Sarah..
Fiquei com vergonha do João Pedro, devo ter decepcionado, pedi desculpa por não ter mencionado a minha idade antes de aceitar a bebida.
— Desculpa, devia ter comentado a minha idade, vou fazer 18 anos em 3 meses.
— Eu que peço desculpa, não quer ser grosso. Então seu aniversário é em Fevereiro, que dia?
— Dia 03 de fevereiro, não vejo a hora, estou contando os dias.
— Vou também contar os dias.
— Porque?
— Para poder te dar um beijo na boca.
Fiquei vermelha na hora, queria responder “Pode beijar agora” mas, não sei se era o que realmente eu queria, pois a boca do homem de preto não sai da mente. Conversamos sobre a empresa que trabalho, sobre o escritório do pai dele e combinamos de sair outro dia após o serviço.
— Bom você não me passou seu telefone Sarah, quero sair outro dia com você, ir no cinema ou um jantar. O que acha?
— Desculpa, bom não tenho celular ainda, estou esperando receber meu primeiro salário. Me passa seu telefone, te ligo pode ser?
João Pedro pediu para um garçom papel e caneta, guardei o número dele na bolsa, vou ter que pedir o celular da Laura emprestado para conversar com ele. Laura quis comprar um celular de presente mais não aceitei, quero comprar com meu primeiro salário, nunca tive um celular, mas hoje me fez falta.
— Vou voltar para a área vip, preciso encontrar meus amigos, amanhã entro em contato com você.
— Esperarei sua ligação, se não, vou até a empresa onde trabalha.
— Ok, te ligo amanhã. - Me despedi com um beijo no rosto e abraço, subi para a área vip, Laura e Carlos estavam sentados bebendo e conversando.
— Olha ela, e aí conta para nos, ele beija bem? Laura me perguntou empolgada.
— Não ami..
— O que? Homão da porra como aquele não beija bem? Carlos me interrompeu, não deixou terminar de falar.
— Calma, não, espera aí.. Eu não beijei ele, não sei se beija bem. Ficamos conversando e quando eu disse minha idade ele se assustou.
— Menina inocente, já tem quase 18 anos, era só antecipar a sua idade, aí não ia ser mais BV. Fiquei olhando para o Carlos, ele tinha razão, eu sou muito burra. Mas não era para ser.
— Bom, ele disse que esperará eu completar 18 anos para me beijar, nem falei que nunca beijei alguém.
— Amiga, você não vai esperar 3 meses para beijar certo?
— Não sei.. fiquei de ligar amanhã para ele, aliás, você empresta seu celular para mandar uma mensagem para ele?
— Não, amanhã vamos comprar um celular urgente para você e não adianta recusar pois precisa.
— Obrigada amiga.. Bom, e aí o que vamos fazer agora?
— Eu vou ali conversar com um rapaz que não para de me olhar, então vocês duas ficam aqui me esperando ou vão caçar alguém para beijar.
Carlos foi até um rapaz que estava paquerando, Laura e eu ficamos sentada conversando. Olhei em volta, queria ver o homem de preto novamente, olhei para os dois lados e não o vi.
— Sarah está procurando alguém?
— O que? Claro que não.. só estou olhando o movimento.
— Parece que está procurando, bom se olhar para trás vera um homem muito gato que não para de te olhar.
Virei para trás e lá estava ele, nos observando. Estava como antes, sério com um copo de whiskey na mão.
— Sarah o cara está te secando, é gato demais, mas toma cuidado, ele cheira a perigo, não sei.
— Eu não vou falar com ele.. estava me olhando mais cedo quando vim descansar, o olhar dele é frio e me dá medo.
— Então, não encare. Vamos beber alguma coisa e pedir um petisco pois só beber não dará certo.
O garçom nos entregou as bebidas, agora que experimentar outro coquetel “Sex on the beach”, bebemos e comemos uma porção de frios.
— Laura vou ao banheiro novamente.. vamos?
— Vai lá, fico aqui esperando e depois vamos embora ok? Vou falar com o Carlos pois tenho certeza que não vai para casa.
Usei o banheiro e fiquei parada me olhando no espelho, realmente estava acabada, retoquei o batom e prendi meu cabelo em rabo de cavalo, estava muito quente. Quando sai do banheiro, só senti uma mão me puxando para um corredor escuro, tentei me soltar, apavorada. Me prendeu na parede no final do corredor, estava muito escuro e não consegui enxergar direto. Seus braços estava apoiado na parede, senti sua respiração ofegante, meu coração disparou, comecei a respirar com dificuldade.
Quando levantei a cabeça e nosso olhar se encontrou, era ele, seu olhos estavam frios, ele estava quieto não disse nada, apenas colocou a boca no meu pescoço, seus lábios encostaram em minha pele, senti meu corpo inteiro queimar. Respirou fundo e soltou o ar perto do meu ouvido, minhas pernas amoleceram na hora, achei que ia cair, ele me segurou com uma mão pela cintura e segurou meu cabelo e pressionou meu corpo contra o seu. Tentei me soltar novamente e coloquei minha mãos em seu peito, senti que era duro, peitoral definido.
— Você está louco? Me solta. Disse ofegante, queria sair dali correndo e ao mesmo tempo queria abraçar e sentir sua boca, seu hálito quente em minha pele.
— Quer dizer que nunca beijou um homem? Disse com a voz rouca, baixa.. quase sussurrando em ouvido.
— Estava escutando a nossa conversa? Isso não é da sua conta, me solta agora..
— Pra que esperar 3 meses, aquele babaca perdeu a oportunidade de beija lá, mas eu não perderei essa chance.
Nem terminou de falar e me beijou. Sua boca invadiu os meus lábios que se entreabriram e enfiou a língua, explorou cada canto da minha boca. Eu fiquei parada, não sabia o que fazer.
— Você pode me beijar também. Falou entre os meus lábios.
— Eu não quero te beijar, me larga agora ou vou gritar.
— Eu sei que você quer, vi a sua reação olhando para a minha boca. Não tenha medo bambina, não vou te machucar.
— Não tenho medo de você, só não quero te beijar, você me agarrou, não sou sua para sair me agarrando.
— Ainda não é minha, mas será só minha..
— Seu..
