Capítulo 2

Dan

Eu realmente não queria ter deixado meus pais sozinhos para receber a bomba relógio chamada Michaely, tô brincando eu fiquei aliviado por ter rolado essa viagem da escola e eu fiquei o dia todo no parque aquático em Santos, uma cidade vizinha, enquanto eles recebiam a garota que com certeza me odiava com todas as suas forças, eu curtia a piscina com meus amigos. É! Com meus amigos! Já que a Gaby pegou um resfriado que não a permitiu nem levantar da cama, e não pôde vir com o pessoal da turma, então eu estou solteiro, entre aspas.

— Não pense que você vai dar uma de espertinho por aqui Dan! A Gaby não veio, mas suas fiéis escudeiras estão todas aqui! - Tatiana, a melhor amiga da minha namorada disse apontando o dedo na minha cara.

— É isso mesmo! Estamos de olho em você! - Reforçou a Ilana, outra fiéil escudeira.

 — Beleza Ilana! Porque eu também estou de olho em você pro Sandro. - Provocar a namorada do meu amigo foi o bastante pra afastar esse bando de fofoqueiras de perto de mim, se querem me vigiar a mando da minha namorada beleza, mas que façam isso mantendo distância, no momento eu quero muito aproveitar essa piscina.

 — Vai ficar aí nadando igual uma sereia ou vai vir pular do mega tobogã com a gente? - Tico se aproximou com os outros caras, estavam me desafiando.

 — Tá com medinho Dante? - Sérgio provocou. — Vai se ferrar! Eu já tava saindo da piscina também! - eu digo já me levantando e me preparando para ir no mega tobogã. Nós subimos as escadas praticamente correndo, já é a terceira vez que enfrentamos essa fila pra pular dessa minhoca gigante que eles chamam de tobogã, é uma adrenalina incrível, muito da hora mesmo. Assim que caímos de volta na piscina, algum escroto bate o pé no meu nariz e começa a sair sangue e eu vou correndo pro banheiro, o pior é que já está perto da hora de ir embora, mas dá tempo, lavo meu rosto, coloco um monte de papel higiênico e espero um pouco.

