Ninna Miles 🌺
Hoje acontecerá uma festa na casa de Jean, amigo da faculdade. Essa semana foi de prova e querem festejar as boas notas que todos tiveram, eu particularmente não estou interessada em ir, quero apenas ficar em casa e descansar, amanhã pela tarde partiremos para Itália só de pensar meu coração fica aflito na possibilidade de Ramon me vender ou oferecer. Várias coisas passam pela minha cabeça, nenhuma delas boa, tento não pensar que eles seriam capazes de fazer isso, mas é quase impossível considerando o que eles fazem comigo, vender seria algo fácil.
— Nós iremos sim! — Kennia desde cedo está insistindo para eu ir com ela nessa festa
— Disse que não Kennia, estou exausta, tenho que descansar para a viagem assim como você também.
— Deixa de ser careta Ninna, precisa se divertir conhecer mais pessoas, faz tempo que não fica com ninguém preciso da minha companheira — faz bico para tentar me convencer. — Prometo que não iremos demorar, depois das três estamos de volta
A olho..
— Tá bom, antes das uma da manhã! — ela revira os olhos.
— Se tiver muita gente virei embora com ou sem você — disse séria, e ela bateu palmas toda alegre.
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A água gelada cai sobre minha cabeça. Vários pensamentos me vem, e lembranças pelas quais tenho vontade de chorar, nenhuma é boa, poucas são e quase não lembro direito pois era criança. Apesar de estar acostumada com toda essa situação as vezes me pego a chorar sem mesmo querer elas descem sem que eu consiga impedir, como agora nem sei pelo o que exatamente choro, pois a tantos motivos. Me sinto tão sozinha, vazia se não fosse por Kennia, teria tentado contra minha vida, não a coisa pior que o desprezo dos pais principalmente da mãe.
Por mim já teria ido embora, mas quando tentei me arrependi amargamente pois duro foi passar várias noites dentro daquele porão. Se eles não gostam de mim porque insistem em me manter aqui nessa casa?
— Pensei que tivesse morrido — dou um pulo quando vejo Ramon no meu quarto
Estou enrolada na toalha, meu coração parece um tambor sendo usado pois bate em disparada.
Ele começa rir, fico com medo
— Jamais tocaria em você da forma que está pensando nesse momento, apesar de tudo, é minha filha. Tocarei em você apenas para marcar, não sou um monstro — balança a cabeça como se estivesse decepcionado.
Tenho vontade de rir de seu comentário que de certa forma me deixou aliviada, mas a parte de dizer que não é um monstro é o cúmulo.
— O que o senhor quer? — quero que ele saia logo daqui.
— Como sabe amanhã partiremos , está ciente das regras. Mas, quero que mostre ser a filha mais feliz de todas. Você possui um belo sorriso quero ele sempre em seus lábios seja simpática com todos principalmente com o Sr Andriotti, quero que você se aproxime dele.
— Mas, porque, como.....
Ele levanta a mão e paro.
— Cala a boca e deixa eu terminar de falar. Ele é um homem poderoso, é muito importante não só na Itália como no mundo todo e está em busca de uma companheira precisa de um herdeiro e é aí que você entra.
Aproveito a pausa para falar.
— Ramon o que não deve faltar é mulher para ele, eu não sei como fazer isso. Ele nem me notará, em meio a tantas.
Isso é um absurdo, deveria imaginar isso
— Você é a mais bela Ninna, não precisará fazer esforço para chamar sua atenção.
— Como pode ter certeza disso?
— Eu só sei Ninna, e isso basta.
— E se eu não quiser fazer isso — sussurro.
— Se não fizer, a venderei , renderei muito com isso — estremeço. — Então o que vai querer filha? — sorri ao perguntar.
Penso o que seria pior...ser vendida com certeza pois iriam poder fazer o que quisessem comigo com ou sem meu consentimento. melhor ficar com a primeira opção conquistar o Sr Andriotti tenho certeza que não conseguirei isso, a diversos tipos de mulheres lindas no mundo, e mesmo ele sendo acredito que um velho de setenta anos, elas devem se arrastar para ser esposa dele.
— Tudo bem! — suspiro. — Farei isso o que o senhor quer.
— Ótima escolha filha! — aperta meu rosto, vai em direção a porta. — Quero que me chame de pai a partir de amanhã, lembre o quanto é amada por seus queridos pais — rir cínico. — E não chegue muito tarde não quero ter que marcar você. — se retira.
Respiro agora com tranquilidade, melhor não pensar nisso agora, não quero estragar o resto que me resta de liberdade. Resolvo dormir um pouco para noite , preciso manter a calma.
