Saindo pela lateral, chegou ao lado de fora. o chão era forrado com pedras minúsculas que atrapalhava ela andar com os saltos. Então, segurando a ponta do vestido, tentou ser mais rápida. Não haviam muitas pessoas a fora, mas tinha câmeras, seguranças e, os guardas de Marcos, disfarçados de seguranças comuns.
— Onde pensa que vai. — Marcos não a deixaria ir tão facilmente. Ele não se encantava com uma mulher facilmente, então, essa estranha chega, o seduz e depois vai embora? Ele a puxou pela mão, eles se entre olharam, ele soltou sua mão, pensando que jamais sentiu aquele magnetismo antes. — Está fugindo, cinderela?
Ela riu, quase gargalhou. Marcos gostou de ver seu rosto iluminado, Dakota realmente estava gostando desse homem, porém, tinha que voltar ao personagem.
— Não faz meu estilo assistir uma palestra como aquela.
— Eu também não gosto, mas é meio que uma obrigação.
— Aceita ser torturado desse jeito? — Algo no fundo dos seus olhos escuros, puxava Marcos para mais perto. Ele não gostava de muita ladainha, porém, tinha que confessar que a estranha estava o cativando. — Sua vida parece ser chata.
— Às vezes, coisas me surpreendem, assim como você. — Bastava de falatório, era hora de agir. A mulher foi puxada pela cintura, depois que seus braços fortes laçaram seu corpo. Cara a cara, Dakota encarou seus belos lábios. Foi instintivo, seu perfume também era atraente. Facilmente a excitou. — Se acha mesmo que vai me provocar e ir embora sem antes me dar uma amostra grátis, está enganada. — Então ele a beijou. Nenhum dos dois estava preparado para aquilo. Um raio atravessou seus corpos, sentiu como se a gravidade os fundisse em um só.
Ela não pode resistir. Estava presa e queria estar. Dakota perdeu o sentido da realidade, sentiu seu ar ser tirado dela, a força. Seus braços passaram sobre o pescoço dele, involuntariamente. Eles estavam do lado de fora, a praticamente esqueceram disso.
— Vamos sair daqui. — Ele não esperou por uma resposta, apenas a pegou pela mão e levou para dentro, novamente. Dakota não sabia onde estava a sua alma, naquele momento. Ela tinha um objetivo, mas naquele momento, havia esquecido ele. Ela o seguiu, calada, tentando se recuperar do beijo anterior. Ele passou por um corredor escuro, abriu uma porta, na qual ela não tinha conhecimento, eles entraram e Marcos a fechou, prendendo os dois lá. — Quero fazer isso desde que meus olhos bateram em você.
A sala tinha janelas de vidro, quadradas, e a luz que lhes permitiam enxergar algo, era trazido de outro ambiente, do lado de fora. Ela estava atônita, sem saber o que estava fazendo. Esse não era o plano, ela tiraria o veneno do colar, botaria em sua bebida e depois, sairiam dali com a prova de que Marcos estava morto, só que o calor que ela sentia naquele momento ofuscou sua razão.
Marcos novamente a beijou, causando arrepios em seus corpos. Até ele estava impressionado com o fogo que tomou seu corpo, assim que encostou na estranha. Ele ergue seu belo corpo, a colocando em um móvel que estava atrás deles. Dakota permitiu que aquilo acontecesse, já era tarde demais, não tinha como negar o desejo.
Ela tentou abrir os botões na camisa dele, mas perdeu a paciência, ele abriu o fecho da calça que usava, e a morena estava quase desesperada para senti-lo.
A mulher abriu as pernas, dando permissão a ele. A pouca luz que entrava, deu a oportunidade de encarar seu rosto feroz. Ela estava pegando fogo e Marcos a agarrou novamente, afastando o tecido fino da sua calcinha. Ela se apoiou ao móvel, no qual nem sabia ser. Marcos sentiu a umidade dela, e o calor que emitia. Passou seu membro rígido sobre sua intimidade, ouviu um pequeno gemido e se posicionou na sua entrada, a penetrando com força e rapidez. Dakota gemeu de dor e prazer. Ele era grande e estava tão cheio de desejo que a fez tremer inteira.
Sua respiração falhou enquanto ele a penetrava. Marcos segurou-a com força, socou dentro da sua boceta com tanta cede que provocava pequenos choques na mulher, a forçando a morder os lábios, para esconder seus gemidos de prazer.
— Porra, essa boceta está me deixando louco. — Disse entre os dentes.
— Poucos são os homens que me fazem gozar, bonitão, não me decepcione. — Provocou, dando um sorriso safado.
Isso fez com que Marcos se irritasse, ele a pegou e a ergue, entrando ainda mais fundo dele, mas logo a pôs no chão, virando o seu corpo, deu dois tapas na sua bunda antes de a penetrar novamente, tão forte que a surpreendeu, dando um grito.
Dakota já transou com muitos homens, ela gostava de sexo selvagem, quanto mais forte, melhor, e com Marcos estava muito bom, bom até demais.
Geralmente não transava com seus alvos, poucos eram os que conseguiam isso, porém, nenhum deles a fez gozar.
Dakota segurou-se no móvel de madeira, enquanto ele socava dentro da sua boceta, que estava escorrendo de prazer. Ela gemia, e ele também. Seu corpo começava a ficar leve, sua cabeça já não pensava em mais nada, enquanto seu sexo contraia. Dentro de si, uma tempestade se formava. Ela estava quase lá, só mais um pouco que ela sentiria seu corpo leve, então Marcos sentindo que isso se aproximava, deu duas tapas, que provavelmente a marcaria, segurou seu quadril e tocou no seu ponto mais sensível. Ele sentiu seu pau sendo massageado pela boceta molhada dela, que explodia de prazer.
