Capítulo 2

O coração de Rhonda foi parar na garganta.

Sem conseguir processar a informação, sua cabeça começou a girar. Respirando fundo, ela tranquilizou seu irmão: "Não se preocupe. Vou transferir um milhão para sua conta em breve. Primeiro, cuide dos trâmites do hospital para a vovó. Vou encontrar uma forma de conseguir o dinheiro para a cirurgia."

Após encerrar a ligação, Rhonda pegou todo o dinheiro que havia economizado e o transferiu para o irmão imediatamente.

A avó de Rhonda criou-a e seu irmão sozinha. Ela enfrentou muitas dificuldades ao longo dos anos, e agora a pobre mulher foi diagnosticada com câncer. Rhonda queria salvar sua amada avó a todo custo, mas não fazia ideia de como conseguir o dinheiro em tão pouco tempo.

Mesmo que ela tentasse vender o apartamento, não encontraria um comprador em tão pouco tempo.

Pensando em pedir dinheiro emprestado, Rhonda começou a ligar para seus amigos do ensino médio e da faculdade, um por um.

No entanto, isso não ajudou muito. Ela fez várias ligações, mas não conseguiu arrecadar dinheiro suficiente. Alguns de seus colegas nem se deram ao trabalho de atender suas ligações.

Quando ela estava desesperada para encontrar uma solução, um anúncio de casamento na internet chamou sua atenção.

As especificações do anúncio eram simples.

O homem era funcionário de uma empresa renomada e procurava uma jovem amorosa para se casar. Ele estava disposto a oferecer quinhentos mil dólares à sua noiva. A única condição era que sua parceira cuidasse do seu avô por seis meses.

Ao ver o valor do dinheiro, o coração de Rhonda disparou.

Sem tempo para pensar se isso era legítimo ou não, ela imediatamente preencheu o formulário. Dez minutos depois, ela discou o número do anúncio.

A linha estava ocupada o tempo todo, e o estômago de Rhonda se revirava de ansiedade. Ela estava preocupada que outra pessoa conseguisse os quinhentos mil dólares antes dela.

Por fim, a ligação foi completada, mas a linha ficou silenciosa, e ninguém falou.

Pensando que poderia ser um golpe, Rhonda desligou.

Vendo que a garota havia desligado porque seu neto não disse uma palavra, Richard Sloan ficou apreensivo. Ele cutucou o neto com força com sua bengala, ordenando que ele ligasse para a garota imediatamente.

Nesse momento, o celular de Rhonda começou a tocar novamente. Após um momento de hesitação, ela atendeu a ligação.

Desta vez, ela ouviu uma voz grave e ressonante do outro lado da linha.

"Desculpe, o sinal estava ruim."

"Não tem problema."

"Certo. Vou começar falando sobre mim.

Meu nome é Eliam Sloan e tenho vinte e oito anos. Trabalho em uma empresa de TI como programador. Ganho trinta mil dólares por mês, sem contar o bônus de fim de ano. Tenho uma casa e um carro. Não tenho nenhum vício."

Após a pausa, Eliam enfatizou: "Meu avô está doente e preciso cuidar dele. Por isso, vou morar com ele por seis meses depois de nos casarmos. Espero que você possa ser uma dona de casa. Vou te dar todo o meu salário. Claro, você tem o direito de trabalhar, desde que tenha tempo para cuidar dele. Você está disposta a aceitar tudo isso?"

Rhonda ficou um pouco hesitante. Além do fato de que ela teria que deixar seu emprego para cuidar do avô do homem, ela achou a oferta bastante tentadora.

Além disso, ele não a obrigou a ser dona de casa. Só seria um pouco difícil conciliar seu dever e trabalho.

No entanto, olhando por esse ponto de vista, as condições dele pareciam razoáveis.

Após pensar por um tempo, Rhonda concordou.

"Vou te dar quinhentos mil dólares. Você tem mais alguma exigência?"

"Não.", respondeu Rhonda com firmeza.

Achando que era bom demais para ser verdade, Eliam perguntou desconfiado: "Sério? Quero dizer, por exemplo, você quer que seu nome esteja na escritura de doação, ou..."

"Não precisa. Sua propriedade pertence a você, e a minha pertence a mim."

Eliam ficou em silêncio novamente.

Quando Rhonda pensou que o sinal estava ruim, ouviu a voz grave de Eliam mais uma vez.

"Tudo bem. Traga seu documento de identidade e venha ao cartório civil amanhã de manhã. Te encontrarei lá às nove horas." Com isso, ele desligou.

Rhonda não conseguia acreditar que eles iriam registrar o casamento em breve. Tudo estava acontecendo muito rápido, e a ficha dela não caía.

Ela não teve a chance de perguntar quando ele lhe daria os quinhentos mil dólares.

