Cap 2 - ** O marido sai para trabalhar e nem se despede...
No dia seguinte às 7:00 horas da manhã Cristina acordou para ir trabalhar como fazia todos os dias, fazendo sua higiene matinal e se olhando no espelho, estava se sentindo desanimada aquela manhã. Provavelmente por causa do que tinha acontecido a noite passada, onde o seu marido foi mais uma vez negligente deixando-a no quarto esperando por ele.
Quando Cristina acordou seu marido não estava mais na cama, já teria ido trabalhar e como sempre nem a acordou para lhe dar um beijo...
*Porque ele faz isso sai e nem me acorda pra se despedir! murmurou Cris chateada.
Como seu marido Paul trabalhava mais longe e o horário dele era mais cedo ele saia com o carro, e ela ia a pé por trabalhar perto.
Ela gostava de trabalhar perto e de ir caminhando, se sentia bem pois assim poderia ir aproveitando a natureza.
Sempre contemplando aquela paisagem exuberante...
Não cansava de apreciar a natureza, as gramas verdes, as árvores e os passarinhos.
O bom de morar naquele bairro, era que tinha um contraste entre as avenidas movimentadas e a as praças com árvores frondosas e muito verde, até parecia um outro lugar de tão diferente que era.
E Cristina amava morar ali naquele bairro, na vila Madalena.
A manhã estava ensolarada e por isso tinham outras pessoas, que estavam caminhando ou correndo naquela calçada larga.
*Hoje o dia vai ser longo, ainda bem que amanhã já é sábado. Folga! — Cris resmungou em um suspiro. Já havia chegado ao seu destino.
Naquele dia no trabalho... Cristina não parou pra nada e nem teve tempo para almoçar, por causa do movimento intenso de clientes, marcando viagens ou só pesquisando alguns pacotes turísticos.
Ela acabou dividindo um lanche, com uma de suas melhores amigas.
A tarde com o fim do expediente, sua amiga Rose já estava esperando-a do lado de fora.
— Vamos Cris, chega por hoje amiga!
— Eu já estou indo. Hoje estou toda quebrada Rose... — disse Cris cruzando os braços nos dela.
As duas saíram de braços dados, conversando e dando risadas como duas adolescentes:
— Então, o que você vai fazer amanhã Cris? Espera aí não responda. Já sei! Você vai ficar em casa com o marido, mas ele trabalhando no computador e você assistindo série. Acertei?
— Você é uma chata Rose, o que posso fazer? Vou sair sozinha? — Disse Cris rindo
— Não, com as suas amigas! Agente nem te convida mais, Poxa! Você sempre inventa uma desculpa amiga. Amanhã vai ter uma festança e você já inventou alguma coisa só pra não ir, não é? Sei que é por causa do seu marido que você não sai, eu falo isso porque sou sua amiga e quero o seu bem.
— Nada disso, Rose. Eu é que não gosto mesmo de sair sem ele, e ele não quer ir comigo na festa por isso não vou. E nós vamos sair no domingo ele já prometeu... — ela completou a frase meio que duvidando.
— Hum... Sei! Tá bom amiga, me desculpa. Não vou falar mais — Rose disse e depois sorriu.
Elas continuaram: Andando e conversando e dando risadas.
Rose com um ar de preocupação, continuou a falar:
— Eu sei que as vezes você fica pensativa, mas não me conta nada Cris. Se precisar de mim, pode contar com sua amiga aqui... Hein! — Rose disse batendo no peito com uma das mãos.
— Poxa Rose, assim você me deixa emocionada! Eu sei que nesses três anos que trabalhamos juntas, você e as meninas do RH, têm sido verdadeiras amigas.
As duas amigas se abraçaram chorosas.
— Estou com vinte anos de idade e muito feliz por não ter se casado ainda, assim posso aproveitar a vida ao máximo. — disse Rose soando satisfação
Elas riram durante a caminhada e depois Rose tomou outra direção:
— Até segunda feira Cris, e aproveita o final de semana. Sai um pouco, não fica só em casa. Viu!
