Dylan Cross:
- sr. Cross?
Levanto minha cabeca dos papéis e vejo minha secretaria Ana na porta.
- sim, ana.
- Algum acionistas solicita sua presença na sala de reuniões.- ela diz.
- diga que estou indo.- respondo.
É uma manha de sábado, meu aniversário e aqui estou eu na empresa trabalhando.
Vim ate mais cedo para me livrar dos poucos papéis restantes que faltavam para ter meu dia livre, mas parece que os acionistas tem outros planos.
Sou o acionista majoritário, possuo 55% das ações da empresa.
Hoje faço 30 anos, sou bilionário e o solteiro mais cobiçado de são Paulo como diz muitas revistas.
Ando ate as salas de reuniões, mas não era trabalho que me esperava e sim uma pequena surpresa preparada pelos meus acionistas.
Tem muito disso no rama empresarial, pelo menos pros velhotes ainda tem.
Uma linda garota de seios fartos me espera sentada na mesa.
- sr. Cross? - ela pergunta querendo que eu confirme minha identidade.
- sim, sou eu.
- muito prazer sr. Cross, sou a Jessie, seu presente de aniversario. - ela diz sedutoramente enquanto desamarra seu vestido na cintura revelando um lindo corpete vermelho.
Eu amo corpetes.
Eu poderia manda- lá embora e dizer que aqui não é lugar para isso.
Ou leva-la para um motel.
Normalmente eu não faria isso na empresa.
Mas é um corpete e ela ta ali toda sorrindo para mim.
Sem dizer nada atacou sua boca a pegando no colo e colocando-a na mesa.
É um bom presente de aniversario.
Nesse momento eu vou me esbaldar.
#
Depois do presenta dessa manha eu me sentia mais relaxado.
Parando o carro em frente a casa dos meus pais eu respiro fundo e desço.
Assim que entre em casa minha sobrinha me ataca segurando em minhas pernas.
- e ai menina maluquinha.- digo sorrindo para ela.
- parabéns Títio.- ela diz.
- obrigada minha linda. Onde estão todo mundo? - pergunto como se fosse um segredo.
- estão colocando a mesa para o almoço. - ela responde sussurrando.
- e se assustarmos eles? - digo como se eu tivesse a melhor ideia do mundo.
Vejo os olhos da minha pequena brilhar.
- tipo buuuuu Títio? - ela pergunta sorrindo adorando a ideia.
- tipo um buuuuuuuzao que vão fazer eles ficarem branco igual fantasma.- digo imitando um fantasma.
- vamos então Títio, preciso ver isso.- ela puxa minha mão em direção a cozinha.
Antes de chegarmos ela para atrás de uma pilastra, dali da para ver todo mundo e ninguém nos vê.
Menina esperta.
- Títio, vamos esperar todos passarem junto ai assustamos eles, se soubesse que iriamos fazer isso teria pegado minha mascara e a faca do Chuck lá no meu quarto.- ela diz me fazendo rir baixo para não estragar a brincadeira.
É isso, minha pequena adora filme de terror e tem fantasia de tudo que é tipo que assustaria uma criança na idade dela.
Ficamos observando o vai e vem ate que alguns minutos depois todos vem juntos.
Vejo os dedinhos dela dando Sinal para irmos no três.
1...
2...
Ela segura o dedo no dois um momento.
3!!
- buuuuuuuuuuuuuu - gritamos juntos oque faz com minha mae e irmã pulem de susto enquanto meu pai cai na gargalhada.
- a sim não vale vovô, o senhor tem que gritar não rir.- ela diz fazendo bico e se vira para mim.- eu falei que eu tinha que ter pegado a mascara do Chuck, vovô tem medo dele.- ela fala me fazendo rir.
Meu pai para a gargalhada na hora.
- eu não tenho medo, só não vejo porque transformar brinquedo em algo medonho.- ele diz e ate minha mae RI.
Assim que levamos uma bronca das duas mulheres da casa vamos para a mesa almoçar.
- Títio não vai ganhar presente de vocês? - minha pequena Lili pergunta.
- eu dei a luz, já é presente o suficiente. - minha mae diz me sorrindo, não duvido nada que ela tenha feito algo.
- eu coloquei na barriga da sua mae para ela te dar a luz.- meu pai diz todo orgulhoso.
- fala como se na hora de colocar fosse um sacrifício.- minha irma Mel fala rindo.
- me respeita menina.- meu pai retruca, ele não consegue ficar bravo.
- e eu fiz o almoço no seu aniversário, ta ai meu presente.- Mel fala.
- vocês são maus, pior que a malévola, Títio não liga para eles, eu comprei um presente muito legal para você, eu acho. - ela diz indo ate o armarinho que tem ali na sala de jantar e voltando com dois embrulhos.
