei, mas sobre você se mudar para minha casa eu não recebi o comunicado com essa decisão, então isso me assustou um pouco
Derick parece completamente apavorado com a ideia de eu ir morar com ele, será que ele ta escondendo alguma coisa de mim?
- Derick você ta escondendo alguma coisa de mim? É por isso que quase nunca a gente fica por lá?
Derick se estressa parecendo alguém negando que fez algo de errado
- isso é ridículo, você sabe que eu nunca faria isso com você
- você não me trairia, mas deixaria sua namorada se tornar uma sem-teto? Então eu não posso ficar aqui e não posso ficar na casa do meu namorado também, o que você espera que eu faça Derick?
Derick pula pra fora da cama ele começa a juntas as coisas dele que estão espalhadas pelo quarto, telefone, carteira, moletom, cigarros e outras coisas.
Talvez ele esteja criando juízo e vai me levar pra casa dele, talvez eu realmente possa contar com ele num momento difícil como esse afinal de contas
Mas Derick caminha em direção a porta sem de oferecer pra levar minha mala ele para momentaneamente na porta com as costas viradas para mim
- reserva um quarto de hotel então.
E simples assim Derick some me deixando sozinha pra lidar com o segundo baque do dia.
Sem rumo e sem ninguém eu saio com minha mala caminhando sem destino e sem saber para onde ir depois de algumas horas caminhando eu paro em um bar, agora estou escorada no balcão do bar eu vim pra cá por que não quero arriscar encontrar ninguém que me conheça. Minha visão está um pouco nublada e minha cabeça está chiando depois de ter virado a terceira ou foi a quarta margarita? A filha de um dos homens mais ricos da cidade, bebendo e chorando sozinha num barzinho de quinta categoria, que patético, mas aposto que meu pai vai perceber rapidinho a grande besteira que ele fez e então vai me ligar pra pedir desculpas quando ele descobrir que estou nesse bar, nessa parte da cidade ele vai ficar tão preocupado que vai mandar o pessoal dele pra me buscar e me levar pra casa imediatamente, espera onde é que ta meu telefone? Ah bem aqui e a bateria ta quade cheia, bom agora é só esperar você me ligar pai e estarei em casa num instante
Eu busco conforto nos meus pensamentos ébrios, desejando que tudo isso seja um pesadelo no qual eu vou acordar logo de repete escuto o um barulho de algo batendo sobre o balcão, me viro rapidamente e vejo um homem de mais ou menos 30 anos que está claramente bêbado acaba de bater um copo contra o balcão derramando parte da bebida que estava dentro, ele abre um sorriso cheio de dentes na minha direção ele me lembra um lobo mau, tento fingir que não estou olhando mas ele parece não desistir
- oi linda, parece que você ta precisando de companhia, meu nome é Gusta.
Seu hálito fede a cerveja velha e seus dentes amarelados são simplesmente nojentos
- desculpe, não estou com humor para conversas, eu tive um dia bem difícil
- pobrezinha, uma garota bonita assim não devia ficar triste nunca é quase um crime
Ele caminha devagar e com confiança em minha direção, esse é um cara que está acostumado a conseguir o que quer. Quando ele chega perto o suficiente ele aproxima a boca de meu ouvido e sussurra
- deixa eu te dizer, eu sei exatamente o que fazer para colocar um sorriso nesse seu rostinho bonito
- eu não estou interessada, você pode me deixar sozinha, por favor?
- vamos eu prometo que nós vamos nos divertir muito
Eu realmente não consigo aguentar isso é melhor sair de perto dele logo
Tento me levantar mas me sinto tonta e cambaleio, conforme eu cambaleio para me levantar Gusta se apressar para me agarrar pela cintura, vejo ele olhando com desejo pros meus seios e não consigo deixar de sentir nojo
- essa é minha garota, eu sabia que você ia topar, vamos nos divertir um pouco lá nos fundos do bar
- não, eu não quero fazer isso, só me deixa em paz por favor.
