Visão da Angelina:
Durante o primeiro período, fiquei perturbada. Não ouvi uma única palavra do que o professor disse. Mas senti que Carlos estava olhando para mim. Quando a aula acabou, mordi meus lábios com força. Segurei minha saia por baixo e olhei para ele atrevidamente.
Ele estava cercado de muitas meninas e alguns rapazes. Rodeado de toda aquela gente, ele parecia um Deus. Sorria inocentemente e as meninas babavam.
Meus colegas o achavam um cara legal, por isso, senti uma pontada de dor. Eu sabia que aquele comportamento encantador era apenas uma ilusão para enganar pessoas inocentes. O cara era realmente maldoso por natureza e muito cruel. Era a própria encarnação do diabo.
Por quatro anos, me perguntei por que ele tentou me estuprar. O que era ainda mais agonizante é que ele nem demonstrava remorso. Aquele sorriso maligno que ele me deu no tribunal, no dia da sentença, ficou gravado na minha mente. Por alguma razão estranha, ele agia como se me conhecesse, no entanto, eu não o conhecia.
Aquele dia triste era a primeira vez que eu o via. Eu era apenas uma boa menina, sendo eu mesma. Nunca tinha ofendido alguém, portanto, não conseguia pensar que houvesse alguém que quisesse se vingar de mim. Naquele momento, sentia uma terrível dor de cabeça e não queria mais pensar no passado.
"E aí, Angelina? Por que você chegou atrasada hoje?" Isabel, minha melhor amiga, perguntou com uma expressão curiosa enquanto caminhava até mim.
"Não aconteceu nada. Acabei acordando tarde", respondi despojada.
"Han, tá. Você conhece o Carlos?"
Meu coração deu um pulo na hora que ouvi o nome dele. Meu corpo estranhamente tremia, enquanto segurava a bainha da minha saia.
"Não, não conheço ele!" Neguei com veemência enquanto inconscientemente juntava minhas pernas com força.
"É? Mas ele acabou de dizer..."
"Isabel, por favor, pode pedir à professora para que me permita ir pra casa. É que não estou me sentindo bem." Logo que falei aquilo, coloquei os livros e outros materiais na minha bolsa.
O medo em meu coração tomava conta de mim. Eu não conseguia esquecer a maldade nos olhos de Carlos quando me chamou de vagabunda havia pouco tempo. Um arrepio percorreu minhas costas. Agora sentia que aquele medo ia me sufocar se eu ficasse ali mais um minuto.
Depois que reuni coragem, segurei minha saia e me levantei. Plaft! Minha cadeira havia caído no chão por causa do movimento brusco que fiz ao me levantar. O barulho foi tão alto que todos os colegas olharam para mim. Até as meninas que estavam babando por Carlos olharam.
Meu rosto ficou pálido rapidamente. Alguns sussurravam e olhavam para mim meio estranho. Eu podia notar que eles achavam que meu comportamento era suspeito. Tentando desviar dos olhares deles, decidi sair. As coisas ficariam mais complicadas se percebessem que eu estava em pânico. Saí correndo o mais rápido que pude.
A cena horrível daquela tarde triste continuava se repetindo em minha mente. Eu podia ouvir a voz do demônio me dizendo para ficar parada. Eu chorava muito enquanto corria. Minha visão começou a ficar embaçada por causa das lágrimas. Por sorte, o corredor estava vazio, então não esbarrei em ninguém.
Então, corri para o estacionamento subterrâneo. Quase sem fôlego, encostei-me no carro que estava perto de mim. Meu coração batia forte e eu estava ficando cansada. O estacionamento não tinha boa iluminação e poucas pessoas iam para lá durante as aulas. De repente, ouvi passos de alguém vindo. Segurando meu peito, prendi a respiração e olhei de onde vinha o barulho.
"Carlos", murmurei apavorada.
Ele se aproximou de mim com imponência. A luz fraca brilhava em seu cabelo preto, mas eu não conseguia ver seu rosto naquele momento. Estava com o coração na boca enquanto ele vinha na minha direção. Ele era a última pessoa que eu queria ver naquele momento.
'Fuja!'
Era o único pensamento que me ocorria.
Sem pensar, corri apressadamente para o meu carro e abri a porta. Bem no momento que eu estava prestes a me sentar no banco do motorista, fui puxada para fora e, então, a porta se fechou novamente.
"Onde você pensa que está indo, sua nerd? Tá tentando fugir de mim, é?"
