A minha vida nunca foi fácil. Vivi no orfanato até completar dezoito anos de idade, lá sofri abusos, traumas insuperáveis, vi minhas amigas serem adotadas e eu era a única que permanecia lá. Quando completei a idade madura, saí do orfanato e passei a trabalhar em um restaurante como garçonete.
A paixão pelo bdsm, surgiu quando Miguel, quis me conhecer melhor. Ele era um homem bem mais velho que eu, tinha na época, 60 anos, e por isso eu não me envolvi. Porém, ele se tornou o meu amigo, conversávamos muito sobre a sua vida, e em uma dessas conversas, deixou escapar que era dominador desde novo. Foi então, que pesquisei o que era ser um dominador, a curiosidade falou mais alto, até que passei a querer entrar nesse mundo. A vida passou a ter outro sentido, eu me encontrei no bdsm, e me sinto útil, me sinto desejada. É como se eu fosse dependente do masoquismo.
Apesar de não ter feito sexo com penetração ainda, já estive com muitos dominadores, e tinha experiência de sobra.
Sim, para entrar na empresa aonde estava, necessita de muito preparo e habilidade.
Ian, era o meu mais novo dono. Não pude encarar ele ainda, pois não tive sua permissão. Fiquei chocada quando descobri por Monique, o valor do lance que ele deu, com certeza é podre de rico. Foi o valor mais alto que a agência recebeu.
Sua funcionária tratou de me apresentar o quarto em que eu ficaria. Não tenho roupas, pois normalmente vestimos o que for do agrado do mestre. Ele compra nossas roupas, maquiagens, tudo conforme seu estilo de vida.
Já estive com homens que só me presentearam com roupas caras, jóias raras e eu sempre devia estar arrumada. Outros, não gostavam que eu saísse de casa, eu só podia sair uma vez na semana, e ainda sim, devia especificar os locais antes de ir e depois que chegava.
A palavra dono, é real. Não me importo, pois fui treinada para isso, e escolhi isso.
— O senhor Ian quer que esteja pronta em dez minutos, e que o espere no quarto de submissão. — a governanta diz.
Nós não tivemos a conversa oficial, então, eu não sabia como me vestir, o que usar para agradá-lo, mas ainda assim, decido estar nua.
Depois de tomar um banho, e me certificar de estar cheirosa com o me perfume afrodisíaco, passo um óleo nas pernas e em todo o corpo.
Olho-me no espelho e visto um robe de seda branco. Pronto, tenho tudo para matar esse homem de prazer.
O relógio apita e eu sei que tenho apenas um minuto para obedecer a ordem do meu mestre.
Nada nessa vida, me deixa mais excitada do que ser punida, então não vejo a hora de estar nas mãos de Ian, e saber de fato o que me espera. Sinto que ele é extremamente bom no que faz, tomara que eu não esteja errada.
Estou ajoelhada na beira da cama, quando escuto os passos dele. Meu corpo se arrepia por completo, ele caminha de forma lenta.
Não consigo ver, mas posso sentir o seu cheiro, perfume de um homem dominante, um aroma atraente, que me instiga e atiça o meu interior, mexendo com a minha imaginação.
Suas mãos logo encontram meu ombro, tocando-me com saliência. Ele coloca meus cabelos para trás, e então apalpa os meus seios, despertando o meu libido.
— Soube que seria minha logo quando coloquei os olhos em você — sua voz sai rouca. — vou te mostrar o meu mundo, vou ser o melhor mestre que já teve, serei dono, não só de você, mas também do seu prazer.
Arrepio.
Suas palavras são como chama, que me incendeia ainda mais.
Espero o seu próximo passo, então ele me leva até um móvel amadeirado, aonde meu corpo está em cima e reto, porém minhas pernas estão no chão, tendo em vista que o móvel é pequeno.
A intenção é mesmo essa, deixar a minha intimidade completamente exposta e a mercê dele.
Ian prende as minhas mãos com as amarras que vem do pé do móvel. Ele também faz o mesmo com meus pés.
Estou excitada desde o início, mas é nesse momento em que meu corpo entende que vai acontecer a melhor parte, a de ficar imóvel recebendo tudo que vem de gostoso.
Ian coloca uma mordaça na minha boca e combina que a safeword, seria eu balançar a cabeça para os lados, de forma rápida.
A mordaça logo me faz salivar.
Meu clitóris roça na quina do móvel, e eu sinto prazer por isso.
