Capítulo 2

Mateus narrando

- Mateus - Meu pai Antonio me chama - Você é dono de uma máfia e se você quer ser respeitado você precisa tomar jeito.

- Só porque eu fui fotografo com algumas putas? - Eu pergunto

- Eu sou presidente da merda desse pais - Ele fala - Eu não preciso de ninguem especulando a tua vida, VOCÊ precisa agir em silêncio,arrumar uma mulher e casar - Começo a rir.

- Oque vai melhorar isso na minha reputação? -Eu falo - Ninguem se mete comigo porque sabe eu não estou aqui para brincar, você acha mesmo que so por causa que me fotografaram com umas putas isso vai mudar algo??? - Ele me encara com ódio.

- Eu so estou pedindo para você preservar a minha imagem Matheus - Ele fala

- A discussão de vocês dois eu consigo escutar lá fora - Gabriel meu braço direito fala.

- Meu pai ta achando que vou deixar de ser temido porque estou pegando putas na rua - Eu falo gargalhando.

- Discussao sem pé e sem cabeça - Minha mãe Sofia entra falando.

- Não se meta Sofia - Meu pai fala para ela. - Eles estão querendo algo para me derrubar - Ele me encara - Eles estão vasculhando a vida de cada um da minha familia se eles descobre que você comanda uma das maiores máfias Mateus, eles acabam comigo e com você junto, porque vai todo mundo te caçar e muito dos teus negócios vai para água baixo.

Em algumas coisas ele tinha razão.

- Eu tenho um primo que pode ajudar - Gabriel fala

- Primo? - Eu pergunto - Ajudar em que?

- Sobre a história do casamento - Eu bufo

- Esquece - Eu falo - Vocês acha que casar vai adiantar em algima coisa?

- Mateus eu preciso de voce nessa reta - Meu pai fala - tudo oque você tem é graças a mim, então você deve muito à mim - Eu encaro ele - Você arruma alguem para manter um noivado, casamento de faixada ate eu me reeleger.

- Não to acreditando nisso - Eu falo

- Meu fiho faz isso por favor - Minha mae fala - Como esse teu primo pode ajudar Gabriel? - Eu encaro Gabriel que me encara.

Gabriel ainda entrava nas loucuras dos meus pais.

- Existe um evento que vai acontecer daqui alguns dias - Ele fala - Final da semana - Meus pais escutava ele atendo - A onde você pode comprar uma garota para fingir ser sua mulher, usa como você quer e depois descarta quando não precisar mais, passa para frente.

- Isso é interessante - Meu pai fala

- Pensa filho - Minha mãe fala - Só até seu pai se reeleger.

- Quando é? - Eu pergunto

- Sexta - Gabriel responde e eu assinto c9m a cabeça.

Era de mais uma pessoa que nem eu ter que "comprar" uma esposa por causa do meu pai. Daqui alguns meses teria eleição e meu pai estava muito preocupado em não conseguir se reeleger, e com todos os adversários querendo cair encima dele , querendo algum podre porque sabe que o povo ama ele, e claro que sobraria para mim também.

- Sobre Romeu ele já foi empacotado - Gabriel fala

- Menos um problema para cabeça - Eu falo - Sexta você vai e escolhe a mais gostosinha.

- Você não vai? - Ele pergunta

- Não - Respondo rígido

- Porra você precisa ir - Gabriel fala

- Tenho uma máfia para cuidar - Ele fala

- Alguns minutos afastado não vai ser problema - Ele fala.

Já tinha entendido que eu teria que ir.

Capítulo 3

Elizabete narrando

- Elizabete né? - Daniela fala sentando ao meu lado na van.

- Sim - Respondo.

- Eu só conheço você aqui - Ela fala - Acho que deveríamos ficar juntas.

- Não, obrigada - Eu falo para ela e ela me encara.

- Se acha esperta não é mesmo? - Ela fala me olhando.