Enquanto ficava me fazendo perguntas com voz fria, colocou as mãos em ambos os lados do meu corpo e me prendeu. Me encostei no carro frio e fiquei ali paralisada. Soluçando de medo, não ousei abrir os olhos.
"Han, você quer entrar no carro? Então, você quer que eu continue de onde parei há quatro anos? Não se preocupe, vou satisfazer você!"
Carlos abriu a porta do meu carro, sentou-se no banco do motorista, e aí me puxou para dentro. Ele me fez sentar no seu colo.
A porta estava entreaberta, mas sentia dificuldades para respirar. Sua aura desumana estava me sufocando.
"Fique quieta. Deixa eu ver!"
Ele usou uma de suas mãos para me segurar com força. Arrepios apareceram por todo o meu corpo enquanto eu tremia.
Ele levantou minha saia curta do uniforme e pôs a mão na minha calcinha.
"Não! Por favor, não faça isso!" Gritei e implorei. Meu corpo inteiro ficou sem forças enquanto lágrimas quentes escorriam pelo meu rosto novamente.
Ignorando meu apelo, seu dedo indicador alcançou minha vagina. Então, ele passou a ponta do dedo com força no meu clitóris.
De repente, senti seu pênis duro contra minha bunda. Me encolhi por causa do seu toque e continuei tremendo como uma vara verde.
"Me solta. Por favor!"
"Hmm! Você está tão molhadinha. Está até babando no meu dedinho. Olha aqui!" Ele gemeu, retirando a mão para mostrar o dedo molhado.
Rapidamente virei o rosto e me recusei a olhar. Ele me forçou a olhar puxando minha cabeça sem piedade. Em um acesso de raiva, me virei e dei um tapa na cara dele.
Seu rosto instantaneamente ficou sombrio e então me empurrou para fora do carro. Logo caí no chão áspero. Não demorou muito para eu começar a sentir uma dor intensa nos joelhos. Eles estavam seriamente machucados e sangravam.
Com uma expressão depravada no rosto, ele saiu do carro e se agachou na minha frente. Virou o outro lado do rosto para mim e disse: "Vai, dê um tapa aqui também."
Eu não disse nada nem dei outro tapa, fiquei apenas olhando para ele.
"O que tá esperando? Vai, bate!" Ele rugiu com raiva.
Com medo, cobri minhas feridas e chorei como uma criança indefesa.
"Carlos, por favor, por que está fazendo isso comigo?"
"Haha! É porque... é porque você é a minha presa." Depois de dizer aquelas palavras impiedosamente, ele lambeu seus lábios lentamente. "Angelina, sua boazuda. Senti muito a sua falta. Não consegui tirar você da minha mente nesses anos todos. Como anda sua mãe? Ela ainda está por aí andando solta pelo mundo?"
Embora suas palavras soassem estranhas, não me importei com elas. A única coisa que eu queria, era fugir dele antes que me machucasse mais.
Sem pensar muito, levantei minha mão e ia dar um tapa nele de novo. No entanto, ele fora rápido o bastante daquela vez. Ele agarrou meu pulso com força em um instante. Foi então que viu as manchas de sangue nos meus dedos. Como consequência, olhou para meus joelhos e viu-os em carne viva.
"Nossa! Tá doendo?"
Sua pergunta me deixou enfurecida. Até consegui perceber um pouco de preocupação em sua voz. Na verdade, acho que era apenas minha mente criando ilusões.
Logo, reuni forças e o empurrei. Ele não esperava aquilo, por isso, caiu no chão. Enquanto se contorcia de dor, entrei rapidamente no carro e tranquei a porta.
"Seu pervertido! Você é o próprio demônio!" Então, comecei a chorar descontroladamente.
Agora que estava um pouco segura, não quis mais olhar para o rosto dele. Sua expressão só me assustaria e me deixaria mais desesperada.
Tão rápido quanto pude, liguei o carro e pisei no acelerador. Dirigi como uma louca para fora do estacionamento sem jamais olhar para trás.
"Mãe!" Gritei chorando, logo que abri a porta da entrada de casa.
Embora eu tivesse gritado várias vezes com toda a força, ninguém veio me ver. Não tinha ninguém na sala e parecia que minha mãe não estava em casa. Fiquei preocupada, já que àquelas horas minha mãe já deveria estar em casa. Uma sensação estranha de repente apertou meu coração. Tinha alguma coisa errada. Calcei meus chinelos e entrei.
