Capítulo 2

Outubro de 2013

- Gabriel Alonso

Preciso me arrumar rapidamente para ir trabalhar, pois hoje haverá uma seleção de novos funcionários na empresa, e eu estarei na entrevista coletiva. Tomei meu banho mais cedo do que o habitual, ansioso para dar uma olhada nas notícias esportivas e verificar se há alguma novidade sobre o Campo*, time que tem minha dedicação e torcida, graças aos meus tios que me deixaram esse legado.

- Meu filho, venha aqui, por favor! - A voz frágil de minha avó ecoa pela casa, e eu já pressinto que algo está errado com minha mãe.

Desço as escadas às pressas, antecipando o que poderia ser. Minha mãe, Joaquina, é vítima de uma forma precoce e rara de Alzheimer, que começou a afetá-la em seus cinquenta e poucos anos. Agora, aos sessenta, ela luta contra a névoa que rouba suas memórias. Como filho, meu coração se aperta ao vê-la nesse estado, mas o mínimo que posso fazer é garantir que seu tratamento seja adequado, pois cuidar dela com todo meu amor é a minha missão.

Ao chegar à cozinha, deparo-me com sua angústia ao lidar com a sonda de alimentação. Uma sonda enteral, que vai do nariz até o estômago, pois a demência avançada a fez esquecer até mesmo como se alimentar adequadamente.

Com todo cuidado, envolvo-a em meus braços, sentindo a fragilidade de seu corpo envelhecido. Nesse momento, uma lembrança aflora em minha mente. Lembro-me de quando eu tinha apenas 4 anos e engasguei com um pedaço de carne. O desespero tomou conta de mim, e minha aflição só dificultava o processo de desobstrução. Mas minha mãe, com sua voz calma e doce, me tranquilizou aos poucos, até que eu conseguisse desengasgar. Agora, é a minha vez de repetir o processo, mas é ela quem se encontra em um estado vulnerável. Sussurro palavras reconfortantes, acalmando-a enquanto readéquo a sonda.

- Pronto, Dona Joaquina, agora está tudo bem - digo a ela, enquanto seus olhos vagos encontram os meus. Minha mãe foi uma mulher jovem e bela, porém abandonada por meu pai, que tinha duas amantes: ela e a mãe do meu meio-irmão, nascido no mesmo ano que eu, o qual eu nunca conheci.

Enquanto penso na infância marcada pela ausência de meu pai, percebo que seu nome ainda está presente em todos os meus documentos, embora ele tenha agido como se não me conhecesse quando nos encontrávamos nas festas da empresa em que trabalhavam juntos.

Minha mãe foi uma mulher guerreira que de sempre o possível e o impossível para me dar o melhor. Tive a oportunidade de estudar em escola privada, universidade privada e hoje tenho uma vida confortável graças aos seus esforços e ao incansável auxílio da minha vozinha, Dona Eva, que também já está sofrendo com a passagem do tempo.

...

Após o tumulto matinal, finalizo minha preparação vestindo uma calça jeans, sapatênis e uma camiseta. Dou uma aparada na barba e saio a pé. Moro próximo ao meu local de trabalho, e um carro ainda não está nos meus planos.

Iniciei minha jornada na World Corporation aos 18 anos como estagiário, e com dedicação e habilidade, fui conquistando espaço gradativamente. Lembro-me até hoje do meu primeiro dia como estagiário do setor administrativo, eu estava no início da faculdade de administração e não sabia fazer absolutamente nada, ficava feliz com cada folha que solicitavam para eu fazer cópias, ou quando me mandavam direto para organizar o arquivo morto, sempre gostei de me sentir útil, e foram pequenos detalhes do meu dia-a-dia que me fizeram chegar onde estou.

- Bom dia, Sr. Lino - cumprimento o porteiro com alegria, recebendo um sorriso caloroso em resposta.

