Capítulo 2

Dou a volta e vou até seus pés que estão amarrados pendurados nessa espécie de mesa ou cadeira, não entendo bem. Corto a correia que os prende com minha faca, me levanto  e fico olhando, seu corpo nu, mas o que raios estavam fazendo com esse homem aqui? 

Corto então as duas correias que prendiam suas costas e o faço se erguer. Ele cambaleia, parece sem forças e suas mãos estão algemadas, melhor deixar ele assim, ainda é um prisioneiro para nós também. 

Quando fica totalmente de pé, ele me olha assustado, sai se encostando a parede atrás dele e me olha com medo dizendo alguma coisa com seu rosto ainda mais assustado. Eu aponto minha arma por não esperar ele fazer isso. Ele olha pra arma em minha mão e se encolhe dizendo alguma coisa. 

Eu ergo minhas mãos no ar e mostro que não vou atirar, ele fica me olhando e eu peço silêncio mais uma vez, dizendo que pode ter mais soldados vindo pra cá. Não sei bem se ele me entende, mas pelo menos fica quieto. 

Só então desço meus olhos e vejo mais abaixo em seu corpo, seu pênis preso por alguma coisa metálica, algo parecido com um objeto de castidade daqueles usados em ritos de sadomasoquismo. 

Mas que porra estava acontecendo aqui? 

Eu pego um cobertor que vejo ali perto e me aproximo dele mesmo que ele pareça um animal arisco com minha aproximação e digo: 

__Temos que sair daqui. 

Coloco o cobertor sob suas costas olhando em seus olhos com a arma em minha mão no ar e ele permite que eu faça isso. Cubro seu corpo agora. Eu digo mais uma vez:

__Temos que sair daqui. 

Ele não se move e eu digo:

__Vamos!

Ele se assusta e eu me canso disso, aponto a arma e faço ele se mexer. 

Estamos do lado de fora, andamos por cantos mais escondidos, não quero ser metralhado como meus companheiros. Noto a chegada de mais alguns soldados inimigos e arrasto o prisioneiro  para um canto escondido comigo. Ficamos assim uns segundos, ele geme baixo e eu coloco a mão em sua boca. 

Ainda bem que ele está com esse cobertor em volta do seu corpo, seria estranho estar perto de um cara nu assim. Mas não é o momento para pensar sobre isso. O carro com os soldados segue adiante e percebo que é melhor achar um canto para nos escondermos por hora. 

Andamos um pouco, já está escurecendo e avisto uma espécie de casa e quando entramos vejo que se parece uma pequena escola abandonada, ainda perto da base inimiga. O prisioneiro está perdendo suas forças e eu tenho que segurar seu braço em torno do meu ombro para que ele entre e eu o coloco sobre um colchão velho de um antigo dormitório. 

Ainda posso ver as luzes dos carros rondando o local, melhor ficarmos escondidos aqui em silêncio até eu conseguir entrar em contato com a nossa base para organizarem nosso resgate. 

 Tento comunicação com meu rádio e infelizmente não consigo obter sinal nem reposta. 

Olho para o prisioneiro ali deitado, ele treme e murmura algumas palavras que não consigo entender. Me aproximo e coloco minha mão em sua testa. Com essa febre ele não durará muito tempo. 

Algum tempo depois e não vejo mais as luzes dos carros, olho mais uma vez para o russo e sua febre ainda parece continuar igual. Merda, esse cara vai morrer aqui assim e ele é a prioridade da nossa missão, não importava quem perdesse a vida. Preciso fazer alguma coisa.

...

Estou no laboratório mais uma vez, tento comunicação com o rádio de Henderson, consigo pelo menos avisar que estou com o prisioneiro e preciso de resgate, mas não obtenho resposta, mesmo tentando diversas vezes, espero que eles tenham captado o sinal e me ouvido. 

Ando mais um pouco e vejo o quarto onde seria a prisão do prisioneiro pelo que percebo, encontro umas roupas e mais um cobertor. Abro um pequeno armário no banheiro e encontro uns pequenos frascos com um líquido amarelo dentro. Está naquele idioma falado pelos soldados e só consigo entender a palavra  calafrios, coloco na minha mochila e volto novamente para o laboratório. 

Vejo uma pasta, abro e vejo a foto do prisioneiro, Liak Vassilieve. Pego isso e também um laptop que vejo que ainda tem carga e levo comigo para o nosso atual abrigo. 

Assim que chego, checo os sinais vitais do prisioneiro e vejo que estão fracos. Pego a pasta e ligo o laptop para ver se consigo encontrar alguma coisa relevante que possa me ajudar por hora. Na pasta consigo ler alguma coisas, algo sobre experiências com um remédio em teste. Efeitos colaterais dentre eles febre e calafrios. Checo o indicado para conter isso em casos graves e vejo a foto do frasco que peguei naquele banheiro. 