Na mesa de centro da sala, vi um bilhete ao lado do vaso de flores. Era a caligrafia da minha mãe. Ela escreveu: "Querida, fui escalada para uma viagem de negócios de emergência. Se cuide enquanto eu estiver fora. Te ligo assim que puder. Amo você!"
Meu coração ficou pesaroso e coloquei o bilhete na mesa. Fiquei com tanto medo que caí sem forças no sofá. Sentia-me sozinha em meio a toda aquela situação difícil. Minha mãe havia ido para uma viagem de negócios inesperada. Naquele momento, eu não tinha ninguém com quem confidenciar sobre minha aflição.
Quanto mais eu me lembrava de Carlos me tocando de forma inadequada naquele dia, mais assustada eu ficava. Depois de refletir bastante sobre o que fazer, liguei para minha mãe.
"Oi, filha. Voltou mais cedo hoje?"
"Sim. Mãe, quando você volta?"
"Oh, meu amor. Sinto muito, mas não sei exatamente quando vou terminar o trabalho aqui. Não se preocupe, vou te ligar assim que tiver a data certa."
"Mas mãe, eu... eu sinto a sua falta."
"Meu bebê, mamãe também sente sua falta. Filha, você não parece estar bem. Fala, por que voltou cedo pra casa? O que foi que aconteceu na escola hoje?"
"Mãe, ele voltou!"
"Do que você está falando? Quem voltou?"
"Carlos Garcia!" Soltei para fora enquanto cerrava meu punho.
"Como? Angelina, espera. Não vamos falar sobre isso agora. Voltarei assim que terminar meu trabalho."
"Mãe, você lembra o que ele fez comigo, não lembra? Eu ainda não me recompus daquele episódio horrível. Agora ele veio perturbar minha vida nessa cidade. Por que ele está fazendo isso comigo?"
"Filha, escute. Tem coisas que é bom a gente nem ficar sabendo. Fique calma. Espere a mamãe voltar. A gente vai resolver isso. Eu te amo, filha. Beijos. Tchau! Tchau!"
Naquele momento, eu queria abrir meu coração para minha mãe, mas ela já havia desligado o telefone.
'O que vou fazer agora? Como posso me livrar desse demônio? Nossa! E se ele vier aqui em casa? Como vou me defender?' Enquanto pensava, meu medo se intensificava. Não conseguia imaginar o que ele faria comigo se me achasse sozinha.
Segurando o telefone, me sentia atordoada ali sentada no sofá. Na mesa ao lado do sofá estava uma foto de nossa família. Alcancei a foto, segurei-a em meus braços, com lágrimas escorrendo pelo rosto.
"Papai, como eu gostaria que você ainda estivesse aqui comigo."
Como me sentia sozinha e vulnerável, decidi ligar para Félix, meu namorado.
"Oi, Félix. Você pode vir pra cá pra me fazer companhia?" "Posso sim, amor. Tô indo aí."
Ele respondeu com tom amoroso.
Trinta minutos depois, a campainha tocou. Corri para abrir a porta sem olhar pelo olho mágico. Meus olhos ficaram cheios de lágrimas quando vi meu namorado ali parado. Então o abracei com força.
"Amor, o que há de errado?" Félix perguntou preocupado enquanto dava tapinhas suaves nas minhas costas. Pela voz dele, sabia que ele estava preocupado comigo.
"Félix, eu quero mudar escola..."
Vendo como estava me sentindo, ele me abraçou com força e continuou dando tapinhas nas minhas costas.
"O que foi que aconteceu? Por que quer mudar de escola assim de repente?"
"Han... nada, não." Balancei a cabeça vigorosamente e funguei.
"Amor, você tem estudado muito ultimamente? Você está sobrecarregada com muito trabalho? Só acho que precisa de um bom descanso."
Apesar da preocupação de Félix, não tive coragem de contar o que Carlos havia feito comigo. Tinha certeza que Félix teria explodido se lhe contasse. Ele certamente enfrentaria aquele crápula. Infelizmente, o cara iria nos perturbar sem piedade. Ele era um autêntico demônio.
Com as mãos nos meus ombros, Félix me levou até o meu quarto. Gentilmente, ele me ajudou a me deitar na cama.
"Agora descanse um pouco. Tente não pensar em nada. Vou ficar aqui com você o tempo todo. Não se preocupe."
Então ele beijou minha testa e sorriu para mim. Com o seu amparo, adormeci depois de um tempo. Entretanto, ouvi mais ou menos o que Félix estava falando com Isabel pelo telefone enquanto eu dormia.
