Capítulo 2

Talvez fosse por causa do álcool, ou talvez fosse por causa do beijo. Independente do que fosse, as pernas da Michelle tremiam e ela tinha perdido a estabilidade. O homem era alto e forte. Então, com facilidade, ele a levantou pelas nádegas com as duas mãos, como se estivesse pegando uma criança.

"Você vem comigo?" Dito isso, com voracidade, o homem chupou os lábios molhados dela. O seu rosto bonito e encantador o deixava ainda mais fascinante naquele momento em que ele estava tomado pelo desejo.

Por sua vez, aquele beijo tinha deixado Michelle tonta. Ela agarrou o homem pela gola da sua camisa e sussurrou cansada: "Hum! Esse foi o meu primeiro beijo."

O seu primeiro...? Atordoado, o homem estreitou os olhos para ela. "Você nunca foi beijada pelo seu marido?" Ele se aventurou.

Com expressão triste no rosto, ela balançou a cabeça. Em um ano de casamento, ela nunca tinha visto seu marido.

Os olhos dele adquiriram uma luz perigosa. "Você... você ainda é virgem, correto?"

Michelle ficou irritada com a pergunta, mas assentiu honestamente.

"Eu gosto disso!" O homem abriu um grande sorriso.

"Por que você gosta?" Ela murmurou, deslumbrada pelo sorriso dele.

Antes de responder a ela, ele se aproximou dela e mordeu o lóbulo branco da sua orelha. "Eu posso ser seu esta noite de graça. O que você acha?"

Sua proposta fez Michelle estremecer de desejo. Então, ela olhou para o homem que a segurava, dolorosamente consciente do quanto o seu rosto estava perto do dela. "Pois, não é uma má ideia."

Os olhos daquele homem eram tão profundos e convidativos, que ela poderia se afogar neles se não tomasse cuidado. "Será uma honra."

No hotel Empire.

Assim que a porta da suíte presidencial se abriu, Gerard colocou Michelle no chão e começou de novo a beijá-la apaixonadamente. As mãos dele estavam inquietas e ele não pôde deixar de chegar à barra do vestido curto da Michelle.

Ele chupava a ponta da língua dela, a deixando sem palavras. O único que ela podia fazer era agarrá-lo pela camisa, enquanto os seus lábios se doavam para os dele, sem que ela se desse conta. Gerard aproveitou aquele momento para aprofundar o seu beijo. Michelle gemia de prazer, ela não podia se controlar, o que era música para os ouvidos dele.

Michelle estava tonta, mas o seu cérebro induzido pelo álcool ainda estava focado na missão que ela tinha que cumprir. Então, de repente, ela agarrou o cinto da calça do homem. Depois de brincar com ele com os seus dedos finos por um longo tempo, ao tentar abri-lo, ela não foi capaz.

Ela abriu os olhos ligeiramente, a sua respiração estava curta e o seu pulso estava acelerado.

"Você ainda quer o meu cinto?" O homem disse rindo. Ele levou a mão até o cinto, e soltou a fivela, em seguida, puxou o cinto com um movimento rápido.

"E..." Michelle franziu a testa e começou a tentar abrir a calça dele.

"O que mais você está procurando?"

"Quero saber a cor da sua cueca."

O silêncio da suíte presidencial foi substituído por suspiros selvagens do homem e os gemidos sensuais da mulher, o que durou a noite toda.

Na manhã seguinte, um celular tocou, quebrando o silêncio que naquele momento reinava no quarto.

Michelle apertou os olhos por causa da luz que entrava pela janela, e se atrapalhou quando tentou pegar o seu telefone, que estava sobre a mesa de cabeceira.

"Alô!

Michelle? Onde você se enfiou ontem? Fui ao banheiro e quando voltei, você tinha ido embora! Por que você não atendeu as minhas ligações? Onde você esteve?" Do outro lado da linha, era a voz ansiosa da Nina, que fazia uma pergunta atrás da outra.

"Nina, eu... estou bem. Bem, ontem, eu... Eu não posso falar agora. Eu... Eu ligo para você mais tarde."

Assim que desligou o telefone, Michelle se sentou na cama. Quase que imediatamente, ela gemeu, a sua cabeça doía muito. O lençol de seda escorregou pelo corpo da Michelle quando ela se sentou. Então, ela olhou para o próprio corpo.

'Oh, meu Deus!' Ela não estava somente nua, mas também tinha todo o seu corpo coberto de chupões. Naquele momento, ela se deu conta do que tinha acontecido na noite anterior.

"Bom dia", ela ouviu a voz preguiçosa de um homem.

Lá estava ele, parado em frente à janela francesa com uma xícara de café na mão. Do lado de fora da janela, a luz dourada do sol da manhã invadia a suíte presidencial, destacando as belas feições daquele homem. Ele parecia um rei, que Deus jogou a forma fora depois de fazê-lo.