Ian logo percebe, e me acerta com chicotadas. Dói. Sinto o ardor, minha pele queimar, e essa é a adrenalina que me faz ficar inerte ao tesão.
Os gemidos não saem, por conta da mordaça.
Estou tão imóvel e dominada, sinto minha vagina pulsar, estou molhada. Os golpes que ele desfere em mim, faz com que as amarras balancem e elas me apertem ainda mais.
Eu o desejo,o quero, preciso de mais.
— Seu corpo é uma perdição Ana, sabe como me controlei, para não te foder no instante em que te vi ajoelhada?
Sua fala me excita.
Fecho os olhos e de repente ele está dentro de mim, me preenche sem avisar, me corrompe roubando a minha pureza.
Meu dom, abre a minha bunda, e se inclina ainda mais sobre o meu corpo, sinto ele bem lá dentro, e se não fosse pelo fato de estar tão molhada, o seu comprimento causaria dor. De fato, a dor veio logo quando ele me rasgou, mas por estar tão receptivel não me causa tanto desconforto.
De dor eu entendo e gosto.
Ele é grande, grosso, e me toma com força, sem pudor nenhum desfere tapas na minha bunda.
Choramingo de prazer, enquanto ele usa o meu corpo, elevando o tesão de ambos.
Não consigo mais segurar, gozo com ele me torturando. Sim, Ian, tira e bota seu pênis várias vezes seguidas e bem devagar, me deixando louca.
Ele bate no meu clitóris várias vezes, meu pé se contorce, meu corpo não aguenta de tanto tesão. Eu poderia ser sua submissa para sempre, esse homem é o verdadeiro pecado em pessoa. Sabe o que faz e como faz.
— Quero que tome banho e volte para ficar aqui, vou te foder a noite inteira.
Excitado. Insaciável. Pareço a porra de um adolescente que acabou de foder pela primeira vez, é assim que me senti durante o momento em que fiquei a sós com Ana e igualmente assim, a noite inteira.
Não deixei Ana Luiza descansar, fiquei com ela no quarto de submissão até o amanhecer.
São exatamente 09h da manhã e eu dormi por apenas três horas. Nunca fiquei tão excitado e louco de tesão com uma submissa, eu a desejo aqui agora, me chupando com sua boca quente e carnuda.
Sim, eu já era quase um viciado em sexo, tenho que transar todos os dias, ou fico puto. Foi exatamente por esse motivo que tive que ter rápido, uma nova submissa.
Bebo o meu uísque e continuo no notebook. Dessa vez, eu estava concentrado. Tinha muito trabalho a fazer e eu não poderia ficar apenas pensando nas marcas que deixei em Ana Luísa.
Observando a meta da empresa, lembro de ligar para meu assistente e pedir para que trouxesse novos brinquedos sexuais diretamente da fábrica. Faço isso sempre que estou com uma nova submissa. Mando trazer brinquedos e acessórios de todos os jeitos, esse é o bom de ser CEO de uma empresa de produtos eróticos.
Gosto de explorar com a minha submissa, eleva o nível de seu tesão, e ainda posso torturá-la de modo prazeroso. Gosto de vê-la tão impotente e sedenta por mais.
Com Ana Luísa, tenho certeza que será perfeito.
•
Durante a tarde, observo pelas câmeras os passos de Ana Luísa, primeiro foi tomar café na piscina, ainda com roupa de banho. Depois, passou o dia lendo, e tomando sol.
Já estava impaciente, interfono para a governanta e solicito a presença de Ana no quarto de submissão.


Estou bebendo meu suco de laranja, quando a governanta me diz que Ian me aguarda.
Fui imediatamente para o quarto de submissão, do jeito em que estava, não tive nem tempo de beber o restante do suco.
Pelo meu tempo de experiência, sei que dominadores não gostam de atrasos.
Abaixo a cabeça e entro na sala, assumindo minha postura de submissa.
— Nessa parede ao seu lado, tem uma venda. Coloque-a! — sua voz, sai rude.
Pego a venda e coloco. Seu gosto é comum e peculiar entre a maioria dos dominadores, mas a curiosidade de saber como ele é, não deixa de me intrigar. O lado bom é que a experiência ajuda muito.
— Está usando um biquíni bem pequeno — ele diz, se aproximando de mim. Não posso ver, mas consigo ouvir seus passos cada vez mais perto.
— tem sorte que não ligo para isso. Mas, sabe que o único que pode te tocar — sinto seu toque no meu ombro e seu rosto próximo ao meu ouvido — sou eu. — me arrepio.
