Capítulo 2

Voltamos para a mansão empolgadas, apesar de não ter aniversário, posso dizer que curti muito o dia. Me despeço de Charlotte e sigo pro meu quarto. Caminho sorridente pelos corredores, sentindo a brisa da noite nas cortinas esvoaçantes. Chego ao meu quarto, me livrando das botas, calças langgns, blusa térmica, deixo minhas adagas sobre meu criado mudo e caminho pro banheiro. Vou jogando minhas roupas íntimas pelo caminho, até chegar ao chuveiro. A água quente cai sobre minha cabeça, relaxando meu corpo exausto, lavo minha juba com shampoo e condicionador. Espalmo minhas mãos na parede, ficando naquela posição por alguns instantes.

__ Bry!__ ouço minha mãe abrir a porta do quarto, me chamando. Respondo que estou no banheiro, por costume, já que nós, os laycans, temos os sentidos apurados. Ergo minha cabeça, jogando os cabelos para trás, eles caem sobre as minhas costas descendo quase até chegar aos meus pés. Junto todo ele e lhes dou um leve aperto com meus dedos, pra água em excesso escorrer. Não o enxugo completamente, mamãe gosta de enxugar com a toalha e eu adoro a sensação da massagem. Quando ela acaba eu lanço um leve feitiço com as pontas dos dedos para os terminar de secar.

__ Como foi seu dia?__ ela me pergunta.

__ Foi maravilhoso, apesar de não ter Jasmine ao meu lado. Mamãe.

__ Sim meu amor.

__ Ela está bem, não está?__ minha mãe sorri, tentando me acalmar.

__ Sua prima sempre foi geniosa, teimosa mas se tem algo que ela realmente faz bem. É se defender pois ela é valente, audaciosa e feroz, quando se empenha em algo. Ela dara muito trabalho ao Titã dela, ele pode ser o mais poderoso dos Laycans Titãs, em seu mundo mas Jasmine lhe dobrará ao modo dela. Ela sempre foi assim, igualzinha a sua sua tia Stella.

__ Verdade! Igual aquela vez, que fugimos pras terras da Maovesa, para testar o pomar maldito, que Maovesa tinha recém construído. Papai e tio Marcos ficaram loucos de preocupação.

__ Sim. E eu e sua tia também, quando descobrimos pela manhã. Vocês sempre foram tão diferentes de Rarysha, uma garota tranquila, centrada, obediente, dócil...

__ Hei! Tô com ciúmes. Tantos elogios__ mamãe sorri. Ela sabe que é apenas brincadeira, Rarysha e Jasmine eram como irmãs pra mim.

__ Agora vá dormir, seu predestinado virá amanhã pela manhã__ o ar faltou em meus pulmões, o coração faltou sair pela minha boca.

__ Como a senhora sabe, que ele vira amanhã?

__ Foi o combinado, que eles viriam no dia, ou um dia após o aniversário de vocês.

__ Mas Jasmine...__ fui interrompida por minha mãe.

__ Não a um lugar que você vá, que ele não saiba onde você está. Você e Jasmine são predestinadas, destinadas ao seu companheiro. A deusa Lua quando escolhe os predestinados, lhes coloca marcas invisíveis, que somente o casal reconhece. O seu cheiro, a presença forte, sempre saberá quando ele estiver próximo ou quando estiver em perigo. E a pior de todas, sempre sentirá as mesmas sensações que ele sente.

__ Que tipo de sensações? __ minha mãe sorri, apesar de já ter tido várias conversar com tia Stella e tia Kalyska. Queria saber se minha mãe, teria uma conversa íntima comigo.

__ Se seu predestinado tocar outra mulher, dedicar seus beijos e carícias a outra mulher, você meu doce de mel, saberá. Infelizmente, sentirá toda a exitação do ato, cada toque, cada arrepio e... será como ter borboletas voando em seu ventre!

__ Mas...__ fiquei com medo de perguntar__ meu Supremo... me traíra mamãe?__ vejo lágrimas brilharem em seus olhos.

__ Sinceramente, não sei meu amor, não conheço sua vida, ou como é seu comportamento em seu mundo. Tem alcateias, que seus lobos e lobas podem ter relações íntimas antes de encontrar seus companheiros mas esse comportamento vai muito do caráter do lobo e da loba.

Fico pensativa, minha mãe me dá um beijo sobre minha testa e me deixa com meus pensamentos. Passo horas bolando na cama até o sono me derrubar, afinal o dia foi longo e cansativo.