Atordoada, Michelle ficou olhando para ele por um tempo, até que finalmente voltou a si. De repente, algumas cenas da noite anterior começaram a passar pela sua cabeça como se fossem um filme.

'Esse... Ele não é o homem que eu conheci na porta da sala privada na noite passada?'

Ela tinha feito sexo com ele?

Desde quando um homem que fazia prostituição tinha uma qualidade tão alta? Se Michelle não soubesse quem ele era, ela teria pensado que ele era um empresário de sucesso.

"E-eu, bebi demais ontem à noite." Michelle custou a conseguir falar alguma coisa. E quando falou, se sentiu estranha com a própria voz. Então, os seus olhos encontraram o homem com um grande sorriso no rosto, o que a fez corar na mesma hora. Rapidamente, ela desviou o olhar e começou a procurar pela sua carteira. Fingindo estar calma, ela perguntou: "Quanto? Vou lhe pagar pela noite."

Gerard tomou um gole de café e a encarou. "Nós concordamos ontem à noite que o meu serviço seria de graça para você."

'De graça?' Michelle fez uma cara desconfiada. Logo, se esforçou para tentar se lembrar do que tinha acontecido na noite anterior, mas no final, ela só se lembrava do beijo apaixonado que eles compartilharam.

"Como você vai ganhar dinheiro dessa maneira? Eu me recuso a me aproveitar de você." Dito isso, ela tirou várias notas da carteira e olhou para ele com indiferença. "Não se preocupe. A pensão que o meu ex-marido me deu é enorme."

As sobrancelhas do Gerard se ergueram. "Ex-marido?"

"Sim, nós nos divorciamos ontem." Michelle disse, enquanto colocava com cuidado o dinheiro sobre a mesa de cabeceira. "A julgar pela sua aparência, imaginei que uma noite com você custasse caríssimo. Porém, esse é todo o dinheiro que eu tenho agora."

De repente, uma ideia lhe ocorreu. Calmamente, ela pegou a nota com mais valor da pilha de dinheiro. "Vou precisar disso para pagar o táxi. Tudo bem com você?"

O homem colocou uma mão no bolso e tossiu levemente. "Fique à vontade."

'Que homem legal!'

Michelle assentiu feliz e então começou a procurar pelas suas roupas. No entanto, quando encontrou o seu vestido, que estava debaixo da cama, ela ficou atordoada.

"Senhor, você, bem, isso foi grosseiro da sua parte. Eu posso fazer uma reclamação, você sabe disso, né?"

Capítulo 3

"Você tem certeza de que eu fui o grosseiro?" O homem colocou a xícara de café sobre uma mesa e caminhou na direção da cama. Lentamente, ele foi desabotoando a camisa com os seus dedos longos.

Era realmente um homem tentador como o próprio diabo. Aquele homem fazendo um trabalho como aquele, era um desperdício.

"Olhe o que você fez comigo!" Ele se aproximou dela e inclinou o corpo para frente, agarrando a mão da Michelle e pressionando a sua palma contra o peito dele.

Sentindo o calor do corpo dele sob a ponta dos seus dedos, Michelle retirou a mão rapidamente, como se tivesse tomando um choque. "Eu posso ver com os meus olhos, obrigada. Não preciso tocar o seu peito."

No entanto, ela teve que admitir que os músculos daquele homem eram realmente bem trabalhados.

Com uma sobrancelha levantada, ele disse com a voz rouca: "Sim, creio que você tem razão. Você já me tocou muito na noite passada."

O comentário dele deixou Michelle tão envergonhada, que ela queria que um buraco se abrisse no chão para que ela caísse dentro e sumisse da vista dele.

Para sua surpresa, havia chupões roxos e vermelhos por todo o peito dele e também marcas de mordida no seu pescoço. Ela não podia acreditar no que os seus olhos estavam vendo. "Fui eu quem fez isso?" Ela perguntou, sem poder acreditar.

Ele assentiu, em resposta.

Michelle abriu um sorriso sem graça. "Eu sinto muito. Eu estava completamente bêbada. Eu creio que... Acho que não me comporto bem quando estou bêbada."

Ela tinha passado uma noite e tanto.

Não querendo ficar mais nem um segundo naquele quarto, Michelle saiu do hotel o mais rápido que pôde.

O homem apenas ficou sorrindo ao vê-la escapar.

No escritório da presidência da Roberts Enterprise.

O escritório era muito bem decorado e impecavelmente limpo, a organização era extrema.

Gerard estava sentado à sua mesa, meditando em silêncio. A tela do computador em frente a ele estava preta como breu. Desde que chegou ao escritório, ele não tinha vontade de trabalhar. A única coisa que ele conseguia pensar era na mulher que acidentalmente tinha dormido com ele na noite anterior.

Damien entrou na sala e perguntou: "Senhor, você queria me ver?"

"Quero que você investigue a mulher da noite passada."

'A mulher da noite passada?'

Damien piscou os olhos, confuso com a ordem que recebeu. Depois de pensar por alguns segundos, finalmente a ficha lhe caiu.