- Aqui dentro não temos amigas - Eu falo e ela arqueia a sobrancelha para mim, sinto o olhar dela para um dos seguranças e ela se levanta e senta em outro branco.

Daniela era a puxa saco deles para se dar bem ela entregava todas nos e fazia nossa vida um inferno, porém, Ela nunca saia do lugar, continuava que nem nós,mas com algumas regalias.

Regalias? Sim, algumas regalias. Como, agora. Todas nós fomos levadas para um quarto pequeno cheio de colchonetes, enquanto ela, deveria está em qualquer outro lugar transando com os " caras lá de cima" para conseguir ter comida, roupa nova, banho quente e uma cama confortável. Eu não julgaria ela se ela não prejudicasse ninguém para chegar a onde ela quer chegar, mas ela prejudica,me prejudica e todas iguais à mim, então, ela não era uma pessoa que eu diria que um dia poderia ser minha amiga.

Ela era que nem eles, só que um pouco mais burra!

O discurso era sempre o mesmo e não importava se você não estava mais no mesmo lugar : " Aqui dentro vocês são inimigas uma das outras, porque aquela lá pode ter sorte e arrumar pessoa bacana que tire ela da aqui e você pode perder essa chance por causa dela " . Por isso eu me mantinha na minha, me mantinha calada e no meu canto.

Eu só queria me manter viva, e para isso, eu tinha aprendido que deveria abaixar a cabeça e seguir às ordens.

Dois dias dentro desse quarto com mais de 20 garotas, um quarto que no maximo daria para 4 pessoas dormirem.

- Eles querem nos matar de fome? - Uma tal de Cintia reclama.

- Talvez essa seja a intenção - Uma garota chamada Roberta fala.

Algumas meninas aqui eram novas e talvez ainda não sabia como funcionava as coisas por aqui, eu tinha pena por elas e uma vontade enorme de contar que isso aqui era pior do que o inferno que elas achava que tinham chegado.

Já era noite e todas nós estava prontas, os homens e algumas mulheres ja andavam pelos corredores, todos bem vestidos e um sorriso cínico no rosto. A única coisa que nos tinha era uma pequena lingerie cobrindo o nosso porco.

Era humilhante os olhares em nós, tantos dos homens e das mulheres. Eu queria dizer que eu ja era acostumada com tudo isso,mas eu não era.

- Elizabete - Marisa uma das mandantes fala me olhando -Como é bom ver você de novo e saber que você ainda ta viva - Ela diz com um sorriso enorme e falso no rosto - Você vai para o salão 5 vip, primeiro você precisa ir até a cozinha para ver como às coisas funciona - Ela me olha de cima à baixo - Voce ta melhor do que alguns anos atras. Encorpou, ta do jeito que os homens gostam agora, por isso ainda ta viva - As suas palavras ficaram engasgadas dentro de mim.

- Marisa - A voz da Daniela soa atrás de nos - Manoel falou que você tem novidades para mim?

- Ja terminamos por aqui Eliza - Marisa fala me olhando - Tenho sim - Ela diz sorrindo pada Daniela.

Vou em direção ao salão 5 e vou para parte inferior a onde ficava o caminho para os banheiros fos convidados,uma área para nós se a gente precisar e para a cozinha. Eu paro na frente de um espelho que tinha ali na aquele corredor e me encaro, eu tinha nojo toda vez que eu me via na frente de um espelho. Começo a sentir uma agonia forte no meu peito, eu estava preste a ter mais uma crise de ansiedade e eu não podia ter,balanço a cabeça e quando me viro para tras acabo batendo em um homem que segurava uma taça na mão e oque faz ele derrubar todo o liquido que deveria ser conhaque, champanhe, ou qualquer outra bebida alcoólica nele, no seu terno cinza.

- Des - Começo gaguejar vendo o grande estrago que eu tinha feito - Desculpa - Falo agora encarando os seus olhos verdes e ele encara a sua roupa e depois me encara.

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