A essa altura eu estou tão bêbada que os meus protestos soam fracos e são facilmente ignorados por esse cada, ugh eu sinto a mão dele deslizando para agarrar minha bunda com tanta força que chega a doer. Olho pelos lados e não tem ninguém aqui para me salvar, eu nunca me senti tão sozinha e indefesa. Eu preciso pensar rápido sobre o que fazer eu junto toda a força que tem e num movimento rápido eu dou uma joelhada nas partes baixas dele. O impacto faz com que ele se curve levemente para frente enquanto tenta se recuperar da dor
- por que você fez isso, piranha? Eu só tava tentando animar essa sua casa azeda, mas agora você pediu, caramba você ta tirando minha paciência me provocando
Logo sinto Gusta agarrar meu braço e me puxar mais pra perto enquanto tento protestar já sem força ele vai me arrastando pela porta dos fundos do bar, ninguém no bar parece ter percebido oque estava acontecendo ou talvez ninguém realmente se importe. Eu estou muito fraca pra resistir, estou com medo do que vai acontecer comigo
E então do nada um cara grande e forte aparece ele se aproxima e da um soco rápido na lateral da mandíbula de Gusta que cai no chão, todos os olhos do bar estão voltados lara a cena que acabou de acontecer, o belo estranho que acabou de me salvar vira pra mim me encarando e diz
- não se preocupe ele vai sobreviver, você ta bem?
Sinto todos os meus sentidos voltando pra aquela voz, ai meu Deus, ele é o homem mais lindo que já vi.
- obrigada por me ajudar. Nem quero pensar no que poderia ter acontecido comigo se você não tivesse interferido
O belo estranho dá uma espécie de grunhido enquanto mantém o contato visual comigo, eu sinto que estou me perdendo nos lindos olhos dele, penso em uma forma de agradecer sem deixar que ele vá embora
- eu realmente não sei como te agradecer, posso te pagar uma bebida ou algo assim? Um beijo ou dois na bochecha talvez?
O barman aparece na nossa frente com uma expressão preocupada e sua voz soando desesperada
- foi mal Zyan, eu não sabia que a garota tava contigo, se soubesse eu não tinha deixado aquela bêbado botar as patas nela
Então o nome dele é Zyan e o barman tinha percebido o que estava acontecendo ele simplesmente fingiu que não estava vendo
Eu estou fervendo de raiva silenciosamente desejando que aconteça com ele o mesmo que aconteceu com o bêbado e ele continua falando sem parar
- eu pensei que ela fosse uma das garotas que "trabalham" procurando clientes por aqui.
Zyan se vira para encará-lo com um olhar mortal que dura tempo suficiente pro barman ficar visivelmente tenso.
- eu calaria a boca se fosse você
- foi mal, cara olha eu posso dar uma bebida pra você e pra sua garota? Por conta da casa, claro.
- não precisa, já estamos indo embora
Se dizer mais nada Zyan me pega pelo braço e me leva pra fora do bar pra onde ele ta me lavando? e por que ele parece ansioso para sair do bar? Confusa, mas completamente acaba eu fico em silêncio enquanto deixo me levar por aquela mão forte, do lado de fora o ar frio da noite acaricia minhas bochechas, Zyan me leva até um carro ele abre a porta do passageiro e gesticula com a cabeça indicando pra mim entrar, mesmo estando bêbada eu tento hesitar
- o que ta acontecendo? Pra onde você quer me levar?
- vou te levar pra um lugar seguro
É verdade que ele me salvou mais eu não devo confiar em um estranho
- olha, eu posso estar um pouco embrigada, mas não o suficiente para entrar num carro com alguém que conheci a um minuto atrás
- eu realmente não tenho tempo pra isso, só entre no carro.
- de jeito nenhum, eu vou ligar pro meu pai
Eu reviro minha bolsa desajeitadamente à procura do meu celular quando Zyan repentinamente tira ela das minhas mãos
- escuta, eu não quero que as coisas saiam do controme. Então só entra no carro, nós vamos sair daqui ponto.
Basta apenas um olhar pros olhos dele e eu percebo que ele está falando falando, embriagada e sem ter pra onde ir eu acabo cedendo e sentando no banco do passageiro escuto Zyan resmungar baixo
- ótimo.
Dentro do carro Zyan fica em silêncio, eu dou alguns olhares furtivos para ele apesar de ele estar focado na estrada à frente, você sabe que a mente dele está a mil quilômetros de distância, já sem paciência decido saber pra onde ele está me levando
- você tá me levando para casa?
Silêncio é a única resposta que recebo
- você não vai me dizer para onde nós estamos indo?
Mais silêncio tenso domina o ambiente
- certo, então acho que a resposta é não.
