Chego em casa bem chateada pela cena mais cedo.
Eu quase não prestei atenção na aula de hoje… com aquele professor super gato na minha frente, com aquele andar maravilhoso, aquele corpo atraente, até sua voz é super sexy... droga. O que vou fazer agora? Eu simplesmente não sei, nunca sabia que podia sentir uma atração como essa, eu uma garota de 19 anos atraída por um professor beirando os 30 anos, como isso pode acontecer? Por que estou sentindo isso? Eu realmente não sei, eu só me apaixono por pessoas erradas. Isso é foda.
Assim que deito no sofá eu tento relaxar um pouco, mas logo tenho que reler a aula de hoje, como não prestei atenção eu terei que ler um pouco sobre a matéria, se não posso me ferrar nas próximas aulas, eu tenho que me sair muito bem, como quero ser advogada eu preciso estudar muito.
Decido tomar um banho e antes de dormir vou reler a aula de hoje.
Entro no banho e relaxo naquela água quente e gostosa. Assim que termino coloco um pijama bem confortável e peço um lanche para mim e minha amiga comer, ela já devia ter chegado. Vou ligar para ela.
Sento no sofá e ligo para Joana.
Carol: " Amiga? Já está vindo, onde você está?
Ela responde toda eufórica.
Joana: " Já estou indo, estava conversando com um amigo que fiz na faculdade, desculpa a demora, em casa te conto tudo."
Carol: " EITA danadinha, tá bem já pedi a comida amore. Anda logo. Beijão."
Ela ri e desliga a ligação.
Essa safada, já está flertando e quanto eu a azarada... meu Deus, mas vou torcer por Joana, enquanto a mim, quem sabe um dia pode acontecer de conhecer alguém assim, espero.
Assim que Joana chega ela me conta tudo, que o nome dele é Fernando e que ele é lindo, que eles começaram a conversar normal e que de repente ela sentiu uma chama, e agora ela quer tentar a todo custo fazê-lo sentir o mesmo, talvez ele até sinta, mas eu disse para ela tomar cuidado, para se fazer de difícil um pouco, os homens gostam de um desafio. Ela disse que vai seguir meu conselho e me perguntou bem direta, se já achei algum caro bonito na faculdade. Eu tinha que mentir… porque tive medo da reação dela, imagina eu contar a ela que achei meu professor um gato que até queria beijá-lo, ela iria surtar ou ela podia achar que ele é velho e desajeitado, mas ele não é nada disso, ele é gato, corpo bem másculo e cuida da muito da aparência, ele é a perfeição e é um pecado pra mim, pois não posso olhar para ele daquele jeito, por isso menti. Tive que fazer isso.
Nós comemos um sanduíche bem caprichado e tomamos um suco de uva que compramos recentemente.
Estava uma delícia.
Nós duas limpamos a cozinha e relemos nossa aula da faculdade, fizemos isso na sala, ficamos horas e horas ali estudando.
Só espero que amanhã seja um dia melhor. Que aquele homem não me torture com sua beleza maravilhosa, pois eu sinto que me apaixonei à primeira vista, que nem uma colegial. Que droga preciso tirar isso da mente, e logo.
Depois de reler a matéria eu me arrumo para dormir, escovo os dentes, arrumo meus cabelos e me olho no espelho, meus olhos castanhos fitam o espelho, meus cabelos longos e negros sempre chamam atenção, minha pele super clara, olhos castanhos claros, meu corpo é bem definido, e aquele professor me olhou de um jeito que sei bem como é, ele me achou bonita, poderia até me cantar lá na padaria se eu não saísse correndo que nem uma doida. Me senti pior por perder aquela chance e chegando na sala vejo que o gato é meu professor, me ferrei porque meus olhos não vão parar de olhar a beleza dele. E agora?
Balanço a cabeça em negativa para afastar aqueles pensamentos e saio do banheiro e me deito na cama. Preciso pensar em outra coisa e não pensar no professor. Devo fazer isso, pelo meu próprio bem. Se não, quem vai sofrer será eu…
Dia seguinte...
Já me levantei bem sonolenta, vou ao banheiro lentamente e escovo meus dentes e faço minha higiene, assim que termino, volto ao meu quarto e visto uma roupa confortável, short jeans, blusa decotada, calço uma sapatilha rosa e pego todo meu material e levo uma blusa de frio, sempre prevenida.
Coloco uma sapatilha rosa e pego todo meu material.
Parece que minha amiga já foi para a facul..., ela acorda mais cedo que eu, e ainda mais que conheceu aquele gato, ela com certeza irá mais cedo para tomar um café com ele, algo assim, conheço essa garota.
Sorrio ao pensar nisso e pego meu celular colocando na minha mochila.
Finalizo com um perfume e saio do apê.
Peço um Uber novamente e aguardo.
Assim que ele chega, ele olha no gps meu destino e começa a dirigir.
Ele me pergunta se está tudo bem, querendo puxar assunto.
Digo que estou bem e dou um meio sorriso a ele.
Fico olhando para o lado de fora aguardando chegar na faculdade. Espero que meu professor só possa ser isso mesmo, meu professor, não posso pensar que seja mais que isso.
Passa uns minutos e chegamos à faculdade.
Pago o motorista e desço do carro, vou até a cafeteria como de costume e peço um cappuccino e alguns pães de queijo, espero meu pedido ficar pronto.
Olho ao redor e não vejo meu professor, claro que ele não ia aparecer. Ainda cheguei até cedo nessa cafeteria.
Meu nome é chamado, vou até o balcão e agradeço a moça e pago a conta.
Pego meu capuccino e o saquinho com os pães de queijo, parece estar uma delícia.
Assim que saio do local escuto uma voz ser chamada.
" Júlio."
Será meu professor?
Meu corpo todo gela, uma pessoa passa por mim e esbarra em meu braço, a trombada faz o saquinho de pão de queijo cair no chão.
Olho para meu lado é o professor, eu continuo gelada, merda.
Ele se agacha e pega o saquinho pra mim, se levanta e nossos olhos se encontram, eu olho para ele intensamente, como ele é lindo céus, pena ele ser meu professor.
Ouço sua voz:
— Olá, me desculpe? Fui desastrado. Aqui, seu lanche. Você se machucou?
Ele me olha com atenção, parece preocupado.
Saio do transe e digo gaguejando.
— Estou... bem..., obrigada... professor.
Olho para o chão e depois pego o meu lanche em suas mãos.
Retorno meu olhar a ele e lhe dou um sorriso.
— Ouvi te chamar, acho que é seu café da manhã.
Ele assente sorrindo para mim e vai pegar sua encomenda.
Fico ainda parada olhando para ele.
Esse professor vai me deixar super encrencada.
Meu Deus!
Ele retorna com seu lanche e diz vindo até mim.
— Seu lanche, não estragou, não é?
Olho para o saquinho e está super intacto.
— Não, está super embrulhado, não se preocupe.
Provo meu cappuccino que ainda está quente, está uma delícia.
— Que bom, vou comer meu lanche, nos vemos na sala Carol.
Ele sorri e coloca sua mão em meu ombro e sai da cafeteria.
Eu pisco algumas vezes e decido sair do café, vou comer na lanchonete da faculdade e vou direto pra sala.
Esse professor mal sabe que está ferrando a minha vida, em um sentido bom...