Capítulo 2

Ele se recuperou rapidamente, a puxou para um canto, perto dos banheiros.

— Qual o seu problema, você por acaso é maluca? O que tinha na cabeça para aparecer aqui vestida assim?

Ela fingiu uma expressão inocente.

— Ué, eu achei que você ia gostar, devido a natureza do nosso acordo. Eu achei que seria legal entrar no clima. Pena que eu não consegui uma caixa de som, a ideia era entrar com ela tocando Pretty Woman, em um volume bem alto. Isso sim, ia ser muito legal. Mas eu achei que a tatuagem que eu fiz em sua homenagem deu uma compensada, você não concorda?

Ela disse, apontando para o nome dele, que tinha escrito na barriga.

Ele soltou a mão dela bruscamente, com os olhos cheios de fúria.

— Sua ridícula! Essa sua brincadeirinha não teve graça nenhuma. Além disso, você nem tem uma barriga que possa andar amostra assim. Está ridícula com essa roupa, deveria ter perdido uns 4 quilos antes de pensar em usá-lá.

Aurora não se deixou abalar com a grosseria dele, afinal teria que ter um psicológico muito dorme para aguentar aquele período.

— Bem, não ouvi você reclamar desses 4 quilos a mais quando me fez assinar os papéis. Estou vendo que não poderei usar aquela máxima que diz, "Quem tá comendo não está reclamando", pois pelo visto, você não está totalmente contente com o produto que conseguiu. Olha, você é um homem fino, não precisa passar por isso, ainda dá tempo de desistir.

Ela o provocou, mas em seu interior, desejava que ele mudasse de ideia.

Enrico a observou por um momento em silêncio, a deixando na expectativa.

— Não sonha o lunática, agora vamos logo ou perderemos o avião.

— Sim, vamos querido, é tudo muito emocionante. Estou me sentindo como uma protagonista de um livro, e o título bem que poderia ser "Comprada por ele"! É bem original, gostei. Talvez um dia eu escreva a nossa história, e então vou chamá-la assim.

Ele saiu a arrastando até o portão de embarque, com vários pares de olhos curiosos direcionados a eles. Quando chegaram na casa dele, ele avisou que manteriam quartos separados, pois ele gostava de privacidade. Já havia se passado uma semana e ele não tinha requisitado que ela cumprisse sua parte no acordo, o que de muitas formas era um alívio, mas também a tensão e a expectativa a estavam matando. Todo tempo ele fazia insinuações de que o momento estava chegando, de que aquela seria a noite, e nada acontecia. Ela não conseguia dormir muito bem, com um certo receio de que ele entrasse no quarto à noite. 

Os dias eram relativamente tranquilos, eles iam à praia, saiam para comer fora. Parecia realmente que ele estava tentando aproveitar as férias, fazia passeios turísticos, e mostrava todos os lugares a ela. Quando não estava com aquele papo de que ela pertencia a ele e blá, blá, blá, até que ele não era de todo um pé no saco. Parecia inclusive que às vezes ele vestia aquele personagem de mafioso malvado, que comprava mulheres para abusar delas. Era muito bonito, ela precisava admitir. Um moreno de corpo bastante definido e muito alto. Um homem que devia ter um tipo bem específico de mulher, um tipo que certamente não era o dela, e isso só a deixava ainda mais confusa sobre o acordo que ele propôs. 

Enrico havia dito que naquela noite, ele receberia alguns amigos para uma pequena recepção. Ele havia dado um cartão de crédito para que ela comprasse roupas, ou o que fosse necessário.

Enquanto Aurora estava na cidade, ele terminava de enviar alguns e-mails no escritório. Seu propósito estava se cumprindo, ela estava bastante inquieta e apreensiva que ele fosse atrás dela como um predador. Ele mandava fotos dos dois na praia, e em vários lugares, com insinuações sexuais, para atormentar o pai dela. O homem devia estar destruído de imaginar a filha nessa situação degradante. O que não poderia estar mais longe da verdade, afinal ele não tinha a mínima intenção de encostar um dedo sequer nela, já que em nada fazia seu tipo. 

