Capítulo 2

Gabrielly

Paciência é uma coisa que eu nao tenho e sinceramente eu previsaria ter, ou mataria meu pai. Mamãe e meu "pai" se separaram há sete anos porque ele a traiu com a minha tia – isso mesmo, você nao escutou errado –, a própria irmã de minha mãe traiu ela com o marido, ops, ex marido, eu acabei descobrindo que a sobrinha da minha mãe, minha prima,  também é minha irmã, e ela é dois anos mais nova que eu, então sim, meu pai já traia minha mãe a muito tempo, eu fiquei transtornada com ele, Melanie também ficou P da vida, ela sempre achou que seu pai havia sumido no mundo e de repente descobre que o cara que sempre chamou de tio era seu "pai", isso foi duro, tanto pra minha mãe, tanto pra Malanie e para mim.

Há quatro anos atrás minha mãe conheceu um cara no novo emprego dela, ou seja seu patrão, no qual um ano depois acabaram se aproximando mais e se apaixonando, começaram um relacionamento no qual daqui a três meses vai virar casamento, mas o Pablo, meu padrasto é muito apressado e já quer que nos mudemos para a casa dele, eu concordei, ele é super legal e tá fazendo minha mãe feliz e isso é o importante, só espero que eu também seja feliz.

— Gaby? — Minha mãe me chama, entrando em meu quarto e eu acabo de fechar minha terceira mala.

— Senhora? — Falo, finalmente a olhando.

— Terminou? — Ela pergunta sorrindo.

— Sim! — Retribuo o sorriso.

— Ótimo! Pablo chegou para nos buscar. — Ela fala sorrindo mais ainda ao falar o nome do noivo.

— Mas, e o seu carro? — Pergunto.

Sub: Curiosa!

— Ele veio de táxi, e vai dirigindo meu carro até a nossa nova casa. — Ela sorrir. — E a propósito, você vai amar. Não falo nada apenas pego duas malas descendo as escadas e ela pega a outra.

— Eu não acredito que vocês vão me deixar sozinha com aqueles dois. — Melanie fala chorosa.

— Não fica assim Mel. — Falo indo abraçá-la.

— Você poderá ir na casa nova sempre que quiser. — Mamãe fala entrando no abraço também.

— Tá bom! — Ela fala enxugando as lágrimas.

— Vamos? — Pablo pergunta aparecendo na porta, olho para trás e minhas malas não estão mais lá. — Já as levei para o carro. — Ele sorrir e eu retribuo.

— Obrigada.

— Será sempre bem vinda em nossa casa Melanie. — Ele sorrir.

— Obrigada tio Pablo, fico feliz que esteja fazendo minha tia feliz. — Ela sorrir e o abraça.

Depois de mais alguns segundos lá, trancamos tudo e fomos para o carro de minha mãe, sentei atrás colocando o cinto e logo após o meu fone.

— Filha? — Mamãe me chama puxando meu fone.

— Sim?

— Não se assuste se topar com duas figuras masculinas a mais na casa, é Cristian, meu irmão e Thierry nosso primo eles chegaram de viagem ontem a noite, então eles estarão lá também. — Pablo fala e eu acinto com a cabeça.

— Okay! — Falo, dou um sorriso fraco e coloco meu fone novamente.

Esqueci de mencionar que Pablo tem um irmão mais novo e um primo, são só os três da família, o pai de Thierry é irmão da mãe de Pablo e Cristian, mas são só os três pois os pais morreram em um acidente de carro em uma viagem pra uma cidade vizinha e eles não conhecem outros familiares, então são herdeiros de toda a fortuna dos Ribeiros.

Meu celular vibrou e vi que era mensagem do grupo.

Grupo: Meus bests❤ (ON)

Ayla: Já chegou Gaby? 13:11PM

— Não, baby! 13:12

Maicon: Essa casa fica na onde em? 13:12PM

Melanie: Na baixa da égua só pode. 13:13PM

Virgínia: Essa Mel, kkkk, é hilaria. 13:13PM

— Pois é. 13:14PM

Grupo: Meus bests❤ (OFF)

Fiquei um tempo conversando com eles até minha mãe avisar que tínhamos chegado, antes de descer do carro tirei minha atenção do celular olhando a vista através da janela, e eu fiquei completamente chocada com o tamanho daquela casa.

