Capítulo 2

* Hannah Galaretto *

Mais uma missão bem-sucedida, afinal, trabalho dado a mim e minhas sorellas, sempre é cumprido com perfeição. Assim como meu pai, sou uma assassina de aluguel, bem treinada e tenho orgulho da minha profissão, pois tiro do mundo a escória que habita nele. Hoje foi a última missão com minha sorella Paola, ela irá se casar com o herdeiro da máfia Bianchi em breve.

Assim que chego em casa, sou recebida por minha madre. Ela nos olha com um sorriso singelo e eu já acho estranho. Madre não tem costume de sorrir assim.

_ Figlia, seu papa lhe espera no escritório. – Eu sabia.

_ É importante madre?

_ Sim, tesouro. – Suspiro, coisa boa não ia de ser.

Caminho devagar me aproximando do escritório do meu pai. Eu já sei que, para ser chamada assim com certa urgência, não é coisa boa.

Paro diante a porta respiro fundo e arrumo os meus cabelos, eu sou uma assassina exemplar, mas diante do meu pai eu sou apenas uma menina obediente assim como fui ensinada a ser.

Com as dobras dos meus dedos, bato três vezes na madeira da porta fazendo ecoar o som das batidas, não demorou para que eu escutasse "Entre" quase abafado pelo som da madeira então abri a porta vendo meu pai sentado em sua cadeira olhando alguns papéis.

— Papa. — Chamei assim que entrei e ele levantou a cabeça me fitando nos olhos antes de se levantar e vir me abraçar.

— Bella figlia. — diz beijando meu rosto três vezes.

— Pediu para me chamar?

— Tenho negócios a tratar com você tesoro. — Respirei fundo soltando um suspiro eu sabia que não seria bom para mim, a última vez que ele falou que tinha negócios a tratar com minha irmã Paola foi para informar o seu noivado.

— Diga papa com quem vou me casar? — ele me olha e bate em meu ombro duas vezes antes de voltar para a sua cadeira.

— Não é um casamento bambina. É apenas um acordo.

— Que tipo de acordo papa?

— Você sabe bambina nossa organização é a melhor do ramo e temos o apoio da máfia de Ostia Antica. A maior de toda Itália.

— Sim, papa. Por isso que Paola irá se casar com Angelo Bianchi.

— Sim, tesoro, sim. Mas você sabe que precisamos de alianças fortes para nos manter firmes. Precisamos de raízes para nossa organização se manter em pé.

— Diga papa, eu estou pronta para ouvir. — Por mais que eu não esteja nada pronta.

— Quero fazer um acordo com a organização de Torino e o chefe de lá me fez uma proposta muito boa. Ele quer uma de minhas filhas por um ano e depois o negócio está feito. — Era a primeira vez que ouvia aquilo, geralmente os acordos eram firmados em casamento.

— Um ano papa?

— Apenas um ano. Você é a mais velha então tem de ser você. Paola vai se casar amanhã, e Alicia ainda é nova.

— Eu sei papa, entendo minha situação. Mas quem é o homem que vai ser meu companheiro durante esse ano?

— O Corvus. — Meu coração gelou naquele momento, mesmo morando em Ostia Antica, eu já tinha ouvido falar do Corvus, ele não tinha rosto ninguém nunca o tinha visto sem a máscara de ferro que usava para esconder a sua identidade. Eu sabia que ele era mais velho que eu alguns anos, ou muitos, pois quando eu era pequena com meus quatorze anos já ouvia falar de suas mortes e até para mim que fui criada dentro de uma organização de assassinatos por aluguel eram terríveis.

— O Corvus, papa? — Disse sentindo as lágrimas encherem meu rosto, mas não as deixei cair, não podia demostrar fraqueza, meu pai era um bom pai, nos treinou desde pequenas, diferente de muitos pais que usam as figlias apenas como moedas de troca, o nosso pai nos ensinou a ser fortes e nos defender.