Nesse momento, seu irmão ligou novamente e disse que a cirurgia da avó custaria pelo menos um milhão.

Rhonda até suspeitou que alguém estava tentando enganar seu irmão para conseguir o dinheiro. Mas quando ela foi ao hospital e viu o aviso da cirurgia, acabou aceitando a cruel realidade.

Sua mente estava uma bagunça, e ela passou a noite toda acordada.

Na manhã seguinte, Rhonda saiu. Ela estava pálida e com olheiras ao redor dos seus olhos cansados.

Ela chegou ao cartório civil às nove horas.

O feriado havia acabado de terminar, e muitas pessoas estavam esperando do lado de fora do cartório civil, também para se casar.

Rhonda avistou um homem na multidão. Ele usava um terno azul-escuro bem passado. O botão de cima da sua camisa estava aberto, revelando o pomo de Adão do homem. Ele não usava nenhum acessório além do seu relógio. Ele parecia bem cuidado e majestoso.

A franja fina na sua testa, que brilhava como âmbar à luz da manhã, se enrolava ligeiramente a cada passo. Seus cílios longos e grossos pareciam esconder suas emoções.

Rhonda olhou para o homem e depois para a foto no seu celular. Quando ela se perguntou se o homem bonito era seu futuro marido, ele se aproximou dela.

Os dois se cumprimentaram educadamente e entraram no cartório civil.

Eliam pegou uma senha, e os dois encontraram cadeiras para se sentar e esperar.

Após hesitar por um bom tempo, Rhonda finalmente falou: "Senhor Sloan, me desculpe. Antes de registrarmos o casamento, posso fazer um pequeno pedido?"

Eliam acenou com a cabeça. "Vá em frente."

"Além do dinheiro que você prometeu, posso pegar mais quinhentos mil emprestados com você?", ela perguntou cautelosamente.

Eliam se virou e olhou para o rosto dela com um evidente descontentamento.

Ele se lembrou do que seu avô disse quando estavam analisando o perfil dessa mulher ontem:

"Essa garota estudou enfermagem e vem de uma família simples. Além disso, ela é bonita e parece ser uma garota adorável. Pelo que vejo, acho que ela é uma mulher simples."

Agora, tudo parecia enganoso.

"Estou precisando de dinheiro com urgência.", explicou Rhonda apressadamente. "Vou pagar a dívida assim que vender meu apartamento. Posso até pagar com juros, se quiser."

"Por que não disse isso na ligação ontem?" Eliam se levantou de um salto e saiu disparado, se sentindo enganado.

Quando ele chegou ao portão, recebeu uma ligação de Richard.

"Você registrou seu casamento?"

Enquanto isso, Rhonda o alcançou, ressaltando que estava realmente em apuros e que não era uma mentirosa.

Ouvindo a empolgação e expectativa na voz do seu avô, Eliam acabou cedendo.

A doença de Richard era incurável, e ele só poderia viver por seis meses. Seu único desejo era ver Eliam se casar e ter filhos.

Após desligar a ligação, Eliam olhou para o rosto de Rhonda. "Primeiro, esse não é um valor baixo. Prometo fazer o possível para conseguir isso para você. Segundo, quando conseguir o dinheiro, você deverá me pagar imediatamente. Terceiro, não espere que eu te ajude novamente!"

Rhonda acenou com a cabeça seriamente. "Vou devolver o dinheiro assim que vender meu apartamento. Prometo. E não vou pegar dinheiro emprestado com você novamente. Pode confiar em mim."

Sem dizer uma palavra, Eliam se virou e voltou para dentro.

Logo, foi a vez de Rhonda e Eliam passarem pelos trâmites. Ele ficou digitando o tempo todo, e Rhonda não fazia ideia do que ele estava fazendo.

Após concluir todos os trâmites e registrar o casamento, Eliam disse que precisava voltar para a empresa. Ele pediu para Rhonda ir para casa, arrumar suas coisas e se mudar para a casa dele amanhã à noite.

Então, ele pegou um táxi e foi embora.

Rhonda se perguntou se ela havia ido longe demais. Ele havia prometido lhe dar quinhentos mil, mas ela pediu mais quinhentos mil emprestados. Não era de se admirar que ele estivesse tão frio com ela.

No entanto, Rhonda não teve outra escolha.

Enquanto isso, Eliam saiu do táxi no próximo cruzamento e caminhou em direção a um Bentley preto estacionado na beira da estrada.

No caminho, ele ligou para o mordomo e pediu para ele retirar todos os móveis e objetos de valor da casa do seu avô e substituí-los por outros usados do mercado.

Ele também pediu para o mordomo comprar um carro usado por menos de cem mil dólares.

Após entrar no Bentley preto, Eliam tirou seu relógio de diamante que valia dez milhões.

Então, ele se verificou novamente.

