Capítulo 2

Margô LeBlanc

Olho para o meu prédio e suspiro. O encontro com a Madame não foi o que esperava. Nunca imaginei que tinha planos para mim e que gostaria desses planos.

Tinha que pensar muito bem neste assunto. Costumava gostar da minha vida bem estruturada; tudo ao meu redor foi muito bem pensado e calculado. Não me sentia bem com as coisas fugindo do meu controle. Se quisesse encaixar Vinícius nela, teria que calcular tudo muito bem.

Entro no Clube Fantasie e logo vejo Pietro e alguns funcionários conferindo algumas caixas de bebidas que acabaram de chegar. Ele me vê e sorri, vindo em minha direção. Abaixa a cabeça e diz:

_ Minha senhora, achei que fosse demorar.

_ Foi bem rápido.! Enfim chegou... _ falo olhando para as caixas.

_ Sim! Acabaram de entregar a remessa de Macallan.

_ Bem a tempo, já estava ficando preocupada. A reunião vai acontecer semana que vem e, se não tivesse esse bendito whisky, era bem capaz de eles mudarem de local. _Todos os meses acontece a reunião dos conselheiros da comunidade em meu clube. Isso é um prestígio, já que existem muitos clubes especializados no assunto em São Paulo. Poderiam escolher qualquer lugar, mas escolhem o meu clube. Sinto-me muito honrada em ter esse respeito na comunidade. _ Me acompanhe até a cobertura?

_ Sim, senhora.

Mexo a cabeça cumprimentando os outros e vou direto para o elevador. O Clube Fantasie é meu lar. Como disse anteriormente, me foi passado pelo meu pai como herança. Cresci nesses corredores e passei a amá-los como se fizessem parte de mim. O prédio possui cinco andares e, cada andar que o elevador sobe, o grau de perversidade vai aumentando. O primeiro andar é composto de uma boate normal, onde cidadãos baunilhas, dominadores e submissos convivem como uma família. A partir do segundo andar, a perversidade vai aumentando. Temos uma boate chamada "salón", onde a fantasia acontece. Ali, tudo é liberado e você pode exercer o voyeurismo e o exibicionismo à vontade. Depois, temos as masmorras, que são ambientes coletivos ou privados, dependendo do que procura. Logo, temos as masmorras privativas, que são alugadas pelos dominadores que frequentam o local para aqueles que precisam de mais privacidade.

No último andar, tenho a minha cobertura, onde moro e administro todo o prédio. É para lá que estou indo com Pietro, administrador desse império e meu amigo pessoal. Claro, escravo nas horas vagas.

Tenho dois submissos (escravos) estão na minha vida a um bom tempo. No começo eram apenas meus funcionários, mas, conforme o tempo passou, se tornaram grandes amigos, e a intimidade nos proporcionou uma relação benéfica para ambos os lados. Eu dava o que eles precisavam e eles contribuíam com o que precisava. Na verdade, só tornei a relação apimentada, já que a lealdade já existia. Cuidavam de mim e eram o meu braço direito em tudo. Pietro era o administrador do local, aquele que lidava com tudo quando não estava presente. Quem olhasse de fora acharia que esse menino não tem nada a oferecer, mas quem acredita nisso não o conhece como eu. É um rapaz franzino de 34 anos. Definitivamente, não parece ter a idade que tem por causa de sua constituição física e de sua carinha de anjo. É o meu baby, o meu escravo que gosta de ser mimado. Amo esse jeitinho dele. Tenho a Blue também; essa está comigo há bastante tempo. Antes de ser a minha babá, era uma amiga querida. Foi através dela que descobri a minha bissexualidade. O nome dela é Maria Catarina, mas, por gostar de pintar o cabelo de azul, prefere ser chamada de Blue. É um mulherão de olhos verdes, com seus 32 anos. Cuida de mim e da minha casa. Não sei o que faria se não tivesse esses dois em minha vida. Eles me proporcionam tudo. E Margareth, mais conhecida como Margô, não seria a pessoa que é se não fosse por eles.