— Não tenha medo. No acordo ele não pode te machucar fisicamente. — Mas isso não impedia outra forma de tortura, pois eu sabia, já tinha ouvido falar como ele, como o Corvus era ruim.

— Apenas um ano, depois eu posso voltar?

— Sim, tesoro. Ele não te fará mal, ele me deu a palavra. — Até parece que eu acreditaria nisso.

Saio do escritório com os olhos pesados pelas lágrimas, eu não era uma mulher fraca nada disso, mas saber que ficaria nas mãos do Corvus era um pesadelo sem fim.

Encontro minha irmã Paola arrumando as últimas coisas para o seu casamento, no fundo, acho que tive mais sorte que ela já que não existe divórcio na máfia e ela terá de suportar seu marido até o final da vida.

Ela me abraça apertado e sinto um alívio momentâneo, logo Alicia minha sorella caçula se aproxima e faço o mesmo, dormimos nós três juntas como quando éramos crianças, já que no outro dia após a festa eu iria embora, eram mais de sete horas de viagem de carro então só veria minha famiglia poucas vezes, além do que ninguém sabia onde o Corvus morava.

***~~~~***

Dois dias havia se passado e o Corvus ainda não tinha me buscado no fundo, eu estava feliz, ele poderia ter desistido me deixando livre, mas minha alegria durou pouco, pois minha mãe entrou em meu quarto falando para me arrumar, pois, o meu pai tinha recebido a notícia que eu tanto não quis, o avião que me levaria para Turim já estava me aguardando, despedi de meus pais com o coração apertado o medo quase me sufocava, eu não era assim não tinha medo da morte, então, porque eu tinha medo de um homem que fazia o mesmo trabalho que o meu, matar por dinheiro.

Mas a resposta veio rápido, o medo era porque eu não era uma sanguinária como ele, que torturava seus alvos até a morte, eu era fria, mas meus alvos morriam rápidos a maioria com um tiro na testa. Estilo Galaretto assim como apelidaram as mortes que minhas sorellas e eu executavam. Sem erros um tiro limpo bem no meio da testa.

Mas durante um ano eu seria apenas a mulher do Corvus e não mataria mais ninguém.

Assim que um dos seguranças me deixou no aeroporto, respirei fundo uma última vez antes de subir os degraus do avião que me esperava, ele era lindo as poltronas eram de cor creme com bordados dourados.

Me sentei apreensiva apertando com força meus dedos sobre a calças, não tinha mais como voltar eu tinha concordado e durante um ano seria a mulher ou a amante do Corvus o homem que não sabia como era o seu rosto ou seu nome, um homem misterioso e frio.

A viagem de avião de Ostia Antica até Turim durou pouco mais de uma hora, logo que cheguei um carro já me esperava.

O motorista saiu para abrir a porta-malas, ele era bonito devia ter um metro e setenta o corpo malhado e olhos castanhos intensos, ele sorriu para mim e eu apenas desviei o olhar, não sabia quem ele era e não era bom flertar com o motorista sendo que eu estava indo para ser a mulher ou a amante não sei, do chefe dele por um ano.

Entrei no carro em silêncio e assim que o motorista entrou um segurança abriu a porta me entregando uma máscara preta, olhei para ele mordendo os lábios eu não queria colocar aquilo, mas sabia que não tinha outra escolha.

Cobri os meus olhos e fui rezando durante todo o caminho, às vezes eu pensava que talvez esse Corvus não quisesse um acordo com a nossa organização ele queria me matar ou me usar para tirar algo do meu pai.

Quando o carro parou o motorista disse “pode tirar a venda senhorita”, não esperei falar de novo e já fui me livrando daquilo, meus olhos estranharam a claridade no começo, mas depois de piscar algumas vezes ele se acostumou, olhei para frente e vi que o motorista ainda mantinha os olhos presos em mim, desviei o olhar abrindo a porta e saindo dando de cara com uma casa enorme no meio do nada, já que dos lados mais parecia uma mata.

