Alice:
Depois de uma semana conhecendo Dubai,nós voltamos ao Rio e assim que chegamos fomos logo pra casa da Thelma e do Talibã,ela tinha voltado pra favela e agora eles estavam muito bem.
-Chegamos!!!!-chego gritando,assim que o Felipe abre a porta da casa da irmã.
-Achei que ia voltar mais burguesa da viagem,mas parece que o jeito favelado do meu irmão,tem te contaminado a cada dia-diz rindo e já me abraçando.
-É,e a falta de educação também,sai abrindo a porta dos outros-fala o Talibã fazendo toque com o Lipe-,como foi a viagem irmão?.
-Tranque-diz o Zeus sorrindo e me olhando de lado.
-Hum,então tavam planejando outro bebê?-diz a Thelma olhando safada pra gente
-Não,estávamos abrindo passagem-fala rindo e fazendo o Léo ri também e me matando de vergonha.
-Safadinhos-fala a Thelma rindo e pegando a Laura no colo-,como está meu amor?.
-A ben titi-diz toda linda.
-Que bom,vai lá na Charle e no Luan,eles estão no sofá.
-A bom-ela sai correndo assim que a tia deixa ela no chão.
-Eai,como ficou as parada aqui?.
-Tudo tranque,teu malote tá guardado e os cara tão querendo cobrar mais caro pá entregar.
-Sempre eles quer inventa,mas tá sussa,logo resolvo essa meta.
-Vocês só falam de trabalho em-falo séria,até porque sempre em alguma parte da viagem o Felipe inventava de falar com o Talibã sobre as bocas ou ficava falando no meu ouvido que queria voltar pra trabalhar.
Eles se entre olham e morre o assunto,então conversamos sobre outras coisas e sobre a ONG,tudo estava bem pelo que a Thelma me disse,aí demos os presentes de todos e fomos pra nossa casa,que eu estava morrendo de saudades.
O tempo ia passando,nós fizemos mais um quarto na casa,agora tínhamos 4 quartos,mesmo que os bebês fossem dormir no quarto conosco,o Zeus fez questão de fazer logo,pra não ter que começar a construir e reformar depois,então fez tudo logo de uma vez.
Depois de 6 meses de gestação eu já tinha marcado minha Cesária,a minha médica disse que seria bom pra mim uma Cesária,que demorava a melhorar,mas era melhor para tirar os bebês,já que podíamos vê-los de uma forma e talvez eles não estarem da forma que "vêmos". Eu só concordei,marquei e pagamos.
Dia da Cesária:
-Vamos Lipe?-eu grito da sala.
Ele estava nervoso desde ontem,tinha passado mal a noite toda,teve diarreia,pesadelos,ficou com febre,eu realmente não entendia o que estava havendo com ele,queria que ele fosse no hospital para saber o que tinha,mas ele se recusou a ir.
-Vamo!-fala descendo do quarto.
-Tudo bem?.
-Tudo,só tô meio bugado,nem parece que vai nascer logo nossos filhos-fala dando um suspiro longo.
-Está assustado?.
-Muito,Alice eu tô pirando!!-ele respira forte-,eu...p**** tô surtando.
-Calma amor,estávamos super bem,não estávamos?.
-Sim,antes....mas chego o dia,cara duas crias,dois homi,eu não sei se consigo ser pai de três crias e duas crias macho.
-Você conseguiu ser um ótimo pai pra Laurinha,porque não iria conseguir ser o melhor pai para os três?.
-Porque eu não vou sair do crime,Alice eu não consigo,eu não posso sair.
-Tudo bem,já conversamos sobre isso,não tem problema se continuar,eu aceito.
-Tu aceita,mas será que as cria vai aceitar eu ser bandido?.
-Se te amar vai,assim como eu te amo,como a Laura ama,então não vamos te deixar ou dizer coisas ruins,nós te amamos,todos nós.
Abraço o homem da minha vida,seu coração batia acelerado,achei que depois desse tempo que passamos juntos ele já tinha entendido que era o melhor pai do mundo,o marido mais lindo,mais amoroso e zeloso do universo,mas ele ainda era inseguro,quem diria,Zeus ou Z-trê inseguro,com medo de decepcionar alguém,o que ele jamais iria conseguir fazer,não com a gente que ama ele.