Acordo com uma vontade de ir ver o lago, nas primeiras horas da manhã. Saio descalça, caminhando pela floresta, ainda está escuro mas sou a predadora mais forte do território, então não me preocupo. Caminho algumas horas e em fim, chego na clareira do lago, bem na hora. Paro a frente dele, observando sua extensão, a frágil neblina saia de suas águas pairando sobre ela. Este evento só podia ser visto, nos primeiros minutos após o nascer do sol, uma beleza raríssima da natureza. Solto minhas tranças entrando na água, meu vestido de organza é leve, minúsculo e de alças finas, com um corte V que deixa minhas costas nua e praticamente meus seios ficam a mostra, apesar de serem pequenos e separados, como duas montanhas. O vestido é excelente pra nadar, gruda no meu corpo muito acima dos joelhos. Sempre gostei de dormir com camisolas ou vestidinhos sexy, me faziam se sentir confortável e exitada.

Mergulho ao centro do lago, fico flutuando dentro da água, quando vejo uma sombra sobrevoar o lago. Meus olhos verdes se tornam lupinos e mesmo abaixo da água, sinto minha pele se arrepiar.

Coloco apenas minha cabeça para fora, na margem do lago um homem extremamente alto, está parado me observando. Da distância que estou fica difícil identificá-lo, então ele salta e entra na água, me apavoro mergulhando.

Flutuo observando o homem parado a minha frente. Era ele. Darkness. Desafiando a força da água, impecável, nem seus cabelos saiam do lugar enquanto o meu flutuava parecendo uma capa, atrás de mim. Ele se aproxima e a minha testa arde, minha tatuagem em forma de pena brilha, na presença do meu Titã que mas parecia um deus grego. Suas tatuagens pretas, distribuida pelo seu corpo moreno e terrivelmente musculoso. Se acendem em um dourado incrível, arregalo meus olhos me movimentando pra sair de baixo da água mas sou impedida pela mão forte.

Darkness

Não dormi a noite toda, pensando nas palavras do meu irmão, abro minhas asas, alçando vôo da sacada do meu quarto em meu castelo. Minha predestinada iria se adaptar ao meu mundo? Ela saberia lidar com minha frieza? Meus costumes? Desde que lancei minha proteção sobre ela ao nascer, que me sinto ligado a ela. Mesmo tentando ficar longe, de fora da sua vida, sempre sentia sua dor, seus medos e seus machucados infindos, nos árduos treinamentos que fazia rotineiros. Ficou tudo mais intenso, desde a noite em que absorvi sua aura na clareira.

Tenho minhas mulheres, lógico que não são minhas companheiras, mas são lobas fortes e da minha raça.

Como uma jovem Laycan, conseguiria me satisfazer?

Atravesso o portal invisível entre os dois mundos e automaticamente sei que ela está fora das muralhas da alcatéia. Tão cedo! Pensei em conseguir pegá-la ainda dormindo, já que Laycans são noturnos. Mas no mundo humano, tudo acontece e até um predador noturno aos poucos se adapta, mesmo aqueles que estão em plena floresta. Avisto a clareira com um lago de águas cristalinas, incrivelmente chamativo. Observo uma mulher nadar, quase no fundo dele. É ela, minha predestinada, aquela que a deusa colocou em meu caminho pra me atormenta.

Sobre vôo o lago, aterrissando em suas margens, retraio minhas asas, a fêmea me sente pois coloca a cabeça pra fora, me observa. Ela tem ótimos instintos, mergulho no lago, sentindo uma sensação maravilhosa, a água é morna e aconchegante. Paro frente a ela e paraliso ao vê-la quase nua em um vestidinho branco. Se aquilo poderia ser chamado de vestido? Espera ai! Tô com ciúmes? As fêmeas de Kritos andam ainda pior e você não dá a mínima. Isso tava errado.

Olho pra ela, seus cabelos uma massa flutuante, de tão longo atrás de si. Nunca tinha visto sereias em toda a minha existência, mas deviam se parecer com ela. Os olhos entre lupinos e verdes, a boca vermelha e carnuda, os seios firmes e arredondados, quase todo a mostra naquele tecido fino. Me exito, meu corpo acende, ela arregala os olhos se assustando e começa a nada pra longe de mim. Agarro em seu braço, a puxando, ela invoca suas adagas, me ataca ferozmente. Faço as armas desaparecer imediatamente, a puxo para mim a aperto contra meu peito e começo a sair da água. Ela me olha como se eu fosse a devorar viva, no estado em que eu me encontrava, precisaria de muito alto controle pra isso não acontecer.