Se antes eu sentia um frio por toda a minha espinha, agora eu estava presa em um iceberg gigante, o segurança que me entregou a venda pegou minhas malas, mas eu não conseguia me mexer, a casa parecia aquelas de filmes mal-assombrados.

Ela tinha dois andares, uma escada de dez degraus para subir até a varanda, sua cor era escura não sei se cinza ou chumbo, não havia nenhuma planta para dar vida e cor ali.

Apenas a grama verde, algumas árvores e arbustos podados em formatos quadrados, era frio, até os arbustos dava a impressão disso, tomei coragem e comecei a subir os degraus devagar, não sei de onde tinha saído tanto medo, mas minhas mãos estavam suando mais do que no dia que matei meu primeiro alvo.

A porta se abriu assim que cheguei no último degrau, uma mulher de uns sessenta anos me olhou de cima em baixo, ela estava me analisando antes de abrir um sorriso fraco.

— Essa é a senhorita Galaretto. — O segurança disse assim que colocou minhas malas no chão.

— Me acompanhe até seus aposentos, senhorita Galaretto. — Ela disse se virando e o segurança pegou novamente minhas malas.

Conforme eu andava, observava o lugar, era chique com toda certeza, havia uma mesa no centro do hall de entrada com um vaso, mas vazio, a escada subia em espiral e seus degraus eram largos acho que tinha mais de um metro e vinte de largura. Chegando no topo da escada vi dois corredores, a mulher virou para a direita e passando por duas portas parou na terceira.

Ela abriu a porta e sorriu para mim, mostrando que ali seria o meu quarto, olhei em volta antes de entrar, o quarto era grande tinha uma cama de casal, um closet com espelhos na porta, uma varanda e no chão um tapete redondo vermelho sangue.

Entrei devagar olhando tudo com cuidado, o quarto era bonito, mas sem vida as cores eram neutras entre branco e cinza a única coisa que tinha cor naquele lugar era aquele tapete vermelho.

O segurança colocou minhas malas no chão e saiu sem dizer nada, a mulher ainda me olhava curiosa e eu não desviei o olhar.

Ela abaixou a cabeça ainda sorrindo e seguiu até uma porta de madeira a abrindo.

— Aqui é o banheiro. Tome um banho e se arrume para o jantar, logo alguém vira arrumar suas roupas no closet.

— Não precisa eu mesma faço isso. — Ela concordou com a cabeça e antes de sair a chamo. — Senhora como se chama?

— Antônia . Senhorita Galaretto.

Capítulo 3

** Hannah Galaretto **

Fecho a porta assim que Antônia sai, abro minha mala tirando minhas roupas as colocando com paciência nos cabides e nas gavetas.

Eu não trouxe muita coisa apenas o suficiente, para algumas trocas, sei que passarei um ano dentro dessa casa, como está calor pego um vestido de pano mole até os joelhos, não trouxe roupas com decotes ou sensuais.

Tenho muitas, mas uso apenas no trabalho para distrair o alvo e o trazer até onde eu quero, mas aqui eu não quero chamar atenção, por mim, ficaria invisível, quanto menos atenção eu chamar, maior a chance dele não se importar comigo e talvez até me esqueça.

Entro no banheiro e fico impressionada com o luxo do lugar, o piso é todo branco assim como a grande banheira e as louças, o box de vidro transparente divide o banheiro o chuveiro de aço é enorme, ligo o chuveiro sentindo a água fria cair em meu corpo, me esfrego com o sabão líquido e lavo meus cabelos, ainda bem que eu trouxe meus produtos de higienes.

Já trocada penteei meus cabelos com cuidado os deixando soltos para secar, eles não eram compridos chegavam até um pouco abaixo do meu ombro, e por serem finos secavam rápidos.