Beijou novamente, mais dessa vez foi devagar, me mostrando como fazia os movimentos, foi me soltando aos poucos e suas mãos segurou meu rosto. Nossa língua dançou na mesma sincronia, a cada beijou ele mordiscou meus lábios, eu não consegui me controlar e gemi em seus lábios. Comecei a querer mais, beijar sem parar, ele é perfeito, me pegou no colo e me pressionou minha costa na parede gelada, envolvi minha pernas em sua cintura e agarrei seu pescoço. Suas mãos apertaram minha bunda e beijou agora com mais força, senti ele duro.
Uma mão continuou apertando a minha bunda e a outra apertou meu seio por cima do Cropet, eu gemi, agarrei mais seu pescoço e parei de beijar, olhei em seus olhos, agora estavam quentes, um olhar com desejo.. grudou sua testa na minha para acalmar sua respiração..
— Nossa, você é gostosa demais.. sua boca, bunda.. vamos para minha casa?
— Não posso, preciso voltar, minha amiga está me esperando.
Ele me colocou no chão, me ajeitei, estava com o cabelo bagunçado e quando olhei me assustei, estava duro, quase rasgando a sua calça, ele acompanhou meu olhar e sorriu..
— Olha como me deixou, sua culpa.
— Minha culpa? Está louco? Você é um tarado.. abusado.
— Mais ficou louquinha pelo tarado, estou errado? Disse com um sorriso nos lábios e piscou.
— Ah vai se lascar, nunca mais encoste em mim..
Empurrei e sai dali o mais rápido possível, voltei para a nossa mesa, nem passei no banheiro então não vi a minha situação.
— Agora ela beijou.. Carlos falou rindo.
— Claro que não..
— Baby o seu batom está todo borrado, cabelo bagunçado e seus lábios estão inchados. Não vai me dizer que estão fazendo preenchimento labial no banheiro? Ah Laura vamos lá ganhar um também kkkkk Ele e Laura começaram a rir sem parar..
— Ok, esqueci de passar no banheiro e me arrumar.. um cara me agarrou na hora que eu estava saindo. Falei e senti meu rosto queimar de vergonha.
— Aí caralho Sarah, foi aquele cara que falei para não conversar?
— Não Laura, não foi ele.
Menti, não queria que ela ficasse preocupada e além do mais, não ia encontrar com ele nunca mais, não falei meu nome e nem perguntei o seu, foi apenas um beijo.
— Sarah para de querer me enganar, você não sabe mentir eu te conheço é só olhar para ele que está vindo da direção do banheiro, ah não, está sorrindo com a boca borrada com a mesma cor do seu batom.
— Vamos embora por favor! Chamei eles para ir embora, pois a Laura já queria ir mesmo.
— Vamos, Carlos você também vai ou ficará com o rapaz que conheceu? Laura perguntou.
— Vou com vocês.. vamos.
Olhei na direção do homem de preto, ele deu um sorriso e mandou um beijo. Me irritou de uma maneira, parece que me fez um favor em me beijar sendo que nem pedi.
Lorenzo..
Fiquei encarando ela sentada no sofá, Rebeca não parava de falar no meu ouvido e estava me irritando.
— Credo, está olhando para aquela ninfeta? Eu sou mais bonita e gostosa que ela, olha para mim. Vamos sair daqui, moro aqui perto e meu apartamento esta vazio.
Ignorei essa mulher irritante, tomei um gole do whiskey que ela me deu, quando bebi e vi ela olhando para os meus lábios, sorri e vi ficar vermelha. Ela gostou, imaginei ela deitada na minha cama e ficando vermelha de prazer.
Passou por nós sem olhar, ficou nervosa, acompanhei voltar para a pista de dança. Rebeca puxou meu braço para sairmos dali, perdi a paciência.
— Porra me deixar em paz? Eu não quero te comer, sai fora, não fode a minha paciência que não tenho.
Tive que ser grosso para ela se tocar e sair de perto. Observei a morena na pista com os amigos, decidi descer e chamar ela para dançar.
— Markus vou dançar, vai ficar aí?
— Sim, depois te encontro lá em baixo.
Desci e fui em sua direção, quando cheguei, ela estava dançando com um loiro, tive vontade de puxar la pelo braço, mas não posso fazer isso, vai achar que sou louco. Fui para um canto e fiquei observando eles, se ele tentar algo que ela não queira, aí eu arrebento o cara na porrada. Pararam de dançar e foram para o bar, vi ela olhando para cima, acho que estava me procurando.
Fiquei parado sem deixar ela me ver, estou obcecado nessa bambina. Não sei o que me deu, nunca me interessei por uma mulher assim. Eu a quero, preciso dela.
Só vim para o Brasil uma vez, era adolescente, vim conhecer a empresa, curti algumas baladas mais não me interessei por nenhuma mulher, achei as brasileiras muito exageradas, no modo de se vestir, falar e por querer conhecer um gringo. Ela é diferente, o pouco que observei, não é exagerada, não deu muita atenção para os homens que a acercaram, estava curtindo o momento com os amigos como se houvesse só eles. Não sei o que esse loiro chamou a atenção dela, ficou um bom tempo conversando, não se tocaram apenas conversaram.
Ela se despiu e subiu para o vip, fui atrás e fiquei na esteira escondido da Rebeca para não vir me atormentar.. fiquei atrás da mesa dela escutando a conversa entre amigos. O rapaz é gay e as duas não devem ser namoradas. Escutei perguntarem se o rapaz beijava bem, a resposta dela me surpreendeu, mentiu na cara dura, nem beijar o cara beijou.
Quando ela se explicou vi que não mentiu, me assustei com quando disse que era menor de idade, como pode ser, uma mulher com esse corpo ter menos de 18 anos e nunca beijou na boca, só pode ser uma piada. Então ela completará 18 anos daqui 3 meses, não é pecado beijar uma menina que completará 18 anos e está na balada. Estava perdido em meus pensamentos quando senti o seu olhar, vi sua amiga me olhando desconfiada, caralho fui flagrado escutando a conversa.