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Acordo com som de batidas na porta, me levanto com tudo fazendo assim me dá uma tontura, me fazendo deitar novamente, mas ainda tem alguém que insiste em bater na porta.
— Ninna! — é a voz da mamãe.
Levanto novamente dessa vez com mas calma e abro a porta
— Por céus, ainda está assim, Ninna. Não vai mais à festa? — pergunta preocupada por ainda me ver de pijama.
— Sim, irei !
— Está atrasada, Ninna, deveria estar pelo menos banhada.
— Ainda é cedo, mãe!
Espero um tapa pois a chamei de algo proibido.
— Vai logo tomar banho, irei escolher sua roupa.
Fico parada olhando surpresa.
— O que está esperando? Anda, vai logo!
Corro.....
* * *
Enquanto banhava, me assustei quando Anne apareceu vendo-me despida.
— Anne!! — digo irritada.
— Como se eu nunca tivesse te visto nua, Ninna — revira os olhos.
Ela fica parada me olhando.
— Dá pra senhora sair !! — me cubro com as mãos, esqueci de trancar a porta.
— Não. Bora logo, Ninna!
Bufo e pego o roupão sob o olhar de Anne, ninguém merece .
— Não tenho nenhuma dúvida que o Sr. Andriotti ficará louco por você — comenta quando saímos do banheiro
— Devo ficar feliz? Meu fim será ao lado de um velho babão? nossa que final feliz — digo sorrindo falso.
— Sim, deveria ficar feliz Ninna. E quem disse que é um velho?
— E não é?
Ela nada diz a respeito,fico curiosa.
— Chega desse papo agora vamos arrumar você.
E assim ela começou a me ajeitar para mim foi tão estranho, mas também foi bom ter ajuda dela mesmo em algo insignificante. Tenho que admitir que Anne é ótima no que faz.
Olho-me no espelho e fico maravilhada, estou me sentindo linda e principalmente feliz pela ajuda dela. Vejo ela através do espelho e seus olhos brilham diria que eram lágrimas se não se tratasse dela
— Fiz um ótimo trabalho! — diz orgulhosa — Agora terei que ir, seu pai está me esperando.
Antes que ela feche a porta, falo..
— Obrigada, Anne, por tudo isso, fez um grande milagre! — digo sorrindo com sinceridade.
— Na verdade só dei um retoque, porque linda você é por si só — sinto amor em suas palavras, e fico confusa. — E não agradeça, filha minha não pode andar de qualquer jeito por aí — estava demorando para cortar qualquer vestígio de amor. — Se divirta, e juízo. Aconselho a transar com alguém hoje, Sr Andriotti não quer nenhuma virgem.
Lá se foi meu pequeno momento de alegria..
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Chegamos na casa de Jean e está tudo super maneiro, luzes para todos os lados e muitas pessoas dançando, sorte que aqui é grande então não fica muito aglomerado. Estou no meu quinto drink não estou bebendo nada forte na verdade não sei o que tomo mas pedir o mas fraco acho que é uma batida de limão. Kennia já pegou uns cinco, enquanto eu só danço já dispensei uns e outros, não apareceu nenhum que me agradasse. lembro do que Anne falou e fico pensando se devo cogitar fazer isso.
— Finalmente encontrei você! — olho e vejo o irmão de Jean, o Jonas.
— Bom, achou! — acho que essa bebida está fazendo efeito. — O que deseja?
Ainda estou dançando.
— Desejo beijar a morena mais gostosa da festa — sorri sacana, referindo-se a mim.
Sorriu para ele, decidindo que seria ele . Além de ser gato, agradou-me. E tem mais, logo voltará para Espanha, e não retornarei a vê-lo.
— Então pegue as morena mas gostosa, segundo você — retruco provocando.
Rapidamente ele faz, gruda nossos lábios, um beijo lento e gostoso pra cacete. Acho que o escolhido foi você Jonas.
Ninna Miles 🌺
Sinto minha cabeça pesada, abro os olhos e os fecho novamente por causa da claridade. Voltei a abrir e fito o teto que não conheço, trabalho minha mente, e lembro de Jonas e do beijo. Droga!
Levanto com tudo e vejo que estou sem roupa alguma, entro em choque e procuro vertigens de sangue na coxa mas nada encontro. Ouço a porta se abrir revelando Jonas apenas de cueca, fico rígida.
Meu Deus, o que eu fiz?!
Ele traz consigo uma bandeja com café e outras delícias, pois sinto o cheiro. Me dá um comprimido, que imagino que seja para a dor de cabeça.
Ele fica me olhando e nada diz
— É.. a gente não — faço gestos.