Além de tudo, a garota era maluca. Inconstante, atrevida e audaciosa, juntando isso com uma aparência física mediana, não era nem um pouco atrativa. Mas ele não podia negar que estava dando boas risadas na companhia dela. Depois que ele se acalmou, não consegui parar de rir da ideia que ela havia tido para provocá-lo no aeroporto, precisava reconhecer que foi original. A forma como ela ficava eufórica com cada descoberta que fazia durante os passeios, era quase infantil. 

Pelo que ele tinha lido no dossiê que havia recebido, ela havia vivido de forma humilde a vida toda. Sendo sustentada apenas pela mãe, com o cafajeste do pai sumido no mundo. Quando ele reapareceu, ela havia ido para a faculdade, era recém formada em enfermagem, estava se dividindo entre procurar emprego e cuidar do pai doente. Ela não devia ter tido muitas oportunidades de lazer na vida, por isso estava aproveitando cada momento. 

André e alguns amigos chegariam a tardinha, ele estava precisando de um momento de descontração com amigos, até mesmo para comemorar seu sucesso.

Aurora lutou muito para encontrar um vestido que ela considerasse perfeito, um que não deixasse tão evidente os tais 4 quilos a mais que o idiota do Enrico havia comentado.  Aurora sabia que não chegava a estar acima do peso, apenas não era um pau de vira tripa, igual as modelos que ele deveria estar acostumado a sair. Comprou um modelo decotado e justo, que acabava acima dos joelhos, era vermelho e cheio de micro brilhos, com um ligeira fenda na perna esquerda. Talvez fosse um pouco exagerado para uma reunião íntima em casa, mas ela havia gostado e ele poderia pagar então ela levou. Escovou os volumosos cabelos castanhos e calçou os sapatos de salto médio que havia comprado junto com o vestido. 

Quando desceu para a sala, os convidados já haviam chegado, eram 2 casais e três homens sozinhos. Todos eram bastante simpáticos e muito divertidos. Ela notou que Enrico a encarava furtivamente, com um olhar nada amigável, e aos outros dispensava sorrisos e simpatia. O bipolar havia insistido para que ela participasse da reunião, e agora pelo visto estava prestes  a exigir que ela se retirasse. Ela seguiu tranquilamente, comendo, bebendo e conversando com os rapazes que se mostravam muito simpáticos. 

Aurora só podia estar testando sua paciência, Enrico pensou. Aparecer vestida daquela forma em uma simples reunião entre amigos, obviamente planejava seduzir alguém com aquele vestido, ou enlouquecê-lo de vez.

 Mesmo não sendo uma beldade, era difícil para um homem não babar naquele decote que insinuava seios fartos, ou naquelas pernas grossas e bem torneadas. Um dos amigos que André havia trazido, estava na volta dela como uma mosca. Ligava um assunto ao outro, fazendo-a por muitas vezes rir alto de alguma gracinha que estava dizendo. Ela também estava exagerando no champanhe, ele já a vira tomar umas 4 taças, e já notava que suas bochechas estavam ficando coradas.

 O metido a comediante falou alguma coisa no ouvido dela que a fez rir, enquanto pousou uma das mãos em sua bunda. Ele não tinha certeza se ela havia consentido ou até mesmo se dado de conta, da ousadia do imbecil, mas Enrico achou melhor acabar logo com aquilo. 

Caminhou com passos calmos mas descidos até o grupinho em que estava e a segurou pelo braço.

— Com licença, eu preciso falar com você um minuto, vamos até o meu escritório.

Ela tentou desvencilhar-se dele, reclamando.

— Ih, me deixa! A gente tá aqui conversando.

Os outros homens ao redor sentiram o tom de ameaça dele, e instantaneamente se afastaram.

— Vamos Aurora, agora!

Ele a conduziu até o escritório e trancou a porta atrás de si.

Ela caminhou até a mesa dele, largou a taça de champanhe e se virou, escorando-se na mesa.

— O que você precisa de tão urgente seu estraga prazeres?

Enrico deu três passos largos em direção a ela, segurou sua cabeça e a beijou inesperadamente. Foi um beijo quente desde o início, possessivo. Sua língua logo invadiu a boca de Aurora, como se reivindicasse aquele território. Ela mesmo um pouco atordoada pela brusquidão, correspondeu ao beijo, dando vazão a um inesperado desejo. Ele afastou com as mãos alguns objetos que estavam em cima da mesa, derrubando coisas no chão.