Ela foi ao banheiro e sua amiga foi conversar com os dois rapazes que estavam se agarrando. Vou esperar ela na porta do banheiro, preciso sentir o gosto dela e está me excitando ser o seu primeiro beijo. Quando a vi saindo, perdi a cabeça e arrastei ela para o final do corredor, ninguém ia nos atrapalhar, queria conhecer ela, conversar.. mas quando senti a sua pele macia perdi o controle, queria devorar ela ali mesmo. Estava com dificuldade de respirar, perdi o controle e coloquei meus lábios em seu pescoço, queria beija lá todinha, subi beijando até seu ouvido e quando ia morder sua orelha, senti suas pernas mole, puxei pela cintura para segurar e não deixar ela cair.. Com a outra mão puxei seu cabelo que agora estava preso com rabo de cavalo. Suas mãos tentaram me empurrar mas, foi tão fraco que nem se mexi.
Ficou brava por ter escutado a conversa, queria beija lá, era seu primeiro beijo então queria que fosse um momento inesquecível. Invadi a sua boca e parece que estava beijando minha mão, pois ela não se moveu, ficou parada feita estátua. Falei entre nossos lábios:
— Você pode me beijar também.
Quando ela respondeu que não me queria, senti um aperto no coração, nunca fui rejeitado por nenhuma mulher, ah ela me quer, sua boca está falando mas, seu corpo está dizendo outra coisa. Ela é teimosa e durona, vou amolecer a fera rapidinho. Quando dei por si, já estava dizendo:
— Ainda não é minha, mas será só minha..
As palavras saíram sem eu pensar, quando dei por mim, já estava agarrando, aceitou minha investida e começamos a nos beijar, parece que a boate parou, era só eu e ela.. Estava louco, queria por inteira e meu pau reagiu, pulsou e estava duro, doido para entrar com força nela. Quando ela saiu e me deixou naquele estado, esqueci até de perguntar seu nome e pegar seu telefone, esperei um pouco para me acalmar e sair de la sem chamar atenção para o meu pau, fui atrás e lá estava ela conservando com os amigos e eles me olharam, eu sorri pois viram que estava comigo. Ela me encarou e não pude deixar de provocar, sorri e mandei um beijo, ela não gostou muito pois ficou olhando com odeio no olhar, bem diferente de uns minutos atrás que estava me olhando com desejo. Observei o rapaz pagar a comanda deles, fui até o Markus e disse que ia embora.
— Ah cara arrumou uma gata, olha está todo marcado de batom, vai para a sua casa ou para a dela?
— Não sei ainda, amanhã nos falamos, já paguei a minha e a sua comanda, tchau. Sai correndo pois não queria perde los de vista, tinha que descobri onde ela mora. Quero descobri tudo sobre essa mulher. Segui eles até um prédio no centro de São Paulo, as duas mulheres entraram e o rapaz foi embora, anotei a placa do carro dele. Vou descobrir tudo sobre ele. Fiquei olhando para o prédio alguns minuto e fui embora. No caminho enviei uma mensagem para um amigo que é delegado, pedi informações sobre o proprietário do carro, não passei o endereço delas pois não sabia o andar e nem o número do apartamento. Cheguei em casa, tomei um banho e capotei.
Acordei já era mais de 10:00 da manhã, tomei café e olhei a mensagem do meu amigo delegado, fiquei surpreso, o dono do carro se chama Carlos Albuquerque é Diretor Geral da Bianchi company, hahaha sou chefe do cara.
Quando fui conhecer a empresa esse rapaz não trabalhava lá, por isso não se conhecemos, o diretor geral antes era um senhor já de idade. Agora será fácil de descobri tudo sobre aquela bambina que será minha.
Sarah..
Carlos nos deixou no apartamento, insistimos para dormi com nós mais ele preferiu ir embora. Depois de tomar um banho e colocar meu pijama, Laura entrou no meu quarto com um remédio para dor de cabeça e uma Cumbuca com um caldo de feijão.
— Toma o remédio e o caldo, isso vai te ajudar a não ter ressaca mais tarde. Ah tem uma barrinha de chocolate vou pegar um minuto. - Ela voltou com o chocolate e dividimos, foi uma glicose para ajudar também.
— Quer me falar o que rolou com aquele homem?
— Já falei Laura, eu sai do banheiro e ele me agarrou, só isso.
— Você gostou? Foi o seu primeiro beijo.
— Gostei.. Laura ele me encarou a noite toda, ficou me observando e escutou até conversa nossa sobre eu nunca ter beijado. Eu queria beijar ele desde do momento que eu o vi, mais o olhar dele me deu medo.
— Também tive medo, estava te olhando como se fosse te devorar.
— Sim e quase me devorou..
— Ah me conte tudo, detalhes! Ele passou a mão em você? Tem uma pegada forte?
— Ele me pegou no colo e me prensou na parede, suas mãos meu Deus, que vergonha.
— Sarah sua safada, ele te tocou em todos os lugares? Até lá? Você também pegou no pau dele? Tô chocada
— Não, pelo amor de Deus, ele apertou minha bunda e meus seios, mais paramos só nisso, não toquei no pau dele, certo que senti e vi que queria rasgar as calças dele e ele me culpou.
— Sarah você deixou ele excitado, normal.. gostosa como você é, pode ter certeza que deixou vários homens na boate no mesmo estado.
— Laura você já transou?
— Sim, logo que vim morar sozinha, conheci um cara que foi muito fofo comigo até conseguir o que queria. Me comer, depois que transamos ele não me procurou, começou a me ignorar. Hoje finge que não tem existo.
— Quem é esse idiota?
— Deixa para lá, nunca mais quero nem citar seu nome, apaguei da minha memória.
— Tudo bem, nao vou insistir.
— Como é o nome do rapaz que te devorou?
— Não sei, não perguntei nada sobre ele.
— Sério? Ah amiga tinha que ter pego o contato para terminar o que começaram na boate, se eu fosse você não tinha perdido tempo.
— Não, e nem me arrependo de não ter perguntado o nome dele e pego o contato, graças a Deus nunca mais o verei e ele nem sabe meu nome. Aliás depois não vai nem lembrar de mim, se me ver por aí, não se lembrará.
— Duvido, pelo jeito que estava te olhando, não te esquecerá. Bom vamos dormi porque mais tarde o Carlos vem nos buscar para irmos ao shopping comprar seu celular. Chega mais para la, hoje vou dormi aqui agarradinha com você.
Dormimos abraçadas, me senti segura com a Laura cuidando de mim, como sempre fizemos, uma cuida da outra. Adoramos com o telefone da Laura tocando.
— Alô!