— Está bem! E você cuidado pra não ficar pra titia amiga, porque com a sua idade eu já era casada — disse Cris sorrindo da cara da amiga.
— Está vendo Amiga! Você só têm vinte e três anos e já é casada. Nem aproveitou direito a vida. Foi mal Cris, e até segunda.
Rose disse sorrindo e mandando beijos para o alto com as palma das mãos.
— Tchau Rose, e divirta-se! — gritou Cris pois já estavam se distanciando.
Ela viu a amiga ao longe andando e acenando para trás.
*A Rose é doida, mas eu gosto muito dela! — Indagou Cris ao chegar em sua casa.
Que delicia ser como ela, tão alegre e despreocupada, sempre rindo pelos cantos, a todo momento...
*Essa Rose! Só ela mesmo, para fazer rir daquele jeito... Ela é linda! Pelo menos era o que Cristina achava, mas a Rose não se considerava uma mulher bonita, por ser um pouco magra.
Mas por ser loira, de olhos azuis claros, branca, e muito delicada. Isso era um grande atrativo, assim como sua alegria contagiante que irradiava toda sua beleza.
Assim que entrou na sua casa, Cristina percebeu que seu marido, ainda não havia chegado do trabalho.
As vezes pensava se ele teria outra mulher. Mas nunca teria visto nada que a fizesse suspeitar dele.
Paul não costumava sair muito, era da casa para o trabalho, e ela já teria vasculhado o celular e o computador dele.
Ele sempre deixava o celular jogado, e ela tinha todas as senhas dele, por isso era impossível ele ter outra.
Ela não teria motivo algum. Para desconfiar dele.
Cristina percebeu que estava suspirando pela milésima vez, como estava cedo ainda, eram só dezessete horas.
Ela resolveu ir ao supermercado, no centro da cidade, iria a pé mesmo... pois não era tão longe.
O bom de onde morava, era que tinha tudo perto. O centro, com lojas de marcas famosas. Tinha bancos, shoppings, supermercados e outros.
Não iria ficar em casa se martirizando por causa do seu marido.
*Ora, que se dane Paul! Pensou.
No centro da cidade estava lotado, por causa do horário de pico. E ela caminhava por entre aquele aglomerado de pessoas.
Talvez se sentisse mais alegre se comprasse uma roupa nova.
Tinha visto um vestido preto maravilhoso. Na vitrine de uma das lojas e resolveu entrar.
Ela sabia mesmo antes de experimentar, que ficaria perfeito em seu corpo, foi o que aconteceu. O vestido caia-lhe como uma luva, tão perfeito, que ela resolveu comprar.
E parcelou no cartão de crédito. Cristina não tinha a condição financeira ruim, tinha casa própria e o carro do Paul. Na verdade tudo era dele, mesmo eles sendo casados em comunhão de bens, ela nunca gastava o dinheiro dele.
Preferia não esbanjar, economizava o máximo, procurava viver na simplicidade, se sentia melhor assim.
Depois com sua sacola chique nas mãos, os olhos brilhavam de felicidade pela compra que fizera...
Foi comprar a comida que era o essencial, e escolheu alguns legumes, vegetais, ervas e temperos exóticos para incrementar seus pratos.
Adorava cozinhar, assim como seu pai que era um ótimo cozinheiro, provavelmente teria puxado a ele.
Tinha acabado de sair do supermercado com as sacolas nas mãos, quando ouviu alguém chama-la. Virou-se e viu Ester, sua outra amiga do trabalho, acenando de dentro do seu carro.
Ela encostou-se a calçada e Cris foi até ela sorridente.
— Oi Cris. Quer uma carona?
— Sim Ester, antes que eu gaste meu dinheiro todo nas lojas.
