Capítulo 2

Olá meus amores, estou aqui pra avisar que estou reescrevendo a história para que todos aproveitem a leitura, espero que gostem de nossa nova etapa.

Estou me esforçando para postar os capítulos todos os dias para que vocês estejam sempre atualizados.

Aproveitem a leitura!

Beijos

Mirah Flor.

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Após o encontro na cafeteria Júlio e Mikaella mantiveram contato todos os dias.

Eles conversavam pelo telefone, iam ao teatro, cinema, e saiam para jantar.

Ela sentia que estava vivendo seu conto de fadas, e Júlio era finalmente seu príncipe encantado.

Cada vez que contava as amigas que iriam sair com ele, elas a repreendiam.

—Esse cara não é pra você!

Alertava Betina.

Mikaella simplesmente ignorava o alegra da amiga.

—Tem certeza de que é o momento certo amiga? Talvez vocês devessem se conhecer melhor, eu não sei se confio nesse cara.

Comentava Leona.

Elas eram amigas desde a faculdade, onde David as apresentou.

Leona e David se conheceram primeiro e Mikaella sempre desconfiada que sua amiga tivesse uma queda por seu irmão, que na época era o professor dela, então seria totalmente antiético um relacionamento entre os dois, ainda mais pra Leona que era a garota mais certinha que ela havia conhecido.

Sua amiga jamais se envolveria com o professor, ainda mais quando esse professor tinha a fama de não levar nehuma mulher a sério.

Fama essa que Mikaella sabia não ser verdadeira,mas David não se importava, já que naquele momento ela não queria começar nenhum relacionamento, sendo assim, Leona estava fora do jogo.

Leona e Betina foram apresentadas na formatura de Mikaella e a conexão entre elas foi imediata, mesmo que não tenha sido o tipo de conexão que Betina certamente desejava.

Desde que se juntaram as três se tornaram inseparáveis, nenhum problema, oi relações as havia separado, até aquele momento.

Mikaella estava cega, surda e muda, ela ignorava qualquer conselho dado pelas suas amigas, e a cada dia ela  se envolvia mais no romance com Julio.

Ela não poderia dizer que discordava de tudo o que as amigas diziam.

Ela confiava plenamente em Julio?

Claro que não!

Na verdade ela não se permitia confiar há um bom tempo, já que seus relacionamento anteriores haviam sido uma decepção atrás da outra, e muitos de seus ex haviam traído sua confiança.

Talvez por isso, dessa vez ela só quisessem fechar os olhos, e ignorar qualquer resquício de sanidade, qualquer coisa que a fizesse mergulhar na dor novamente, e sofrer de verdade pela morte de sua mãe.

Naquele momento era disso que ela precisava, de uma ilusão, uma simples miragem contra o sofrimento..

***

Mikaella viu seu luto aparentemente passar ao lado de Júlio, os dois estavam vivendo em um conto de fadas moderno.

Eles saiam sem rumo, dançavam, bebiam e faziam amor a luz do luar.

Era um verdadeiro conto de fadas e Mikaella não queria acordar, mas, infelizmente todas as segundas, ela precisava voltar ao seu cubículo cinzento no centro da cidade, afinal o aluguel de seu apartamento não se pagaria sozinho e ela nunca foi mulher de depender de ninguém, mesmo sendo a herdeira da Fortuna Vergara, sua mãe havia deixado metade de tudo para ela, e a outra metade para seu irmão, ela estranhava o fato de que nada tivesse sido deixado para o pai, mas, sua mãe sempre foi uma mulher sensata e deveria ter seus motivos pra isso.

Para não ser dependente apenas da herança deixada por sua mãe, Mikaella fazia questão de se sustentar por conta própria.

Ela só sofria por estar um pouco distante de suas amigas.

Com o trabalho no escritório mal sobrava tempo para sair e o tempo que sobrava ela passava ao lado de Julio, ele era sempre atencioso e lhe dizia coisas lindas.