O elevador para na cobertura e saio acompanhada de Pietro. Ele não para de falar sobre o que já rolou durante o dia desde que saí de casa, mas não consigo parar de pensar na tarefa que me foi confiada. Ele não para de falar sobre o que já rolou durante o dia desde que eu saí de casa, mas eu não paro de pensar na tarefa que me foi confiada. Preciso contar a eles; conversar me ajuda a colocar meus pensamentos em ordem e a tomar decisões.

Se vou fazer isso, precisarei da ajuda dos dois.

_ Pietro, depois conversamos sobre a boate; agora tenho algo importante para discutir com você e Blue.

Ele enruga a testa.

_ A senhora gosta de falar de negócios. Algum problema?

_ Sim! Na verdade, não é um problema, mas, se vou fazer isso, preciso saber o que acham.

Abro a porta e entro, já me jogando no sofá e tirando a bolsa do ombro. Ele se ajoelha na minha frente a já tira o meu salto. Não preciso nem dizer nada, já que este, em especial me tortura toda vez que vou usá-lo. É um lindo par de scarpins vermelhos com um bico minúsculo. Meus dedinhos ficam imprensado ali, como uma tortura chinesa. Porém, são lindos e merecem estar nos meus pés, mesmo que seja uma tortura. Solto um gemido quando Pi começa a massagear os dedinhos.

_ A senhora precisa aposentá-los.

_ Eles são lindos, Pietro! Não me importo. Fazem com que me sinta poderosa.

_ A senhora não precisa deles para se sentir poderosa. Já é.

Eu sorrio olhando para ele com carinho.

_ Eu sei...

Vejo Blue se aproximando com um sorriso no rosto. Está usando um vestido estampado de flores que combina muito com ela. Minha menina tem muitas tatuagens, um cabelo comprido e liso azul e alguns piercings espalhados pelo seu corpo. É autêntica até no apelido. Maria Catarina realmente não combina com essa expressividade toda. Já Blue...

_ Chegaram! E aí???

Estava curiosa para saber o que a Madame queria comigo. Pietro também, mas não é tão curioso quanto Blue. Então, espera pacientemente tomar meu tempo e entrar no assunto.

_ Que tal você me pegar um copo de água? Estou morrendo de sede.

_ Eu pego _ Pietro se levanta.

_ Nem pensar, você não sai daí...

Ele gargalha e continua massageando meus pezinhos maltratados.

Ela vai para a cozinha e volta com um copo de água, sentando-se ao meu lado.

_ Não vai me dizer que Madame queria que treinasse alguma submissa? _ tomo a água... _ ou será que queria te arranjar um submisso? Falou pra ela da gente? Apesar de que você precisa de um pouco de diversão.

_ Além do trabalho e de nós? _ Pietro enruga a testa.

_ Nós somos mais amigos do que escravos. Já passamos desta fase.

_ Eu não acho. _ele fala balançando a cabeça e não deixando de massagear os meus pés.

_ Você, por exemplo, não está namorando?

_ Eu? Claro que não!

_ E Alexandre?

_ Nós saímos de vez em quando, Blue, nada a ver.

_ Acontece que a nossa senhora merece um submisso exclusivo. Alguém que a tire do chão, que bagunce essa vida perfeitinha que criou. Alguém que a tire do chão, que bagunce essa vida perfeitinha que criou.

Fico igual uma tonta olhando de um para o outro. Blue é um furacão; quando começa a falar, não para mais.

_ Ei... Vocês querem saber o que a Madame queria ou vão ficar querendo adivinhar o que houve? _ os dois se calam, me olhando. _ Obrigada pelo silêncio! As duas coisas, Blue.

_ Não entendi.

_ Quer que treine um submisso e que faça um contrato com ele.

_ Não brinca? O senhor Humberto ia pirar se soubesse disso.