Enquanto isso respondo as milhares de mensagens da minha namorada ciumenta, depois reposto alguns storys que os caras me marcaram, coloco um short seco e uma camiseta e vou encontrar com o pessoal, mas pra minha surpresa quando saio não encontro mais ninguém da minha turma, nem ônibus nem porra nenhuma, foram embora e me deixaram, ah que merda, saio do parque aquático pego um uber e vou para o ponto de ônibus mais próximo. E pronto! Assim que saio do carro sento em um dos bancos e espero o próximo ônibus pra São Paulo, pego meu celular e mando uma mensagem pra Gaby avisando o que aconteceu e ela começa a me mandar vários áudios enfurecida, dizendo que com certeza eu perdi o ônibus porque estava com alguma garota. — MAS QUE PORRA SERÁ QUE TU NÃO ENTENDE A SITUAÇÃO? - grito com ela. Na maioria das vezes eu tenho muita paciência com ela, mas hoje eu tô muito puto porque o professor "irresponsável" da minha turma não fez a contagem correta dos alunos e me deixou para trás. — QUER SABER! ACABOU TUDO! NÃO SOMOS MAIS NAMORADOS! - Gaby me avisa ao mandar o último áudio e me bloqueia, ótimo, muito compreensível da sua parte, digo apenas para o celular já que agora eu estou bloqueado, quando escuto passos passando por mim, mas não dou muita importância, continuo olhando o Instagram, e percebo que lá, a Gaby também me bloqueou, ela consegue ser muito infantil quando quer. — Mas que merda de dia! O próximo ônibus só chega daqui a uma hora! ..... Não mãe.... Eu quis chegar aí sozinha..... tá tranquilo! ..... perder um ônibus não é o fim do mundo.... - escuto uma voz se aproximando do ponto de ônibus, continuei olhando meu celular, e percebi que a garota desligou a ligação e suspirou frustrada. — O que de mais poderia dar errado hoje né? - Nesse momento uma chuva enorme começa a cair de repente. — Merda! - Já me divertindo com a situação da garota, que não tá melhor do que a minha, resolvo levantar a minha cabeça para dar pelo menos um "oi" mas... Puta merda! Até consegui abrir a boca mas não saiu nenhum som, porque eu tava simplesmente impressionado com o tamanho da bunda dessa garota, porra que gostosa, a cintura dela é bem fininha e ela tem cabelos longos e lisos, tão pretos que até brilham, e essas coxas, grossas e roliças, quando ela vira o rosto pra mim eu tento disfarçar meu olhar e acabo olhando em seus olhos, são muito diferentes, um tom azul, quase verde, e o rosto dela, nossa, perfeito, eu já tinha visto muitas garotas lindas de morrer, mas nunca nenhuma chegou aos pés dessa aqui na minha frente. Ela tava olhando pra mim e eu até agora não tinha dito nada, então ela apenas voltou o olhar pro celular , e eu respirei fundo e puxei assunto com ela. — Dia ruim? - perguntei. — Se dia ruim significa você se confundir com todos os horários e perder dois ônibus, então eu estou tendo um dia muito ruim! - respondeu revirando os olhos. — Pelo menos o ônibus de excursão da sua escola não te esqueceu! - disse dando de ombros ela sorriu. — Tá brincando? — Não mesmo! - concluo. — Quanto tempo até o próximo ônibus? - pergunta e eu dou uma olhada no meu relógio. — Pelo menos uma hora! - respondi a olhando de cima a baixo. — Mas que merda! Presa em um ponto de ônibus extremamente deserto com um garoto desconhecido! Não tem como isso ficar pior. - Nesse exato momento troveja, a chuva aumenta e uma verdadeira tempestade começa a cair do céu. — Melhor ficar calada! Tô achando que tuas palavras tem poder! - eu disse e ela gargalhou. Nesse momento outro trovão cai perto da gente e a garota se assusta e me abraça, ah não porra, ela não fez isso. Outro trovão mais forte que o primeiro estrala no céu e ela cola ainda mais seu corpo no meu. — Des, desculpa mas é que eu tenho muito medo! - disse com a voz trêmula e eu apertei nosso abraço. — Tudo bem! Pode ficar abraçada comigo se quiser! — Deve estar me achando uma tonta! - diz sem se soltar do meu abraço. — Na verdade eu estou achando muito bom! - Falo pra ela lançando o meu melhor sorriso. — Eu também estou! Afinal, o seu corpo é muito quente! - Ela entra na brincadeira e também me lança um sorriso que abala todas as minhas estruturas. — Eu posso te esquentar muito mais do que isso se você quiser! - Se eu tivesse com um mínimo de juízo na minha cabeça eu não teria dito aquilo, mas qual é, eu estava preso em um ponto de ônibus, com uma tempestade caindo, correndo o risco de a qualquer momento um raio cair na minha cabeça e me matar. E porra! Na mesma situação estava a garota mais gostosa que eu já vi na minha vida, e estava com o corpo colado no meu, e olhando diretamente pra minha boca, isso era tentação demais pra eu resistir. Sem contar que as chances de eu topar com essa garota novamente era uma em um milhão então eu realmente não deixaria essa oportunidade passar. Por mim já estava mais que decidido! Só bastava ela querer também! — Se você quiser eu quero! - ela diz e sem pensar mais em nada eu colei minha boca na dela e