Ela jogou a cabeça para trás, esquecendo do mundo lá fora, e gozando entro dela, tão forte que se surpreendeu.
Ali eles ficaram, sem forças e sem ar. Dakota mal conseguia ficar em pé, parecia que seu corpo já não era mais seu e aos poucos lembrou do erro que estava cometendo. Ela gostou dele, o sexo não deveria influenciar, mas naquele momento, não o mataria.
Marcos estava encostado a cadeira, onde trabalhava todos os dias, mas sua cabeça não. Ele viajava a noite passada, lembrando da mulher com quem teve um sexo maravilhoso.
Ele já perdeu as contas de com quantas tramou, e não lembrava dos seus nomes. Só duas dela, Kaylli e Dakota. Sua falecida esposa não era seu amor ou paixão, foi só uma obrigação, mas ela agradecia a mulher por ter deixado sua filha Anna. Ela era seu bem maior, seu amor desde o momento que nasceu, e ninguém chegou perto de despertar tal sentimento nele.
Amor era algo inalcançável, pensava ele. Homens como Marcos Pícoli não tinha tempo para amor, ou felicidade. Quando não estava na empresa, estava nas intermináveis reuniões com aqueles que financiava o tráfico.
Os Pícoli não tinham uma preferência de comprador, quem desse mais, levava a mercadoria. Eles financiavam todo tipo de coisa, seja o crime ou o exército.
Naquele momento ele deveria estar prestando atenção no que seu irmão falava, mas não conseguia tirar a morena da cabeça.
— Você não está prestando atenção. — Seu irmão se irritou por estar falando sozinho. — Sabe o quanto odeio isso?
— Procure a morena de ontem, o seu nome é Dakota. — Ignorou totalmente o assunto.
— É uma piada? — O homem não gostou nada de estar fazendo o papel de assistente de um idiota apaixonado. Se ele falasse isso em voz alta, levaria um soco do irmão. — Não se preocupe, outra, tão bonita quanto, irá aparecer.
— Quero aquela mulher. — Ele viu, como um idiota. No auge dos seus trinta e nove, achou alguém que não o entediava, melhor, provocava. Não podia dizer que era a melhor pessoa que poderia encontrar, porém, ficou curioso para saber se ela tiraria seu corpo da realidade, assim como fez noite passada. — Ela é diferente. Não tem interesse algum, não... ela é teimosa, e quer ser tão superior quanto eu.
— Um joguinho novo? — Dante sentou-se na cadeira a sua frente, desistindo de convence-lo o ouvir. — Não sou seu mandachuva, irmão, meu trabalho é outro.
Marcos então voltou a realidade, encarou o irmão e só ali, Dante sabia que ele não estava brincando.
— Apenas faça o que estou mandando. — Mandou, sem muita paciência. — Sobre seu outro assunto, diga ao general que pode me mandar os arquivos. Vou ler quando tiver tempo.
— Sabe que o homem comanda a defesa nacional e não um posto de bairro, certo? — Dante odiava ter que dar broncas no irmão mais velho, contudo, as vezes era necessário, só que não funcionava muito. — Certo. — Disse ao se levantar.
Ela cheirava a perigo, mas ele estava louco para provar desse veneno.
Ela me deixava louco só com o olhar.
Ele ainda estava imaginando seus olhos negros o encarando sem medo, isso nunca aconteceu. O deixou excitado, porém, ele tinha que controlar o seu instinto pervertido. Não podia ficar pensando nela na hora do trabalho. Mesmo que aquela boceta tenha o enlouquecido.
Marcos estava tentando voltar a sua rotina quando ouviu seu telefone tocar. Era Anna, a garota tinha o poder de mudar o seu humor e dia. Não importava o quanto ele era temido, cruel ou frio, sua filha tirava o melhor dele.
— Amorzinho.
— Nada de amorzinho. — A voz autoritária e brava, do outro lado da linha, o fez sorrir. — Hoje é o meu aniversário e você nem me deu um beijo, de bom dia.
Se bem sabia, ela estava com aquele bico de chateada, que sempre o fazia dar a ela, tudo o que queria.
— Perdoe-me, estava atrasado e não quis acorda-la tão cedo. — Às vezes, Marcos parava para pensar e chegava conclusão de que não merecia ter alguém como Anna em sua vida. Ela era doce, delicada, engraçada, e não tinha maldade alguma em sua alma. Ele se achava sortudo por tê-la, e temia que algo levasse essa parte boa dele. Também se questionava como pode ele ter algo tão bom, sendo que era um homem desprezível. — Prometo chegar mais cedo, vou levar um presente e... podemos assistir um filme antes de dormir.
— Quero ir ao Joe. — Mandona. Anna tinha o espirito de liberdade, não temia o pai, na verdade, notava que quanto mais chateada ficasse, ou parecesse, ele lhe recompensaria. Então, às vezes, o manipulava. — Sorvete de aniversário.
— Tão tarde da noite? — Ele não achava que era uma boa ideia.
— Hoje pode, papai, é meu aniversário, e como não vou ter festa, no mínimo um sorvete é justo, afinal, não vou fazer dez anos próximo ano. — Manipuladora e esperta.
— Certo, mas só um. — Avisou.
— Veremos.