— Sim mestre. Você é o único, o meu dono — respondo e ele me agarra.
— Eu adoro a sua obediência, mas não vejo a hora de provocar uma punição, para que eu possa ficar ainda mais animado. Quero te punir — ele me tem para si, apertando meu corpo ao seu. Consigo sentir a sua grossura, seu membro ereto, forçando a entrada por cima do meu biquíni.
Gemi baixinho.
É tão gostoso não vê-lo. Não saber o que ele vai fazer comigo, deixa tudo mais sexy, e é por isso que eu amo o bdsm. Nunca cai na rotina. O desejo é maior, a atração, a libido... Sou totalmente entregue as delícias dessa prática.
Ian me coloca deitada na cama. Depressa, se livra do meu biquíni e logo estou nua. Pela sua respiração acelerada e ofegante, posso sentir que ele me deseja, anseia pelo momento em que estará dentro de mim.
De repente, um estalo. Ian bate no meu clitóris. Quase fecho a perna ao sentir a dor gostosa, mas ele logo me bate na coxa e eu entendo.
Foi apenas um impulso.
— Tão gostosa, você é perfeita Ana — ele diz e continua a bater no meu ponto do prazer.
Estou gemendo, não consigo controlar os gemidos. Minha vagina logo está úmida, pulsa, e pisca. Meu corpo está quente, agarro os lençóis enquanto Ian continua a me torturar.
— Mestre... — falo ofegante.— isso é muito bom.
Ele segura nos meus seios e os chupa, me levando ao delírio. Ian gosta de saciar devorando meus seios, e agora esfrega seu pênis na minha entrada, a qual está inchada de tanto ele me penetrar na noite passada.
Ele não me deu descanso, e sinceramente eu não quis. Tive tantos orgasmos múltiplos, que não consigo contar.
De repente, minhas pernas amolecem, sinto minha vagina sensível. Ele não para de me estimular e eu já não consigo ficar parada na cama, sem mover o corpo.
Ian me coloca de bruços e toca na minha bunda. Obviamente está admirando as marcas que deixou. Para ser sincera eu adorei, não parei de tocar e lembrar de como ele fez cada uma delas. Marcas de uma noite deliciosa de prazer.
Ele amarra as minhas mãos e logo o sinto dentro de mim. Forte, rápido, como um sádico descontrolado.
Ele me preenche indo bem fundo e sai. Alterna assim, socando até o talo e tirando. Ele gosta de me levar a delírio.
Grito ao senti-lo tão fundo.
— Isso grita. Grita enquanto eu te fodo minha doce Ana.
Faço conforme ele diz, mas não foi somente porque mandou, e sim porque sinto a intensidade, ir e vir a cada estocada.
Ian coloca minhas pernas no chão e segura em meu ombro.
Empino a minha bunda e dessa vez é ainda melhor do que antes.
— Por favor mestre me deixe gozar. — suplico.
— Não. Não vai gozar ainda, não agora.
Ele sai de cima de mim e me coloca em seus braços. Logo me coloca de pé, e amarra minhas mãos, que estão para o alto.
— Eu não consegui trabalhar direito pensando em você Ana. Sabe como isso afeta? — diz, me masturbando. Ele está bem ao meu lado, e segura mina intimidade, apertando em seguida.
— Não , eu não sei mestre, mas gostaria de saber — choramingo.
— Você vai saber agora — diz, colocando minhas pernas em volta da sua cintura. Ele segura na minha bunda, e me invade com brutalidade.
Ergo a cabeça e inclino o corpo para trás. Em vão, pois ele me segura para si, me aperta, me fode demonstrando toda a sua lascívia...seu desejo reprimido.
Os únicos sons da sala, são meus gemidos, as algemas que balançam e os urros de Ian. Uma perfeita sincronia.
— Sente ? — pergunta — Olha como eu te desejo Ana — diz e logo está mais fundo dentro de mim.
Arqueio o corpo.
Ele me segura pela cintura. Não me deixa escapar.
Estou prestes a gozar, eu não aguento mais. Eu preciso.
Então ele para. Percebeu que minha respiração estava mais ofegante, meus gemidos mais fortes.
Ian bate no meu clitóris com a palma de sua mão. Foi instantâneo, esguicho em gozo no mesmo instante.
Ele ri ironicamente.
E novamente está dentro de mim.
— Era tudo o que eu queria, que não me obedecesse. Tenho um castigo especial pra você baby — diz, satisfazendo-se com força.