__ Me larga!__ uma voz doce e meiga, em um corpo de deusa. A deusa gostava de brincar com seus filhos.

__ Sou Darkness, seu predestinado, entãofique quietinha.__ ela ficou sem reação, até seus movimentos pararam, seus olhos voltaram a uma esmeralda viva e brilhante, envoltos por cílios longos naturais.

Não resisti, puxei sua nuca e reivindiquei sua boca como minha.

Capítulo 3

Nunca imaginei que iria sentir os beijos de Darkness novamente, foi impactante. Sentir a mão poderosa dele me segurar pela nuca, enquanto me perdia naqueles olhos azuis esbranquiçado.

Sua boca se apossava da minha, a língua quente, pedindo passagem, deslizando sobre meus lábios, exigente e carinhoso ao mesmo tempo. Sinto ele se erguer de dentro do lago, me segurando apenas em um de seus braços. Ergo minhas pernas, o envolvendo pela cintura. Ouço um rosnado másculo sair de sua garganta, dominador e atraente.

Deslizo minhas mãos por seu cabelo, descendo por sua nuca, pouso elas em suas costas me segurando. Sinto uma nervura abaixo das minhas mãos, parecendo raízes lisas e expostas.

Então minhas costas pousam em tecidos macios, mas estou tão envolvida no beijo, que não ligo pra isso. Quero apenas continuar me embriagando, naquele néctar viciante, que me faz se sentir quente, em um mundo de chamas. O sinto se encaixar ainda mas, entre minhas pernas, sua boca me deixa, seus lábios deslizam por meu pescoço. Sua respiração paira ali, na pele sensível, seu corpo exalando um frescor de sandalo, me tirando a razão, enquanto minha intimidade fica molhada.

Darkness ergue sua cabeça, me fita nos olhos, seu olhar azul, quase totalmente tomado pelo branco. Suas tatuagens brilham novamente e então sinto um puxão em meu vestido. Rasgado, com apenas um puxar de sua mão, fico ainda mais molhada, sua mão explora meu corpo. Enquanto me beija novamente, voraz e exigente, o sinto enrolar sua mão em meu cabelo, gemo dentro de sua boca. Meu quadril se movimenta involuntariamente, a intensidade do beijo aumenta. O corpo Másculo preciona se contra o meu, estou derretendo a baixo de Darkness, o desejo, gemo e rebolo contra ele.

Nunca imaginei sentir tamanho desejo por alguém. Derrepente, Darkness para o beijo, fechando os olhos, respiro com dificuldade. Ele começa a se afastar, meu corpo reclama, minha pele grita, eu choramingo. Sem entender o motivo dele ter parado.

O vejo sair de entre as minhas pernas, sinto a brisa da manhã sobre a minha pele, tremo com arrepios mas não por causa de estar sentindo frio. Magoada, fui rejeitada novamente.

Com movimentos de sua mão, Darkness reconstrói meu vestido, o fazendo aparecer em meu corpo novamente.

__ Isso não ira se repetir__ nossa! Que voz era aquela, rouca e aveludada. Minha boca secou e meu palpitar bateu descompassado. Darkness apenas se levanta, caminha poderoso. Elevo os olhos para suas costas e vejo asas pretas fibrosas, as penas decem por seus braços, terminando no dorso de sua mão.

__ Precisamos ir__ pela deusa, que macho era esse, que ela me concedeu? Estou abalada até agora, por causa de seus beijos. E o cheiro que exalava do seu corpo foi viciante, quando estava sobre o meu. Por uns instantes me esqueci totalmente do nosso encontro na clareira.

Toco meus lábios com a ponta dos dedos, estava marcada, nunca iria me esquecer desse nosso encontro. Agora com Darkness, parecia não ter acontecido nada. Simplesmente mais um beijo.

Darkness

Fugi de mim, quando senti o cheiro da minha fêmea, exitada ao extremo em meus braços. Mas não permitiria que acontecesse novamente, nem que pra isso, fosse nescessário mágoa lá.

