Capítulo 2

TEKORANDU uma cidade do interior, com cerca de 1.500 habitantes, mora um grupo de pessoas que todos se conhecem, sabem de tudo, da vida do seu próximo e até dos que não é muito próximo.

Nesta cidade entre os habitantes há:

• O padre José, uma pessoa muito boa, exigente e aconselhador dos problemas de cada fiel que lhe procuram.

• O coroinha da cidade, um jovem muito inteligente, chamado Eduardo, fiel ao trabalho do Padre José, está presente em todas as missas que o padre celebra é um ótimo secretário da casa paroquial.

• O pastor da igreja evangélica é Mateus, um homem pregador com palavras fáceis de serem entendidas, os seus fiéis gostam muito de seu trabalho. Um homem feito para aquela comunidade.

• Dona Joana, a proprietária do único hotel, da cidade, muito comunicativa e prestativa com seus hóspedes.

• A senhora Mendonça, professora enérgica, mas entendida no seu ensinamento.

• Dona Mercedes, a fofoqueira da cidade, sabe tudo o que acontece, é a primeira a falar para suas companheiras, os acontecimentos ocorridos na comunidade.

• O senhor Marcos, esposo de Dona Mercedes, está presente em toda conversa que ocorre entre sua esposa e suas companheiras. Depois vai à praça e fala o que esta acontecendo com as pessoas para seus colegas.

• A dona Eulália, a confeiteira, todos daquela comunidade convidam para realizar as festas particulares e da cidade. A sua mão é de fada para realizar excelentes quitutes.

• Francisco o funcionário do Correio, está presente em todos os acontecimentos, sabe de tudo, entrega as cartas e acompanha a abertura das mesmas, quer saber em primeira mão dos acontecimentos.

• A Dona Judite, esposa do prefeito, a primeira dama, sabe tudo sobre a administração de seu esposo, só não sabe onde ele se dirige todas as noites.

• O Honório presidente da câmara dos vereadores, é o mais experiente dos políticos, conhece todos os caminhos para se eleger. Em todos os seus mandatos, não se preocupa em desenvolver projetos que beneficia a população.

• O cartorário Henrique, sabedor de tudo que está registrado na cidade, conhece como a “palma de sua mão” a realidade do município.

• O médico Nacife está desde a emancipação do município. Já realizou mais de dez mil partos. A cidade só tem um mil e quinhentos habitantes, por que será?

• O prefeito Elias, um homem respeitado por todos, muito inteligente, lutador, o seu sonho é fazer a sua cidade conhecida em todo o país. A luta é intensa, sempre o senhor Elias se reuni com suas lideranças para traçar metas e conduzir para o sucesso do município, mas não consegue soluções de melhoria. Não existe emprego, empresas fechando, poucos empreendedores e nenhuma cultura de treinamentos e assessoramentos nas empresas.

O prefeito chegou a chamar consultores para ajudar a planejar o crescimento do município. Fazer com que todo mundo passasse a conhecer TEKORANDU, um município de esperança, mas houve um pequenino problema, os consultores abandonaram o trabalho depois de dois meses, os consultores não puderam ser remunerados pela prefeitura, pois não havia licitação e o vereador Honório barrou os trabalhos por não constar no orçamento municipal.

O prefeito Elias em poder dos documentos dos consultores foi em busca de decifrar o que haviam direcionado no planejamento. Chamou seu secretário João, um rapaz conhecedor de administração e fiel ao trabalho na prefeitura. Utilizou-se de todos os formulários e agiu da maneira que o convinha.

Dona Mercedes sabendo dos objetivos do prefeito espalhou o que havia acontecido com os consultores e ainda o difamou perante a população, dizendo:

- O prefeito chamou um grupo de profissionais da cidade grande, uns homens cheios de sabedoria, passaram para traz e levou milhões de dinheiro. E ainda concluiu: “É por isso que nossa cidade esta falida. ”

Dona Estela muito amiga de dona Judite, esposa do prefeito, falou do que estava sendo comentado no município.