"Ah, aquela mulher! Ela, ela é..."

"Você já disse o que tinha para falar? Então, não fique aí parado. Vá logo e me traga todas as informações que conseguir sobre aquela mulher!" Impaciente, Gerard não deixou que Damien falasse nada.

"Mas, senhor, aquela mulher não é a sua esposa?" Finalmente, depois de se acalmar, Damien conseguiu perguntar.

"Minha esposa?" Gerard fez uma careta.

"Senhor, você se esqueceu? Um ano atrás, você e a sua esposa resgistraram o casamento."

Gerard se levantou abruptamente e bateu os dois punhos na mesa. "Você está me dizendo que a mulher da noite passada é a minha esposa?"

Gerard só tinha se casado com a Michelle porque queria as conexões políticas dos Greenwoods. Afinal, ele era um homem de negócios astuto. Um casamento oficial poderia render enormes benefícios para ele. Por que ele deveria desperdiçar uma oportunidade como aquela?

Além disso, desde que se casou, ele nunca maltratou a Michelle. Bem, o mínimo que ele fez, foi sempre ter sido generoso com ela.

O casamento deles tinha durado um ano. Mas, eles nunca tinham se encontrado, nem mesmo uma vez. Nunca passou pela cabeça dele levar a esposa legítima aos eventos de negócios ou coisas do gênero. Isso era porque ele tinha muitas escolhas. Havia uma fila de filhas de famílias ilustres, celebridades populares e modelos internacionais, mulheres dispostas a lhe fazer companhia. Então, Gerard esqueceu completamente que existia uma senhora Roberts viva e respirando em casa.

Bem, mas naquele momento, quando finalmente a conheceu, ela já tinha se tornado a sua ex-mulher. De repente, Damien disse:

"Ex-mulher." Gerard levantou a cabeça e repetiu distraído: "Ex-mulher?"

"Sim. Ontem você me pediu para enviar para a senhora Roberts, quero dizer, senhorita Greenwood, o acordo do divórcio. Ela assinou e entregou para o advogado."

Só então, Gerard se lembrou que a mulher da noite anterior tinha mencionado que tinha acabado de se divorciar.

Então, depois de assinar os papéis do divórcio, ela foi para um bar para usar o dinheiro da pensão alimentícia com um prostituto?

Embora ele tivesse se divertido com a mulher na noite anterior, ele ficou furioso com o pensamento de que a sua ex-esposa estava fazendo sexo com um estranho logo depois do divórcio.

O fato de ele ser o denominado 'estranho' não o fazia se sentir melhor. A raiva queimou dentro dele e a sua expressão ficou ainda mais fria.

Um ano atrás, ele tinha se decidido a se casar com a filha dos Greenwoods pelos benefícios que o casamento lhe renderia.

A família Greenwood tinha várias filhas adequadas para o casamento e todas elas queriam se casar com ele.

Porém, entre todas elas, ele tinha escolhido a Michelle.

Naquela época, ele teve um vislumbre dela passando pela sala de estar. Michelle parecia uma garota tranquila. O cabelo comprido dela estava caído sobre os seus ombros, e metade do seu rosto estava coberto por um par de óculos escuros enorme. Não era possível ver bem o rosto dela, mas ela irradiava uma atração única.

Quando ela foi morar na casa da família, no início, o avô não concordava. Os pais dela tinham morrido muito cedo. Michelle era uma garota que se isolava desde então, por isso não era próxima do avô. Por consequência, o patriarca da família Greenwood nunca a levou a sério.

E foi justamente por esse detalhe que Gerard escolheu Michelle. Porque ela era dispensável para sua própria família, o que significava que seria fácil para ele se divorciar dela no futuro.

Acabar com um casamento de interesses, que costumava unir duas famílias, era muito comum.

Gerard se afundou na cadeira e pressionou os dedos contra a têmpora que latejava.

Quando viu que o seu chefe não falava nada, Damien se virou para sair. Então, o homem gritou: "Diga à minha ex-mulher que quero vê-la!"

Alguns minutos depois, Damien desligou o telefone e se aproximou, hesitando um pouco, da porta do escritório do presidente da empresa.

Gerard, da sua mesa, ergueu os olhos e perguntou, nitidamente infeliz: "Onde ela está?"

"A senhora, quero dizer, a senhorita Greenwood disse que está divorciada agora, e então não há necessidade de vocês dois se encontrarem. Ela também disse que..."

"O quê? Fale logo!" Gerard estava prestes a explodir.

Damien engoliu em seco, nervoso. "Ela pediu para agradecer a generosa pensão alimentícia que o senhor deu para ela. E disse que ontem à noite, ela desfrutou das vantagens de ser uma mulher rica."

Damien olhou para Gerard furtivamente e encontrou o olhar frio do chefe.

"As vantagens de ser uma mulher rica? Ela realmente pensa que eu sou um prostituto? Maldita mulher!"

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