- Hoje será um dia especial, meu chefe! - Sr. Lino responde, repetindo sua frase clássica de todas as sextas-feiras. Mal sabia eu que esse dia seria decisivo para o rumo da minha vida.

Enquanto aperto os botões do elevador, sentindo a música animada ecoar pelo espaço, não pude deixar de lembrar que ainda não havia conseguido conferir as notícias sobre meu amado Campo*. "Bem, terei que esperar até o horário do almoço", penso, resignado.

Ao chegar ao 12º andar, sou diretamente chamado para a sala do meu diretor. Matheus Amparatto, um velho amigo, com quem compartilhara momentos divertidos e boas histórias antes de ele se casar, ele me recebe com um sorriso.

- E aí, Gabizinho, como você está, meu querido? - cumprimentou Matheus cordialmente.

- E aí, meu irmão, tudo tranquilo. - Respondo, evitando mencionar as fortes emoções que havia vivenciado pela manhã com minha mãe.

- Gab, hoje temos a seleção para a vaga de auxiliar administrativo. Os selecionados irão trabalhar diretamente com você, e você será responsável pelo crescimento deles na empresa. Preciso muito da sua opinião sobre os candidatos - explicou-me Matheus.

- Claro, Matheus, pode contar comigo.

- Às 9h os candidatos já estarão na sala de reuniões. Podemos chegar juntos? A psicóloga e a gerente de Recursos Humanos estarão lá organizando tudo - sugeriu Matheus.

- Com certeza, Matheus. Mal posso esperar! - Respondo com um tom irônico, o que fez Matheus soltar uma risada.

Enquanto passava a primeira hora de trabalho, organizei meu cronograma ao som empolgante de Bon Jovi. Adoro a liberdade que tenho na empresa para trabalhar de forma autônoma, o que certamente contribuí para meu bom desempenho. Enquanto observo os candidatos chegarem e se sentarem na sala de espera, decido me aproximar para interagir com eles. Eram quatro candidatos, dois rapazes e duas moças, todos aparentemente na faixa dos vinte anos de idade. No entanto, foi a chegada da quinta candidata que chamou minha atenção, causando alvoroço e risadas na equipe da higienização.

- Misericórdia, estou esbaforida! - exclamou a moça, com longos cabelos castanhos escuros e pele branca como a neve.

- O que houve, menina? - perguntou Dona Ida, uma das funcionárias responsáveis pela higienização.

- Devo ter subido uns dez mil quilômetros de escada. Será que cheguei ao céu? - brincou a moça, arrancando mais risadas.

- Menina, por que não usou o elevador? - perguntou Dona Ida, confusa.

- Ué, tem elevador? Onde estava que eu não percebi? - ela disse, fingindo pensar, o que fez Dona Ida explicar que o elevador era a primeira coisa que se via ao entrar na World Corporation.

- Meu pai, acho que estou precisando de óculos. Mas eu me acostumo - disse a moça, rindo de si mesma.

A psicóloga da empresa deu as boas-vindas aos candidatos e deu início à primeira etapa da seleção, que consistia em uma breve apresentação de cada um. Continuei observando de longe, até que uma voz familiar respondeu à psicóloga, chamando sua atenção.

- Eu posso começar? - disse a voz, que parecia ser da moça engraçada que chegou esbaforida.

- É claro. - Permitiu a psicóloga.

Capítulo 3

Catarina Ferrari.

Mal consegui dormir a noite toda. Eram três horas da tarde quando recebi a ligação da World Corporation para uma entrevista de emprego como auxiliar administrativo. A oportunidade era muito boa, mas a minha ansiedade já começava a me consumir. Eu ficava pensando em como poderia surpreender a todos, mas também tinha receio de cometer algum erro. Levantei da minha cama e fiz minha higiene matinal. Para mim, era imprescindível escovar os dentes antes de falar com qualquer pessoa. Tomei um banho rápido e passei meu hidratante com aroma de ameixa.