— Não acredito que ainda estão dormindo?
— Carlos hoje é Domingo, volte a dormi e nos deixa dormi também.
— Laura são 16:30 combinamos de ir no shopping as 17:00 comprar o celular da Sarah, estou aí em 30 mim e espero que estejam prontas. - Carlos deslocou e nem deixou Laura responder.
— Sarah levanta, Carlos chegará em 30 min e se não estivermos prontas, vamos ser enterrada vivas pode apostar.
Levantei em um pulo, tomei banho e me arrumei em 15 min, já estava pronta com uma calça jeans capri, uma blusinha fina de manga longa e sapatilha combinando. Laura parecia que tinha pego as roupas de algum irmão ou namorado, estava de calça moletom e blusa, Tenis da Nike, cabelo preso rabo de cavalo e sem maquiagem. Carlos subiu e quando viu Laura quase gritou..
— Ah não meu amor, assim você não sai, vai trocar de roupa agora.
— Meu Deus Carlos, só vamos comprar o celular da Sarah, estou com frio, dor de cabeça e sono. Vamos lá comprar e voltar para casa, deitar e pedir uma pizza ok?
— Tinha planos de irmos comer em um restaurante, andar no shopping e vir para casa só mais tarde.. mais pelo visto você não vai mudar de ideia certo?
— Certo, vamos?
Concordamos e fomos para o shopping, chegamos lá Carlos foi direto para a sessão do IPhone, não tinha preferência mais queria algo barato, pois depois ia devolver o valor para a Laura, meu salário não era ruim por ser jovem aprendiz, mais também não era um salário para comprar um iPhone de última geração. Carlos escolheu iPhone última geração que o valor quase caí para trás, olhei para a Laura pedindo ajudar para freiar o Carlos, mas ela não estava com a alma presente, só o corpo.
— Carlos, vamos ver outra marca, ouvi que a Samsung é muito boa, pensei em comprar um modelo.
— Ah não querida, logo, logo você será minha secretária e precisará de um iPhone, não se preocupe, será um presente meu.
— Não Carlos, concordei com a Laura em comprar hoje, mais vou pagar quando receber meu salário.
— Negativo, presente antecipado de aniversário e não aceito “não” como resposta. Vamos no caixa pagar por favor.
Concordei, não queria magoa ló, cada dia ele estava mais solto, brincando comigo, me contando sobre a sua vida pessoal e do trabalho. Ele é um ótimo amigo e patrão, agradeço a Laura todos os dias por ter nos apresentado. Estávamos arrastando a Laura pelo shopping, está com uma ressaca brava, ela me disse que não pode tomar whiskey pois acaba com ela. Passamos no mercado e compramos sorvete e chocolates para deitamos na sala e assistir filmes, Carlos não gostou muito da ideia mais topou.
Chegamos em casa, pedimos pizza e colocamos pijama e fomos para o sofá comer as besteiras. Carlos sempre deixava roupas no guarda roupa da Laura, pois sempre dormia aqui com ela. Configurei meu iPhone, Carlos me ajudou e explicou algumas funções, enquanto Laura dormia agarrada no colo do Carlos. Aprendi a mexer rapidinho, criei algumas contas em rede sociais, Carlos mandou algumas fotos que tiramos juntos e outras que tirou minha sem eu ver.. ele era um bom fotógrafo. Adicionei o Joao Pedro no whats app, mandei um “oi” me respondeu na hora.
[Sarah: Oi, é a Sarah, nos conhecemos na boate ontem]
[JP: Oi gata, estava esperando uma ligação sua :)]
[Sarah: Peguei o celular agora, tudo bem?]
[JP: Melhor agora falando com você! E como está?]
[Sarah: Bem graças a deus]
[JP: Topa amanhã após o seu serviço ir jantar comigo?]
[JP: Claro se nao poder, marcamos outro dia]
[Sarah: Vou adorar ir jantar com você, saio às 17:00, pode vir me buscar na minha casa? Umas 19:00?]
[JP: Combinado, me manda a localização, amanhã às 19:00]
[JP: Não vejo a hora te encontrar, não parei de pensar em você um segundo]
[Sarah: Assim fico com vergonha]
[Sarah: Conversamos depois, tchau]
[JP: Já? Bom vai lá gatinha, depois só chamar, estou a sua disposição]
Li a última mensagem mais não respondi, a pizza chegou e eu estava morrendo de fome, comemos e eu me deitei junto com o Carlos e a Laura.. Cada uma em um braço do Carlos. Acabamos dormindo no sofá, os três juntos, acordei com o celular da Laura despertando as 06:30.
Acordei e vi os dois dormindo de conchinha, parecia um casal dormindo, se ele não fosse gay, formariam um casal perfeito. Trabalhei a manhã inteira sem parar um minuto, combinei de almoçar com a Lauras as 12:30, marcamos na recepção do prédio, pois ela não podia subir para o último andar. Eu era a única mulher autorizada. Quando deu 12:20 mel reparei para ir almoçar, Carlos não pode ir junto pois ia participar de uma reunião com os pais e o irmão mais novo do Sr Bianchi, soube que o irmão ia se tonar o novo CEO
Sai da sala do Carlos e fui para o elevador, as portas se abriram e saiu uma Senhora muito bem vestida, um Senhor cabelo grisalho e também um rapaz, não olhei pois já sabia que era a família do Sr Leonardo Bianchi.
Entrei no elevador e quando as portas estava se fechando, o rapaz me olhou e aquele olhar, eu conheço. Ele me encarou e deu um sorriso e piscou, a porta fechou, meu coração disparou, meu Deus!
Cheguei no térreo, sai com a pernas moles, isso não poderia ser verdade, o rapaz que me agarrou era irmão do meu chefe, se ele descobrir, na certa serei demitida. Nunca vi o Sr. Bianchi mesmo trabalhando no mesmo andar, não podia chegar nem perto da porta dele, já escutei diversas vezes a sua voz, brigando ao telefone mais nunca vi ele.
