Ponto de vista de Makenna:
Ao abrir os olhos, senti uma onda de pânico me atingir, descobrindo que eu estava presa, com as mãos e os pés firmemente atados por cordas.
O que estava acontecendo? Quem tinha feito isso comigo?
Me retorcia e lutava freneticamente para me soltar, mas então a voz arrogante de Jessica rasgou o silêncio como uma faca. "Acho melhor não desperdiçar sua energia, Makenna. Afinal, você não irá a lugar nenhum."
Ergui a cabeça e a realidade sobre minha situação me atingiu em cheio. Fui deixada numa estação de trem, onde o som distante de um trem se aproximando preenchia o ar.
Não muito longe, Jessica, Frank e até meu pai e minha madrasta estavam parados como estátuas, seus olhares gélidos fixos em mim.
Foi então que me dei conta de algo — eles iriam me sacrificar para salvar Jessica.
Nesse momento, uma onda de desespero me invadiu, se transformando num grito. "Isso não é justo! Deixem-me ir! Soltem-me agora mesmo!"
Era Jessica quem deveria ser enviada ao palácio para se tornar a escrava sexual dos príncipes, não eu! Por que eu tinha que passar por esse pesadelo?
"Makenna, pare de se comportar como criança." Irene Dunn, minha madrasta, usou aquela voz doce e enganosa que sempre empregava para esconder sua malícia. "Os três príncipes Lycan não são tão cruéis quanto as histórias fazem parecer. Sua vida lá será muito melhor do que você imagina."
Sem conseguir me conter, sorri amargamente e disse: "Se será tão boa assim, por que não envia Jessica?"
Nesse momento, a fachada de gentileza de Irene começou a falhar. Com isso, ela se voltou para meu pai, suplicando com os olhos.
Foi então que ele finalmente se manifestou, sua voz tão fria quanto o gelo: "Sua mãe tem razão. Você é sempre extremamente sensata, Makenna. Jessica ainda é nova demais para enfrentar a vida no palácio. No fundo, você sabe que essa é a melhor decisão. Sendo assim, peço que seja obediente, pois você será enviada para o trem neste momento."
Suas palavras destruíram a última esperança que eu ainda nutria.
Todos estavam cientes do que me aguardava no palácio — os três príncipes eram conhecidos pela sua brutalidade. E, mesmo assim, meu próprio pai estava me entregando a eles de livre e espontânea vontade.
A risada de Jessica reverberou com profundidade na minha alma. "Boa sorte, Makenna. Aliás, o casamento que você organizou não será em vão, pois Frank e eu iremos usá-lo."
O casamento…
Meu estômago se revirou com uma mistura de raiva e nojo. Afinal, era para Frank e eu nos casarmos. Como ele foi capaz de me trair dessa maneira?
Então me voltei para Frank, me segurando à esperança ingênua de que ele pudesse fazer alguma coisa, que dissesse algo para pôr um fim a essa loucura. Entretanto, ele se mantinha calado, seu semblante frio e indiferente.
Fechando os olhos, ri amargamente da minha própria ingenuidade.
Como eu ainda podia ter a esperança de que ele fosse me salvar? Como fui tão cega?
Irene fez um gesto sutil e, sem qualquer hesitação, os soldados do palácio se aproximaram e me seguraram como se eu fosse uma boneca de pano indefesa.
Em seguida, eles me arrastaram para dentro do trem e amarraram minhas mãos com mais força, deixando-me sem saída.
Encolhida num canto da carruagem, conseguia ver os soldados armados patrulhando, com as armas presas ao peito. Lágrimas deslizavam silenciosamente pelo meu rosto, deixando manchas nas minhas bochechas.
Talvez, quando esse trem parasse no seu destino, fosse o fim para mim.
Durante a viagem, perdi a noção do tempo, e os minutos logo se tornaram horas. Depois do que pareceu uma eternidade, finalmente chegamos ao palácio.
Os soldados então me empurraram para dentro de um amplo salão, onde outras mulheres já estavam reunidas, parecendo tão apavoradas quanto eu. Era evidente que todas elas tinham sido trazidas para cá à força, da mesma forma que fizeram comigo.
O medo me consumia por dentro. Seria esse o meu destino? E eu simplesmente o aceitaria?
Não. Eu não podia aceitar algo assim. De jeito nenhum.
Olhei ao redor da sala, buscando desesperadamente uma forma de escapar. No entanto, todas as saídas estavam bloqueadas, com soldados de guarda em cada porta. Eu estava encurralada, e meu coração mergulhou ainda mais no abismo do desespero.
"Fiquem todas em pé!" De repente, uma voz autoritária ecoou, me tirando dos meus pensamentos.
Então uma mulher uniformizada entrou com passos firmes, seus olhos nos analisando como um falcão que observava sua presa.
