Capítulo 2

Quando George disse isso, todos no quarto ficaram surpresos.

Então, ele franziu um pouco a testa e ordenou: "Agora, coloca o vestido de noiva!"

Vendo que o cunhado a encarava, Sigrid lutou para dizer: "Eu... Eu não quero me casar com você!"

"Ou você se casa comigo, ou a família Vincent vai à falência. Depende de você." Depois que George fez essa ameaça, ele se retirou.

No momento em que o homem saiu de vista, as pernas de Rebecca não aguentaram mais o peso, e ela desabou no chão.

Ela estava perdida. Se os milhões de fãs dela ficassem sabendo que ela traiu o noivo antes do casamento, eles cuspiriam nela. Como que a mulher continuaria na indústria do entretenimento depois disso?

"Rebecca..." Chamou Sigrid.

"Não fala comigo!" Gritou Rebecca, virando-se com raiva para a irmã. "Ele não fazia a menor ideia de que eu tava aqui dentro. Foi você quem trouxe ele pra cá, não foi? Você tá feliz por ter arruinado o meu casamento?"

Sigrid franziu a testa. "O seu amante é o meu namorado. A culpa é de quem? E nós ainda nem estamos quites!"

Rebecca corou de vergonha. "E daí? Só quero que você saiba que o George gosta de mim, e é comigo que ele quer se casar. Ele só trocou de noiva porque ficou bravo comigo. Você não é nada além da minha substituta! É melhor não ficar achando que é boa o suficiente pra se casar com alguém da família Toland. Ele não vai nem tocar em você!"

"O George já admitiu que gostava de mim, mas nunca me tocou por quase três anos. Mesmo que você seja a noiva dele, apesar de estarem casados, vai ser como se fosse uma viúva!" Rebecca pensou, furiosa.

Sigrid não queria mais falar sobre isso com a irmã. "Cadê o vestido de noiva?"

O outro homem, que havia ficado em silêncio até então, enfim abriu a boca: "Sigrid, você é a minha namorada. Como pode se casar com ele?"

Ela olhou para Edward e de repente pensou em como não o conhecia de verdade. "Já que você pode me trair com a minha irmã, por que eu não posso me casar com outro homem?"

Edward não sabia como responder.

Sigrid olhou em volta e viu o vestido de noiva pendurado na arara de roupas ali perto. Ela pegou o vestido e voltou com pressa ao quarto para se trocar.

A mulher não tinha planejado se casar tão cedo, nem esperava se casar com o cunhado. Mas, como George lhe deu apenas duas opções, ela não tinha escolha a não ser se casar com ele.

A família Vincent não poderia ir à falência! Aquela era a herança da mãe dela!

Depois que Sigrid colocou o vestido de noiva, o estilista veio de imediato para fazer um penteado simples nela e colocar um véu. Depois, acompanhou-a até o andar de baixo.

O hall no primeiro andar estava bastante silencioso.

À princípio, era para ser um casamento simples. Desde cedo, Sigrid já havia se acostumado com a ideia de que a cerimônia de hoje não seria muito animada. Mas, agora que a noiva tinha sido substituída, não havia o menor entusiasmo. A atmosfera no lugar estava simplesmente constrangedora.

Rebecca chorava e estava triste, mas linda. Sigrid percebeu que o olhar da irmã demonstrava muito ressentimento.

"Não foi culpa minha. Por que ela tá me olhando com essa cara?" A mulher pensou.

O pai dela, Franklin, aproximou-se e sussurrou no ouvido da filha: "Apesar de eu não saber o que aconteceu, agora que o sr. Toland me contou que trocou de noiva, você precisa se casar com ele. Não se esquece de engravidar o mais rápido possível e de ter um menino!"

Sigrid queria muito chorar. Ela já tinha visto o cunhado muitas vezes antes, mas ele era um homem tão frio que nem mesmo a irmã dela conseguiu se aproximar dele. Não tinha como ela se sair melhor!

Ela nem queria ter filhos com ele! Além disso, era óbvio que George era impotente!

Como ela conseguiria engravidar sem ele?

Capítulo 3

Sigrid foi forçada a se tornar a noiva de George. Sentada no carro, ela não se sentia tranquila, mas sim oprimida.