— Nossa! — Murmuro e minha mãe rir.

— Linda né? — Ela pergunta.

— Muito. — Dou um risada sem jeito.

{...}

Capítulo 3

Cristian

Estava sentado no sofá com Thierry, conversando sobre vários assuntos, inclusive sobre o casamento de meu irmão.

— Finalmente meu irmão resolveu se casar, já tava achando que ele ia ficar para titio. — Falo rindo e Thierry dá uma risada engasgando com a água que tomava.

— Olha quem fala, a pessoa que não pensa em relacionamento sério e que só sabe pegar as meninas e descartar como se fossem brinquedos. — Ele fala e eu dou um murro no ombro dele.

— Cala a boca! — Falo e ele cai na gargalhada.

— Estava pensando, o Paulo saiu da banda, que tal chamarmos o Maicon para entrar no lugar dele. — Thierry propõe.

— Acho uma boa, mas temos que falar com o Rafael e o Leando primeiro. — Falo e Thierry concorda com a cabeça e ouço o barulho da porta sendo aberta e a voz de meu irmão, olho pra trás e vejo duas mulheres ao lado dele, uma com certeza era sua noiva Denise e a outra a filha dela...como é o nome dela mesmo?

Ah!

Gabrielly.

Confesso que me senti surpreso ao ver uma adolescente com uma beleza extraordinária, no meu pensamento ela seria uma nerd, cheia de espinhas e quatro olhos.

— Fecha a boca se não entra mosquito. — Thierry fala rindo.

— Vai a merda seu idiota. — Falo irritado.

— Que tal, tio postiço dela? — Ele pergunta rindo.

— Haha, muito engraçado, tô morrendo de rir por dentro. — Falo.

— Cristian! Thierry! Essa aqui é Denise minha futura esposa e essa é Gabrielly a filha dela. — Meu irmão fala sorrindo todo bobo, tá apaixonado mesmo em?

— Prazer meninas.— Thierry fala beijando a mão das mesmas.

— Que cavalheiro. — Gabrielly fala e a voz delicada dela me arrepia por inteiro, credo!

— Tem que ser né? — Eles riem.

— É um prazer conhecê-las. — Falo fazendo o mesmo que Thierry.

Meu olhar e o de Gabrielly se encontram e uma corrente elétrica percorre meu corpo.

Sub: Já vi tudo!

Não viu nada não!

— O prazer é nosso. — Denise fala sorrindo.

— Gaby, seu quarto fica entre o quarto de Cristian e o de Thierry, é as três últimas portas no final do corredor a direita. — Meu irmão fala.

— Okay Pablo. — Ela fala e sorrir, e que sorriso. Nossa o que eu tô falando?

Ela sobe as escadas.

— Acabei de falar com o Rafa e o Leo, e eles concordam em chamarmos o Maicon para a banda. — Thierry fala.

— Então vamos da uma passada lá na casa do Maicon. — Falo.

— E o que houve com o Paulo? — Meu irmão pergunta.

— Ele teve que viajar para fazer a faculdade dele. — Thierry fala.

— A gente aproveita e trás o Maicon aqui e vamos para o estúdio ensaiar. — Falo.

— Okay. — Thierry fala. Saímos de casa subimos nas nossas motos e fomos na direção da casa de Maicon.

Aceleramos e em instantes chegamos na casa de Maicon, creio que logo chegará cartas em casa com umas belas multas.

— MAICON! — Thierry grita assim que chegamos na casa dele.

— Nossa! Seus putos, chegaram quando? — Ele sai para fora de calça moletom e sem camisa.

— Vai vestir uma roupa criatura. — Thierry fala.

— Chegamos ontem. — Falo, ele vem até nos e fazemos um comprimento com as mãos.

— Temos uma proposta. — Thierry fala.

— Fala ae. — Ele fala.

— Nosso baixista saiu da banda e você aceita entrar no lugar dele? — Falo.

— Está brincando? Claro que eu aceito.

— Vai vestir uma camisa e vamos lá para casa, porque vai ter ensaio hoje e amanhã a noite tem show. — Thierry fala.

—Nossa! Mas já?