Minha mãe já estava pronta, e descemos para o café da manhã, que todos os dias era preparado pela minha avó, Maria. Minha família era muito simples, e apesar de termos acesso a diversas coisas, tudo era conquistado com muito suor. Conseguir esse emprego seria um grande alívio, pois além de ingressar no mercado de trabalho, eu poderia ajudar em algumas despesas em casa. A mensalidade da minha faculdade privada ocupava mais da metade do salário da minha mãe.

- Você acha que estou bem, mãe? - perguntei, procurando aprovação.

- Está linda, meu amor.

Descemos para o carro, e minha mãe iria me dar carona até a World Corporation antes de seguir para o seu trabalho. Eu estava vestindo uma calça preta de alfaiataria de cintura alta e uma camisa branca, com parte dela para dentro da calça. Deixei meu cabelo solto e fiz uma maquiagem leve, usando base, pó, batom nude e rímel.

- Meu Deus, mãe! Meu coração vai sair pela boca! Olha a fachada desse lugar... - exclamei, nervosa.

- Vai dar tudo certo, minha filha! Depois vamos comemorar.

...

Desci do carro e a ansiedade já me sufocava por dentro. Era como se tivesse um dragão me queimando por dentro, mas eu precisava seguir em frente. Entrei no grande pátio da empresa e caminhei eufórica até a porta de entrada.

- Bom dia, meu nome é Catarina Ferrari, tenho uma entrevista agendada para às 9h. - disse à recepcionista.

- Olá, senhorita Catarina. O local da entrevista fica no 12º andar. Deve começar em breve - ela respondeu.

- Muito obrigada.

Olhei para os dois lados e vi as escadas. Decidi seguir em frente e subir as escadas, apesar de ter achado estranho uma empresa desse tamanho não ter elevador. Mas pensei que subir e descer as escadas seria um ótimo exercício físico. Quando finalmente cheguei ao 12º andar, vi que já havia quatro candidatos esperando, além de uma simpática funcionária responsável pela limpeza do andar. Não consegui disfarçar o cansaço de subir as escadas e comentei:

- Misericórdia, estou esbaforida! - falei, fazendo a funcionária e os candidatos sorrirem.

- O que houve, menina? - perguntou a simpática senhora.

- Devo ter subido uns dez mil quilômetros de escada. Será que cheguei ao céu? - brinquei, olhando em direção à sala de espera. Percebi que alguém me observava por trás dos vidros, mas não consegui identificar quem era. Por um momento, me arrependi de ter agido normalmente. E se fosse um dos responsáveis pela seleção? Que Jesus me ajude e Nossa Senhora interceda por mim.

- Menina, por que não usou o elevador? - perguntou a funcionária, confusa.

- Ué, tem elevador? Onde estava que eu não percebi? - falei, e ela me explicou que o elevador era a primeira coisa que se via ao entrar na World Corporation.

- Meu pai, acho que estou precisando de óculos. Mas eu me acostumo - expliquei, rindo de mim mesma.

De repente, duas mulheres chegaram: a psicóloga da empresa e a gerente de recursos humanos. Elas começaram a dar as boas-vindas e deram início à primeira etapa da seleção, que consistia em uma breve apresentação de cada candidato.

- Quem gostaria de começar? - perguntou a psicóloga.

- Eu posso começar? - perguntei impulsivamente.

- É claro - permitiu a psicóloga.

- Bom dia! - Olho para o lado, assustada com a voz grave e melodiosa do homem que entrava na sala, acompanhado por outro homem.

- É um prazer receber todos na empresa. Eu sou Matheus Amparatto, diretor presidente da empresa.

- Eu sou Gabriel Alonso, atualmente coordenador administrativo da empresa. A equipe selecionada trabalhará diretamente comigo - ele terminou de falar, e eu percebi que era ele quem me observava na sala de espera. Engoli em seco e percebi que ele me olhava.