Como imaginei. Humberto é meu pai; realmente piraria se soubesse que Madame está me arrumando um contrato.

_ Ele é um novato.

_ Novato? _ os dois falam juntos.

Eu sei o motivo do espanto; sabem que não gosto de treinar submissos, quanto mais novatos que não sabem nada sobre BDSM. Gosto de treinar dominadores; mesmo estando um pouco afastada disso, sou conhecida no meio por ter uma técnica precisa.

Agora um novato? Sempre mando para o Ricardo ou Alexandre, que são os mestres contratados para este fim no clube.

Então, não entendo por que fiquei empolgada com este caso.

_ Como lidou com a sua recusa? _ Blue pergunta.

_ Eu não recusei...

_ O que?

_ Fiquei de pensar...

Pego a pasta de dentro da bolsa e dou na mão dela. Ainda com um semblante surpreso, abre, olhando o currículo do menino.

_ Ele é um gato!

_ Deixa-me ver... _ Pietro fala, puxando a foto sem parar de massagear meus pés.

_ Ele é! Poderoso também... _ falo, tomando mais um pouco de água.

_ Conheço esse rapaz. Ele compra empresas que estão falindo e as transforma em negócios lucrativos.

_ Como sabe disso?

_ Li uma entrevista dele esses dias na internet. Peraí...

Pega o seu celular e começa a procurar algo; assim que acha, me dá na minha mão. Vejo uma foto dele e, logo abaixo, uma matéria sobre o rapaz.

_ Se é poderoso, requer sigilo. _ Blue fala.

_ Sim, é uma das condições. _confirmo.

_ Então vai aceitar? _Blue pergunta.

Continuo olhando a matéria, tentando ler, mas com os dois no meu encalço, vai ser difícil.

_ Mande o link para mim, Pietro? _ ele confirma. _ Se aceitar, será um trabalho de final de semana.

_ Estou tentando entender...

_ Eu sei, Blue, é bem diferente do que busco. Mas não sei, só me senti tentada.

Ela olha mais uma vez para a pasta no seu colo e diz:

_ Está disposto a experimentar coisas novas. Sente atração por homens mais nunca teve nenhuma experiência. Quer dizer, o cara realmente está querendo explorar as diversidades.

_ Até eu fiquei animado agora. _ Pietro fala.

Eu gargalho.

_ Se vou fazer isso, precisarei da ajuda de vocês. Quer dizer, meus finais de semana estarão à disposição dele.

_ Sem problemas com o clube, eu dou conta. _ Pietro fala.

_ Não é só isso, Pietro. Vocês dividiriam a casa com ele nos finais de semana, porque não sairei da minha casa.

_ Não vejo problema nisso, teremos um hóspede.

_ E também tem os compartilhamentos. Como Blue bem disse, ele quer testar suas possibilidades, e como é um caso sigiloso.

_ A senhora não pode levar ele para o clube.

_ Não!

_ Como disse, me animei... _ Pietro fala corando, ainda com a foto do Vinícius na mão.

_Também não me importaria de explorar as possibilidades. _ Blue fala, presepeira. Nós dois levamos um susto, porque Blue é lésbica. Ela percebe que a atenção de nós dois está sobre si e fala: _O que? O cara é um gato, dá pra explorar algumas coisas.

Pietro dá risada.

Mordo os lábio e olho para a foto na mão da Blue. Eu irei fazer isso mesmo? Treinar um submisso que não sabe dos seus limites? Sou uma dominadora masoquista, gosto de causar dor, de levar as relações a estremos que nem todos estão preparados, principalmente um novato que não sabe dos meus limites.

_ Para fazer isso, vou ter que estudar bem o perfil dele.

_ Chame para uma conversa, faço um jantar bem gostosinho. _ Blue fala sorrindo.

Sorrio também. Eles sempre topam tudo que falo, não tem como não dizer que são minha família. O BDSM me trouxe pessoas muito especiais, e eles estão no meu topo.