Ela sequer se preocupava com o fato de em dois meses juntos eles não terem oficializado o namoro..mas ela entendia afinal, conhecer seu pai não seria uma missão nada fácil. Sua mãe sim era encantadora e com certeza adoraria o jeito galanteador de Julio.

Mas, talvez ela não concordasse com o fato dele ainda não estar trabalhando..Ela sempre dizia que o homem precisava trabalhar, mesmo que a mulher também trabalhasse ela dizia:

-Homem que não gosta de trabalhar, boa coisa não é minha filha.

E Mikaella morria de rir.. ela vinha pensando tanto em sua mãe ultimamente.. tanto que seu coração estava cada vez mais apertado, ela sentia que não estava sendo a mulher de quem sua mãe se orgulharia.. Não estava vivendo os seus sonhos, não trancada naquele escritório.. com todos àqueles processos empoeirados tendo que digitar um milhão de relatórios tediosos. Ela desejava mais, e ela poderia ter mais.

"Você pode ser qualquer coisa minha pequetita".

Era o que sua mãezinha dizia.. A

vida de Mikaella sempre foi pautada no sonho de seu pai para ela.

Cursar faculdade de direito, quando na verdade ela adorava literatura, ter que ler livros jurídicos, quando só o que ela desejava era um romance.

Usar um terninho comportado, quando ela adorava ser livre, usar  decote e batom vermelho.

Após a morte de sua mãe, seu sonhos adormeceram, ela não via sentido em tentar realizá-los sem que sua mãe pudesse ver, então ela seguiu os planos de seu pai a risca, e abandonou os seus sonhos, viveu os sonhos de outra pessoas por anos, e agora continuava fazendo isso, enquanto seu peito ardia por emoção, ela trabalhava em, um pequeno cubículo no centro da cidade e vivia cercada de trabalhos que não gostaria de ler.

Tudo ia tediosamente bem até o dia em que ela conheceu Julio naquela cafeteria.

Ele era um pintor, lindo, sedutor, e desempregado, mas afinal ele era um artista, um sonhador como Mikaella,ele apoiava seus sonhos, e sempre lhe dizia:

Eu vejo fogo em seus olhos Mikaella .

E Mikaella acreditou, se afastou da família, se afastou de suas amigas, já que elas sempre encontravam defeitos em Julio que ela nunca havia enxergado, ela teve uma briga com Betina exatamente por causa da implicância que ela parecia ter com ele.

Implicância que ela entendeu quando Julio sendo sincero contou a ela que Betina implicava com ele por causa da relação dos dois no passado.. Algo que Betina nunca havia lhe contado. E isso abalou a amizade das duas.

Leona e Betina diziam que Mikaella estava cega, mas, ela ignorava..

.. Porque mesmo que Julio tivesse mil defeitos, em uma coisa ele estava certo: Ela tinha um fogo no peito,

Ela sabia que tinha esse fogo dentro de si, e que aquele fogo estava se apagando aos pouquinhos, estando trancada naquele minúsculo escritório, enquanto vivia a vida de outra pessoa.

Ela precisava de uma mudança, uma mudança real, uma mudança de pensamento, de atitude, de vida!

Capítulo 3

Betina já não aguentava mais manter aquela mentira, o segredo a estava torturando.

Ter que fingir não conhecer Julio era um martírio.

Ela queria muito contar a amiga o idiota que ele era.

Queria contar sobre as sua maracutaias e sobre como ele era astuto para partir os corações.

Por menos envolvida que tivesse ficado, ela mesma havia sofrido um pouco com ele, mesmo que negasse constantemente esse fato.

Mas Mikaella parecia tão feliz, depois da morte da mãe era a primeira vez que Betina via a amiga sorrir.

Como ela destroçaria o coração da amiga dessa maneira?

Ela viu a oportunidade perfeita surgir quando Mikaella decidiu fazer um jantar em seu apartamento para apresentar oficialmente Julio como seu namorado.