Depois que ele fica mais calmo ele me ajuda a colocar minhas coisas no porta malas,depois entramos todos(incluindo a Laura),ele deu partida e logo estávamos nós saindo do morro,logo saíram carros na nossa frente e atrás de nós,eram nossos novos seguranças,Lipe não gostava de sair da comunidade e depois do que o Caio fez,ele já não queria sair mais,porém como eu precisava ter meus bebês,ele mandou os meninos do morro vir de escolta.
Quando chegamos na clínica ele estaciona o carro direito e os outros carros(uns 2 carros na nossa frente e dois atrás) também estacionam,depois saímos e só quem saiu foi o Talibã,a Thelma não ia poder vir pois estava cuidando da Luna(que nasceu antes dos meus bebês e era muito pequena). Entramos na clínica,Zeus ficou com o Talibã e a Laura no canto,eu fui até a recepcionista.
-Olá,boa tarde,tudo bem?,então eu tenho horário marcado hoje,e queria saber se tem alguém na minha frente?.
-Boa tarde-ela sorri simpática-,qual seu nome?,para eu verificar se tem alguém em sua frente.
-Alice Salvatore.
-Então Alice,tem duas moças já na sala,assim que o médico acabar,a enfermeira vai chamar seu nome para uma das salas.
-Ta bom,obrigada-sorrio e vou para perto do Felipe.
-Eai?.
-Breve sou eu,vai entrar comigo né?-falo receosa.
-Tenho mérmo?.
-Por favor,eu preciso de você do meu lado.
-Tua mãe deve tá chegando,ela entra cutigo e...
-Felipe...eu queria você ao meu lado,você segurando nossos bebês,conhecendo eles,sendo o primeiro-começo a vê embaçado e sentir meus olhos pesados.
-Amor,fica tranque,é que eu...
-Lipim entra com a Barbie,você precisa fica perto dela,saber se eles vão fazer as parada direito,se vai cuidar dela.
-Eu não quero vê minha mina sendo cortada e várias crias saindo dela como se fosse bicho!.
-Para de nóia cara-o Léo gargalha.
-Não são bichos seu idiota,são seus filhos!-falo irritada.
-Eu não quero vê!.
-Olha pra outro canto cara-o talibã gargalhava como se estivesse assistindo a uma comédia.
-Ja disse que não!.
-Tudo bem,eu chamo qualquer homem que passar pela rua-falo saindo de perto dele.
-Para c******!!!-ele grita e segura meu braço com força-,eu entro nessa p**** cutigo-fala sério.
-Alice Salvatore!-a enfermeira me chama e logo o Felipe me puxa para a sala aonde a mulher me chamava.
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Zeus:
Eu não tava muito bem,eu tava nervoso pakas,eu não vi o nascimento da Laura,quem fez isso pá mim foi a Thelma,eu pedi e ela foi com a Raissa,só fui vê a cria depois que elas foram pá casa,mas agora eu era obrigado a vê os menó nascendo,eu sei que é meio bugado de entender,mas eu não tenho estrutura pra vê eles abrindo a barriga da minha mulher e tirar nossas crias de lá,eu tinha sim estrutura pra matar e torturar vários homens,mas abrir uma mulher e tira os filhote de lá,isso é de mais pra um bandido.
Entramos na sala e eu só percebo que tava apertando de mais o braço da Alice,quando ela reclama de dor baixo,eu solto seu braço e a enfermeira ajuda ela nas coisas que precisava fazer antes da cesária,igual eu,precisei colocar umas roupas especiais
Em todo tempo eu fiquei nervoso,andando de um lado pra outro,depois de uma cota a Alice brota,levam a gente para o outro lado da sala e deixam minha mina sentada em uma cama,depois aplicam a anestesia e deitam ela rápido,depois colocam uma cortininha na frente dela,pá ela não fica nervosa quando eles começassem cortar ela. Vejo eles pegando e ajeitando os utensílios de cortes e olho pra minha mulher,que tinha os cabelos castanhos e as pontas loiras,já que evitou pintar novamente depois que descobriu a gravidez,seus olhos azuis eram diferentes agora,podia está nervosa,aflita,ou curiosa pra vê o rosto das crias.