comecei a chupar sua língua, e ela devolve as investidas com a mesma intensidade, e começa a esfregar bem devagar seu corpo gostoso no meu me enchendo de tesão. Eu pousei minhas mãos nessa bunda gostosa dela e começo a apertar contra meu pau, puta que pariu, a bunda dessa garota não é normal, ela é gigante e redondinha, toda durinha, me deixa louco. Ela vira o rosto pro lado ofegante, mas eu não a solto, eu ainda quero me deliciar muito com ela, então começo um caminho de beijos pelo seu colo, e subo minhas mãos para apertar seus seios, caralho que peitões grandes e deliciosos, ela é toda gostosa. Fiquei com a boca salivando querendo colocar eles na minha boca, mas ela não deixou, apenas riu atrevida e levantou o meu queixo, fazendo com que eu retirasse minha boca do local, então eu voltei minha atenção para seus lábios carnudos e a ataquei novamente. Meu pau já tava pra rasgar meu short de tão duro que tava! Eu me roçava nela sem parar aquilo já tava me levando a loucura, eu não conseguia para de apertar sua bunda e trazer ela de encontro a mim, eu sentia que a qualquer momento eu iria gozar de tão bom que está sendo todo esse contato. Então ela afastou sua boca deliciosa da minha e se abanou, olhou pra mim e sorriu. Caralho! Ela é muito linda! — Você realmente me esquentou! -disse me dando um selinho. — Me deixa te esquentar mais um pouco? - Puxei ela novamente pra mim, mas fomos surpreendidos por um clarão vindo dos faróis de um ônibus que acabara de chegar no ponto em que estávamos. Só então olhei em volta e percebi que a chuva e os trovões haviam passado. A garota pegou sua mochila e me deu mais um selinho. — Adeus! - pronunciou e entrou sorridente no ônibus. — Espera! Me diz o seu nome.... - Gritei mais o ônibus já tinha ido embora levando a coisa mais linda que eu já tinha visto, e uma pontada de tristeza invadiu meu coração, talvez eu estivesse gostando de uma garota que nunca mais veria, estreitei meus olhos e observei mais uma vez o ônibus que já ia distante. "Osasco" A cidade de Osasconão é tão longe da grande São Paulo, mas seria difícil eu procurar por uma garota que nem ao menos sei o nome. Que merda Dante! Outra onda de luz iluminou o ponto de ônibus, dessa vez era o ônibus que ia pra São Paulo, finalmente eu estava indo pra casa. Entrei no ônibus e me sentei, o caminho todo a única coisa que eu tinha na cabeça era aquela garota linda com os lábios mais carnudos e deliciosos que eu já tinha provado, talvez eu nunca mais a veja, mas só o fato de ter tido aquela perfeição em meus braços mesmo que tenha sido por poucos instantes valeu muito a pena. Assim que chego em casa percebo que está tudo escuro, meus pais não estão, então passo correndo pro meu quarto e já vou me jogando na cama, já era madrugada e eu precisava ir cedo pra escola no outro dia. ................................ Não foi surpresa pra mim acordar todo melado depois do sonho que eu tive com a garota do ônibus, eu quase gozava estando lá com ela, imagina então tendo um sonho molhado, e porra, eu quero que ela venha me visitar em meus sonhos todas as noites se isso significar que eu vou poder estar com ela novamente, mesmo que seja apenas em meus pensamentos. Porque eu não perguntei pelo menos o nome dela? Decidi não me martirizar mais com isso! O que está feito está feito! Vou até o banheiro tomo banho, escovo os dentes, visto meu uniforme, pego minha mochila, meu ritual diário, que hoje estava particularmente mais chato que os outros dias. Assim que desço as escadas vou escutando as vozes dos meus pais e de mais alguém. Ah claro! A Michaely filha da Marisa estava de volta! Espero que ela tenha esquecido de tudo o que aconteceu no passado. — Bom di.... - Minha voz falha no mesmo instante em que coloco meus olhos em cima da garota linda do ponto de ônibus, ela também parece surpresa e me olha assustada. — Querido você lembra da Micka não é? Olha como minha menina tá linda! — Si, sim lembro! - quase não consigo responder, apenas encaro a garota linda do ônibus. Você tá bem? Nós fomos buscar a Hinata em Osasco porque ela pegou o ônibus errado e nem vimos você quando chegou do passeio! - meu pai pergunta e eu apenas balanço a cabeça. — Minha bebê se confundiu toda! Tadinha! Mais olha que coisa mais linda da mamãe! - Eu não consigo acreditar no que eu estou vendo! Então a garota perfeita que eu fiquei ontem é a enteada do meu pai, cara isso só pode ser sacanagem. Eu olhava pra ela que nem um bobo, e apesar de tudo, essa confusão tem um lado bom e um lado ruim. O lado bom é que a garota mais gostosa, linda e maravilhosa que eu tive o prazer de beijar estava bem na minha frente. O lado ruim era esse olhar de ódio e desprezo que ela está lançando pra mim como se estivesse querendo me matar das piores maneiras possíveis. — Quanto tempo maninho! - Ela cuspiu as palavras acidamente e foi aí que eu tive a plena certeza de que.... Michaely Rocha me odiava com todas as suas forças!