Ester sorriu em apreciação, quando Cris entrou no carro.
— Porquê? O que foi que você comprou Amiga.
— Oh! Um vestido deslumbrante e extremamente caro, menina precisa vê!
Ester ligou o motor sorridente e elas foram conversando e fofocando até chegarem ao lado do portão da casa dela.
Elas haviam se conhecido a dois anos no trabalho mesmo, e se tornaram grandes amigas.
Ela por ser ruiva (chamava atenção por onde passava ) pois é difícil ver uma ruiva, ela tem curvas delicadas e cabelos alaranjados curtos ... E também é tão gentil quanto discreta, e sempre com aquele bom humor.
— Você vai amanhã no aniversário da Marcela Cris ? Queria muito que você fosse amiga! —disse ela estacionando o carro.
— Provavelmente não! — Cris respondeu já saindo do carro — Quer entrar Ester, pra tomar um café ou suco?
— Não amiga, fica para a próxima. Qualquer coisa se você mudar de ideia me liga!
— Tá bom Ester. E obrigada pela carona!
Disse Cristina vendo a amiga confirmar com cabeça sorrindo e mandando beijos, ela ligou o motor do carro e deu ré e saiu.
*É bom ter verdadeiras amigas com quem se pode contar! Pensou Cris ao entrar em sua casa.
E naquela noite fez vários pratos saborosos, e quando Paul chegou do trabalho ficou feliz por saborear tantos pratos diferentes.
No Sábado foi do jeito que a amiga Rose havia falado, depois do almoço os dois não fizeram nada só conversaram um pouco.
E depois Paul pediu desculpas e foi para o escritório, pois teria que fazer um trabalho no notebook.
Depois que Paul foi para o escritório, ela ficou no sofá com o celular nas mãos vendo vídeos e em suas redes sociais.
Assim passou o sábado e o domingo, sem nenhuma novidade!
Ela cobrou a promessa feita pelo marido de sair um pouco, então só foram fazer uma caminhada e tomaram um sorvete, e esse fora o final de semana dela.
Cap 3 - Fugindo desses olhos...

Cristina estava correndo e fugindo e de vez em quando virava a cabeça para trás, como se alguém a tivesse perseguindo, mas não sabia quem a perseguia.
Aflita, ela corria mais rápido por uma estrada de terra estreita e com árvores ao redor.
E ali estava meio escuro, e ela tinha pavor do escuro e por isso queria sair logo dali... e ao correr mais rápido ela se esbarrou em um homem com um corpo forte, esbarrou em seu peito.
E ele abraçou-a confortando!
Era Paul seu marido, e ela se sentindo aliviada se abrigou em seus braços.
Quando ergueu a cabeça não era Paul: Era outro homem, um homem estranho que ela não conhecia
Esse homem estranho a olhava com tanta intensidade que a fazia desfalecer em seus braços.
Ele a abraçava muito forte, e ela tentava se desprender daquele corpo, mas não conseguia.
Precisava fugir daquele olhar... era como se saíssem faíscas de fogo dos seus olhos indo em sua direção e consumia todo o seu corpo.
O calor era tão forte que a fazia querer água... Sedenta, ela ficou desfalecida em seus braços.
E ele também parecia estar com sede e com tanto desespero para saciar sua sede: que a boca dele desceu sobre a sua com fúria, os lábios punitivos e cruéis.
Ela ficou com os lábios duros, apertados. Ignorando-o procurando se livrar daquelas garras de ferro, mas aquilo parecia provocá-lo ainda mais aumentando- lhe o desejo... e a beijou com mais insistência: Que Deus a ajudasse, mas ela não conseguiu se conter, e começou a corresponder.
Ela não saberia dizer como ele tirou-lhe a roupa deixando todo seu corpo nu.
A boca dele desceu sobre seu pescoço tomando-a de surpresa antes que um forte calor a dominasse. Todos os seus sentidos se alertaram dando um calor tão intenso, que fez com que tentasse fugir novamente daquele corpo forte.