Esta dirige-se até a prefeitura para relatar o que está acontecendo e para espanto do seu marido, ela disse que os boatos o acusava de roubo de verbas e que tem um caso com sua secretária e que irão morar juntos.

Nesse momento se instalava um “caos” no município de TEKORANDU. O prefeito procurou o cartorário que também é advogado e perguntou o que poderia fazer para processar as pessoas que o caluniava.

O senhor Henrique por sua vez aconselhou o amigo dizendo:

- Senhor Elias, se formos processar cada um que lhe difama, que fala sobre você, precisaríamos chamar toda a população, até sua esposa e filhos falam mal de vossa excelência.

O prefeito saiu arrasado do cartório, passou no hotel de dona Joana, dirigiu-se ao restaurante e pediu algumas porções e uma bebida bem forte, falou que estava arrasado com a população de TEKORANDU.

Passado algumas horas, o prefeito se dirigiu para sua casa, mas antes passando na frente da igreja encontrou o pastor Mateus e contou o que estava lhe afligindo. Em seguida chega o padre José muito amigo do pastor começaram a conversar por muitas horas.

Com isto senhor Elias mais aliviado chegou a sua casa. Estranhando pelo horário que chegou, dona Judite exclamou:

- O que aconteceu com você? Esta doente? Nunca chega esta hora?

Ele respondeu:

- Cheguei para descansar, quando o sino badalar as vinte três horas, levantarei e irei participar de uma reunião na prefeitura, juntamente com meus secretários.

A sua esposa admirou sobre o horário da reunião, então pensou: “Vou seguir este homem, descobrirei o que ele fará esta noite”.

Então ocorreu que aquela noite foi muito conturbado para o prefeito Elias, sua esposa e familiares.

Capítulo 3

O sino badalou o senhor Elias escutou, imediatamente levantou e se trocou saiu e foi para reunião na prefeitura.

Sua esposa, dona Judite saiu imediatamente atrás de seu esposo e o seguiu até o seu destino e se assustou em ver o local que entrou, pois havia entrado na casa de dona Eulália a senhora dos deliciosos confeitos.

Dona Judite pegou seu celular e ligou para sua amiga Estela e pediu para que ela fosse até o local onde estava. Passado alguns minutos chegou Estela e a professora Mendonça com uma câmera filmadora e começaram a filmar todo o local.

Depois de quarenta minutos saiu senhor Elias o prefeito com um pacote muito bem embrulhado, olhou para os lados, saiu imediatamente e entrou no seu veículo.

Dona Judite, Estela e a professora Mendonça seguiram o prefeito, mas a velocidade que atingiu as senhoras perdeu o destino do veículo.

Pararam e começaram a pensar o que será que o prefeito iria fazer com aqueles quitutes, o qual havia pego na casa de dona Eulália?

Cada uma foi deixada em suas casas e dona Judite seguiu embora, mas observou que cada uma delas não havia entrado nas suas casas, ambas observaram a saída do carro e pegou o destino oposto, rumo a praça da cidade, próximo da Igreja. Mais uma intriga na mente de dona Judite!

À MEIA NOITE, toca o badalo do Sino da Igreja, não era de costume, pois em exigência da população só estava permitido tocar o sinal das 6:00 horas até as 23:00 horas, por que estará tocando o sino neste horário?

Esta indagação aconteceu a todos os moradores de TEKORANDU, imediatamente muitos moradores se levantaram e foram para o centro da cidade e lá encontrou aos gritos o senhor Marcos dizendo que sua esposa havia falecido.

Neste local se encontrava o prefeito, o médico, o padre, o pastor, dona Estela, a professora Mendonça, o secretário do prefeito senhor João, o funcionário do correio e avisando a todos os moradores o coroinha Eduardo. Em poucos minutos na frente da casa de dona Mercedes lotava-se de curiosos.