— Já mano. — Falo.

— Vou lá dentro. — Ele fala corre para dentro de casa, depois de alguns minutos a porta da garagem é aberta e ele sai dirigindo uma moto preta com vermelho.

— Nossa, uma máquina. — Digo analisando a moto.

— Presente de aniversário. — Ele fala dando de ombros. Aceleramos saindo dali.

.

.

.

Gabrielly

Subi para o meu quarto e fiquei abismada no quanto magnífico ele é. Olhei pela janela e vi Thierry e Cristian saindo, fui até o meu banheiro pensando nos vários sentimentos que tive quando o vi e escutei sua voz, eu sinceramente só posso está ficando louca se estiver tendo aquele tal "amor á primeira vista", credo Gabrielly, foca na realidade, ele é irmão do seu padrasto.

Tenho certeza que minha mãe falou meus gostos para o Pablo e ele mandou decorar esse quarto, meu banheiro é incrivelmente grande e ainda tem um espaço de maquiagens, as minhas maquiagens e mais algumas que com certeza foram compradas.

Depois do meu querido banho da beleza naquela banheira maravilhosa, me vesti e resolvi descer. Assim que desço as escadas encontro Pablo e minha mãe sentados do sofá.

— Amei o quarto Pablo. — Falo sorrindo.

— Que bom querida. — Ele fala.

— Eu falei que ela ia amar amor. — Mamãe diz e a porta é aberta.

Thierry e Cristian entram em casa rindo muito acompanhados de outra pessoa, quando meus olhos cruzam com aquele corpinho que eu conheço bem, meu coração se encheu de alegria.

— Maicon! — Falo e corro até ele o abraçando.

— Oi baixinha. — Ele fala surpreso tanto quanto eu e vejo a aparência de surpresos de todos na sala.

— Vocês de conhecem? — Pablo pergunta e mamãe rir.

— Ele é irmão e namorado das minhas melhores amigas e ele também é meu amigo desde a infância. — Falo sorrindo.

— É um prazer revê-lo Maicon. — Pablo fala.

— Digo o mesmo Pablo. — Maicon fala.

— Olha como o mundo é pequeno. — Thierry fala.

— Pois é. — murmuro.

Alguns minutos depois dois caras chegaram aqui, pelo o que entendi eram integrantes da banda de Cristian, Rafael e Leandro e Maicon tinha acabado de entrar na banda.

— Aceita assistir ao ensaio Gaby? — Thierry me chama.

— Por mim, tudo bem, tô sem fazer nada mesmo. — Falo e subo as escadas com eles indo até o estúdio, sim Cristian tem um estúdio próprio aqui em casa, não é atoa que a banda do mesmo é muito famosa aqui na cidade.

— Vamos cantar, Despacito? — Cristian propõe.

— Vamos! — Os meninos concordam.

Estava completamente encantada com a voz dos meninos, principalmente a do Cristian, a voz dele é magnifica.

Já tinha ouvido Maicon cantar antes, sempre fazíamos uma roda entre nossos amigos e cantávamos.

— Precisamos de mais alguma coisa. — Rafa fala.

— Isso. — Thierry concorda.

— Mas o que? — Maicon pergunta.

— Uma voz feminina? — Leo pergunta.

— Sim! — Cristian exclama.

— Conheço uma pessoa que pode ajudar. — Maico fala olhando para mim.

— Quem? — Thierry pergunta.

— Gaby. — Ele responde.

— Não Maicon, não mesmo, cê tá maluco, você sabe que tenho vergonha. — Falo. Tenho certeza que estava mais vermelha que um tomate só pelo simples fato que os meninos agora sabiam que eu canto.

— Também tinha vergonha e ainda tenho um certo nevorsismo quando subo no palco, mas depois passa eu te garanto. — Cristian fala olhando no fundo dos meus olhos arrepiando até a minha alma.

— Então? — Leo murmura.

— Canta para nos? — Cristian pergunta com calma na voz.

— Okay. — Falo me posicionando perto do microfone, Maicon pega o violão e eu sorrio.

— Vou tocar aquela, okay? — Ele pergunta.

— Okay. — Murmuro e respiro fundo. Iria cantar Rise Up de Andra Day.

{...}

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