E ao tentar fugir dos seus braços quis feri-lo com os joelhos, para que conseguisse se desvencilhar.
*Não...você não vai fazer isso!
Falou aquele homem lindo e misterioso com uma voz rouca... e segurando o joelho dela, antes que atingisse o alvo
Ele a segurava com tanta força que se sentia amedrontada. E envergonhada queria cobrir a nudez com suas mãos.
E ele soltou-lhe um pouco os braços e ficou olhando para ela, que pôde sentir aquele olhar sedento em cada curva do seu corpo. Ele não perdia um detalhe e em cada parte que ele olhava sua pele queimava.
Satisfazendo o desejo apenas com os olhos... e ela ergueu a cabeça por um momento, e os olhos febris e ardentes de desejo a atingiram em cheio, sentiu suas pernas fraquejarem.
*Quem seria esse homem, com os olhos como de fogo ?
*E como posso agir assim sendo que nem o conheço ? Cristina se perguntava desesperada, já se perdendo em seus braços.
Ele beijando-a com mais intensidade com loucura e desejo, possuindo-a ali mesmo naquela estrada deserta.
Nada mais importava, a não ser ficar dentro daqueles braços...
Cristina acordou saltando da cama teria tido um pesadelo!
E pegando o seu celular na mesinha de cabeceira, viu as horas e se sentiu aliviada ao ver que estava cedo ainda.
Aquele pesadelo fez com que ela acordasse com calor e muita sede.
E com o coração acelerado que saía-lhe a boca, ela
Se levantou e foi até a cozinha, e tomou vários copos com água gelada.
Depois voltou para o quarto ainda sentindo muito calor e deitou-se novamente na cama.
E virando-se para o lado tentou dormir de novo mas não conseguiu.
Ela virou-se para ver Paul seu marido, mas ele já teria saído.
Ela estava com tanto calor e excitada, que resolveu tomar um banho frio para se acalmar, levantou e foi em direção ao banheiro.
As gotas geladas caíam feito agulhas sobre seu corpo ardente. Depois que estava mais calma e seu corpo mais frio, e voltou a temperatura do chuveiro para morna e abriu ao máximo, deixando a água escorrer com força.
Ensaboou-se bastante, depois ficou vários minutos de olhos fechados deixando a água bater em seu rosto. Enxugou-se vigorosamente com a toalha esfregando-se até que sua pele ficasse avermelhada... Parecia que tinha dado certo: sentia-se viva novamente pelo menos era o que sentia.
Cristina voltou para o quarto e deixou a toalha cair no chão, em frente ao espelho do closet e mirou-se no espelho, examinando seu corpo minuciosamente, sua pele dourada.
Era uma mulher não muito alta e nem muito magra tinha curvas, embora sempre tivesse considerado seus seios proeminentes demais no conjunto, suas pernas eram bem torneadas, os quadris sinuosos e sensuais, contrastando com a cintura fina e estômago chato.
Passou os dedos pelo próprio corpo macio, não podia negar a si mesma: era uma mulher com necessidades de uma mulher cheia de desejos.
Àquele homem estranho a possuíra no sonho e isso fez despertar nela emoções adormecidas que tinham despertado com força de um furacão.
Seu marido não a procurava mais e ela tinha necessidades assim como qualquer mulher.
Ela voltou a atenção para o seu rosto, as feições delicadas com um tom rosado nas bochechas, Os cabelos brilhantes desciam numa cascata rebelde quase até a cintura... lembrou-se com o coração apertado de como Paul costumava correr os dedos por aqueles fios sedosos, afundando o rosto neles, beijando-a no pescoço com desejo ardente, e Começou a escova-los com impaciência e secou-os fazendo um coque solto.
Ela se arrumou rápido pois estava muito atrasada pra ir trabalhar.
Continua...