tona o desejo de voltar a estudar, pois eis que nasce também um novo so-
nho, me tornar uma policial militar.
Uns dizem que é loucura, e eu digo que é um dom, pois ouvi de muitos
que minha vida iria acabar atrás das grades porque eu iria me revoltar com
a vida e acabaria por fazer uma burrada, que iria virar bandida e não fazer
mais que frequentar uma delegacia.
Pois é... é isso mesmo que quero para minha vida! Frequentar delegacia.
Mas pelo outro lado da “moeda”, não como uma bandida, mas sim, como
alguém que luta contra a violência e contra qualquer tipo de crime.
O tempo passou! E minha vida é como um livro. Cada página um reco-
meço, cada recomeço um desafio, cada desafio uma conquista e em cada
conquista nasce uma nova forma de ver a vida e fazer tudo valer a pena.Casei-me em 1982 com quinze anos e grávida de 3 meses. Neste mesmo ano
nasceu minha filha Veridiane, linda e saudável. Éramos uma família feliz.
Depois de cinco anos, resolvemos ter mais um (a) filho (a).Engravidei e
no ano de 1988 nasceu minha segunda filha, a Valeriane, também linda e
saudável.Sentia-me realizada e feliz, pois ia tudo bem.
Quando a Valeriane estava com um ano e dois meses, eis a surpresa!
Estava grávida novamente. No início fiquei assustada, mas depois fui me
acostumando com a ideia.
No ano de 1990,
nasceu um lindo e forte garotão, demos o mesmo nome
do pai, Adilson Júnior, mas logo todos os chamavam pelo apelido de “Loboy”.
Passaram-se os anos. Meus filhos cresceram. A Veridiane fez faculdade
de Direito e a Valeriane começou a fazer faculdade na área da saúde, Enfer-
magem. O Loboy não gostava de estudar, tanto que repetiu a 5ª série por
duas vezes, mas não desistiu, dizia que queria fazer Veterinária.
No ano de 2007, mais precisamente falando, no dia 7 de setembro, por
volta da 9:30 horas da manhã, recebi uma notícia que jamais imaginei que
um dia iria receber.
Meu filho, meu único filho homem, meu caçula, havia sofrido um aci-
dente de carro e faleceu. Que absurdo! É mentira! Dizia eu às pessoas que
começaram a chegar em minha casa. Liguei para o meu marido, que tam-
bém ficou em estado de choque. Ficamos sem chão. Meu marido foi até o
IML, na cidade de Ourinhos e logo me ligou confirmando que era realmen-
te o nosso bebê, com dezessete anos eu ainda o chamava de bebê.
Acabou! Viver, lutar, para quê? Mas tinha minhas filhas que precisavam
de mim. Tudo muito difícil, porém, o mundo jamais para pelas dores, a vida
segue, aceite ou não. Apeguei-me ainda mais com Deus, e bola para frente.
Durante o dia passava bem, à noite batia a saudade. Qualquer barulho
que ouvia, achava que era ele chegando. Vontade de vê-lo, abraçá-lo, ouvi e ver aquele lindo sorriso