Visão do Félix:
Depois de colocar Angelina na cama, fiquei observando enquanto ela adormecia quase que imediatamente. Alguns minutos depois, recebi uma ligação da Isabel. "Oi, Félix. Como estão as coisas?"
"Ela acabou de dormir. Precisamos esperar mais um pouco. Quero me certificar de que ela esteja dormindo profundamente."
"Anda logo! Affe! Já estou esperando por você há muito tempo. Minha paciência está se esgotando."
"Isabel, por favor, me espere mais um pouco. Eu prometo estar aí com você em breve. Seja uma boa menina."
Eu a confortei usando um tom doce.
E com isso, uma hora depois eu saí da casa da Angelina, mas só depois de ter me certificado de que ela estava dormindo e não notaria minha ausência. Ao abrir a porta da frente da casa da Isabel, fui recebido com a visão dela deitada no sofá, segurando provocativamente uma taça de vinho tinto na mão.
Ela vestia uma lingerie rendada e eu podia ver os mamilos endurecidos dela. O rosto de Isabel estava lindo e rosado. Graças ao vinho tinto, os lábios estavam mais vermelhos do que o normal e ligeiramente abertos também. Observando todo o corpo dela, engoli em seco e minha virilha começou a doer de desejo.
Agora, com uma expressão amorosa no rosto, Isabel me olhou, se levantou e começou a caminhar sedutoramente até mim. Não demorou muito e ela colocou o copo perto da minha boca.
"Finalmente você chegou. Aquela mulher estúpida está dormindo?" Ela perguntou, desdenhando.
Ignorando as palavras que ela tinha acabado de dizer, eu a agarrei pela mão, coloquei o dedo indicador dela em minha boca e comecei a chupá-lo sedutoramente.
"Amor, é tão doce!"
Neste momento, pude sentir minha masculinidade reagindo àquela beleza que estava diante de mim. Tudo que eu queria era explorar o corpo dela por inteiro naquele momento.
"Você me chama de amor, mas sempre me faz esperar quando temos um encontro..." Isabel reclamava num tom coquete.
Mas ao invés de falar alguma coisa para confortá-la, eu simplesmente a segurei pelo queixo e a beijei. E por mais que ela tivesse tentado evitar meu beijo virando a cabeça, consegui beijar os lábios macios e úmidos dela brevemente.
"Você tem ideia de como aquela vadia foi estúpida hoje? Ela até quis seduzir o novo..."
Nesse momento, o desejo em meu corpo se intensificava cada vez mais. Eu mal podia esperar para beijá-la novamente. Tanto que quando ela ainda estava no meio de sua frase, capturei seus lábios e a beijei apaixonadamente. Comecei a beijá-la pelo pescoço até chegar ao decote.
"Sua diabinha. Deixe-a em paz. Não vamos falar sobre uma coisa tão insignificante. Vamos nos divertir esta noite!"
Subitamente, eu a peguei em meus braços, carregando-a enquanto continuava a beijá-la. E lentamente a levei até a varanda. Logo comecei a pressionar o corpo dela contra a grade, depois abaixei minha cabeça e a beijei lentamente pelo pescoço, branco como a neve. Então, coloquei meus dedos dentro da calcinha dela e a acariciei com maestria. Ela estava completamente molhada! Tanto que Isabel não conseguia evitar gemer e tremer de prazer. Vendo que ela reagia com entusiasmo, virei o corpo dela e a penetrei com meu pau duro. Fiquei parado por alguns segundos naquela posição, antes de começar a me mover para frente e para trás, dentro da boceta molhada dela. A umidade daquela boceta apertada era tão prazerosa que eu comecei a penetrá-la ainda mais rápido. Isabel segurava o corrimão, enquanto soltava gemidos suaves.
Com as costas perfeitamente arqueadas, ela estava impressionada com o que eu estava fazendo com o corpo dela. Mas, de repente, ela ficou tensa e agarrou minha mão, como se estivesse apavorada. "Pare. Alguém... tem alguém nos observando..."
Gemendo de prazer, eu a segurei pela cintura esguia com uma mão, enquanto apertava seu seio por inteiro com a outra. Olhei rapidamente para baixo, mas não vi ninguém.
"Querida, não tem ninguém aqui." Depois de dizer essas palavras de maneira convincente, beijei o lóbulo da orelha dela.
Agora Isabel estava completamente dominada pelo desejo novamente. Tanto que ela começou a gemer baixinho.