Quem diabos é esse cara? O barman sabe o nome dele e estava claramente intimidade, assustado até, e o jeito que ele apagou aquele idiota com apenas um soco foi bastante impressionante, eu estou louca por ter ficado um pouquinho excitada com o jeito que ele tomou o controle da situação? Talvez seja só o meu lado bêbada falando.
ah não, eu não tô me sentindo muito bem. Talvez tenha tomado vodka demais, sinto vontade de vomitar, por favor, não agora não no carro dele. Não com ele ao meu lado.
Meu estômago revira e eu sinto um nó na garganta como se algo estivesse tentando escapar a cada ânsia que eu sumprimia, não encontrada nada que eu pudesse me segurar eu finalmente perdo o controle e vômito por todo o chao do carro. Eu fico mortificada, sinto os olhos de Zyan em mim, mas não ouso me virar para encará-lo, graças a Deus, ,Zyan não diz nada, eu queria que essa noite acabasse, ela está sendo de longe a pior da minha vida inteira. O carro para na frente de um elegante portão de ferro forjado, que se abre para um caminho que leva a uma grande mansão
Que linda essa casa, esse é o último pensamento que passa por minha cabeça antes de eu perder o sentido e a escuridão me encontrar.
Na manhã seguinte, eu acordo com o sol brilhando em meu rosto eu tento me sentar na cama mas a minha cabeça latejante me impede.
Ugh, essa dor de cabeça está me matando, talvez eu só precise ficar deitada por mais algum tempo. Espere um pouco essa não é minha cama, onde eu estou?
Eu olho para o quarto ao meu redor, tentando assimiliar o ambiente estranho e descobrir como eu cheguei aqui
Eu lembro do meu pai me expulsando de casa por causa da Sophia, eu odeio ela. E então meu namorado se recusou a me deixar morar com ele, ele é um grande babaca. Isso me fez ir para um bar onde acabei ficando completamente bêbada, sozinha. Decisão estúpida Alma, então um bababca bêbado colocou as garras nojetas em cima de mim e então apareceu o Zyan, acho que ele foi a única coisa boa que e aconteceu ontem. E então eu me pembro de entrar no carro com ele e termos vindo para sua casa, espere um minuto nós fizemos algo ontem a noite?
Desesperada eu olhos instintivamente para baixo das cobertas e fico aliviada ao ver que minhas roupas ainda estão intactas
Ufa, quase tive um ataque de pânico apesar de que se eu for sincera, Zyan não seria a pior pessoa pra eu ter meu primeiro caso de bêbada, mas eu lembro de mais alguma coisa ter acontecido antes de eu apagar completamente, oque era?
E logo a memória de mim tentando segurar o vômito sem sucesso no carro do Zyan me invade com força
Ah não, eu realmente vomitei no carro do Zyan? Por favor me diga que aquilo foi só um sonho, que constrangedor, que primeira impressão horrível para causar em um estranho bonitão.
Eu faço uma careta ao pensar nisso e balanço a cabeça como se estivesse tentando fazer a lembrança ir embora
Eu me levanto da cama procurando meu celular e minhas coisas, saio do quarto e caminho pela casa em busca de Zyan, eventualmente encontrando uma área de jantar espaçosa na cozinha, um interior moderno e minimalista que mesmo assim parece aconchegante e atraente. Cada pequeno detalhe parece tão bem pensado que chega a beirar a arrogância, mas estou impressionada de qualquer forma Zyan tem bom gosto.
Caminho mais um pouco pela cozinha impressionada com tudo logo encontro um bilhete no balcão e ao lado uma bebida pego o bilhete e leio 'beba' provavelmente é para me ajudar com essa ressaca, eu decido beber o conteúdo que esta no copo sabor ardente do líquido faz minha língua e a parte de trás da minha garganta arderem, do lado de fora o som de água respingando chama minha atenção, sem pensar duas vezes eu saio da cozinha caminhando para a área de fora, eu chego até a área e vejo uma piscina e fico agradavelmente surpreendida pela imagem que vejo
Ora, ora vejamos quem decidiu dar um mergulho na piscina neta manhã
Zyan está fazendo uma rotina matinal de natação, sem notar minha presença, a visão de seus braços saindo e retornando para a água com graça, mas força. Causa uns pensamentos selvagens em minha mente eu mordo o lábio enquanto me rendo ao prazer de assistir Zyan movendo-se de ponta a ponta da piscina, rompendo a resistência da água com braçadas poderosas, ele está saindo da água agora, eu não sei se tô pronta para lidar com essa visão, mas não consigo me forçar a olhar pro outro lado, ai meu deus, olha para esse corpo escultural, eu gostaria de passar as mãos por aqueles ombros fortes e largos e depois descer por seus braços perfeitamente esculpidos e esse seria só o começo, minha mente está indo a loucura com todas as coisas que eu gostaria de fazer com ele nesse exato momento, e isso está me deixando tão excitada e envergonhada. Eu respiro fundo enquanto tento manter sob controle todas as minhas fantasias atrevidas sobre Zyan. Sou arrancada de meus pensamentos quando percebo que Zyan está caminhando em minha direção vestindo apenas uma sunga e com gotas de água brilhando sobre o corpo molhado, eu tenho dificuldades em manter a compostura
- oi, bom dia, acho que não tive a chance de me apresentar direito eu me chamo..