-Zeus...-vejo seus lábios mexer de vagar.
Talvez por eu está nervoso vendo eles abrindo a roupa dela na parte da barriga,prestes a cortar ela,estivesse deixando a Barbie meio preocupada e nervosa também.
-Calma gata,tá tudo bem-sorrio e falo de vagar.
-Mesmo?...
-Mesmo princesa-sorrio.
Mas quando vejo eles cortarem ela sinto minha cabeça girar,ela sangrava e eles continuavam cortando ela,eu tava assustado,o que não era costume,quando olho pá ela vejo seu rosto sereno e tranquilo,que c******,acho que vou desmaiar.
-Tudo bem?-diz uma das enfermeiras ao me vê cambaleando.
-Preciso sentar-falo tonto.
-Calma senhor,vou pegar uma cadeira.
Ela me deixou encostado na parede e depois pegou a cadeira,deixou a cadeira perto do rosto da Alice,aonde não dava pra vê nada do que eles tavam fazendo,depois pegou um pouco de água,eu respirava fundo e aos poucos ia melhorando.
Depois de um tempo viajando no rosto da minha mulher e ela no meu,ouvimos um choro,depois mais choro,então o médico e um enfermeiro veio com os bebês,um dos meninos colocou no peito da Alice,que olhou o menino branco igual papel e sorriu.
-Esse é o que nasceu primeiro-diz o enfermeiro.
-E esse é o caçulinha,quer pegar?-diz o médico me estendendo o bebê.
Eu pego o menó do braço dele,olho o bebê que tinha os olhos fechados,também era branco de mais,era tão pequeno,tão indefeso,ele ainda parecia mais indefeso que a Laura,quando vi ela pela primeira vez.
-Deixa eu vê ele amor-ela pede calma,parecia cansada,com sono.
Eu viro o menó pra ela e ela sorri.
-São lindos,parecem com você-diz linda e vejo seus olhos brilharem.
-São bonitão,deixa eu pegar esse?.
-Sim-diz ela,mas não consegue me ajudar a pegar.
-Eu ajudo vocês-diz o enfermeiro pegando o que tava em cima dela,eu coloco o que tava comigo no luga aonde tava o outro e o homi me dá o que tava com ela.
-Ei garotão-eu sorrio falando com o mais velho-,tu é lindo igual teu pai,muito gato em-sorrio e ela ri de mim-,teu irmão parece mais com tua mãe,mas ainda é minha cara também-nós rimos.
Zeus:
-Eai,vai fazer alguma coisa pros pivete?-pergunta o talibã.
-Não sei,a Alice falo nada,sei que depois deles vem a Laura,se fizer pra eles vai te que fazer pra ela também.
-Faz mano,tô chei de vontade de comer bolo-fala olhando as mãos,tá assim direto agora que tava usando aliança.
-Ta abusado mérmão,ajuda com bolo,refri ninguém quer né.
-Foi só casar que ficou pão duro em-faz careta.
-Né pão duro não parcerim,eu tô cuidando do que é meu,já viu o preço de tudo?,as coisas tão muito cara,a Alice fez questão de colocar as crianças na escola paga,aí tem que paga a escola,compra material,paga os mano pra leva e trazer eles em segurança,tô gastando muito dim,fora o Michel que come pakas,o Yure come mais ou menos,quem como menos é a Laura e a Alice,mas também elas comem muita besteira,então tenho que cuidar do meu dim.
-Sem caô,tá caro mérmo.
-Pa tu vê...alá,fala na dona,lá vem ela-falo sentindo o celular vibrar,pegando ele e vendo que era a Barbie.
Ligação:
-Fala gata?.
-Amor,preciso de um mega favor-diz do jeitinho de sempre.
-Iiii,lá vem.
-Por favor Lipe.
-Fala?.
-Passa na Thelma com o Talibã e pega um bolo que ela fez pros meninos,depois vocês vêm pra casa e vamos bater os parabéns.
-Sabe que não gosto das parada em cima da hora.
-Culpa dos seus filhos,Michel falo que queria bolo,aí o Yure pediu também,eu disse que não,aí os dois choraram no meu ouvido,a Laura chorou por vê-los chorando,então eu tive que pedir a Thelma pra fazer um bolinho pra eles.