 Com mãos hábeis, levantou o curto vestido, a ergueu e sentou na ponta da mesa.  Se posicionou entre as pernas dela, acariciando suas coxas, sem parar de beijá-la. Seus lábios deixavam um rastro de calor enquanto desciam pelo seu pescoço, e uma angustiante mas doce palpitação crescia entre as pernas de Aurora. Ela havia comprado a menor calcinha de renda que havia encontrado, para que não marcasse no vestido e Enrico não fez cerimônia para rasgar o frágil tecido em um puxão só, e nem pediu licença para colocar as mãos na sua buceta, podendo comprovar por si mesmo que ela estava molhada para ele.

Movido por um desejo quase primitivo, ele se ajoelhou rapidamente, a fazendo separar ainda mais as pernas, a puxou pelas coxas mais para a beira da mesa, deixando-a em um ângulo perfeito para que ele pudesse tomá-la com a boca. Aurora gemeu alto, ao mesmo tempo que deu um gritinho de surpresa quando sentiu a boca dele explorando, lambendo e chupando sua buceta. Enrico a segurava firmemente pelas pernas, enquanto a levava à loucura com a sua língua.

 Ela se apoiava com uma das mãos na mesa e a outra o segurava pelo cabelo, enquanto ele trabalhava entre suas pernas. 

A fim de levá-la ainda mais longe, ele largou uma das pernas e começou a introduzir um dedo da mão que estava livre em sua buceta, ela estava incrivelmente molhada e ainda assim era apertada.

 Enrico sentiu que ele mesmo poderia estar bem próximo de gozar nesse momento. Aquilo era uma loucura, e extremamente inesperado, mas desde que a vira naquele vestido minúsculo, parecia que seu subconsciente estava exigindo aquilo, que ele estivesse entre suas coxas. 

Quando sentiu que ela se acostumou com a invasão de seu dedo e voltou a ficar bem relaxada, ele introduziu outro. Soube que estava no caminho certo quando os gemidos ficaram mais altos e descontrolados e o aperto das mãos dela em seu cabelo aumentava. 

— Enrico…eu…

Ele não parou o que estava fazendo para responder, mas sabia o que ela queria. Ela queria, precisava encontrar a liberação. O que ele estava fazendo era uma tortura, uma doce tortura. Já havia percebido o que dava mais prazer a ela, e continuou aqueles movimentos na buceta já inchada de excitação, enquanto seus dedos seguiam em um movimento de vai e vem. À medida que o orgasmo se aproximava, ele sentia pequenos espasmos que apertavam seus dedos dentro dela. 

Quando ele intensificou os movimentos com a língua e chutou com força o clitóris, ela gozou na boca dele, gemendo alto e jogando a cabeça para trás. Enrico não perdeu a oportunidade de lamber cada gota dela, enquanto espasmos ainda percorriam o seu corpo. Quando ela se acalmou ele levantou, abaixou o vestido dela e a desceu da mesa. Em seguida, enxugou o rosto com a própria camisa antes de falar a uma Aurora que ainda estava meio fora do ar.

— O que você estava dizendo mesmo sobre eu ser estraga prazer? Acredito que eu tenha compensado bem!

Quando ela se recuperou, apenas balançou a cabeça e o encarou perplexa, em um questionamento mudo de "por que?"

— Isso foi para que fique claro que pertence a mim, e não pode ficar flertando, sorrindo e deixando outro homem encostar em você. Enquanto esse acordo durar, você é minha Aurora. Esse foi apenas um lembrete de quem te faz gozar.

Ele disse, caminhando em direção a porta e a abrindo para que ela voltasse à sala.

Capítulo 3

Ultimamente em seus sonhos Cassandra havia se transformado em uma mulher maravilhosa, uma mulher que sabia agradar um homem até levá-lo à loucura. Uma mulher que era extremamente desejada e homenageada de todas as formas possíveis na cama. A sensação não era ruim, porém Cassie não entendia o porquê de estar tendo aquele tipo de sonho com o seu arrogante e ridículo chefe.

 Fazia três anos que ela trabalhava para o grupo empresarial que Liam Clark dirigia com bastante eficiência. Por ser uma arquivista, ela não precisava necessariamente ter contato com o CEO da empresa, mas infelizmente não estava conseguindo manter a distância que gostaria, pois ele estava obcecado com a ideia de se casar com ela.