— Não, Ninna, infelizmente! — lamenta, e fico aliviada. — Você acabou dormindo — rir
— Então eu cheguei aqui com minhas próprias pernas? — reflito
— Sim, no melhor você apagou. Fiquei até com vergonha,pensei " sou tão ruim que fiz ela dormir "— não seguro o riso.
Ele revira os olhos frustrados.
— Você está bem? — pega minha mão
— Sim, agora estou — respondo.
— Está feliz que não tenha acontecido nada? — não esconde seu desapontamento.
— Sim — sou sincera. — Estava um pouco bêbada, não lembraria de nada.
— Só correspondeu meu beijo porque estava um pouco alcoolizada? — faz expressão ofendida.
— Mas é claro que não, beijei porque realmente quis, você é atraente Jonas — deixo escapulir.
Ele sorri feliz por pelo menos conseguir um elogio.
— Fico feliz em saber disso — chega perto e beija meus lábios.
Admito que ele beija muito bem.
— Acho melhor almoçarmos — pega a bandeja. — Trouxe o café, mas você escolhe.
Quando ele diz isso, lembro da viagem. Ramon vai querer minha cabeça
— Que horas são? — pergunto preocupada.
— 13:00 hr! — responde.
— Meu Deus! — estou morta .
— O que foi Ninna? — fica confuso com minha reação.
— Eu preciso ir — digo nervosa.
— Almoça comigo? — oh Deus.
— Irei viajar às 14:00hrs me desculpe, deixa para próxima.
Saiu da cama, e ainda estou nua. Jonas fica me olhando.
— Vire por favor! — ele fica de costas. — Onde estão minhas roupas?
Ele anda até o banheiro e as traz.
— Não fique me olhando! — brigo com ele.
Ele rir sem parar..
— É impossível, você é simplesmente perfeita, Ninna — fico envergonhada.
Me visto rápido, e me aproximo dele
— Obrigado por não ter se aproveitado de mim — realmente sou grata
Lhe dou um abraço.
— Vai para onde? — está curioso.
— Itália! — revelo.
— Uau, você vai voltar? — me puxa para ele.
— Não sei! — eu espero voltar.
Ele faz uma carinha triste e me beija, eu aproveito. Sinto como se estivesse indo para um matadouro.
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Chego em casa às 13:39 meu coração está palpitando, o medo paira sobre mim. Vejo que Anne e Ramon estão na frente de casa prontos. Estou morta.
— Não quero choro! — Ramon diz ao me ver, entra no carro.
Tento me controlar.
— Eu te avisei, Ninna — mamãe passa a mão em meu cabelo.
Ela está tão estranha.
Fui a última a entrar no carro, após os movimentos violentos puxando ar para os pulmões, partimos para o aeroporto, na verdade o voo era às 15:00. Mas isso não fará com que Ramon deixe de me punir.
Suspiro. Cansada disso.
Durante a viagem passei a maior parte pensando no que me espera na Itália, lembro do que devo fazer e fico nervosa, não sou boa em seduzir, nunca fiz isso.
Tenho certeza que não chamarei a atenção do Andriotti, espero por isso, na frente deles demonstrarei que estou me esforçando, mas quando possível mostrarei o contrário. Não quero me submeter a um casamento sem amor e muito menos ter um filho. Tenho meus sonhos em ser mãe, mas quero um bom pai para meu filho(a), alguém que eu ame e me ame.
— Você fez o que te falei? — Anne Senta do meu lado.
— O que mãe? — não me importo se ficar zangada.
— Trazou? — pergunta.
Fico em silêncio, ela entende minha resposta.
— Deveria ter feito o que disse — ela está irritada mas também parece com pena.
— Eu não consigo, mãe! — lágrimas querem descer .
Ela segura meu rosto, ato esse inesperado por mim.
— Não chore, não quer que Ramon lhe bata — avisa meiga.
— Ele vai me bater, eu sei! — soluço.
Fiquei frágil somente com a presença dela agindo desse jeito manso.
— Tentarei convencer ele a não te bater, aliás tem que está intacta para o jantar — sorri tentando me passar calma.
Fico olhando.
— Porque está sendo gentil comigo? — não seguro a curiosidade.
Ela suspira, abaixa a cabeça.
— Preciso ver se Ramon está precisando de algo, e aproveitarei para tentar convencê-lo — sai rápido.
Ela está fugindo.
— Obrigado, mãe! — falo mesmo sabendo que não ouviria.
Resolvo cochilar um pouco.
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— Ninna, Ninna — sou balançada. — Vamos levante! Antes que Ramon venha aqui.
Desperto num salto, tateio com minhas mãos meus cabelos.
— Acabamos de chegar. Se ajeite!
Ajeito minha roupa, erguendo-me zonza do acento confortável.