Devido ao casamento de hoje, o GK Hotel, o maior hotel da Cidade A, estava completamente lotado. Todos os quartos dos andares de cima estavam preparados para quando os convidados dessa noite ficassem bêbados, e o primeiro e o segundo andares eram exclusivos para o banquete.

Esse era um enorme casamento luxuoso, com magnatas dos negócios e celebridades da indústria do entretenimento como convidados. É claro, havia outros convidados não tão renomados também.

Sentada no saguão, Sigrid sentia-se extremamente nervosa.

Foi nesse momento que a porta se abriu e o cunhado dela entrou.

A mulher se levantou com medo, colocou as mãos na frente da barriga e baixou um pouco a cabeça, como se tivesse feito algo errado e tivesse sido chamada para a diretoria da escola. "Cunhado", cumprimentou ela.

Sigrid olhou para as longas pernas do homem, perguntando-se se a diferença de 20 centímetros de altura entre os dois era devido ao comprimento das pernas de George. Por que parecia que, mesmo com os saltos de 10 centímetros que ela usava, as pernas dela eram pelo menos 5 centímetros mais curtas do que as dele?

Com arrogância, o homem olhou para ela e disse: "Começa a me chamar de outra coisa".

Sigrid respondeu: "...Eu não posso te chamar de outra coisa. Já que você não quer se casar com a minha irmã, por que não se casa com e ela e depois se divorcia? Isso não resolveria o problema?"

Ela sabia que o motivo pelo qual esse homem queria que a cerimônia acontecesse era porque muitos dos convidados já sabiam que ele se casaria hoje. O casamento tinha que acontecer pela reputação da família Toland.

"Resolveria, se você quiser que a sua família vá à falência", disse ele.

Intimidada pelo tom gélido do homem, ela gritou com obediência: "Querido!"

O fato de que ela parecia ofendida junto à voz gentil dela deram a esse grito um tom particularmente agradável, o que fez com que George relaxasse bastante.

Logo em seguida, alguém entrou para dar instruções a Sigrid sobre o que fazer no casamento mais tarde.

A mulher sentiu dificuldade em saber como se comportar enquanto todos a encaravam, surpresos ao ver uma noiva diferente. Ela passou a cerimônia inteira com um sorriso forçado no rosto, trocou de vestido várias vezes e brindou com George.

Às dez horas da noite, depois que o casamento acabou, Sigrid entrou no carro, ainda de vestido de noiva.

No banco de trás, a atmosfera estava um pouco estranha.

Ela juntou com força as pernas e disse a si mesma para suportar. Seria tão humilhante se Sigrid se molhasse toda na idade dela!

Ela cerrou os dentes e aguentou o desconforto. Meia hora depois, eles enfim chegaram em casa...

Quando viu o castelo iluminado pelo crepúsculo, a mulher ficou surpresa com o quanto o cunhado era rico. Ao entrar lá, eles se depararam com uma fileira de criados de cada lado de um tapete vermelho. Os criados curvaram-se em sinal de respeito e os cumprimentaram: "Senhor, madame, bem-vindos de volta".

Sigrid estava tão chocada que quase não conseguiu continuar se segurando. Ela seguiu George escada acima e o viu apontar com os dedos finos para um quarto. "É esse aqui", disse ele.

Ela pensava que era um quarto que o homem havia temporariamente arrumado para ela, então subiu com pressa as escadas enquanto segurava a barra do vestido. "Obrigada, cunhado", agradeceu a mulher.

O homem franziu um pouco a testa, pois não gostou muito da forma como ela o chamou, mas permaneceu em silêncio.

A primeira coisa que Sigrid fez assim que entrou no quarto foi tirar o vestido de noiva.

Havia muitas pessoas fazendo brindes naquela noite, e ela trocou de roupa com tanta pressa que não teve tempo de ir ao banheiro. No final do casamento, George a levou embora de imediato. Ela estava com vergonha de ir ao banheiro e ter que deixá-lo esperando, então ficou se segurando até a hora de chegarem em casa.

Sigrid estava somente de sutiã e calcinha quando abriu a porta do banheiro. Depois de dar alguns passos, ela notou que havia alguém sentado no pequeno sofá do quarto...

Era o cunhado dela!

George!

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