 A mais ou menos uma semana atrás, no que ela acreditava que seria apenas mais uma tarde de trabalho envolta em seus amados papéis, ela foi chamada na diretoria, e ouviu uma proposta ridícula, para não dizer lunática. Parece que ele tinha algum problema relacionado ao testamento do pai que exigia um casamento, e seu tempo estava acabando. 

Bom, de qualquer forma não era problema dela, ela não precisava entrar naquela confusão por dinheiro, ganhava pouco e vivia de forma modesta, mas sabia bem, que nenhum dinheiro no mundo comprava sua paz de espírito. Preferia permanecer pobre, fazendo o que gostava, do que aceitar as mil e uma propostas que ele já havia feito.

O problema é que quando ela menos esperava, ele ou aquele secretário dele apareciam. Invadiam seu reino, que, na verdade, era só a sala de arquivo da empresa, sem a menor cerimônia. O único lugar em que ela se sentia bem, fora sua casa, estava maculado. 

Ela havia escolhido aquela profissão, também pela paz e tranquilidade de ficar na companhia dela mesma, organizando papéis e cuidando deles, ela era extremamente competente no que fazia. Havia inclusive sido apelidada de "Traça" pelos colegas.  Deveria poder tratar o mínimo possível com seres humanos, mas não estava mais sendo assim. 

Cassandra sempre foi uma menina e depois uma jovem muito metódica, a organização e a história eram suas paixões. Solucionar um bom mistério era seu passatempo favorito, por isso vivia imersa em livros, filmes e séries.

Era impossível trabalhar ali e não saber quem era Liam Clark, o poderoso CEO, que dominava o mercado imobiliário. Quando o conheceu andando pelos corredores, o associou diretamente a um frango de padaria. A comparação era engraçada, mas fazia sentido na cabeça dela. Ele tinha a pele bastante clara, e o corpo parecia inflado devido aos músculos. Era improvável que aquele tipo de físico fosse possível apenas com exercícios, ela tinha quase certeza que ele tomava algum esteroide.

 Quando ele passava, era possível ver a saliva das funcionárias escorrendo pelos cantos da boca, igualzinho um cão de rua que ficavam na vitrine vendo os frangos. Aquele era o tipo de pensamento que ela costumava associar a ele. Definitivamente não era o perfil de homem que lhe chamava a atenção, em seus parcos intercursos amorosos, sempre havia preferido o tipo intelectual e erudito. Esse era apenas outro dos motivos, que a faziam não entender a razão de estar tendo aqueles sonhos.

 A primeira vez foi em seguida que ele fez a proposta, mas o sonho não foi muito ousado, ela apenas sonhou que o espiava enquanto ele trabalhava em seu escritório completamente nu. Fazia sentido? Não, mas ainda era algo mais próximo da normalidade.

 Porém, os outros que vieram eram a própria representação de algum filme adulto, com forte conteúdo sexual. Ela estava realmente perplexa, com os sentimentos que estavam se manifestando em seu interior e refletindo no meio de suas pernas. Todas as noites ela acordava banhada em suor e com sua parte íntima pulsando. Na noite anterior, ela sonhou novamente que ele a estava possuindo em seu escritório.

 Ele a chamou com a desculpa que lhe trouxesse alguns documentos e quando ela entrou e os entregou, retirou os arquivos de suas mãos e os depositou em cima de sua mesa. Caminhou lentamente até parar muito próximo a ela, soltou o cabelo do costumeiro coque baixo que ela usava todos os dias, e a grande massa de cabelos lisos caiu livre às suas costas. Ele passou a mão em seu cabelo o admirando.

— O seu cabelo é maravilhoso, não sei porque anda por aí o dia todo com ele preso nesse maldito penteado.

— Eu preciso devido ao trabalho, não posso manipular os documentos com os cabelos caídos sobre eles. 

— Mesmo assim, quando estiver comigo exijo que os deixe soltos, essa mistura de cores, o loiro escuro com os reflexos mais claros, como se estivesse queimado pelo sol é maravilhosa. Quando a vejo, eu só consigo imaginá-la nua, deitada sobre mim, com ele como única coisa nos cobrindo.