Visão do Carlos:
Segurando um cigarro entre os dedos, olhava para os dois corpos emaranhados no andar de cima. Fiz uma careta de desgosto no momento em que os vi, e imediatamente olhei para o quarto que ficava ao lado de onde eles estavam, um que tinha uma luz amarela quente. Depois de acabar meu cigarro, toquei meus lábios e sorri desdenhosamente. Finalmente, parei de olhar para as duas pessoas e saí.
Quando cheguei em casa, tateei a parede com os dedos até encontrar o interruptor de luz. Mas antes que eu pudesse apertar o botão, uma mulher me abraçou, colocando os braços ao redor do meu pescoço.
"Amor, por que você voltou tão tarde hoje? Não gostou da sua escola nova?"
Ao invés de responder, acendi a luz e entrei devagar.
"Tem alguma coisa errada? Por que não está me respondendo ou mesmo prestando atenção em mim?"
Nesse momento, uma das alças da camisola sexy que ela usava escorregou pelo ombro, expondo o decote enquanto ela falava. Subitamente, ela se inclinou e me beijou nos lábios.
"Saia de cima de mim!" Falei enojado, empurrando-a para o sofá que ficava próximo.
Nesse momento, a presença dela só servia para intensificar minha raiva. Eu desfiz o nó da minha gravata e a joguei no chão. Sem olhar para ela, fui até o balcão do bar, me servi um copo de uísque e engoli a metade. O álcool acalmou meu temperamento no mesmo instante em que atingiu minha garganta.
Mas Vitória não desistia, mesmo com a forma como eu a tratava. Agora ela tinha se levantado e puxou a camisola. O que fez com que seus seios brancos e fartos ficassem completamente expostos. Ela então começou a andar em minha direção, balançando os quadris de um lado para o outro.
"Querido, você está de mau humor? Se estiver, pode descarregar sua raiva em mim na cama. Além disso, é chato ficar bebendo sozinho."
Após dizer essas palavras, ela bebeu restante do uísque do meu copo, lambendo a borda com sua língua comprida.
Apertando meus olhos com nojo, agarrei-a pelo pulso e a empurrei para fora da sala.
"Eu não quero te ver esta noite!"
Depois de gritar com ela, imediatamente fechei a porta com raiva. Então cerrei o punho e bati contra a parede dura. "Droga!" Eu murmurava em frustração. Minha mente estava obscurecida com aquela mulher estúpida.
Visão da Angelina:
"Está muito barulhento. Quem será que está perturbando meu sono esta manhã? Por que as pessoas simplesmente não conseguem ser civilizadas?"
Virando-me na cama, peguei um travesseiro e cobri meus ouvidos, em uma tentativa de reduzir o barulho. Desde o súbito aparecimento daquele demônio, eu não conseguia dormir bem. Comecei a sentir que um par de olhos perversos ficava me observando durante toda a noite. Hunf! Tudo isso era culpa dele. Aquele desgraçado!
Após esfregar meu rosto, me forcei a abrir os olhos. Bocejando de cansaço, comecei a passar os dedos pelo cabelo enquanto saía do quarto. Minha visão ainda estava embaçada devido à tontura que sentia. Ao chegar na sala, vi 'Félix' sentado em um dos sofás. Ainda esfregando os olhos, inconscientemente caminhei até ele e me sentei ao lado dele. Com os olhos fechados, coloquei meus braços ao redor do pescoço dele e o acariciei carinhosamente.
"Bom dia, Félix. Esse lugar é tão barulhento. Você também acordou por causa do barulho?"
"Sim!"
Ao ouvir essa simples resposta, me aproximei ainda mais dele e repousei minha cabeça no braço dele. Tentei ficar em uma posição mais confortável, tamanho era o cansaço que eu estava sentindo.
"Não sei por que as pessoas não podem cuidar de suas atividades diárias sem fazer tanto barulho. Acabei não conseguindo dormir bem. Repara nas minhas olheiras!"
Ele então me tocou lentamente no rosto, depois dessa minha reclamação. Ao contrário de antes, agora a mão de Félix parecia um pouco áspera em contato com a minha pele. Por algum tempo, ele ficou massageando suavemente as bolsas abaixo dos meus olhos, o que me deixou confortável. Também me fez sentir sonolenta novamente.
"Você não conseguiu dormir bem? Então deveria dormir mais um pouco." Enquanto ele falava, envolveu minha cintura com o braço.