- Nós estamos no início da nossa apresentação, e a moça se voluntariou para começar. - disse a gerente de recursos humanos, Valeria Ribeiro.

Chegara a minha vez de falar. Confesso que sentia o suor escorrer pela espinha, mas comecei:

- Me chamo Catarina Ferrari, tenho vinte anos e moro com minha mãe e meus avós no bairro Flores de Jasmim. Estou no final do primeiro semestre da faculdade de administração e quero muito ingressar no mercado de trabalho, além de poder ter independência e novas experiências.

- Por que escolheu administração? - Gabriel me perguntou, olhando diretamente para mim.

- Minha família é muito humilde. Meu avô é mestre de obras, minha avó costureira. Mesmo assim, eles conseguiram fazer com que minha mãe concluísse o ensino superior. Ela é uma grande inspiração para mim. A escolha pela administração foi feita depois que observei todas as áreas de trabalho em Campo Longo, quando ainda estava na oitava série. Percebi que essa era a melhor opção para mim, pois não tinha intenção de deixar a cidade. Fiz estágios voluntários no primeiro ano da faculdade, e a World Corporation me chamou muito a atenção pelos projetos sociais da empresa.

ONGs que ajudam pessoas em situação de vulnerabilidade social, cursos e workshops para mulheres das comunidades, além de doações e outras ações - expliquei, sentindo uma mistura de emoção e entusiasmo.

- Nossa! Por essa eu não esperava - disse o diretor-presidente, Matheus Amparatto. Não pude deixar de perceber o olhar sincero que Gabriel me dirigiu, acompanhado de um sorriso que mexeu comigo de uma forma inexplicável.

- Você vai trabalhar diretamente comigo! Os projetos sociais fazem parte do meu setor - ele disse, e eu sorri, sentindo uma alegria indescritível.

- Vou? - perguntei, ainda meio incrédula.

- Vamos finalizar a seleção e daremos o retorno assim que tivermos uma resposta - disse Valeria. Assenti e ouvi as apresentações dos outros candidatos. Sinceramente, nenhum deles demonstrou o mesmo entusiasmo que eu. A equipe ficou de dar o retorno até às 17h.

Acompanhada por um misto de nervosismo e esperança, deixei a World Corporation. Ao entrar no carro com minha mãe, ela olhou para mim com expectativa.

- Como foi, minha filha?

- Foi incrível, mãe! Eu tive a oportunidade de me apresentar e fui selecionada para trabalhar diretamente com o Gabriel Alonso, o coordenador administrativo. Eles vão entrar em contato até às 17h com a resposta final - expliquei, animada.

- Tenho certeza de que você vai conseguir, minha querida. Estou orgulhosa de você - minha mãe disse, sorrindo e segurando minha mão.

O tempo parecia arrastar-se enquanto esperávamos pela ligação. Os minutos transformaram-se em horas, e a ansiedade só aumentava. Às 17h em ponto, meu telefone tocou. Olhei para minha mãe e atendi a chamada com o coração acelerado. Era Valeria Ribeiro, a gerente de recursos humanos.

- Boa tarde, Catarina! Gostaríamos de informar que você foi selecionada para a vaga de auxiliar administrativo na World Corporation. Parabéns! Esperamos você aqui amanhã às 9h para iniciar as atividades. Seja muito bem-vinda à nossa equipe - disse Valeria, com entusiasmo.

- Muito obrigada! Estou muito feliz e grata pela oportunidade. Estarei aí amanhã, sem falta - respondi, com lágrimas de alegria nos olhos.

Desliguei o telefone e olhei para minha mãe, comemorando juntas. Naquele momento, senti uma mistura de alívio e felicidade indescritível. Finalmente, eu havia conquistado uma oportunidade de emprego que poderia transformar a minha vida e ajudar a minha família.