_ Tenho algo a dizer ... _olho para Pietro esperando. _ Segundo a matéria, ele tem uma namorada.

_ O que?

_ E parece que tem planos com ela.

_ Então, porque está se enfiando nisso? _ Blue pergunta.

_ É o que vamos descobrir, Blue. Vou marcar esse jantar para amanhã. Acha que consegue organizar tudo?

_ Sim, sem problemas.

_ Vamos ver o que tem a oferecer.

Uma namorada?

Será que é mais um Willian na minha vida? Será que busca o que te dá prazer porque a namorada não se sente confortável? Pode ser...

E por que exigiu um contrato sexual comigo? Vai trair a namorada ou ela sabe? Antes de ficar conjecturando, preciso de informações, e nada como ir na fonte.

Capítulo 3

Vinícius Romano

_Senhor, me desculpe... _ Mirian abre a porta chateada.

_ O que significa a mensagem que acabou de me mandar? _ fala Beatriz, entrando na minha sala e empurrando a Mirian da frente da porta.

Sabia que não ia demorar muito para entrar aqui espumando de raiva. Beatriz é minha namorada, aliás, minha ex, se levar em conta que ontem pedi um tempo. Se pensar na rapidinha que tivemos hoje pela manhã, nem tanto. É uma mulher linda que facilmente poderia ser uma. modelo de passarela, se não fosse uma advogada brilhante da Romano Investimentos, empresa do meu pai que em breve será minha.

Enfim, a ideia do Damon não deu muito certo.

_ Tudo bem, Mirian, pode avisar ao meu pai que vou atrasar?

_ Sim, senhor. _ vira as costas, conformada, e fecha a porta.

Não pretendia lidar com a Beatriz agora; tenho uma reunião importante com meu pai e alguns investidores. Já era para estar lá, mas o que não tem remédio, remediado está.

_ Porque me avisou isso por mensagem?

_ Porque não tenho tempo para isso.

_ Isso o quê?

_ Uma discussão imensa em cima de um assunto bobo.

_ Passar o final de semana com meus pais na casa de campo não é assunto bobo. Combinamos que ia fazer o pedido.

_ Você não ouviu nada do que te disse ontem, né, Bia?

_ Achei que aquilo era brincadeira.

_ Quando pedi um tempo? Não era. Saberia se não ficasse o tempo todo arrumando desculpas para os nossos desencontros.

_ Estava falando sério quando disse que queria um tempo pra pensar?

_ Estava...

_ Nós transamos hoje de manhã, achei que estava tudo bem...

_ Não está... E isso não vai mais acontecer, pelo menos por um tempo.

Ela bufa e me olha incrédula.

_ Isso é porque te pressionei para que fizesse o pedido aos meus pais? Nós já estamos juntos há cinco anos, Vini, achei que estava na hora de darmos o próximo passo.

_ Estou confuso, Beatriz, preciso de um tempo.... Vou aproveitar o curso que vou fazer em São Paulo para pensar no que realmente quero.

_ Que curso, Vinícius?

_ Farei um MBA nos finais de semana. Vou aproveitar que estarei envolvido nisso para pensar.

_ Então, por isso que não quer ir para a casa de campo?

_ Não só por isso... Eu realmente preciso de um espaço. Não sente necessidade disso também?

_ Eu? Claro que não! Eu te amo! Costuma ser prazeroso fazer tudo com você. Achei que fosse assim pra você também.

_ Não é mais .... Trabalhamos juntos, malhamos juntos, dormimos quase todas as noites juntos. Eu tenho 25 anos, sou muito novo para assumir algo assim. Afinal, o que vi da vida?

_Está terminando comigo porque quer curtir a vida?