Depois de se certificar de que não tinha nenhum objeto de valor, exceto seu terno e celular, Eliam soltou um suspiro de alívio.

Obviamente, Rhonda não fazia ideia de que havia acabado de se casar com um bilionário.

Ela foi até um corretor de imóveis, colocou seu apartamento à venda na internet e depois foi correndo para a empresa.

Assim que Rhonda entrou na empresa, viu Cristina reclamando dela para a recepcionista.

Capítulo 3

Cristina estava de costas para a porta e não viu Rhonda entrar.

"Quando ela estava na escola, seduziu um professor," disse ela, animadamente. "Ouvi dizer que ele escreveu a tese de formatura dela."

"Posso imaginar. Afinal, ela é tão bonita!" comentou a recepcionista, com suas palavras destilando inveja.

"Ela sabe que é atraente, então seduz os homens para conseguir o que quer." Cristina zombou.

"É, esse é o talento dela. Ouvi dizer que o namorado dela é um homem bonito. Ele também foi seu colega de classe?" perguntou a recepcionista.

"Bem, Santino é meu namorado agora," admitiu Cristina, estufando o peito de orgulho.

"Uau! Quando isso aconteceu?" perguntou a recepcionista, batendo palmas, animada. "Então, ele largou a Rhonda?"

"Você ficou emocionada ao saber que fui largada?" As duas recuaram em choque quando ouviram a voz de Rhonda.

"Nossa! Você quer me matar de susto?" Cristina fuzilou Rhonda com o olhar.

"Cristina, em vez de perder seu tempo fofocando sobre mim, é melhor ajudar Santino a enviar seus currículos para diferentes empresas. Afinal, você não pode sustentá-lo com seu salário."

Embora Cristina e Rhonda fossem colegas de classe, Rhonda havia se tornado gerente financeira há vários anos, e Cristina ainda era uma caixa. Portanto, Rhonda ganhava mais dinheiro do que Cristina.

Apesar disso, Rhonda teve que arranjar dois empregos de meio período. Ela distribuía panfletos na rua e trabalhava como modelo em uma agência de publicidade durante os fins de semana. Rhonda trabalhava duro porque Santino era um esbanjador. Ele não tinha fonte de renda, mas gastava dinheiro como se fosse água. Ele jogava videogame, comprava artigos de luxo e passava a noite toda no bar.

No entanto, Rhonda não queria lembrar Cristina sobre isso. Afinal, esta última considerava Santino um tesouro.

Ouvindo as palavras sarcásticas de Rhonda, Cristina presumiu que a mulher estava com ciúmes.

"Não se preocupe com isso." Ela sorriu com presunção. "A Corporação Sloan chamou Santino para uma entrevista. Você já ouviu falar da Corporação Sloan? É uma grande empresa. Eles oferecem um salário de 50.000 por mês."

Cristina estendeu os cinco dedos em exagero. "Você está com ciúmes, não está?"

"Cresça!" Rhonda passou por Cristina e voltou para seu escritório.

Assim que entrou, seu olhar caiu sobre as contas financeiras empilhadas em sua mesa.

"Isso não é trabalho da caixa? Por que estão aqui?" Rhonda perguntou à sua assistente.

"O Sr. Marshall disse que Cristina não tem se sentido bem ultimamente e pediu para você fazer isso por ela", respondeu a assistente.

"Por quê? Ela é a princesa?" Rhonda, com raiva, jogou a pasta que tinha na mão sobre a mesa, e as contas se espalharam por todo o chão.

Esta não era a primeira vez. Rhonda nunca havia percebido que Cristina era uma mulher astuta antes. Agora, ela se sentia uma idiota por ter considerado Cristina sua melhor amiga e ter trazido o desastre para si mesma.

Rhonda esteve ocupada o dia todo. Ela não teve tempo para beber água, muito menos para almoçar.

À noite, ela foi para casa e jantou macarrão instantâneo.

Em seguida, fez uma videochamada para sua avó, Nora Horton. Nora não sabia que tinha câncer, e Rhonda também não mencionou. Ela apenas pediu à avó que cooperasse com o tratamento e não se preocupasse com os custos da operação, pois ela já havia arranjado o dinheiro.

Nora sabia que Rhonda estava ocupada. Ela pediu para que a neta não se preocupasse tanto.

Rhonda quis contar a Nora sobre seu casamento repentino, mas no final decidiu não o fazer.

Na manhã seguinte, Rhonda acordou com febre. Seu corpo estava dolorido, e ela tirou o dia de folga do trabalho.

Ao meio-dia, ela se sentiu melhor e começou a arrumar suas coisas. Ela tinha que se mudar para a residência da família Sloan à noite.

A ideia de dormir na mesma cama com um homem estranho assustava Rhonda.

À noite, ela pegou uma mala e foi para o endereço que Eliam lhe enviara.

