Capítulo 2

2

Fabiana narrando

Ele ainda estava vivo, eu sentia o batimento no seu pulso, ele iria acordar e eu precisava sair da aqui o mais rápido possivel.

Era dificil cair a ficha, mas se ele acordasse e eu estiver aqui, ele iria me matar.

Pego uma mochila pequena e coloco alguns pertences basicos,abro o cofre e pego toda a quantia de dinheiro que tinha ali, eu ainda não entendia porque ele guardava tanto dinheiro em um cofre do que guardar em um banco.

Saio correndo sem direção nenhuma pelas ruas, à algumas quadras da nossa casa ligo para emergencia para irem socorrer ele e depois pego um uber em direção ao unico lugar que alguém poderia me ajudar nesse momento, à um lugar que eu jamais pensei que iria voltar.

Já marcaca mais de meia noite e o motorista do uber estava desconfiado, eu estava machucada, sangrando e suja.

- Posso deixar a senhora até aqui - Ele fala e eu encaro as ruas - É três quadra da aqui, não seria melhor eu te deixar em um hospital ou até mesmo na policia?

- Não,obrigada -Eu falo - Aqui esta o seu dinheiro, eu preciso ficar aqui - Ele assente com a cabeça.

Asism que desço do carro o meu medo vai só aumentando, eu não veio nesse lugar há exatamente 12 anos, e quase ninguém sabia quem eu era, para alguém meter a bala na minha cabeça era questão de segundos.

- O toque de recolher foi as 21h - Um soldado fala me encarando com um fuzil na mão assim que me vê.

- Preciso falar com o turco - Ele me encara.

- Puta dele? - Outro soldado loirinho fala.

- Duvido - O ruivo que me parou fala - Se a madame dele descobre, mata ele.

- Quem é ela Junior? - Um outro cara para me olhando.

- Junior não deixou ela falar ainda não Mateus - o loiro fala.

- Qual é Pedro - Junior fala - Ela quer falar com o Artur. - O Pedro para e me encara.

- Eu sou irmã dele - Eu falo - Eu preciso muito falar com ele, meu nome é Fabiana.

- Bibi? - Yuri sai de dentro de uma pequena casinha que era mais uma toca e me encara - Oque você está fazendo aqui garota? Oque aconteceu contigo? - Dou um suspiro de aliaviada. Yuri era um dos melhores amigos do meu irmão e crescemos juntos e sei que ele não iria me fazer mal e também não iria deixar ninguém fazer.

- Eu preciso de ajuda -Eu falo - Eu preciso falar com meu irmão, me deixa subir, me leva até ele.

- Ele está em uma reunião - Yuri fala

- Por favor - Eu falo chorando - Me ajuda , eu estou com muito medo, eu preciso dele. - Ele me encara e eu sei que o seu olhar era de reprovação porque eu era mulher de policial, no caso ex,mas ele não sabia.

- Eu vou te levar até a casa a onde ele tá - Ele fala me encarando - Você se envolveu em uma briga? - Ele pergunta

- Eu preciso falar com ele - Ele assente quando ve que de mim não iria sair nada.

Eu não iria confiar em ninguem à não ser da minha família, alguma parte assim como Yuri sabe quem eu sou e com quem eu era casada e querendo ou não, eu poderia ser Não bem vinda aqui e muito menos bem vista.

- Porque você não me levou para casa dele? - Eu pergunto para Yuri quando ele manda eu sentar em um sofá em uma pequena sala em um barraco bem mal arrumado e sujo, tinha algumas motos paradas lá na frente e as vozes dentro de uma porta eram exaltadas e nervosas.

Yuri não me responde nada.

O meu corpo doia, a minha alma doia, eu não posso acreditar o quanto fui idiota, as suas palaras dizendo que iria me matar e depois mataria meu irmão, só fez eu acreditar no que Artur sempre disse que ia acontecer.

A porta se abre e um monte de homens sai de dentro, no mínimo uns seis e o meu irmão tinha sido o ultimo, todos eles param e me encaram.

-Fabiana - Artur fala me olhando - Oque você está fazendo aqui?

Eu corro em sua direção e abraço ele forte e começo a chorar sem parar, eu esqueço que tinha o resto das aqueles homens ali, ele responde o meu braço me trazendo um pouco de conforto.

- Me ajuda - Eu susurro para ele - Ele queria me matar - Eu falo entre as lágrimas.

- Eu estou aqui , fica calma -Ele fala.

Capítulo 3

3

Artur narrando

Fabiana me abraçava forte e suas lágrimas desciam sem parar, a última vez que à vi, foi à 3 anos atras quando a nossa mãe morreu, ela ja estava namorando o Felipe o tal delegado, o próprio quase me prendeu durante o enterro da minha mãe, só não fez isso porque Fabiana tinha implorado paz na aquele momento. Eu tentei avisar ela diversas vezes para não casar com ele, mas nada adiantou, eu e ela nunca fomos próximos, ela foi embora do morro ela tinha 8 anos e depois à vi apenas no enterro do nosso pai e no enterro da nossa mãe.

Depois de dar dois copos de água para ela, ela começa à se acalmar, ela tinha que chegar bem no final de uma reunião de chefs dos morros aliados, eles ficaram intrigados olhando para ela, mas logo Nem mandou todos vazarem da aqui de dentro.

- Fabiana você precisa se acalmar - Eu falo sentando de frente para ela. - Fabiana me conta tudo oque aconteceu, você está machucada, abatida, com marcas.

- Ele - Ela diz ainda em lágrimas - Ele tentou me matar, ele disse que me mataria e depois te mataria - Sinto o olhar do Nem nela, mas ele não diz nada.

Meu celular toca e era Tais ligando, já era tarde da noite e claro que ela queria saber a onde estava o marido dela.

- Oque ele fez? - Eu pergunto - Tenta se acalmar para me contar tudo. - Ela assente com a cabeça e olha para Nem - Ele vai ficar aqui? - Eu encaro ele.

- To vazando - Nem fala - Resolve aí - Eu assinto.

Nem sabia quem era a minha irmã, mas ele não iria dizer nada sem saber da história, nos comandamos isso junto desde que os nossos pais morreram, decidimos tudo junto.l e somos mais do que parceiros, somos irmãos.

- Começou à algumas semanas ou meses - Ela fala confusa - Eu fui uma grande idiota, eu achava que ele me amava, mas seu comportamento mudoh de uma hora para outra, semana passada ele me bateu, chegou do serviço, berrando, sem paciência e me bateu, me bateu forte, no outro dia ele chorou, implorou perdão e disse que me amava - Eu encaro ela ja pensando na hora que eu ia matar ele - Eu perdoei, eu tinha só ele, eu achei que você nao iria querer me ajudar, então hoje iriamos comemorar dois anos de casado, ele chegou e me humilhou, veio para cima de mim, tentou me matar - Eu limpo as suas lágrimas - Eu joguei o vaso na cabeça dele e ele desmaiou, e eu fugi para cá, porque se ele acordar e me achasse lá, ele iria me matar, ele vai vir atrás de mim Artur e eu estou com medo, com muito medo - eu abraço ela mais uma vez.

- Agora você está segura - Eu falo para ela - Eu vou te proteger, eu prometo.

Eu prometi para o meu pai que iria proteger ela e eu tinha falhado, falhado feio nisso.

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