Eu bufo. Beatriz adora se fazer de vítima quando quer. Nós não temos um relacionamento perfeito, nunca tivemos. Já deu as puladas de cerca dela, assim como eu. Ultimamente, tenho notado que esse relacionamento que temos é mais para agradar os nossos pais do que a nós. Não há mais química como antigamente, principalmente quando senti o gostinho de ter algo tão diferente quanto tive quando saí com Lívia há um tempo atrás.

Aí mesmo que deixou de fazer sentido.

Nossas famílias são amigas de anos e nossos pais, sócios de uma vida inteira. É normal eles planejarem casamento desde que começamos a namorar. O que não é normal, é não ter certeza se é isso mesmo que quero para a minha vida.

Preciso de uma pausa, se não posso ter uma pausa da empresa e da minha família, terei da Beatriz.

Já estava decidido a fazer isso, mesmo que não conseguisse cumprir com meus planos. Desse jeito não dava pra continuar.

_ Não se faça de vítima. Você não é boba e nem burra! Também notou que não tem sido como antes. Esse tempo vai ser bom para nós; podemos saber se o que realmente sentimos um pelo outro é amor.

_ O que falo para os meus pais, Vinícius?

_ A verdade. Por favor, entenda...

_ Achou mesmo que ia resolver isso com uma mensagem?

_ Não! Mandei a mensagem para que desmarcasse com seus pais. Ia retornar o assunto quando chegasse em casa.

Me viro para a janela e suspiro. Como é difícil! Beatriz, além de ser minha namorada e amante, sempre foi minha amiga. Não acho certo o que estou fazendo, mas também não acho certo limitar as minhas vontades. Quero voltar a me sentir bem como antes, e esse passo que estou dando é importante para mim. Não há espaço para Beatriz na minha vida agora. Precisa saber disso para tomar as suas próprias decisões.

_ Então está terminando comigo?

_ Estou pedindo um tempo, mas precisamente três meses. Mas faça o que achar melhor; você também tem que fazer as suas escolhas.

Continuo olhando pela janela, sem coragem de olhar para ela. Como isso é difícil.!

_ Ok!

Escuto o trinco da porta fechar e suspiro, fechando os olhos. Enfim consegui! Agora é seguir o meu instinto. Isso vai ser bom para mim e para ela. Tenho certeza!

*****

_ Você o quê?

_ Terminei, pai... Preciso de um tempo.

_ Vocês namoram há cinco anos, Vinícius.

_ Acho que não a amo mais....

_ Deixa de ser idiota! Um casamento não é feito só de amor; é um contrato em que ambas as partes saem ganhando. Casamentos baseados em amor não duram. Vocês têm tudo para dar certo. Não acredito que fez isso.!

_ Não quero um casamento como o seu?

Ele ri sarcástico.

_ A pauta aqui não é o meu casamento com a sua mãe.

_ Vocês formaram uma família, tiveram dois filhos, mas não são felizes.

_ E daí? Formamos uma família e é isso que importa. Tenho um casamento bom; nós não discutimos, e nos entendemos muito bem.

_ Será que a mamãe concordaria?

_ O que está dizendo?

_ Que se soubesse um terço do que sei, não estaria nesse casamento até hoje.

_ Quem pensa que é, moleque?

_ O seu filho. Não quero me casar se não for por amor.

Ele ri novamente

_ Beatriz é a mulher perfeita pra você! Espero que coloque essa sua cabeça no lugar quando for para São Paulo fazer outro MBA que não precisa, só para adiar algo que é inevitável para a sua vida.

_ Não estou adiando nada, pai. Concordei em assumir o cargo de presidente da Romano Investimentos. Mas vai ser no meu tempo, não no seu, quando me sentir seguro de que estou preparado.

_ Não seja uma decepção como a sua irmã. Estou contando com isso. _ vira as costas e começa a sair da minha sala, mas para no meio do caminho e diz: _ Não é só o cargo da presidência que precisa parar de adiar, Vinícius. Pense bem no que vai fazer.

Sai da sala espumando de raiva. Estava falando de que? Agora vou ser obrigado a casar com uma pessoa que não amo?

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