-Ja falei pra parar de mimar essas crianças!!!-falo irritado.
-Eu já falei pra me ajudar a cuidar dos seus filhos!!!.
-Então nós vai briga?.
-É!!,poxa,eu preciso que me ajude Zeus,eu não aguento dois meninos gêmeos que estão a todo tempo aprontando,nem a Laura está aguentando mais,estou ficando sem tempo para ela.
-Ta bom,depois nós vê isso.
-Sempre depois né Felipe!!-fala irritada,mas dando o braço a torcer.
-Vou pega o bolo,daqui a pouco broto aí.
-Ok.
Ligação:
-Cês briga atoa em.
-Ela que sempre da uma de doida,mas tá tranque,depois me resolvo. Vamo nessa?-falo pegando a chave do carro e uns baseados.
-Bora.
Ele pega as coisas dele,eu fecho tudo depois que saímos e logo entramos no carro,piloto rapidão até a casa do Léo,saio do carro depois de deixar o mesmo de qualquer jeito no meio da rua,eu sou o chefe mesmo,não preciso estacionar,se fecho a rua,é só o povo da a volta. Abro a porta da casa dele e dou de cara com a pequenininha.
-Fala Luna,como tu tá?-pego ela no colo.
-Bem titio e você?.
-Bem,cadê tua mãe?.
-Ta fazendo bolo-ela fala baixo como se fosse segredo.
-Vou lá fala com ela-coloco a pequena no chão e vou pra cozinha.
Assim que chego vejo a Thelma terminando de enfeitar o bolo,né porque é minha irmã não,mas ela levava jeito pra essas coisas,bom,agora leva,antes era ruinzinha,nós só fazia bolo com ela pra ajuda mérmo,porque era muito feio os bolos dela,mas agora ela marcava bobera não,ganhava uma grana boa,todo mundo queria fazer bolo com ela.
-Fala mana,termino?-sento na cadeira da mesa.
-Agora,seus filhos são que nem tu em,bando de palhaços,me fizeram correr pra fazer um bolo pra eles.
-Culpa da Alice-falo pegando uma banana que estava em um bagulho de fruta no centro da mesa.
-Lipe,eu sei que tu é meu irmão,mas a Alice está ficando louca com as crianças-ela me olha séria-,ela me ligou chorando horas atrás,as crianças choravam no ouvido dela.
-Eu vou faze o que Thelma?,a mãe é ela,eu trampo,eu trabalho,eu levo cumida pra casa,preciso trampa.
-Para de graça,você nem precisa aparecer na p**** do escritório,Talibã tá lá todo dia,tá fazendo o trabalho dele de sub e as vezes também ajuda o Falcão como gerente.
-Recebe pá isso.
-E ainda tem tempo pra nossos filhos,nossos três filhos.
-O que tu quer então?.
-Ja perguntou o que a Alice quer?.
-Não.
-Então pergunta,conversa com ela,minha amiga nem está se arrumando como antes,não está trabalhando,ela vive para aquela casa e eu tenho medo que ela não tenho estrutura para suportar seus filhos que são só a graça do Senhor.
-Para,eles são manerim e tranquilim-gargalho.
-Porque tu não fica com eles,eu fiquei um dia pra Alice resolver uns assuntos com os pais e me arrependi.
-Ta bom,não precisa fala assim dos meus filho não,vou vê se ajudo ela com as crias.
-Isso aí,está crescendo tão rápido-ela sorri e passa a mão no meu cabelo baixo.
-Para garota,tá bagunçando meu cabelo-eu gargalho.
-Tem nem cabelo aí mané-nós ri-,te amo mano.
-Também te amo irmã-abraço ela rápido.
Nós sai da casa,ela segurava o bolo e eu ajudava abrindo as portas,encontramos o talibã conversando com os pivete da esquina,assim que nos vê ele volta pra perto do carro.
-Tava chei das conversa em-ela fala séria.
-Ii,começa não Thelma.
-Gente,briga depois,vamos leva logo o bolo das crias.
-Ta bom-ela diz normal.
-Entra talibã,tu leva.
-Ta,tudo sobra pro escravo mesmo-ele entra e ela ajuda a colocar o bolo no colo dele.