Torturante, ouvir seus gemidos, senti-la quente me desejando, afinal sou seu macho e ela minha fêmea. O resultado de nosso encontro, com certeza, seria esse. Quando me afasto, ela choraminga, típico das fêmeas se entregarem completamente a uma carícia. Principalmente sendo Virgem, sua exitação veio fácil, doce e completamente natural, uma loba folgosa. Perdi a cabeça, rasgando seu mini vestido, o refaço e a visto novamente.

A pego em meus braços outra vez, suas mãos pousam em meu peito. Abro minhas asas, seus olhos brilham fascinada, alço vôo com ela aconchegada em mim, foram os dez minutos mais tortuosos da minha vida. Sinto ela lançar magia e amarrar seus cachos, a fêmea está magoada, posso sentir sua tristeza.

Pouso no território da alcatéia em frente a mansão. A primeira vez que estive aqui, quase matei os machos líderes desse lugar, não queriam deixar me ver, a minha predestinada.

Como se fosse possível, impedir me de fazer o que quero. Logo uma velha senhora apareceu com ela em seus braços e concedeu a, a mim. A tive em meus braços como um bebê e agora , a tenho como minha predestinada. Se ela soubesse que não a farei minha mulher.

A deixo descer de meus braços mas não significa, que poderá sair de dentro deles. Ela me fita sem piscar, uma única vez, seus olhos cor de esmeralda.

Seria medo que eu fosse uma miragem?

Logo vários lobos nos cercaram, abri novamente minhas asas, cobrindo minha predestinada com elas, somente sua cabeça, foi permitido aparecer.

__ Calma alcatéia, já aguardávamos o Supremo Soberano Darkness__ o Alfa da alcatéia sai da mansão pra nós receber, sua fera semi transformada, pois suas presas e olhos lupinos estavam visíveis. O olho frio e sem emoções alguma, aconchegando ainda mais minha fêmea perto de mim__ Tudo bem querida?

__ Sim papai__ aquela voz me afetava terrivelmente mas nada transpassei.

__ Porque não estaria? Se ela estava com seu companheiro.

__ Predestinado, só será sua fêmea companheira, na noite do acasalamento!__ a voz saiu animalesca da garganta de Kendreck.

__ Papai, calma__ ele a olha com olhos ainda lupinos mais um pouco menos severos.

__ Klant, meu amor, leve Bry para seu quarto, eu e O Supremo Soberano Alfa Titã, temos que conversar.

__ Ela não sai daqui!__ A dominância pairou sobre a alcatéia, cada um dos membros caíram ao chão.

__ Não! Por favor Supremo. Não os machuque__ Darkness imediatamente para, Sua destinada mesmo sem saber o afetou imensamente.

A dominância passa e todos começam a se levantar, abalados, com terríveis dores de cabeça.

__ Quando vão aprender a obedecer um Titã__ Maovesa sai de dentro da mansão, com uma das mãos em sua cabeça.

__ Vovó Maovesa!__ ela desce vagarosamente as escadas até o Titã.

__ Ela ficará bem, lhe asseguro, não fosse assim, não estaria aqui a sua frente, forte e saudável, após todos esses anos__ Darkness apenas abre lhe as asas, cobrindo o corpo de Brymel com uma manta negra. Ele a observa subir as escadas sumindo dentro da mansão.

Ele sobe as mesmas escadas, caminhando em direção ao escritório de Kendreck. Seus olhos acompanhando sua companheira, ao lado da velha senhora. Sua altura muito mas elevada que dos outros machos.

__ É simples, quero quê a cerimônia de acasalamento, seja realizada aqui em minhas terras, eu só tenho ela de filha. Todos esses anos, Klant não concebeu novamente__ Darkness o olha sem empatia.

__ Minha mãe esperou um milênio para me conceber e séculos por Blezzard, vinte dois anos ainda é muito cedo para começar a reclamar__ Kendreck bufa mas permanece calado__ entendo seu sentimentalismo, mas Brymel não será uma rainha qualquer. Ela será uma das rainhas de Kritos With. Sua cerimônia de acasalamento, acontecerá em Kritos, onde seus subalternos estão, na alcatéia dos Supremos Titãs. Aguardo apenas três dias, para qualquer despedidas, depois a levarei comigo.

__ Cronos já foi buscar sua companheira e daqui a algumas horas, Blezzard virá buscar a sua. Haverá uma cerimônia conjunta, onde às três rainhas serão coroadas.

__ Cronos encontrou Jasmine?__ Darkness acena com a cabeça que sim. E todos comemoram o fim daquele sofrimento.

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