Carlos me contou um pouco sobre o CEO, é de uma família Italiana muito importante, assumiu a presidência da empresa com 19 anos, muito jovem e se dedicou para a empresa crescer mais. Está no comendo há 20 anos, morando no Brasil. Os negócios da família na a Itália ele não se envolve pois não aceitam muito sua opção sexual. Há 1 ano descobriu um câncer e está em um estágio avançado, o irmão mais novo veio ao Brasil para começar a ocupar o lugar do irmão mais velho. Me contou que o CEO nunca contratou mulheres para trabalhar com ele, pois quando assumiu a empresa tinha mulheres trabalhando e uma tentou aplicar um golpe nele, colocou um boa noite Cinderela em sua bebida, quando acordou estava Nu dormindo com a secretaria. Logo depois queria fazer um escândalo dizendo que tinha engravidado, queria casar e que assumisse a criança, mais ela não sabia que ele era homossexual e não podia ter filhos. Descobriu que a gravidez era falsa. Demitiu todas as mulheres e só deixou a Sra Sônia do Financeiro, hoje é a única mulher na diretoria e que tem contato com o CEO, após alguns anos, deixou contratar mulheres para trabalhar na empresa, mais nenhuma para o seu andar, não queria contato, o elevador para o último andar é um privativo, só entramos com senha, que devemos guardar como um tesouro, eu e a Sônia somos as únicas mulheres com acesso.
Carlos se envolveu com ele por um tempo, tiveram um romance antes de conhecer a Laura, terminaram alguns meses antes de ela entrar. CEO tem certeza que eles são namorados, então não gosta nem de ouvir falar o nome dela. Quando fui indicada para Jovem Aprendiz, Carlos conversou com ele pedindo para me contratar, ele aceitou com essa condição de eu não chegar perto dele ou da família, pois o irmão já ia vir para o Brasil e logo assumir o seu lugar. Não queria que acontecesse o mesmo com o irmão, que aliás a fama de galinha.
Carlos com certeza não conseguirá segurar minha vaga, vou ser demitida se descobrirem que eu fiquei com seu irmão.. Adeus sonho de ser secretaria, ganhar bem e pagar a faculdade.
Encontrei Laura, estava pálida e com as pernas moles
— Sarah está bem? Parece que vou fantasma.
— Laura, o homem de preto, é o irmão do Sr. Bianchi, aí estou lascada, perderei meu emprego amiga.
— Você tem certeza?
— Acabei de encontrar saindo do elevador, ele me encarou igual na boate e ainda piscou com um sorriso tipo “Me lembro de voce”
— Calma precisamos conversar com o Carlos urgente, ele nos ajudará pode ter certeza.
Nosso horário estava chegando ao fim, não queria subir e encontrar aquele homem e perde o meu emprego. Entramos no prédio, subi pelo elevador privativo e Laura pelo outro elevador, subi direto para o último andar, meu coração estava disparado. Quando as portas se abriram olhei em volta e não vi nada, fui direto para o banheiro escovar os dentes e lavar o rosto, muito nervosa. Meu celular vibrou e era uma mensagem do João Pedro.
[JP: Como está sendo o seu dia?]
Não consegui responder, fui para a minha mesa e retornei a organizar as planilhas, Juan me enviou mensagem no Skype uns arquivos para serem impressos e organizador na mesa mesa de reunião no andar de baixo e preparar a sala com café e água para receber o CEO e os diretores as 14:30. Organizei tudo rápido em 20 min na sala de reuniões, deixei tudo impecável. Subi para a minha mesa e quando cheguei Carlos me chamou em sua Sala. “Pronto é agora que ele vai ter que dispensar, o que faço agora?” Bati na porta que estava fechada com o coração disparado.
— Entra..
Lorenzo..
Minha manhã de domingo estava tranquila, pensei ir até o prédio da morena que não sai da minha cabeça, mas o que vou fazer la? Não sei qual é o apartamento para interfonar e fazer uma surpresa, quero muito beija la novamente. Posso plantão até ela sair ou perguntar se alguém conhece ela, que ideia de maluco, não sei o nome dela. Não vou fazer vai achar que sou psicopata.
Carlos, vou ligar e perguntar sobre a sua amiga, o telefone dela para conversar. Disquei o número dele e começou a chamar, fiquei aguardando ser atendido… nossa que demora para atender um celular.
— Alô..
— Oi Carlos, aqui quem fala é o Lo..
Me assustei com meu irmão me chamando, desliguei o telefone.
— Ah estava no telefone? Volto depois.
— Fala Leo já desliguei, diga.
Meu celular começo a vibrar, Carlos estava retornando a ligação, rejeitei.
— Não vai atender?
— Não é nada importante, depois retorno. Aconteceu alguma coisa?
— Não, só quero bater papo com você sobre a empresa, sei que não quer ficar no meu lugar. Lorenzo eu batalhei muito pela Bianchi Company, fiz a nossa empresa de Engenharia Software ser global, somos os melhores no ramo. Sei que está tudo caindo em sua costa, mais será o único herdeiro em nossa família, os meus dias estão contados, a doença avançou o estágio, a quimioterapia já não está mais fazendo efeito.
Leonardo parecia cansado, fui até ele e o abracei, quis conforta-ló pois sei que não está sendo fácil, sempre viveu sozinho aqui no Brasil, meus pais não assumem, mas rejeitam o Léo quando ele assumiu que era Homossexual com 13 anos, nosso pai achou que era uma fase e logo arrumaria uma namorada. Passou um tempo, Léo começou a namorar um amigo da escola, meus pais decidiram ter outro filho e ia ensinar desde bebê a ser homem.
Quando eu nasci, Léo ja estava com 16 anos, ajudou a minha mãe cuidar de mim, sempre foi dedicado, sonho por anos ter um irmão. No meu aniversário de 6 anos, recebi a notícia que meu irmão ia se mudar para o Brasil, cuidar dos negócios da nossa família. Lembro que senti muita a falta dele, era mais presente que o meu pai.
Até o meu sexto aniversário meu primeiro pedaço de bolo, era pra ele. Meus pais o afastaram de mim, tinham medo de me influenciar ser gay.
Quando fiz 12 anos meu pai me levou para um bordel, mulheres nuas dançaram na minha frente eu fiquei fascinado, claro não foi isso que me fez ser hétero, depois que me conheço por gente olhava para as mulheres, com 10 anos eu ficava espiando as empregas. Cresci com meu pai me ensinando a ser mulherengo. No meu aniversário de 16 anos pedi um presente para pai, pedi que meu irmão fosse nos visitar, ele autorizou. Pois só eles iam visitar meu irmão no Brasil, no começo eles não deixavam eu ir junto, conforme fui virando adolescente, já não tinha vontade de conhecer o Brasil.