-Para de fala,ainda vai come bolo de graça-entro na parte do motorista e fecho a porta.
-Lipe,leva de vagar por favor.
-Ta.
Do partida e imbico pá casa,saio de vagar antes que a Thelma arrancasse os cabelos de irritação,eu gritava meus irmãos de fé que tava no meio da rua.
-Falcão,bolo das cria lá na minha goma,trás tua mina!!!-ele confirma,já que passo ele.
-Tiaaaa,bolo das cria,brota na goma,leva tua irmã!!-grito a Leona e ela grita alguma coisa que não escuto,pois passo ela também.
-Zangão,bolo dos meus pivete,brota na goma,leva tua mulhe e tua filha!!!!!.
-Falô-ele grita da boca.
E assim eu vou até em casa,quando chegamos eu paro o carro no canto da rua,desço e abro a porta pro Talibã,que sai na maior cautela de lá de dentro.
-Se acostuma não em princesa-falo rindo.
-Vai te f**** seu mulherzinha!-diz irritado.
-Noxa,irritadinha-gargalho.
-Anda logo Zeus,para de palhaçada.
Eu entro em casa rindo,os meninos estavam me olhando atentos assim que me vêem,eu olho com cara de mal,fazendo eles correrem dali. Entramos na casa e o Talibã coloca o bolo na bancada da cozinha.
-Irmão,busca vela,refri,docinhos e salgados-do 300 na mão dele.
-Aonde vo conseguir isso tudo em cima da hora?.
-Não sei,da seu jeito-falo normal.
-Se aproveita mérmo,quando num tive mais eu por aqui,quero vê quem vai atrás das coisa pa tu-pega o dinheiro e sai batendo a porta.
-Ta amo irmão,valeu-grito.
Talvez ele tenha escutado,talvez não,mas ele sabia que eu amava ele de verdade,confiava pakas e era grato sempre por tudo que ele sempre fez e sempre fazia por mim. Resolvo ir no quarto,queria toma um banho e bate um lero rápido com a branquinha,assim que entro vejo ela sentada na cama,a mesma respirava pesado.
-Tudo bem gata?-sento na cama.
-Tudo,só cansada...
-O que tu quer?.
-O que?.
-O que tu quer que eu faça,por causa das crias?.
-Que fique nos fins de semana em casa,me ajudando com os meninos,eu não aguento mais Felipe,eles não param um estante,fora que sempre estão se metendo em encrenca,subindo em lugares altos,mexendo em coisas que podem machucar,eu não consigo olhar dois ao mesmo tempo.
-E a Laura?.
-Você sabe que a Laurinha é calma,que não me dá trabalho e quando pode me ajuda a controlar um dos meninos,mas não quero deixar uma criança na responsabilidade de outra criança,ela tem que brincar,estudar e não cuidar de uma criança.
-Tendi,vou fazer o possível pra fica aos fins de semana em casa.
-E nas férias das crianças.
-E nas férias das crianças dona mandona-beijo sua testa-,te amo falô?.
-Também te amo.
Beijo sua boca e logo ela vai ficando calma,suas mãos param no meu maxilar e ela sorri no meio do beijo,nós brigava sempre,mas também se amava sempre,eu dava mole com ela,sempre estava em falta por causa do tempo,mas tentava recompensar amando ela da forma que ela queria e gostava de ser amada.
-Eca!!!-grita os meninos da porta.
-Aprende a ser homem em!!!!-grito enquanto eles correm.
-Felipe!!-ela fala brava e com as bochechas vermelhas.
-Ué,eles são homens,não pode fala eca-fico rindo,mas ela continua séria.
-Vai se arrumar.
-Vai toma banho comigo não?.
-Não amor,tenho que olhar seus filhos.
-Nossas crias.
-É,nossas.
Ela sai e eu vou toma banho,me arrumo gato como sempre e depois vou olhar as crianças,ela vai tomar banho e volta gatona,vestia um vestidinho curto como todos os que tinha,era cor de vinho e deixava ela muito gostosa.
Talibã trouxe o que pedi,o povo chegou e nós batemos parabéns pros meninos,depois foi tudo tranquilidade,teve cervejinha como sempre,geral bebeu e curtiu,as cria foi dormir cansada e nós continuou bebendo,fumando e rindo.