- eu sei qual é o seu nome
- ah, certo. E você é Zyan, não é? Eu me lembro do Barman te chamando pelo nome.
Zyan me responde com um curto "uhum" então eu tento manter a conversa fluindo
- eu quero te agradecer por me ajudar na noite passada eu estava tão fora de mim que sequer conseguia ficar em pé sozinha. por favor, não me interprete mal eu não costumo fazer isso, mas eu tive um dia realmente difícil ontem, por isso acabei exagerando um pouco nas vodkas. E realmente sinto muito pela bagunça em seu carro, Deus aquilo foi tão constrangedor. Eu vou pagar pela limpeza, prometo.
Zyan fica em silêncio enquanto se ocupa secando o cabelo com a toalha, eu estou começando a achar o comportamento dele um pouco irritante, então ele não é de falar muito, tudo bem.
Eu sei que fugir dos meus problemas não vai resolvê-los por isso estou pronta para ir pra casa da um jeito nas coisas. Apesar de não ter certeza de que alguém esteja me esperando em casa, mas não posso ficar aqui com um completo estranho, não importa o quão lindo ele seja.
- Zyan, você por acaso viu meu telefone? Eu provavelmente deixei no seu carro na noite passada, não quero te incomodar, posso chamar um uber para me levar para casa.
- você não conseguirá sinal de rede por aqui, nem conexão com a Internet.
- certo, mas deve haver algum lugar nas redondezas onde eu possa conseguir uma conexão Wi-Fi, não é? Uma cafeteria ou um posto de gasolina talvez?
- acho que não.
Estou começando a me sentir desconfortável, parece que Zyan está tentando esconder alguma coisa
- depois de todo o transtorno da noite passada eu realmente detesto ter que te incomodar outra vez, mas será que você poderia ao menos me levar até algum lugar onde eu consiga sinal de rede por favor?
- nós não vamos a lugar nenhum
- o q.... o quê você quer dizer?
- você vai ficar aqui.
- desculpe, mas estou bastante confusa. Oque você quer dizer quando diz que eu vou ficar aqui? Por quanto tempo?
Zyan continua impassível diante da minha reação
- estou com fome.
- você não entende meu pai deve estar extremamente preocupado comigo nesse momento, e meu namorado provavelmente já está procurando por mim, você não pode me manter aqui.
Na verdade eu aposto que nenhuma dessas afirmações é verdade. Meu pai já deve estar se divertindo na mansão com Sophia e Adrian deve está muito ocupado com seu vídeosgames estúpidos para se preocupar comigo. algumas mentirinhas inocentes não vão machucar ninguém.
- por isso eu preciso ir pra casa agora ou pelo menos avisá-los que estou bem, Zyan você está me escutando? Diga alguma coisa.
Dessa vez ele se vira para me olhar diretamente nos olhos e sustenta o olhar por tempo suficiente para eu começar a me sentir desconfortável.
- não, você não vai a lugar nenhum
- você está louco? Você não pode me impedir de ir embora.
- nesse momento você está mais segura aqui comigo do que em qualquer outro lugar do mundo, confie em mim.
- e por que eu deveria confiar em você? Você não tem o direito de me manter aqui contra a minha vontade, isso é cárcere privado a policia vai nos encontrar.
- pare de ser tão dramática, eu não tenho paciência para esse tipo de coisa, e não estou planejando manter você aqui para sempre então relaxe.
- ah, é? Isso é muito reconfortante, que tal me dizer o que diabos está acontecendo?
Zyan ignora completamente minha pergunta
- já que você vai ficar aqui, uma coisa importante que deveria saber sobre mim é que eu não gosto de repetir o que eu digo
Seu tom de voz me diz que não deveria considerar isso levianamente.
- eu te disse que estou com fome.