Capítulo 3

Michaely

Só pode ser brincadeira! Eu não acredito que o loiro lindo, educado e gostoso que eu peguei no ponto de ônibus é o enteado da minha mãe, o garoto que fez da minha vida um inferno e que eu aprendi a odiar com todas as minhas forças. Ele tá me olhando com cara de bobo! Lógico! Eu tô muito diferente da época em que eu estive aqui, aliás, ele também, ele sempre foi bonitinho, mas agora ele tá gostoso, alto, forte, eu pude sentir o peitoral duro e os músculos bem trabalhados dos seus braços, e o beijo dele foi uma delícia. Mas é claro que eu não vou admitir isso! Eu tô morrendo de ódio só de lembrar que eu beijei a boca desse garoto.

— Come mais um pouco filha!! - Minha mãe é toda carinho comigo, eu a magoei, e me magoei também no processo, me doeu muito deixá-la naquele momento, e doeu também ter passado esse tempo todo longe dela, tenho certeza de que ela sentiu tanto a minha falta quanto eu senti a dela.

 O fato de nós termos sido separadas por esse idiota, e toda essa distância em que nos encontrávamos, não afetou em nada nossos laços, pois eles são inquebráveis, e nosso amor de mãe e filha continua firme e forte, coisa que esse garoto nunca vai entender e nem conseguir enfraquecer.

— Meu amor come mais um pouco também! - ela diz para o Dan.