- pesquisei no google Títio, falei assim no microfone, " presente de aniversario para o Títio que vai fazer 30 aninhos" - ela diz parecendo muito fofa. - mas eu ainda não sei ler Títio, então fui nas foto, o primeiro é esse pequeno aqui, ameaçei assustar o motorista de madrugada pra ele me levar para comprar seus presente.- ela fala me entregando a primeira caixa.
Eu to rindo, queria ter visto ela falando que ia pegar a fantasia di Chuck e que iria assustar Miguel de madrugada.
Abro a primeira caixinha e tem um relógio digital.
- juntei minha mesada que a mamãe me da, e pedi mais dinheiro por ai.- ela fala e tenho certeza que dobrou os velhos para dar dinheiro a ela. - vai Títio agora é essa caixa grande aqui, eu não sei para que serve isso, mas estava lá na foto que todo homem tem que ter uma dessas.- ele diz me entregando uma caixa menor do que a de um sapato.
Assim que abro o embrulho todos na mesa caem na gargalhada.
Olho para a caixa de camisinhas sem acreditar.
- Títio, para que serve esses pacotinhos? O moço da farmácia perguntou por que eu queria e Miguel explicou que era seu aniversario ai o moco mandou te dar parabéns, mas ele tava rindo. Por que ta todo mundi rindo, é alguma coisa que o palhaço usa? - ela pergunta e eu não sei oque responder.
- não sei os outros palhaços mais com certeza o do seu tio vai fazer bom aproveito. - minha irmã diz e eu a olho horrorizado.
- Mel!!! Para de dizer essas coisas perto da menina.- meu pai ralha com ela que RI ainda mais.
- gostou Títio?- Lili me pergunta.
- eu amei anjo. Obrigada pelo presente.- agradeço a ela.
- vai usar todo dia? - ela pergunta e dnovo a mesa cai na gargalhada.
- vou usar o relógio todo dia e essa caixinha aqui vou guardar em um lugar especial. - eu nunca que seria capaz de transar com as camisinhas que mina sobrinha de 6 anos me deu.
Ela sorri satisfeita e o almoço corre normalmente com minha irmã pegando no meu pé por causa das camisinhas.
Assim que o almoço termina meus pais me chama no escritório.
- algum problema? - eu pergunto.
- é isso que queremos saber, ainda está com problemas com os repórteres? - meu pai pergunta e eu me sento no sofá de couro que tem ali.
- sim, agora eles decidiram acampar na porta da minha casa. - falo coçando meu olho.
- isso é normal, você esta na idade de se casar, logo você terá que apresentar um herdeiro para sua empresa por isso eles estão tao afobados, querem ser os primeiros a conhecer a futura sra. Cross. - minha mae fala.
- eu ainda não penso em casamento mãe.- digo.
- mas devia, precisa me dar uma nora e netos, mas também tem que dar um herdeiro a mídia.- ela fala.
- eu sei.- apenas respondo.
- por enquanto resolvemos o problema da casa, considere nosso presente de aniversario.- meu pai diz me entregando uma documentos.
É a escritura de um apartamento.
- mude- se em duas semanas, os moveis ainda estai chegando e estamos terminado tudo por lá. - minha mae fala.
- obrigada.- eu só posso agradecer
Passamos mais algumas horas conversando enquanto Lili assistia seus filmes medonhos e pegava no sono.
A menina dorme assistindo terror.
Na parte da tarde vou para casa e encontro mais fotógrafos do que tinha de manhã.
Os seguranças da minha casa me ajudam a entrar, assim que passo pela porta de casa eu respiro fundo.
Pelo menos no apartamento não haverá esse tumulto e poderei descansar em paz.
Ou assim eu achava
Sofia:
Já fazem duas semanas que nos mudamos.
Hoje Jorge e minha mae voltaram para a nossa cidade para ver alguma coisa sobre papeis e só voltariam em 3 dias.
Como ficaria sozinha minha mae me deixou bastante dinheiro, que creio eu Jorge havia dado. Decido então sair para me divertir e talvez conhecer pessoas.
Como já anoiteceu vou me arrumar.
Tomo um banho quente e lavo meus cabelos.
Meus cabelos eram enormes, mas há algum tempo eu o cortei nos ombros, havia ficado bom mas ele cresce rapidamente e já estava bem abaixo dos ombros.
Assim que acabo meu banho separo minha roupa.
Uma saia jeans e um cropped de faixa com alças finas.
Para eu calçar pego meu coturno. Só falta a maquiagem, passo preto no contorno de meus olhos deixandos bem chamativos e batom vermelho.
Não ficou muito cheguei, mas também estou arrasando.
Pego uma jaqueta jeans que combina com a minha saia, tranco a porta e vou para o elevador.
Assim que saio do prédio vou para uma praça que parece encher com pessoas da minha idade.
Procurei na internet e aqui foi o lugar que mais chamou minha atenção.
Ando pelas pessoas que conversam com os amigos e se divertem, distraída acabo trombando em uma garota.
- Me desculpe.- digo para ela.