Cassie não sabia como reagir, quando ele lhe dizia esse tipo de coisa, era tão excitante, e, ao mesmo tempo, tão descarado.

Ele segurou firmemente seu rosto com uma mão e a beijou com intensidade, e ela retribuiu. Com destreza a despiu do casaco do terninho preto e abriu os botões de sua blusa, enquanto seguia com os beijos, abriu o zíper de sua saia que ia até o comprimento dos joelhos, a deixando cair aos seus pés. Ele segurou firme em sua bunda e a ergueu do chão, a colocando sentada na ponta de sua mesa de trabalho. Cassie instintivamente o envolveu com as pernas, enquanto abria os botões da camisa dele a retirando, deixando livre aquele peitoral de músculos firmes, mas que era muito macio ao toque. 

Cassandra o tocava sem constrangimentos, perdida nas sensações que as mãos dele que também percorriam seu corpo causava. Liam acariciava suas pernas, detendo-se na junção entre elas. Aquilo obviamente era fruto de sua imaginação, Cassie não imaginava uma realidade em que ela usaria cinta liga e espartilho, mas naquele sonho havia acontecido. Liam introduziu alguns dedos entre as suas pernas como se verificasse se ela estava realmente pronta para ele. A encarava de forma hipnotizante, enquanto seus dedos brincavam em sua boceta molhada. 

Em simultâneo, ele beijava calorosamente seus seios expostos, após a ter liberado das alças e abaixado o seu sutiã até a cintura. Cassandra sabia que se ele continuasse naquele ritmo não iria demorar a gozar. Liam deve ter percebido também, parou de estimulá-la e a puxou para mais perto de si, se encaixando perfeitamente no meio de suas pernas. 

Ele abriu o cinto e as calças, e Cassie tratou de pegar sem cerimônia no pau dele, que já estava muito duro. Ele não perdeu tempo em despi-la da calcinha, apenas afastou o fino pedaço de renda preta para o lado e a penetrou com força, fazendo-a gemer alto. Parou um instante a encarando, esperando ela sinalizar estar tudo bem para que continuasse com os movimentos. Ela lhe dirigiu um olhar suplicante, com a boceta pulsante apertando o pau dele, que quase foi à loucura e retomou as investidas a possuindo com força. Se a mesa fosse de um material menos resistente, não teria aguentado aquele interlúdio entre eles.

Ele a penetrava como se fosse morrer se não o fizesse, e, na verdade, se sentia próximo disso. Cassandra não conseguia controlar os gemidos, era muito provável que a secretária dele estivesse escutando cada detalhe do que estava se passando na sala da presidência, mas nem isso conseguiu refreá-los. O orgasmo dela foi muito intenso, e quando Liam sentiu o gozo dela envolver o seu pau, e deixar a boceta ainda mais úmida e quente, ele meteu com mais força e gozou em seguida. Se apoiou na mesa com os braços um de cada lado de seu corpo e encostou a testa na cabeça dela, tentando recuperar o fôlego e a firmeza nas pernas. 

Cassandra lembrava do sonho, enquanto comia consternada e pensativa o sanduíche que havia levado para o almoço. Evitava sair da sala de arquivo, até para comer, mesmo sendo proibido, ficava escondida em um canto, com medo de encontrá-lo pelos corredores. A face ficava rubra cada vez que as imagens lhe vinham à mente, deu mais uma mordida em seu almoço, quando ouviu o barulho da porta. Não teve muito tempo para esconder sua bolsa de comida quando Liam entrou em seu campo de visão, com seu costumeiro sorriso insinuante. Ela ajeitou em cima do nariz os enormes óculos de grau enquanto ele se aproximava.

— Então é aqui que anda se escondendo? Ou é muito dedicada ao trabalho, tanto que não quer parar nem para almoçar ou está se escondendo de algo ou alguém. Eu poderia apostar que esse alguém sou eu.

Cassie engoliu em seco e começou a sentir uma gota de suor escorrer pelas suas costas. Ele estava como sempre muito bem-vestido, com uma aparência impecável, mas ela só conseguia imaginá-lo completamente nu, ou como ela imaginava que ele seria sem roupas. Suspirou fortemente antes de responder a ele, pelo visto aquilo tudo estava se tornando um problema crescente.

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