"Chamo-me Hayley White e sou a inspetora responsável pela seleção de escravas sexuais", anunciou ela, sua voz áspera e insensível. "Agora, vocês devem tirar todas as roupas. Os príncipes logo estarão aqui para avaliar seus corpos e decidir quais de vocês deverão servi-los."
Diante de tal anúncio, senti meu sangue gelar. Tirar todas as roupas? Aqui? Na frente de todos?
Eu não tinha a menor vontade de fazer isso. Segurei a gola do meu vestido, sentindo meus dedos tremerem. As outras mulheres estavam tão horrorizadas quanto eu, todas paralisadas pelo choque.
Hayley, sem se surpreender com nossa resistência, fez um gesto para os soldados. Sem pensar duas vezes, eles seguraram uma das mulheres e começaram a rasgar suas roupas com uma frieza implacável.
"Não! Parem, por favor! Deixem-me ir!"
Seus gritos reverberaram pelo corredor enquanto ela se contorcia na tentativa de se livrar deles, mas seus esforços foram em vão. Eles a imobilizaram no chão, rasgando seu vestido até que ela ficasse completamente despida, tremendo num canto.
A cena do seu desespero fez meu estômago se revirar. De forma instintiva, recuei um passo, o pavor tomando conta do meu coração.
Para eles, não passávamos de meros objetos a serem usados e jogados fora.
Então a voz de Hayley ecoou, afiada como um chicote: "Andem logo e comecem a tirar as roupas, ou desejam ser as próximas?"
As mulheres, antes hesitantes, estavam agora completamente apavoradas. Seus olhares se cruzaram, pedindo silenciosamente uma segurança que nenhuma de nós poderia fornecer. Aos poucos, soluços romperam o silêncio enquanto elas se despiam, perdendo a dignidade a cada peça de roupa retirada.
Enquanto as observava, tive a clara e esmagadora certeza de que não havia como fugir. Meu coração batia alto nos meus ouvidos enquanto fechava os olhos, com o peso da minha realidade me oprimindo como um cobertor pesado. Com as mãos tremendo, comecei a abrir os botões das minhas roupas, murmurando uma prece silenciosa.
Por favor, que eu não fosse a escolhida!
Em pouco tempo, estávamos todas despidas e em fila, enquanto as lágrimas caíam em silêncio.
Hayley balançou a cabeça com satisfação. "Assim está melhor. Agora, basta esperar que os príncipes façam suas escolhas."
Essa afirmação provocou uma onda de terror em mim. Cerrando os punhos, senti a bile subir pela garganta enquanto pensava em ser tratada como gado por três homens que nos enxergavam apenas como objetos para seu prazer.
O tempo parecia se arrastar, com cada segundo passando de maneira agonizante, mas nenhum dos príncipes havia aparecido ainda.
Com um semblante carrancudo, Hayley olhou para o relógio. Em seguida, ela se virou rapidamente para um dos criados, berrando uma ordem: "Vá e descubra o motivo do atraso dos príncipes."
Não demorou muito para o criado voltar com uma expressão preocupada. "Senhorita White, os príncipes... estão se negando a vir."
Antes que o criado conseguisse terminar, um grito agonizante ecoou pela porta. Virei a cabeça a tempo de ver um dos soldados ser empurrado para o lado como se não pesasse nada e tombar no chão. No corredor, apareceu um homem que parecia estar carregando o fardo da própria morte sobre os ombros.
Ele era alto, com cabelos dourados que brilhavam sob a luz, criando um brilho quase celestial ao redor da sua presença intimidadora. Seu rosto era do tipo que prendia a atenção, perfeitamente esculpido, com maçãs do rosto salientes e sobrancelhas que pareciam ter sido moldadas em pedra. No entanto, eram seus olhos, turbulentos e implacáveis, que deixavam a sala completamente à mercê dele. Aqueles olhos azuis afiados nos atravessaram como uma faca, fazendo com que cada mulher se encolhesse instintivamente e abaixasse o olhar em pavor.
Comigo não foi diferente. Meu coração acelerou no peito e minha garganta se fechou enquanto eu rapidamente desviava o olhar para o chão.
Foi então que escutei Hayley cumprimentar o homem de forma respeitosa, com um tom bajulador: "Príncipe Bryan."
Bryan? Bryan Reeves? O filho mais velho do rei, conhecido como o príncipe mais cruel e temido?
Ponto de vista de Makenna:
Um arrepio subiu pela minha espinha enquanto Bryan se aproximava, sua presença irradiando uma intensidade ameaçadora. O que ele pretendia fazer?
Um suor frio deslizava pelas minhas costas e, de forma instintiva, prendi a respiração, temendo que até o menor barulho atraísse sua atenção.
Então sua voz, afiada e penetrante, atravessou o ar como uma faca: "Saia da minha frente!"