Nº 88, Rua Euston. A Rua Euston ficava em um bairro residencial antigo. Era uma área estreita. Bicicletas, triciclos elétricos e tralha velha estavam enfileirados de ambos os lados.

Rhonda arrastou sua mala e caminhou com dificuldade por todo o caminho. Ela parou e perguntou a alguém onde ficava a casa nº 88, mas não conseguiu encontrá-la.

No final, sentiu que havia se perdido.

Quanto mais ela adentrava o condomínio, a rua levava a um ambiente mais elegante e higiênico. A rua foi se alargando e ela avistou várias garagens particulares.

Mas Rhonda não conseguia avistar a casa nº 88.

Ela perguntou a várias pessoas no caminho, e todas lhe disseram para continuar andando. Rhonda quase chegou ao final da Rua Euston, mas ainda não encontrou a casa.

Sentindo-se desamparada, ela ligou para Eliam, mas ele não atendeu.

No fim, o celular dele foi desligado.

Rhonda estava ansiosa e irritada. Ela não conseguia entender o que havia de errado com ele.

Eliam havia pedido para ela se mudar naquela noite. Ela não se importava que ele não tivesse se oferecido para buscá-la. Mas Rhonda estava perdida e furiosa com ele por não atender o telefone.

Ela havia chegado a um beco sem saída, e sua cabeça começou a girar. Incapaz de continuar, ela se agachou nos degraus de pedra ao lado do canteiro. Depois de um longo tempo, os faróis de um carro iluminaram a rua. Ele parou a alguns metros dela.

Rhonda ergueu o olhar e viu Eliam saindo do carro, de costas para a luz.

Rhonda tentou se levantar, mas suas pernas estavam dormentes, e ela tropeçou para a frente.

Felizmente, Eliam a segurou com seus braços fortes.

"Obrigada," disse Rhonda, timidamente.

"Por que você não entrou?"

"Eu não sei qual casa é a de número 88."

"Foi você quem me ligou mais cedo?" O celular de Eliam não parava de tocar quando ele estava em uma reunião com os executivos seniores. Por isso, ele o desligou.

"Sim. Por que você não atendeu o telefone?" Rhonda estava um pouco irritada porque sentiu que ele estava se fazendo de desentendido.

"Vamos entrar." Eliam não se deu ao trabalho de explicar. Ele pegou a chave e caminhou em direção à casa em frente a Rhonda.

Os olhos de Rhonda se arregalaram. Ela afastou os galhos ao lado do portão e finalmente viu a placa da porta. Era de fato o número 88.

Depois que Eliam abriu o portão, uma mulher na casa dos cinquenta anos saiu da casa.

"Maggie, o vovô está dormindo?"

"Ainda não. Ele está esperando por você."

Eliam entrou a passos largos pelo portão, sem perceber que Rhonda estava lutando para arrastar sua mala para dentro.

Os degraus eram um pouco altos. Rhonda mal conseguia dar um passo à frente com sua enorme mala, apesar de usar toda a sua força.

Nesse momento, ela sentiu o peso da mala diminuir.

Rhonda olhou para cima e viu Eliam pegando-a dela. Ela ficou um pouco comovida.

Santino nunca a havia ajudado com nada.

Mesmo quando se mudaram para o apartamento da última vez, Santino não se deu ao trabalho de ajudá-la de forma alguma. Rhonda havia carregado toda a bagagem escada acima e arrumado tudo.

Apesar de seus esforços, Santino reclamou que ela não limpou o apartamento logo depois de carregar a bagagem para cima, enquanto ele jogava videogame. Ele até pediu para ela pedir comida para ele.

"Por que você não entra?"

A voz descontente de Eliam interrompeu sua linha de pensamento.

Ela assentiu e o seguiu para dentro do pátio.

O pátio não era grande, mas era limpo e arrumado. Vários vasos de plantas estavam enfileirados sob o muro.

"Ai!" Rhonda gritou de dor.

Ela estava tão ocupada olhando ao redor que não prestou atenção ao caminho. Ela tropeçou em uma pedra do calçamento e quase caiu.

Eliam se virou e franziu a testa para ela.

"Estou bem." Rhonda acenou com a mão, sem graça.

Eliam olhou para a pedra no chão, caminhou até ela e a chutou para o lado. Então, estendeu a mão para Rhonda.

As veias em sua mão pareciam saltar, e os calos na palma da mão revelavam que ele se exercitava muito.

Rhonda lançou-lhe um olhar interrogativo. Ela não tinha ideia do que ele estava fazendo.

Eliam franziu os lábios.

Então, ele pegou a mão de Rhonda.

O calor da palma de sua mão fez o coração de Rhonda disparar. Os pelos da nuca dela se arrepiaram.

Eliam entregou a mala para Maggie e depois levou Rhonda ao quarto de seu avô.

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