Meu pai sempre falou sobre a máfia, a importância em ser capo, me preparou fisicamente, com lutas desde dos meus 09 anos prático artes marciais. A primeira vez que uma arma tinha 11 anos, aprendi a tirar, sou bom de mira. Frequentava os lugares e reuniões com meu pai até os 18 anos, parei de ir, pois queria viver, curti a vida.
Falei que ia assumir o cargo de capo quando ele se aposentasse, sei que ele ama a máfia então, vai ficar lá até não poder andar mais.
— Eu sei que você deu a vida para a empresa, assim que eu assumir a presidência, vou honrar o seu legado, te dou a minha palavra.
— Bom saber, assim morro mais tranquilo.
— Não fala besteira. Vai viver bastante ainda, você é forte.
Léo tinha o porte físico bem definido, era vaidoso. Ultimamente estava usando peruca, pois não tinha mais cabelo por causa da quimioterapia, até me ofereci a ficar careca, mas ele não quis.
— Vamos almoçar Léo, antes que nossa mãe venha nos buscar.
Se juntamos aos nossos pais e foi um almoço tranquilo. Após o almoço desisti de ir atrás da minha bambina ou ligar para o Carlos. Tenho reunião na empresa conversarei com ele pessoalmente.
Acordei cedo e fui para academia, precisa gastar energias que estava acumulada. Preciso encontrar ela, não sai da minha cabeça.
Me arrumei e desci para irmos todos juntos para empresa.
— Cadê o Leonardo? Porque ainda não desceu?
— Ele vai mais tarde filho, preciso ir para o hospital fazer alguns exames. Sua mae nos acompanhará também.
— Ok, vamos ?
Meus pais foram com o motorista, decidi ir com meu carro sozinho, pretendo ir visitar minha bambina depois da reunião e da conversa que terei com o Carlos.
Entramos no elevador, vou deixar pais na sala do Leonardo e vou conversar ter uma conversa com o Carlos. A porta se abriu, eu estava atrás do meu quando olhei, lá estava ela. Abaixei a cabeça para não me ver, meus pais não podem sonhar que estou interessado em alguém no momento.
Ela estava de cabeça baixa, aguardando sairmos para poder entrar, quando saímos, parei de frente para o elevador e sorri encarando. Ela levantou a cabeça e me olhou, ficou pálida na hora, dei uma piscadinha, as portas se fecharam.
— O que foi filho? Está parando e sorrindo para as portas do elevador porque?
— Nada mãe, só estou feliz.. quero aprender tudo com o meu irmão, a empresa sei lá, ficou mais interessante.
— Fico feliz em ouvir isso filho… e logo, logo será o maior CEO e Capo. - Meu pai falou empolgado.
Carlos veio nos receber e quando me viu, seu sorriso desapareceu, ficou sério.
— Bem vindo novamente Sr. e Sra Bianchi, como estão?
— Estamos bem, esse é meu filho Lorenzo, ele assumirá o lugar do Leonardo, infelizmente será antes do que pretendia. - Meu pai nos apresentou.
Apertamos as mãos e eu sorri, Carlos deu meio sorriso e falou:
— Leonardo pediu para acompanhar você até a sala dele, chegará em 30 min para todos irmos almoçar juntos. Podem me acompanhar.
Nos deixou na sala do Leonardo e se retirou. Fiquei observando a imensa sala que no futuro próximo será minha. Vou precisar mudar algumas coisas claro. Aqui é enorme e vou precisa de uma secretária e ficará na minha sala, cabe umas 10 mesas aqui. Gostei do quarto e banheiro fica embutido. Leonardo usa para descansar, mas eu usarei para cansar mais. Assim que assumir a presidência, a bambina será minha secretária, sua mesa ficará de frente para a minha.
— Gostou filho? - Minha mãe perguntou
— Não mudou muito desde da primeira vez que vim visitar a empresa, só não tinha esse quarto e banheiro. Gostei da ideia.
— Leonardo fez pois ultimamente se sente muito cansado e trabalha até tarde.
— Vou dar uma volta pelo andar, quero conhecer tudo.. quando o Leonardo chegar me avisem.
Fui até a sala do Carlos, preciso saber sobre ela. O secretário me atendeu com um sorriso amigável.
— Carlos esta ocupado?
— Não, vou comunicar que o Sr…
Não deixei ele terminar de falar e entrei sem comunicar.
— Como é o nome dela e qual o cargo na empresa?
Carlos se assustou com a minha entrada, não me esperava.
— De quem o Sr. Bianchi está falando?
— A sua amiga da boate, ela me deixou falando sozinho e nem me disse seu nome. Anda desembucha.
— Amiga? Boate? Está enganado, não fui para boate nenhuma.
— Nao se faça de sonso, eu vi até você se agarrando com um rapaz. Quero saber tudo sobre ela ou se nao, me farei de louco e peço a sua demissão.
— Você nao se atreveria. Se chama Sarah, é auxiliar do meu secretário, entrou na empresa faz 1 semana, por favor, esqueça, finge que não a conheceu. Se seu irmão sonhar que vocês se pegaram, ela será demitida e é seu primeiro emprego, nao prejudica lá.
— Não, não quero prejudica lá, ela é jovem aprendiz?
— Sim.. quero efetiva lá como minha secretária, seu irmão não gosta de mulheres trabalhando no nosso andar, mas ela é diferente.
— Fica tranquilo, Leonardo não saberá de nada. Assim que assumir a empresa, ela será minha secretária e não sua.
— Bom até assumir, ela será minha secretária, Juan pedirá as contas na próxima semana.
— Pretendo assumir a Presidência o quanto antes, meu irmão precisa descansar.
O telefone de Carlos tocou… Juan nos informou que Leonardo já estava nos aguardando para ir almoçar.
— Vamos… ah, avisa a Sarah que estarei na esquina esperando no final do expediente, preciso conversar com ela, passa o contato dela por favor.
— Acho melhor primeiro perguntar se posso passar, que tal me passar o seu e ela te chama?
— Se ela não me chamar ou ir embora sem falar comigo, assumo a presidência amanhã e demito vocês dois.
— Fica tranquilo ela vai te chamar.