No segundo seguinte, um grito abafado escapou dos lábios de Hayley. Com o canto do olho, vi Brayn chutá-la sem qualquer hesitação, como se ela fosse somente um obstáculo no seu caminho. Ele se aproximou de nós, seus passos firmes e pesados, mostrando uma determinação inabalável.
Sua crueldade ultrapassava qualquer coisa que eu havia concebido. Dominada pelo medo, continuei prendendo a respiração, enquanto meu corpo tremia descontroladamente.
Bryan então se posicionou diante de nós, seus olhos examinando o grupo com um brilho predador. Em seguida, ele exclamou com um tom frio e desdenhoso: "Um bando de insetos insignificantes, pensando que merecem ser minhas mulheres? Como meu pai quer que eu escolha uma escrava sexual, vou acabar com vocês, suas vadias."
Soluços baixos ecoaram entre a multidão, e eu sentia meu corpo tremer mais intensamente, implorando para que eu não fosse a escolhida.
Contudo, meus apelos acabaram sendo em vão. Já que no segundo seguinte, um par de sapatos de couro preto polido apareceu na minha frente, fazendo com que minha mente ficasse em branco.
Antes que eu pudesse processar o que estava acontecendo, seus dedos prenderam meu queixo com uma força implacável.
Reprimindo o grito na minha garganta, fui obrigada a encarar aqueles olhos azuis gélidos e penetrantes.
Com medo, arregalei os olhos, enquanto Bryan apenas ria de maneira sombria e sarcástica. Ele então me encarou da cabeça aos pés, com uma combinação de crueldade e diversão, apertando meu peito com uma firmeza possessiva e um desdém evidente. "É um bom corpo. Vou ficar com essa."
Uma dor aguda me invadiu e um grito escapou dos meus lábios enquanto eu tentava me afastar de Bryan, mas ele não permitiu que eu protestasse. Num gesto rápido, ele me jogou sobre seu ombro e me levou em direção à cortina de contas no final do corredor.
"Não!", gritei apavorada, contorcendo-me nas suas mãos. "Deixe-me ir! O que vai fazer comigo?"
De repente, Bryan me arremessou com força no sofá que ficava atrás da cortina. Ao olhar para cima, percebi que seus olhos estavam mais gélidos e agressivos do que nunca.
"O que acha que vou fazer?"
Ali estava Bryan, pairando sobre mim como um predador prestes a atacar sua presa. Seu sorriso não transmitia nenhum calor, apenas uma ameaça perturbadora. "Irei te foder aqui mesmo, onde todos poderão ouvir, assim as mulheres do lado de fora entenderão o que é ser minha."
Meu coração martelava no peito e o temor que sentia escalava para níveis insuportáveis. Tremendo descontroladamente, supliquei: "Não, me poupe... por favor. Eu imploro... tenha um pouco de misericórdia. Sou inocente..."
Entretanto, antes que eu tivesse a chance de terminar de falar, senti uma dor aguda e penetrante no meu peito.
Bryan havia mordido meu mamilo, sua mordida cruel e implacável.
"Ah!" Um grito escapou dos meus lábios, meu corpo tremendo enquanto eu tentava afastá-lo. "Está doendo! Pare, por favor!"
No entanto, a dor física não se comparava à humilhação que arrasava minha alma.
Por trás das cortinas, eu tinha consciência de que eles podiam escutar meus gritos — talvez até ver minha degradação. Bryan me transformou num espetáculo para eles, uma pequena demonstração da sua autoridade.
"Vossa Alteza, você não pode fazer isso!" A voz de Hayley ecoou do outro lado da cortina, implorando num tom desesperado. "O rei ficará furioso se descobrir!"
"O quê? Eu não deveria apenas obedecer às ordens dele e levar essas mulheres para a cama?", zombou Bryan, pressionando seus dedos nos meus quadris com uma força dolorosa. Num tom irritado, ele continuou: "Como meu pai quer que eu me deite com essas criaturas desprezíveis, vou fazer o que ele deseja. Agora, se elas irão sobreviver ou não, já não é problema meu."
Uma risada maligna saiu da sua garganta enquanto ele se curvava e mordia fortemente meu ombro.
"Argh!", gritei, sentindo a dor da mordida dele se espalhar pelo meu corpo. Meus gritos agonizantes ressoaram pelo corredor.
Entretanto, Bryan não parecia satisfeito ainda. Já que no segundo seguinte, ele agarrou meus cabelos e puxou minha cabeça para baixo, em direção à sua virilha.
Meu estômago se contorceu de horror ao vê-lo abrir o zíper das calças, revelando seu membro ereto e forçando meu rosto para mais perto.
Nesse instante, a dura realidade me golpeou como um trem de carga.
Ele estava prestes a me humilhar ali mesmo, na frente de todos. Que louco!
Me vendo nessa situação, lutei desesperadamente.