Desci as escadas e parei do hall de entrada, eu ainda não conhecia a casa olhei para os dois lados e quando já estava pronta para escolher em qual caminho ia seguir Antônia apareceu vindo em minha direção.

— A senhorita já está pronta que bom. Eu estava indo lhe buscar.

— Não sei onde fica a sala de jantar.

— Me acompanhe senhorita. — Sigo Antônia passando por uma grande sala de tv. Não prestei muita atenção porque queria chegar logo na sala de jantar, assim que chegamos, vi que a comida já estava na mesa e duas moças colocavam os talheres. — Senhoritas essa e a senhorita Galaretto ela é a nova senhora da casa.

— Coitada. — Uma das moças disse com o olhar de pesar e isso me arrepiou toda, o que elas sabiam que eu ainda não sabia. A outra moça deu uma cotovelada na primeira que se encolheu.

— Fica quieta Rosa.

— Eu não disse nenhuma mentira logo ela vai descobrir o que a espera. — a moça do lado ia falar, mas percebi que se calou abaixando a cabeça, senti uma presença atrás de mim o cheiro do perfume amadeirado era evidente e entrava em meu nariz, mas o receio de me virar era mais forte que a curiosidade.

— O jantar já está servido? — escutei sua voz rouca perto do meu ouvido e me virei vendo que estava a poucos centímetros atrás de mim.

Meus olhos foram para a máscara de ferro que escondia seu rosto, a única parte que mostrava era sua boca que tinha um tom vermelho e sua barba em torno do queixo levemente aparada, percebi que sua pele era branca e seus olhos num tom castanho quase mel, seus cabelos castanhos penteados com perfeição, não conseguia ver o rosto, mas algumas características sim.

Seu olhar era frio assim como a casa, abaixei meus olhos observando seu corpo com certo cuidado, ele estava com uma camiseta de manga longa fina, branca, que mostrava os contornos dos seus músculos bem definidos, usava uma calça de moletom e mantinha as mãos no bolso.

Sua presença intimidava, e aquela máscara dava medo, pois não sabia o que encontraria atrás daquilo, quando voltei meu olhar para o dele percebi que ele permanecia me encarando.

— Já terminou sua inspeção senhorita Galaretto? - Disse em um tom frio fazendo meu coração disparar.

— Já. — Respondi calma o mais calmo que conseguia ser, me virei indo em direção ao meu lugar da mesa, ele se sentou na cadeira a minha frente e mantinha o olhar fixo em mim, nunca fiquei intimidada com alguém, mas ele era diferente, e a forma que me olhava parecia ver minha alma.

— Podem servir. — Ele disse sem desviar o olhar do meu, assim que a comida foi colocada em meu prato fiquei focada no que tinha ali e não no par de olho que me observava.

Não vou mentir a comida desceu como um espinho em minha garganta, a única coisa que eu pensava era no rosto das duas moças quando fui apresentada “coitada”, foi o que a moça disse, o que será que elas sabiam que não poderiam me contar, que tipo de homem o Corvus era.

Eu sabia que o único motivo de estar ali era para esquentar sua cama, eu aceitei esse acordo ciente disso, mas não podia negar esse pedido ao meu pai. Minha irmã estava casada com o capo da Ostia Antica e não derramou uma única lágrima quando descobriu seu destino.

Então não seria eu, que passaria apenas um ano nessa casa que entraria em pânico, por mais que aquela máscara provavelmente me dará pesadelos.

“O Corvus o assassino sem coração”

“O homem sem alma”

“O diabo na terra”.

Era como eu ouvia falar sobre ele, e por mais que eu tenha matado muita gente, nunca seria como ele, capaz de matar seu alvo na frente dos filhos, de torturá-los na frente das esposas, já tinha ouvido falar tanta coisa sobre ele que o medo de estar na sua presença me tirava até a fome.

— Te espero em meu escritório, senhorita Galaretto. Leve os documentos que pedi. — Voltei meu olhar para ele e vi que já se levantava saindo nem me olhar, olhei meu prato e não tinha comido quase nada. Suspirei colocando o garfo na mesa e me retirando.