Fomos todos almoçar a reunião estava marcada para as 14:30. Retornamos as 14:00 e fiquei na sala com Leonardo.
— Vou cancelar meu retorno para a Itália, pretendo ficar no Brasil por tempo indeterminado e a partir de amanhã vou vir todos os dias para a empresa, pretendo assumir o cargo de CEO o mais possível.
Meus pais ficaram quietos e o Leonardo confuso.
— Porque isso agora? O que te fez mudar de ideia tão rápido? - Questionou Leonardo.
— Voce está cada dia pior, sem parar por 20 anos, acho que já está velho demais e anda muito cansado. Nao quero te ver sofrendo, precisa fica em casa descansando nos seus últimos dias que te restam.
— Já quer me matar maninho?
— Claro que não Leonardo, só quero o seu bem. E ouvi a sua conversa ao telefone com o médico, precisa parar e assim conseguirá comemorar o natal com a gente.
— Até ontem você não queria nada disso e hoje quer? Diga a verdade, o que te fez mudar?
— O Brasil e a empresa ficou mais interessante simples.. - Respondi com indiferença.
— Quem é ela? Trabalha aqui na empresa? Se for, pode esquecer esse relacionamento - Minha mãe quebrou o silêncio me questionando, meu pai continuou calado observando.
— Ela? Porque tudo vocês acham que tem mulher no meio? Não estou me relacionando com ninguém e muito menos aqui da empresa, o que? Acham que comi alguém aqui em poucos minutos, porque chegamos quase agora e antes fiquei conversando com o Carlos e pode ter certeza que ele não foi, não curto homens. Ah nesse andar só tem homens, podem olhar na câmera, só fiquei na sala do Carlos.
— Verdade, só tem homens no andar e uma Jovem aprendiz que nunca nem escutei a sua voz. Bom já está na hora da reunião, vamos? - Leonardo nos lembrou.
Acho que convenci todos, que não estou interessado em alguém da empresa. Espero não encontrar ela agora nos corredores, pois não vou me segurar e colocarei tudo para foder.
Sarah..
Entrei na sala do Carlos e estava com uma cara fechada, estava nervoso.
— Carlos por favor, não me demita, eu juro que não sabia que ele era um Bianchi, não sei nem o nome dele.
— Eiii calma, não vou te demitir por ficar com o novo CEO da empresa.
— O que? Ele será o novo CEO? Então, ele mesmo vai me demitir.
— Não bobinha, ele veio conversar comigo, perguntou por você, tentei de verdade fingir que não estávamos na boate, mais ele foi filho da puta, me ameaçou, não, na verdade nos ameaçou…
— Carlos me desculpa, melhor eu pedir então demissão, não quero te prejudicar e…
— Você será demita se não mandar uma mensagem para ele e deixou um recado.
— Qual?
— Estará na esquina te esperando no fim do expediente, precisa conversar com você… se não for e não chamar ele, nos dois seremos demitidos amanhã.
— Não posso, tenho compromisso com o João Pedro após o meu horário.
— Negativo gata, desmarca agora a porra desse encontro e vai falar com o Sr. Lorenzo Bianchi, se eu perde o meu emprego amanhã, pode se considerar uma mulher morta com 17 anos.
— Vou desmarcar.. Agora acho melhor correr, a reunião começa em 5 minutos.
Estava saindo da sala com Carlos, vi os quatros indo na direção do elevador, paralisei na porta. Nunca tinha visto pessoalmente o Sr Bianchi, era um homem alto, cabelo preto, um pouco abatido por causa da sua doença. Olhei para Carlos assustada pois o Sr. Bianchi me contratou com apenas um pedido, eu não cruzar seu caminho no andar. Carlos me puxou para dentro novamente.
— Fique aqui ate o Juan mandar você sair, pego a chave da porta com você depois da reunião.
Concordei com a cabeça, ele saiu e fui para a janela, fiquei olhando o movimento da cidade.
Lorenzo..
— Que coincidência, todos estamos atrasado para a reunião. Olhei em direção a sala do Carlos que estava saindo e vi ela fechando a porta, ficou lá dentro. O elevador abriu as portas, deixei todos entrarem primeiro, segurei a porta e dei uma desculpa para descer depois.
— Esqueci meu celular na sua mesa Leonardo, vou pegar e já retorno. Podem descer na frente, já desço. A portas se fecharam e eu corri para a sala do Carlos, Juan tentou me impedir..
— Fica na tua Juan, você não me viu entrar na sala do Carlos, fui pegar meu celular na mesa do meu irmão e se aquele elevador abrir, diga que fui ao banheiro, me avisa se alguém aparecer. Ah bico calado, agora você é mudo, surdo e cego entendido?
— Sim Senhor.. Abri a porta e ela estava na janela olhando a cidade, quando se virou, gritou de susto.
— Nossa Sarah eu sou tão feio assim?
— Não estava esperando você entrar aqui, me desculpa. O Carlos já desceu para a reunião e eu vou retornar para a minha mesa, licença.
Falou com a voz um pouco falhando, estava nervosa, tentou passar por mim, mas segurei seu braço.
— Porque está tão nervosa?
— Eu não estou nervosa, Juan está ali fora e pode pensar besteira e dizer por aí o que não deve, não quero perde meu emprego por besteiras.
— Esta me chamando de besteira Sarah?
Falei puxando para ficar colocada ao meu corpo, ela tentou se soltar, mas segurei mais firme, ficamos com o rosto bem próximos, senti sua respiração, seu cheiro, não resisti e a beijei. Ela tentou se esquivar, mas não resistiu e respondeu meu beijo. O beijo vai ficando mais intenso, seguro pela bunda e aperto, ela geme, levanto e coloco em meu colo, estou louco de tesao por essa garota. Ela para o nosso beijo e me deu um selinho..
— Preciso respirar, calma.. - Diz ofegante.
Dou outro selinho e a coloco no chão, faço carinho em sua bochecha vermelha, puxo seu queixo e a beijo de novo. Vou com mais calma, um beijo carinhoso.. mordo seus lábios e falo, minha voz sai rouca..
— Ah Sarah, você não sabe o quanto eu desejei a sua boca de novo, não sai do meu pensamento, não paro de pensar em você um minuto.. Precisava te sentir novamente.. Vou te esperar duas quadras daqui, não quero que nos vejam saindo juntos, não vou te prejudicar.