Agora um despertador parecia estar disparando na minha cabeça. Uma voz familiar e terrível me despertou imediatamente. E com isso, meus olhos se abriram instantaneamente. Logo vi o rosto da pessoa que estava à minha frente. O choque foi tão grande que cheguei a engasgar.
Era Carlos, o diabo!
Fechei meus olhos novamente e comecei a balançar minha cabeça, em descrença. Não, não. Isso era impossível. Como ele poderia estar na minha casa àquela hora da manhã? Isso não passa de um sonho! Naquele momento, eu não conseguia acreditar no que tinha acabado de ver. Tanto que concluí que não podia ser nada mais do que uma ilusão, uma vez que não tinha dormido o suficiente na noite anterior. Comecei a respirar fundo e lentamente abri meus olhos novamente. Mas a única coisa que vi foi o rosto sorridente dele.
Imediatamente meu rosto ficou pálido e comecei a estremecer. Num piscar de olhos, me levantei e quis sair correndo.
Mas ele me puxou de volta logo após eu dar apenas alguns passos. Agarrando a parte de trás da minha cabeça com uma mão, ele me beijou nos lábios impiedosamente.
Comecei a desferir golpes em seu peito largo, me debatendo com gritos abafados. Mas meus esforços só serviram para piorar as coisas. O desgraçado continuou me beijando, até chegou a enfiar a língua dentro da minha boca. Em um acesso de raiva, mordi o lábio inferior dele e o empurrei com todas as minhas forças.
Mas Carlos, com um sorriso malicioso, casualmente tocou o lábio mordido e lambeu o sangue que tinha na ponta do dedo. Então ele me agarrou novamente pelo pulso e me levou até o sofá. E começou a pressionar o corpo dele contra o meu. Agora ele me beijava bruscamente de novo, ao ponto da longa língua dele ficar se movendo na minha boca. Agora parecia que ele queria desapossar de todo o oxigênio do meu corpo. Ele começou a me pressionar ainda mais com o seu corpo, até eu afundar no sofá. Nesse momento, pude sentir uma leve protuberância nas calças dele. E por mais que me sentisse desconfortável, não conseguia me mover. A única coisa que eu podia fazer era ficar parada embaixo dele.
Subitamente, ele ergueu a cabeça, olhou para mim e disse: "Bom dia, linda!"
O que intensificou ainda mais a minha raiva. Olhando para aquele jovem desavergonhado, estendi a mão para esbofeteá-lo, mas fiquei paralisada com ela no ar.
"Você já não me deu tapas o suficiente ontem? Por acaso quer continuar de onde parou?" Carlos agarrou minha mão e a colocou sobre a bochecha dele, no mesmo lugar em que eu tinha batido no dia anterior. "Minha bochecha ainda está doendo. Você não deveria ter me batido desse jeito, amor."
Vendo o escárnio que ele tinha nos olhos, comecei a me debater para soltar minha mão. Foi então que ouvi a voz de Félix vindo da cozinha: "Querida, você já acordou?"
Ao ouvir a voz dele fiquei chocada. Pois foi nesse momento que descobri que Félix também estava em casa.
"Sim. Bom dia!" Respondi apressadamente. Como o barulho que vinha da cozinha era muito alto, tive medo de que ele não me ouvisse, por isso, gritei deliberadamente minha resposta para ele.
"Maldição! A coifa quebrou no início da manhã e continua fazendo ruídos. Estou consertando ela agora. Sinto muito pelo barulho. A propósito, seu presidente está aqui para falar com você. Por favor, faça companhia ao seu visitante primeiro. Realmente não posso sair daqui até que termine de consertar!"
Abrindo meus olhos em choque, agora encarava o homem que estava à minha frente. Ao mesmo tempo, tentava digerir o que Félix tinha acabado de dizer.
Presidente? Que presidente?
Percebendo que eu estava confusa, Carlos ergueu as sobrancelhas e beijou a ponta do meu nariz. Então ele sussurrou em meu ouvido: "Querida Angelina, é uma honra ser seu presidente. Espero sinceramente que possamos construir e manter um relacionamento cordial. Por favor, comece a cooperar comigo a partir de agora."
Eu sabia que ele tinha enfatizado a palavra 'cooperar' deliberadamente. Todos os meus instintos diziam que eu estava correndo num grave perigo agora. E ao observar como um brilho maligno surgiu nos olhos dele, comecei a tremer como uma vara verde. Enquanto cerrava meus punhos com força, minhas unhas afiadas acabaram penetrando a pele das minhas próprias palmas. Porém, nesse momento não conseguia sentir nenhum tipo de dor.