A curiosidade é o mal de todas as pessoas, queriam saber o que estava acontecendo, o prefeito aproveitando da oportunidade fez o seu discurso. Mas a duvida pairava no ar, qual o motivo que naquele momento se encontravam: o prefeito, padre, pastor, médico, professora, dona Estela, secretário do prefeito, o funcionário do correio e o coroinha naquele momento, faltando estar junto a dona Judite esposa do prefeito?

Alguns minutos o doutor Nacife saiu de dentro da casa de dona Mercedes e falou que ela avia sido envenenada. Sr. Marcos esposo de dona Mercedes resolveu levar o corpo de sua esposa para a cidade de seus familiares.

Algumas horas depois, chega em sua casa o senhor Elias, e acordada esperando por ele sua esposa. Imediatamente ela fez a pergunta que não conseguia calar:

- O que você estava fazendo na casa de dona Eulália? E por que saiu com aquele pacote, rapidamente olhando assustado para todos os cantos?

Respondeu sem atemorizar:

- Fui pegar umas porções de quitutes para realizarmos uma boa reunião, pois, o horário já era avançado e com sono e fome poderíamos deixar de decidir algumas atitudes de melhoria para a nossa cidade.

Mas, sua esposa não ficou convencida com sua resposta, e ainda questionou sobre o porquê estar no local do acontecimento à meia noite?

Imediatamente o próprio prefeito retrucou com outra pergunta:

- Como você sabe que eu estava saindo da casa de dona Eulália aquele horário? E também por que sabe da morte de dona Mercedes a meia noite e ao mesmo tempo eu estar no local do acontecido se você não estava naquele local?

Dona Judite ficou sem jeito desconversou e foram dormir.

No dia seguinte ao acontecido, o prefeito reuniu-se com toda a liderança da cidade para discutir do acontecimento da morte estranha de dona Mercedes, e imediatamente o seu secretário João questionou o boato que estava acontecendo na cidade.

- Senhor prefeito toda a população está murmurando sobre o senhor, pois há alguns dias a dona Mercedes saiu falando que o prefeito havia desviado muitas verbas da prefeitura com a consultoria que havia na prefeitura para desenvolver um plano de crescimento da cidade. Logo este acontecido aparece morta de maneira estranha envenenada em sua casa.

O prefeito ficou tenso na reunião e pediu para que mudasse a conversa da reunião, porque naquele momento não havia necessidade de discutir sobre quem matou dona Mercedes, mas sim chamar o investigador da cidade vizinha que decifre o caso.

Todos que estavam reunidos desconfiaram da atitude do prefeito e decidiram averiguar a morte de uma senhora representativa na cidade e que havia falecido de uma morte admirada.

Com o término da reunião, decidiram colocar na mão de um investigador isento de qualquer coisa relacionada à cidade e assim transcorreu de maneira tranquila e serena.

A população daquela pequena cidade estava apavorada com o acontecimento, nunca havia tido um crime daquele, praticamente a cidade era uma comunidade, o qual todos se conheciam e se dava bem.

Como poderia uma senhora que nada havia feito de mal para alguém, a não ser falar um pouco demais.

Os comentários eram demais, as duvidas se misturavam com a certeza de que havia sido uma morte premeditada a respeito de magoa e revolta de alguém que poderia estar sendo prejudicado por alguma coisa.

A partir desse momento a cidade passou a ser vista na mídia, principalmente no estado, pois os repórteres apareceram alguns dias para fazer a matéria da morte da meia noite, um crime sem explicação.

Continue lendo
Apoie o autor e inspire mais histórias incríveis Moboreader
Desbloquear todos
Capítulo
Personalizar
Próximo Capítulo
Minishorts Logo
Leia web novels, ficção online e histórias românticas em alta no MiniShorts. Descubra romances de bilionários, fantasia de lobisomens, drama e novelas de fantasia, além de conteúdos selecionados de dramas curtos inspirados nas tendências de narrativa mais populares.
MiniShorts YouTube
PRODUTOS E SERVIÇOS
Sobre nós
support@minishorts.com
©2026 MiniShorts Todos os direitos reservados. CHASINGTOP HK LIMITED