Ela queria que ele e as amigas finalmente se entendessem o que ela não imaginava era que Betina já o conhecia o suficiente, e que ela não seria a única presente no jantar que conhecia muito bem Júlio.

**

O jantar estava marcado para às 20:00, mas Betina se adiantou em uma hora, esperando encontrar a amiga sozinha.

Ela tinha a chave, mas como as duas estavam afastadas a algum tempo resolveu tocar a campainha, e foi surpreendida por Julio que abriu a porta, com uma taça de vinho na mão e um olhar indecente ele a convidou pra entrar.

-Bonjour ma panthère ( Olá minha pantera).

Ele disse se referindo a ela com um dos antigos apelidos sexuais que havia compartilhado.

Betina dez uma careta tentando expulsar qualquer lembrança relacionada ao passado dos dois.

- Será que você consegue ser menos asqueroso?

Ela sugeriu irritada.

- Será que você consegue ser menos vadia?

Ele devolveu provocativo.

- Ah eu vou te mostrar a vadia!

Ela ergueu a mão para esbofetear o ex, mas os dois foram interrompidos.

-Tina? está tudo bem por aqui?

Perguntou Leona vindo do interior do apartamento.

Betina respirou fundo encolhendo a mão.

- Está sim.. só me tira de perto desse pouco antes que eu faça uma bobagem.

Leona concordou com o olhar e pegou no braço da amiga indo em direção a sacada.

Assim que sentiu o ar fresco no rosto, ela soltou um suspiro.

-Puta merda Léo! Em que merda eu meti a minha melhor amiga?!

Ele colocou o rosto entre as mãos como se nelas houvesse a resposta para o seu desespero.

Leona aproximou-se e ergueu o queixo de Leona fazendo com que ela a encarasse.

- Eii deixa disso, nada disso é culpa sua.

Você não está traindo a Mikaella. Você deveria sim ter contado tudo desde o início, mas eu entendo seus motivos pra recuar, eu mesma teria me apaixonado por ele se David não tivesse me contado o tipo de homen que ele é.

Então não se martirize. Nós estamos tentando abrir os olhos da nossa amiga agora, mas ela é adulta e precisa fumar suas próprias decisões, se ela tiver que errar, deixe que ela erre pra si mesma e não por causa das nossas intromissões.

Vocês terão tempo de conversar, e você não é a única que tem algo a dizer sobre o Julio, talvez ela ouça o que o irmão tem a dizer.

Betina fez que sim com a cabeça.

Elas trocaram os olhares por alguns segundos e por pouco Betina teria beijado Leona, mas ela botou o visível constrangimento da amiga.

- E onde está aquele pau mandado do David agora?

Betina perguntou divertida, tentando disfarçar o fora.

- Ele não é um pau mandado.

Leona respondeu incomodada.

-Ele é só um filho dedicado.. ele está no quarto conversando com a Mikaella.

-Humm tá bom.. Não precisa ficar bravinha.. qualquer coisa é motivo pra você defender o seu patrãozinho..parece até que...

-Que o que?

Leona perguntou constrangida.

-Ah nada demais.. só parece que você está mexendo com algo mais além dos papéis do David.. eu diria que vocês dois estão com uma tensão sexual enorme! Algo prestes a explodir.

Leona corou imediatamente e balançou a cabeça.

- É claro que não.. isso é um absurdo! Eu não tô tendo tensão com ninguém! Ela protestou.

- Ah é?

Betina aproximou-se lentamente deixando poucos centímetros de distância entre os seus lábios.

- E comigo? Você não tá tendo uma tensão sexual também?

Ela sussurrou fazendo Leona engolir em seco.

Elas se espantaram com um barulho vindo da sala.

Ao que tudo indicava, elas estavam sendo observadas.

Leona voltou pra sala de imediato ainda sem fôlego.

E Betina foi logo atrás sem expressar nenhuma emoção.