- tudo bem, você é nova por aqui.- ela sorri e me afirma.
- sim, acabei de me mudar é a primeira vez que saio.- digo para ela.
- então é um prazer te conhecer, me chamo Angela.- ela diz e eu acabo franzido a cara.- certo, pelo visto nao é muito fã das Angelas pelo mundo.
- desculpa, me chamo Sofia.- digo para ela.
- veio acompanhada Sofia?
- nao, estou sozinha, sai mesmo para conhecer e talvez me divertir um pouco.- digo.
- agora não esta mais, vem comigo, vamos para um lugar mais divertido. - ela diz me puxando e entrando em um prédio do outro lado da praça.
Ha uma fila na porta, mas Angela entra passando na frente de todos e o segurança que estava ali não barra sua passagem.
- onde estamos? - pergunto para ela.
- na boate do meu irmão.- ela diz simplesmente.
- eu não deveria estar aqui.- digo para ela que para e ne olha.
- Por que? - pergunta.
- tenho só 17 anos, sou menor de idade.- digo e ela RI.
- eu jurava que vice tinha uns 20 anos, tudo bem, eu praticamente mando aqui, ninguém vai barrar você de se divertir, só não posso te dar alcool. - ela fala e avisa.
- tudo bem.- sorriso para ela.
- vamos logo então, daqui a pouco a ala VIP lota e não teremos lugar.- dito isso ela me carrega pela boate e subimos uma escada.
Ali se encontra varias pessoas e um barman em uma espécie de bar.
- vem deixa eu te apresentar à algumas pessoas.- ela anda em direção a um grupo que esta em uma mesa de canto. - gente essa aqui é Sofia.
Sou apresentada a o grupo.
São três meninas contando com Angela e 4 meninos
Todos são bem divertidos, conversamos bastante, eles bebem muito e quando me oferecem eu apenas dispenso.
Bebi um pouco de refrigerante e acabo tendo vontade de ir no banheiro.
Quando me afasto um pouco deles procurando o banheiro acabo trombando em um homem alto.
- me desculpe.- digo e o olho.
Ele me sorri, não posso negar que é bem bonito, mas aparenta ter o dobro da minha idade.
- não foi nada linda.- ele diz.- esta acompanhada?
- não, estou apenas me divertindo com alguns amigos.- digo.
- poderíamos nos divertir apenas nos dois. - com um sorriso malicioso ele se aproxima de mim.
- estou bem obrigada, agora eu tenho que ir.- digo me afastando.
- que isso, não precisa se fazer de difícil.- ele fala me parando e grudando nossos corpos
Sinto o cheiro de bebida e suponho que ele não esta sã.
- me solte por favor.- digo.
Ele sorri para mim e tenta me beijar mas eu viro o rosto.
- já chega Henrique, venha que o levarei em casa.- um homem aparece e o tira de perto de mim.
Ele é forte e muito lindo, sua barba rala e seus olhos lhe dão um ar profundo.
- Me desculpe pelo meu amigo, ele esta muito bêbado.- ele diz se dirigindo a mim.
- tudo bem, só cuide para que isso não aconteça com outras garotas.- digo o olhando nos olhos.
- claro.- ele responde e sai com o amigo da boate.
Vou ao banheiro e quando eu saio já havia perdido o clima.
Vou ate Angela avisando que estou indo embora e que no dia seguinte lhe mandaria uma mensagem.
Saio da boate e vou para casa à pé.
O caminho todo para casa eu observo tudo ao redor.
Bares abertos, pessoas dançando e bebendo, todo mundi se divertindo.
Angela foi bem legal comigo, mas lembrar de seu nome me faz lembrar da cadela que se dizia ser minha amiga.
Enquanto ando para casa vou pensando nos momentos que passamos e tento me lembrar de algum momento em que ela pareceu falsa.
Me lembro de muitos e isso faz com que eu me sinta ainda mais idiota.
Como nunca percebi que ela era uma falsa.
Quando vejo já estou em frente ao meu prédio, enquanto eu pensava o tempo passou mais rápido.
Entro no prédio e vejo que alguem esta entrando no elevador, tento apressar meus passos para que eu chegue a tempo, mas duvido que consiguirei.
- segura a porta.- eu grito.
Acho que a pessoa deve ter me ouvido pois as portas nao se fecham quando deveria e eu entro arfando por causa da minha pequena corrida para pegar o elevador.
Quando me levanto para agradecer fico surpresa.
- é o senhor.- digo apontando para o homem que me ajudou com seu amigo.
- não me chame de senhor.- ele diz e parece que ficou bravo.
- me desculpe, fiquei surpresa, não sabia que morava aqui. - digo para ele.
- acabei de me mudar.- ele fala seco.
- OK.
O silêncio que fica no elevador é constrangedor para mim, enquanto eu penso no constrangimento eu acabo esquecendo de apertar o botão do andar que deveria ir.
- não vai apertar a botão da porra do seu andar?