Subi os degraus da escada até meu quarto, abrindo minha bolsa pequei todos os exames que ele me mandou fazer. Antônia me esperou no pé da escada e sem dizer nada me guiou até uma porta de madeira grossa, batendo duas vezes antes de abrir.

Assim que entrei ela fechou a porta, olhei em volta vendo a mesa de madeira maciça no meio da sala, duas poltronas de couro escuro uma de cada lado, um sofá marrom de três lugares perto da janela que tinha as cortinas na cor cinza, um tapete marrom com vermelho quadrado que ocupava quase a metade da sala. A prateleira de livros atrás da sua cadeira era imensa, acho que ele gostava muito de ler e para falar a verdade eu também gostava.

As paredes eram de um tom vinho, com um lustre de três lâmpadas logo no centro da sala, sobre a mesa tinha apenas um notebook e uma luminária que provavelmente ele acendia para ler.

— Você observa demais senhorita Galaretto. — ele disse chamando minha atenção então caminhei até ele me sentando e entregando os exames.

— Estão aqui como pediu. — Ele pegou os exames da minha mão e começou a folheá-los, vendo cada linha escrita para ter certeza de que eu era uma mulher saudável e limpa.

— Está tudo certo. Esses são os meus. — Ele me entrega algumas folhas e só aí percebo que ele também fez os exames. Abri devagar vendo que ele não tinha nenhum tipo de doença e isso no fundo, me aliviou. — Qual o remédio que você toma?

— Para? — perguntei arqueando a sobrancelha não tinha entendido bem aquela pergunta.

— Preciso saber para mandar comprar. — Então entendi acho que ele perguntava sobre remédio contraceptivo.

— Tudo bem. — Pego uma caneta anotando o nome, logo depois entregando a ele que se levantou pegou o celular ligando para alguém comprar dez caixas do meu remédio anticoncepcional, claro que não poderia correr o risco de gerar uma criança, se isso acontecesse estaríamos ligados em uma união permanente, e não eu não queria me casar com ele, não queria ser sua esposa e com toda certeza ele também não desejava isso. Por mais que essa opção não seja possível, não, não é.

— Vamos. — disse guardando o celular no bolso e amassando o papel, logo o jogando no lixo sem errar.

Começamos a subir a escada e, no fundo, eu sabia para onde ele estava me levando, não tinha para onde eu fugir, e nem poderia afinal esse era o acordo, só espero que ele seja homem de palavra e não me machuque, assim como prometeu ao meu pai.

Ao chegar no top ele virou para o outro lado do corredor, o lado contrário do meu quarto, passamos por uma porta e na segunda ele parou.

Tirou uma chave do bolso presa com uma fita vermelha, com duas voltas ele destrancou a porta entrando e me dando passagem.

Assim que entrei meus olhos se arregalaram com a surpresa, olhei para ele de boca aberta, mas ele se mantinha sério assim como antes.

O quarto era no tom cinza escuro, era sombrio com toda a certeza, a cama era grande com uma grade de ferro na parede que levava até o topo do forro do quarto, o lençol era vermelho sangue assim como o tapete do chão que era igual o do meu quarto.

Mas o que me deixou surpresa foi o armário de aço, onde eu vi pendurado chicotes, amarras e vários tipos de algemas.

Caminhei na direção daquele armário abrindo a gaveta e tinha algumas coisas estranhas lá, coisas que nunca usei e que sabia que ele usaria comigo provavelmente.

Pegando a venda vermelha na mão me virei para ele que me observava, o pano era macio, mas o receio de como tudo aquilo era usado fez meu coração bater mais forte.

— Que tipo de homem você é? — pergunto olhando dentro dos seus olhos e ele repuxa um sorriso.

— O tipo de homem que gosta de brincar senhorita Galaretto

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