Para sua surpresa Julio as aguardava na sala com olhar zombeteiro.

- Sabe meninas, pra mim foi uma deliciosa surpresa.

Ele sorriu.

-Quem diria que vocês duas estavam tendo um caso? Bom dia Betina eu esperava qualquer coisa..mas de você" Léo" eu não esperava que você também gostasse de colar velcro.

-Cala essa sua boca nojenta Julio, ela não merece ouvir as suas barbaridades.

Deixe a Leona em paz. Ela ordenou.

- Porque Tininha? Será que só você pode brincar com a princesinha aqui?

Ele disse se aproximando pra tocar o rosto de Leona que desviou assustada.

-Que foi meu anjo? Você tem medo de ser tocada por um homem de verdade?

Leona estava com os olhos cheios de lágrimas e aquilo partiu o coração de Betina, mas felizmente ela não era a única pronta a defender a honra da mocinha.

- Vem aqui vem.. vou te ensinar como é que um homem de verdade faz.

- Se afaste dela! Você já bebeu demais por hoje.

A voz grave e profunda de David pareceu encher a sala naquele momento.

Qualquer um temeria contrariar aquela vos, mas Julio não gostava de ser rejeitado.

- O que foi? Ficou com ciúmes da secretária? Que que é! Não vai me dizer que ela também não abriu as pernas pra você ainda? Nós dois sabemos que as santinhas são as piores. Ela se fazem de quietinhas, inocentes, mas no fundo são umas cadelas no cio, só esperando a iniciativa do macho.

Julio nem teve tempo de reagir ao suco que o atingiu.

- Seu desgraçado! Infeliz! Nunca mais ouse falar assim com ela, você me entendeu?

David esbravejava exigindo uma resposta de Julio que já estava no chão com um beli corte no queixo e o nariz aparentemente quebrado.

E teria sido pior se não disse pela interrupção de Mikaella.

-O que é que está acontecendo aqui?

Solta ele David!

Ela puxou o irmão que largou o colarinho do malandro, mesmo contrariado.

- Você enlouqueceu? Porque você atacou ele desse jeito? Ela perguntou assustada.

- Mikaella esse cara é um imbecil! Eu sabia que não estava enganado sobre ele! Ele é um filho da puta desgraçado que não respeita as mulheres!

Você não pode continuar com esse traste!

Ele afirmou e Mikaella o encarou confusa.

Ela olhou de David para Leona e entendeu o comportamento do irmão.

- Olha eu não sei o que está rolando entre vocês e não é problema meu. Até porque você David tem uma noiva, ela deveria estar aqui, é ela que você precisa defender.

David permaneceu calado e Leona estava claramente confusa.

-Vem comigo, vamos até o banheiro, eu te ajudo a retocar a maquiagem, sugeriu Betina.

- Não Tina, obrigada, mas acho melhor eu ir pra minha casa.

Ela disse decidida.

- Léo..por favor, me desculpe.

Suplicou Mikaella.

- Tá tudo bem amiga, você só disse a verdade. Eu preciso aprender a me defender sozinha.

Ela disse enxugando uma lágrima.

Mikaella a encarava tristonha.

- Fique aqui, eu preciso de você.

Leona balançou a cabeça negativamente.

- Não, você não precisa amiga. Você já tem o que você precisa, você tem o "homem" que você precisa bem aí do seu lado.

E você prefere estar ao lado dele, do que ouvir as suas amigas e sua família, então você não precisa de mim.

Ela pegou a bolsa e caminhou me direção a porta, sendo seguida por David.

- David. Por favor não vá, vamos conversar.

Mikaella insistiu.

- Eu não tenho mais nada que fazer aqui.

Ela disse.

Assim que abriu a porta deu de cara com Roberto Aragão, seu pai.

- Ué? A festa já acabou?

Ele perguntou sarcástico.

- Pra mim acabou!

Disse David indo embora.

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