— Não mãe tô sem fome! - o garoto responde. O QUÊÊÊÊÊÊÊÊ? Ele tá chamando a minha mãe de mãe! E pra completar ela dá um beijo nele e faz carinho em seu cabelo, então agora tudo faz sentido, ele me infernizou pra me fazer ir embora e ficar com a minha mãe só pra ele. Que ódio! Que ódio! Que ódio! — Meu bem você tá mais quente e vermelho que o normal! - Minha mãe diz passando a mão no rosto dele como se estivesse medindo a temperatura. — Eu peguei muita chuva ontem! - ele diz sem parar de olhar para mim. — Ah meu amorzinho! Coitadinho! Não vai pra escola! Vai ficar em casa e tomando remédio! Manoel avisa na escola que o Dan tá doente! - minha mãe é toda cuidados com ele. — Na verdade eu irei pessoalmente! Pois tenho que resolver a questão da entrada da Hina! - o senhor Manoel responde. — Você vai estudar lá também? - Dan me pergunta todo amigável e a minha vontade é de jogar essa xícara de café quente na cara dele. — Aparentemente sim! - Respondo para ele tentando parecer o mais equilibrada possível. — Ah mais você vai amar a escola! O Dan é cheio de amigos! Filho chama a Gaby pra passar a tarde aqui e assim conhece a sua irmã! - minha mãe sugere. — Irmã? - Dan pergunta como se a ideia de nossos pais nos tratarem como irmãos desagradasse ele. — Diz para ela trazer aquelas duas loirinhas também! A Tatiana e a Ilana. Aliás porque não faz logo uma festinha na piscina? - o euforismo da minha mãe se faz presente. — Querida menos! Eles fazem a festa no fim de semana! - o senhor Manoel corta as asas da minha mãe. — Gaby é a sua namorada? - O desgraçando ficou comigo tendo uma namorada! Traiu a garota! Filho da mãe! — Sim! - minha mãe responde. — Não! - Naruto afirma olhando diretamente pra mim como se me devesse satisfação, pra uma coisa que eu não estou nem aí, mas minha mãe e o pai dele estão com expressões confusas no rosto, quero só ver o que ele vai dizer dessa vez. — A Gaby terminou comigo ontem. E ele já foi se consolar nos braços da primeira que apareceu! Mas uma atitude assim vinda desse garoto não me surpreende! — Sinto muito! - senhor Manoel diz. — Tudo bem! Eu vou me deitar agora! - Dan diz se levantando da cadeira. — Vai lá meu amor! Daqui a pouco eu levo um remédio pra você! - minha mãe diz, e ele da mais uma olhada pra mim antes de subir as escadas. — Querida você já faltou essa semana no trabalho! - senhor Manoel comenta. — Eu não posso sair e deixar ele doente! - minha mãe realmente o trata como filho. — Só me diz o remédio e a quantidade certa mãe! Eu levo pra ele tomar, e qualquer coisa diferente eu ligo pra você! - me ofereço. — Ohwn minha pituquinha linda! Vai cuidar do seu irmão! Ele não é meu irmão! — Que bonito da sua parteMicka! Mas não esqueça que você também precisa descansar! - senhor Manoel diz amigavelmente. — Então qualquer coisa me liga ou liga pro Manoel! — Tudo bem! - respondo, e minha mãe e o meu padrasto vão embora, e em pouco tempo escuto o barulho de passos descendo a escada, nem preciso me virar pra saber quem está se aproximando de mim. — Você me odeia né? - Escuto um sussurro bem atrás da minha nuca que por pouco não me fez arrepiar, me viro e encaro as duas órbitas azuis que me olham intensamente. — Odeio! E eu não vou descansar até te ver pelas costas! - Digo exatamente as mesmas palavras que ele me disse a três anos atrás e subo escadas a cima deixando ele de boca aberta. ............................ Dan Eu estava com frio e me sentindo febril então subi novamente para o meu quarto, e me embrulhei quase dos pés a cabeça, a Michaely já tinha deixado claro que me odiava, coisa que eu já sabia simplesmente apenas por olhar em seus olhos, mas eu precisava ouvir as palavras saindo da sua boca, também precisava de mais alguns segundos olhando diretamente naqueles olhos lindos dela, mas agora a pergunta que não quer calar é... Será que ela vai querer ficar comigo novamente mesmo me odiando? Ah porra! Porque se ela quiser eu quero! Quero muito! Dou uma olhada no grupo da escola! Os caras estão perguntando porque faltei na escola hoje e eu respondo que tô doente por causa da chuva que tomei no ponto de ônibus quando fui esquecido por eles, no mesmo instante um monte de mensagens surgem de todos os alunos desejando melhoras, não há nenhuma mensagem da Gaby, mas eu percebi que ela me desbloqueou, com certeza está esperando que eu mande uma mensagem pra ela pedindo desculpas por 'ela' ter gritado e ter terminado comigo, mesmo sem eu ter feito nada como sempre, mas dessa vez não vai rolar. A Micka deve estar com raiva disso também! Mas a Gaby já havia terminado comigo antes dela chegar no ponto de ônibus, então eu não acho que isso tenha sido uma traição, eu acho que não. Escuto uma batida na porta e meu coração gela, dou permissão pra pessoa entrar, Michaely adentra segurando uma bandeja, e mano, ela tá muito gostosa, de shortinho curto e uma blusinha de manga longa que mostra toda a barriga, acho que as meninas chamam isso de cropped ou algo assim. Puta que pariu! Que mina gata da porra! Tento disfarçar meu olhar pra ela mas não consigo, ela me atrai de uma maneira que nenhuma garota havia me atraído antes, tudo o que eu mais quero agora é repetir o que fizemos ontem. — Mamãe mandou te dar esse remédio! - Fala colocando a bandeja no criado mudo e saindo em seguida. — Michaely! - a chamo e ela para no meio do caminho e olha pra trás, então é a minha deixa pra tentar explicar tudo pra ela. — Eu já estava solteiro antes de você chegar no ponto de ônibus! Então não pense que eu… - começo a explicar mas ela me interrompe. — Você acha que eu me importo? Garoto eu não tô nem aí pra você! - diz sai rebolando a bunda gostosa me deixando com o pau duro e o coração partido. Isso só pode ser castigo! Porque eu tinha que estar tão afim dessa maneira justamente da garota que mais me odeia na face da terra? Ah que inferno! Pelo menos ela trouxe remédio pra mim e se preocupou em realizar os cuidados que minha mãe repassou pra ela. Penso sorrindo enquanto olho pra bandeja ao lado, tem um comprimido, um copo com água e um envelope embaixo do copo. Tomo o comprimido e bebo a água que está com um gosto diferente, tipo, um gosto forte e meio salgado, acho estranho mas bebo até o fim, depois pego o envelope curioso para ver o que tem dentro, a expectativa é grande, talvez um pedido de trégua? Não custa nada sonhar né? Mas assim que retiro a foto de dentro do envelope meu estômago começa a se remexer e um enjoo terrível toma conta de mim. O conteúdo da foto é a imagem da mão da Michaely segurando o copo no qual eu acabei de beber a água, em frente ao vaso sanitário. Ela pegou a água de dentro do vaso e deu pra eu beber, por isso aquele gosto diferente! Corro para o vaso e começo a vomitar que nem um louco, quanto mais me lembro da mão dela segurando o copo em frente ao vaso, e quanto mais me lembro do gosto da água, mais sinto vontade de vomitar. Voltei para minha cama ainda enjoado, só que não tenho mais nada na barriga pra colocar pra fora, então me deito e me cubro novamente com a plena certeza de que. A Michaely veio pronta pra guerra! E ela tá usando os armamentos mais pesados!

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