Ela concordou com a cabeça.
— Preciso ir, antes que meu irmão venha atrás de mim.. Ah não se preocupe, Juan está cego, mudo e surdo, pode retornar para a sua mesa eu ja vou para a sala de reunião. Até mais tarde.
Sarah…
Sai da sem olhar para trás, Juan estava assustado olhando fixo para o elevador. Quando me viu, suspirou aliviado e voltou a sua atenção para o computador. Fui para a minha mesa, olhei meus e-mails e tinha algumas planilhas que precisava organizar do Sr Bianchi. Foquei no meu trabalho e não vi a hora passar. Recebi uma mensagem do Carlos no nosso grupo “Babado, confusão e gritaria” onde está eu, ele e a Laura.
[Carlos: não esquece de desmarcar com o João Pedro. Não quero perde o meu emprego amanha]
[Carlos: Puta que pariu, Leonardo acabou de anunciar agora o novo CEO a partir de hoje é o Lorenzo.. Desmarca a porra desse encontro agora]
[Laura: Que? Lorenzo quem é esse?]
[Laura: Perde o emprego porque Carlos? O que está acontecendo gente?]
[Carlos: Mais tarde te explico baby, SARAH responde essa porra, já desmarcou?]
[Sarah: Esqueci, ainda bem que me lembrou, vou desmarcar agora :( ]
[Laura: Carlos está em reunião? Vão brigar por estar no WhatsApp]
[Carlos: Fizeram uma parada na reunião, estão parabenizando o novo CEO.. esse cretino.]
[Carlos: Teve a audácia de me olhar com deboche na hora que foi anunciado que ele era o novo CEO, quis me deixar com medo e conseguiu, puta que pariu kkkkk]
[Laura: O que você fez de ruim para ele? Mal assumiu o cargo e já te odeia Carlos?]
[Carlos: Eu? Não fiz nada, nossa baby class que fez.. Vai começar a reunião novamente, bay até daqui a pouco]
[Carlos: JÁ CANCELOU SARAH?]
[Sarah: Calma, estou pensando em como cancelar meu encontro]
[Laura: Porque vai cancelar? Não está afim dele? Podem ser apenas amigo]
[Sarah: Não é isso Laura.. mais tarde eu e o Carlos te explicamos, vou cancelar meu encontro e voltar a trabalhar]
[Laura: Ok, nos encontramos na recepção na saída]
[Sarah: Não vou para a casa com você hoje, tenho outro compromisso, vai ter que ir sozinha hoje]
[Laura: Posso saber com quem vai se encontrar?]
[Sarah: Mais tarde, prometo que te conto tudo :0]
Vamos lá Sarah você consegue, vai desmarcar apenas um encontro, nada demais.
[Sarah: Oi João Pedro tudo bem? Espero que sim, podemos marcar outro dia? Apareceu um imprevisto e não poderei ir, espero não ficar chateado.. bjs]
Pronto enviado, espero que não fique chateado, ele é um cara legal, me respeitou, bem diferente dos outros na boate.
[JP: Poxa gatinha, fiquei triste, mas não tem problema, podemos marcar outro dia? Aliás, estou bem e você ?]
[Sarah: Desculpa.. podemos marcar final de semana se for tranquilo ok?]
[JP: Vou olhar na minha agenda]
[JP: Brincadeiraa.. topa na sexta-feira?]
[Sarah: Combinado ;) bjs até sexta]
[JP: Vou contar os minutos, amanhã já é sexta feira?]
[Sarah: Bobo]
Acabou a reunião e vi o Carlos entrando na sua sala, achei melhor não ir até lá. Falta pouco para encerrar o expediente, estou ficando nervosa e com medo.
[Carlos: Venha até a minha sala]
Ah não, o que será agora? Tomei um pouco de água e fui para a sala do Carlos, Juan não estava em sua mesa. Bati na porta.
— Pode entrar.
— Oi, me chamou?
— Cancelou o encontro?
— Cancelei, vou me encontrar outro dia com ele.. — O que aconteceu dentro da minha sala? Ele acha que cai na dele, disse que esqueceu o celular na mesa do Leonardo, só eles para acreditar naquele cretino.
— Me assustei quando entrou, estava esperando o Juan me avisar para sair, ele me agarrou aqui dentro.. eu juro que tentei escapar mas..
— Você não tem culpa baby, ele é um ordinário, nos ameaçou, se prepara, nossa vida será um inferno aqui com esse cara.
— Acho melhor começarmos a entregar currículo..
Carlos caiu na gargalhada e eu ri junto, não sei se nossa risada foi por que saiu engraçado ou se a risada foi de nervoso.
— Sarah, Sarah.. se eu colocar meu currículo disponível pra vagas, vai chover empresas querendo me contratar, já recebi diversas propostas de outras empresas.. mais gosto daqui, me sinto bem e se esse filho da puta acha que vai ficar nos intimidando, está enganado.. se ele quer guerra, vai ter guerra.
— Não se estressa Carlos, não vale a pena.
— Amor, ele me olhou de um jeito como anunciaram que ele era o Novo CEO, eu duvidei que ele já ia assumir o cargo quando me ameaçou, achei que o Leonardo ia ficar mais tempo na empresa, mas pelo que entendi, a situação está feia, a doença piorou, está com os dias contados.
— Meu Deus, coitado.. tão novo e saber que tem poucos dias de vida, ninguém merece passar por isso..
— Sim, ninguém merece, ele já sofreu tanto por sua família ser afastada dele, sempre foi sozinho.. Bom agora no final de seus dias, a família ficará com ele. Fiquei triste, sei muito bem o quanto é ruim viver sem a família.
— Já está dando o meu horário, preciso ir.
— Sarah, esquece o que pedi, não vai.. Vamos para casa, não sai com esse louco.
— Mas ele vai nos demitir amanha, não posso perde esse emprego e nem você.
— Uma ligação e amanhã começo a trabalhar em outra empresa.
— Eu não, ficarei desempregada.
— Eu consigo te levar comigo. Arrumo outro emprego. Por favor, nao vá.. parece que estou te mandando para um matadouro. Ele não tem motivos para nos mandar embora, se ele nos demitir eu juro, divulgo o motivo em todos os canais de comunicações.
— Vou desligar meu computador e pegar minha bolsa.