Fora do avião, vejo alguns carros e Ramon faz sinal para entrar em um. Ele fala algumas coisas, logo se junta a mim com a mamãe. Seguimos viagem agora de carro, vejo as paisagens aqui é lindo, admirada, devago em pensamentos bons. Anne faz carinho em minha pele com seus dedos.
Estou muito confusa e desconfiada com o comportamento de Anne, ela não é assim, sempre permitiu que papai fizesse tudo que quisesse comigo. Com certeza agi assim por interesse, meu coração dói por saber disso, novamente envolvo-me no sono.
* * *
— Vamos Ninna! — sou novamente despertada.
Saí do carro, e vi um grande hotel muito bonito. Papai vai até a recepcionista apenas para pegar as chaves dos nossos quartos, acredito que estava tudo reservado. O que me faz questionar, pelo que sei não temos parentesco ,ninguém daqui, mesmo que hoje existem muitos métodos para conseguir as coisas.
~Hotel Cluj—Napoca—
Penso em Kennia, imaginei que viessem com a gente, depois ligarei para ela. Espero que eles cheguem ainda hoje, não quero ficar sozinha nesse jantar.
Seguimos para o elevador e fiquei no andar acima do de Ramon e Anne. Fiquei feliz, aliviada, pelo menos uma coisa boa.
* * *
Nossa, que lindo! Digo ao entrar no meu quarto. Corro para o banheiro tudo que preciso nesse momento, é de um banho, fico deslumbrada.
Ramon tem tanto dinheiro assim, para bancar isso tudo? Resolvo deixar isso de lado e vou aproveitar essa belezura.
Fico de molho relaxando, penso em Jonas e um sorriso surge involuntariamente em meus lábios, não não estou apaixonada, mas ele é muito bom no que faz, foi um cavaleiro em não ter se aproveitado de mim.
Decido sair do banheiro para tentar falar com Kennia ou tia Amélia. Me enrolei na toalha e saí do banheiro, mas paro na porta quando vejo.
— Pensou que sairia ilesa depois de ter me desobedecido, Ninna? — Ramon está aqui, com seu sinto em mãos .
Seguro forte a toalha.
— Cheguei a tempo! — tento argumentar.
— Calada — irei apanhar. — Agora venha até aqui.
Continuo parada, nego com a cabeça.
Ele me olha furioso e vem ao meu encontro não tenho tempo de fazer nada, só sinto o primeiro golpe acertar em minhas pernas, coxas e assim vai para meus braços ele dá com toda força,. Me vira de costas, tenho que segurar meus gritos se não ele bate com mais força, lágrimas desciam descontroladamente. Ele passa cerca de vinte minutos me batendo com cinto. Fecho meus olhos e oro para que aquilo acabe de uma vez.
* * *
No chão próxima a porta do banheiro, não tenho forças para levantar. Escuto passos e me encolho, pensando ser o Ramon, mas vejo Anne que vem correndo em minha direção, faço que não com a cabeça para não se aproximar de mim.
— Não finja que se importa com meu sofrimento, você nunca se importou antes — soluço. — Você fingir que se importa dói mais que essa surra que acabei de levar .
Ela anda até mim, me abraça no chão, ela põe minha cabeça em seu peito e faz carinho. Não aguento, me entrego ao choro deixando tudo sair, soluço alto e ela me consola, dizendo palavras doces que podem até mesmo ser mentira mas que nesse momento me faz bem.
Choro por mais alguns minutos e acabo adormecendo.
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Sinto ardência em meu corpo e me esforço para abrir meus olhos, gemo de dor. Estou agora na cama deitada apenas com duas peças e Anne passa remédio nas marcas.
— Ramon exagerou! — reclama. — Sabe que hoje temos compromisso e faz isso.
— Verdade, ele deveria ter deixado para fazer isso outro dia — raiva isso que sinto.
Ela me olha.
— Acha que garante? — se refere a vestir roupa para hoje
— Tenho que garantir — resmungo.
— Posso falar .. — a interompo.
— Não preciso que faça nada Anne, você é boa nisso — mostro todo meu rancor.
Ela balança a cabeça e respira fundo
— Separei sua roupa, qualquer coisa me chame — fala e sai do quarto .
Fico fitando o teto, todo meu corpo arde, estou quebrada. Tenho que ser forte como sempre.
Faço esforço para levantar, quero tanto chorar mais, mas não posso, Ramon não exitaria em me bater novamente.
Com muito esforço me arrumo, agradeço a Deus por Anne ter escolhido algo decente e confortável. Eu amei pois gosto de coisas simples.
Me olho no espelho e gosto do que vejo, e fico treinando um sorriso para usar nesse maldito jantar.
Respiro fundo.
Está na hora de ser atriz, fingir ser a menina mais feliz do mundo.