Aquela noite, comemoramos em casa. Minha mãe preparou um jantar especial, e todos estavam radiantes. Era uma vitória para todos nós. Agradecemos a Deus pelas bênçãos recebidas e pelas portas que se abriram em nossas vidas. Receber o abraço dos meus avós, Maria e Francisco, e da minha mãezinha era a maior recompensa que eu poderia ter.

Após receber a notícia de que fui selecionada para a vaga na World Corporation, o dia seguinte foi repleto de atividades. Acordei cedo e me preparei com cuidado, vestindo uma roupa elegante e profissional. Cheguei à empresa no horário combinado e acertei todos os detalhes burocráticos, como exame médico e assinatura do contrato.

Com todas as formalidades concluídas, percebi que ainda havia algum tempo antes do início oficial do meu trabalho à tarde. Não pude resistir à vontade de agradecer pessoalmente a Gabriel Alonso, o coordenador administrativo com quem trabalharia diretamente.

Respirei fundo e decidi pedir licença para me dirigir à sala dele. Bati na porta e, ao ouvir um "entre", adentrei o cômodo com um sorriso no rosto. Gabriel estava concentrado em seu computador, mas ao me ver, levantou os olhos e sorriu calorosamente.

- Olá, Catarina! Como está se sentindo hoje? - perguntou ele, com gentileza.

- Olá, Gabriel! Estou muito animada e grata pela oportunidade. Gostaria de aproveitar o momento para agradecer pessoalmente por ter confiado em mim para fazer parte da equipe e por acreditar no meu potencial - disse eu, sentindo uma mistura de entusiasmo e gratidão.

Gabriel se levantou da cadeira e estendeu a mão em cumprimento.

- Catarina, a escolha foi feita com base em seu talento e dedicação. Tenho certeza de que você contribuirá muito para os projetos sociais da empresa. Fico feliz em tê-la em nossa equipe - respondeu ele, transmitindo confiança e apoio.

Apertei sua mão e agradeci novamente, sentindo-me encorajada por suas palavras.

- Estou ansiosa para começar e aprender com você e com toda a equipe. Espero poder contribuir de forma significativa para os projetos sociais e ajudar a fazer a diferença na vida das pessoas - disse, com sinceridade.

Gabriel assentiu, com um brilho nos olhos.

- Tenho certeza de que você terá um papel importante nessa missão. Conte comigo e com a equipe para auxiliá-la em tudo o que precisar. Estamos aqui para crescer juntos e transformar vidas.

Agradeci mais uma vez e me despedi, sabendo que o início da tarde marcaria o começo oficial da minha jornada na World Corporation. Saí da sala de Gabriel com um misto de entusiasmo e gratidão, sabendo que estava prestes a embarcar em uma nova fase repleta de desafios e oportunidades.

À tarde, retornei à empresa e me juntei aos demais colegas de trabalho. Recebi as boas-vindas calorosas da equipe e senti-me parte de algo maior. A energia do ambiente era contagiante, e eu estava pronta para me dedicar com empenho e entusiasmo às atividades que estavam por vir.

Assim, com o coração cheio de gratidão e determinação, dei início à minha jornada na World Corporation, pronta para fazer a diferença e contribuir para os projetos sociais que tanto me inspiraram.

Durante a tarde, enquanto me integrava à equipe e me familiarizava com as atividades, Gabriel demonstrou uma personalidade descontraída e bem-humorada, o que tornou o ambiente de trabalho ainda mais acolhedor. Ele fez questão de criar momentos de descontração, lançando piadas sutis e compartilhando histórias engraçadas, que arrancaram risadas de todos nós. Esses momentos de leveza foram fundamentais para quebrar o gelo e estabelecer uma atmosfera de camaradagem, ao mesmo tempo em que mantínhamos o profissionalismo e a dedicação aos projetos da empresa. A interação descontraída com Gabriel e os demais colegas fez com que eu me sentisse parte de uma equipe unida, pronta para enfrentar os desafios com leveza e bom humor.

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