O laptop está ligado e vejo algumas pastas na área de trabalho. O nome do prisioneiro em algumas delas. Abro uma pasta de número 1 e há vários vídeos, aperto o play do primeiro. Consta ser de três meses atrás, época em que ele foi dado como desaparecido por conta de um sequestro.  

No vídeo ele está nu, parece mais saudável do que aparenta agora, está em uma mesa amarrado e um médico com uma seringa, aplica algo em seu braço. Minutos depois ele está excitado e se contorce na mesa ignorado por toda a equipe presente. Isso segue até o fim do vídeo e vejo que alguns seguintes são umas horas mais tarde no mesmo dia e novamente lhe aplicam mais algumas vezes no braço  o mesmo líquido de antes. 

Ele continua excitado, uma mulher de jaleco branco vem até o médico que o observa e conversa em um idioma que não compreendo. Ela passa a mão no pênis do prisioneiro e ele se contorce na mesa. Ela sai. O vídeo continua até o final com foco no prisioneiro que tem expressões nítidas de dor.

Uns vídeos mais a frente a mulher de jaleco branco faz novamente o que fez antes com a mão e depois dá um tapa em seu pênis fazendo ele gozar no mesmo instante. Até fico meio desconcertado vendo isso. Eles riem de alguma coisa e injetam mais líquido em sua veia. 

Nos próximos vídeos os vejo colocando aquele dispositivo em seu pênis. Isso deve doer, o pênis dele precisa caber em um dispositivo várias vezes menor que o seu tamanho. Então eles apenas lhe aplicam mais doses na veia e agora seu pênis fica preso e ele se contorce mais ainda. 

Salto algumas pastas e já vejo os soldados o violando como vi hoje mais cedo, mas são de dois meses atrás. Ele vem passando por isso desde que o trouxeram pra cá.

Eu nunca fui me de me assustar com a barbaridade humana, ainda mais depois de tudo que já vi, mas confesso que isso me deixou um pouco abalado. 

Dou pausa no vídeo e vou até ele. A febre ainda é alta. Retiro as coisas da mochila, pego os frascos, abro um e coloco na boca dele que parece desmaiado e ainda muito quente. Espero que isso funcione.

Ele engole o líquido com um pouco de dificuldade e eu coloco mais um cobertor sobre ele na esperança que ele escape.

Capítulo 3

Continuo tentando ler mais algumas coisas da pasta e entendo algo sobre usar o prisioneiro como cobaia no teste de um remédio que ao que parece seria um estimulante sexual. Agora eu entendo um pouco mais os conteudos dos vídeos. 

Um tempo depois e ele parece despertar aos poucos, checo sua temperatura e ele parece mais normal, estável agora, porém ainda fraco. 

Saio para checar um pouco o local onde estamos e acabo encontrando um vestiário com alguns chuveiros, testo alguns, um deles funciona e por incrível que pareça a água não está fria. Deve ter algum aquecedor velho aqui funcionando ainda. 

Vou até o prisioneiro, e coloco seu braço em volta do meu pescoço. Minha mãe sempre dizia que um banho morno é bom para se recuperar de uma febre. 

Arrasto uma cadeira e o coloco sentado debaixo do chuveiro. Não posso sair de perto porque ele ainda parece meio desacordado. É estranho ficar ao lado de um homem nu assim por tanto tempo e ainda mais quando meus olhos descem para o dispositivo em seu pênis que agora claramente sei para quê funciona. 

Ele está quase acordando, mas ainda parece fraco.

Eu desligo o chuveiro e o enrolo ao cobertor para ele se enxugar e manter seu corpo coberto para que eu possa erguer ele e o levar novamente para o colchão. 

Ele treme de frio agora e coloco o outro cobertor para cobrir seu corpo. 

Ainda espero pelo resgate. 

Uns minutos depois de andar pelo local encontro duas latas de azeitonas em conserva e duas de atum, guardo. Isso aqui era realmente uma escola antes. Volto para ver meu prisioneiro e ele está acordado agora, eu havia amarrado seus pés com uma corda para ele não fugir na minha ausência. 

Olho para ele que ainda parece assustado. Ele treme e percebo que é de frio. Eu digo: 

__Você está bem? 

Mas ele mais uma vez não me entende, porém tem uma aparência melhor. Ele olha para os seus pés e eu me aproximo devagar, pego minha arma e ele me olha assustado. Eu vou com calma com as mãos no ar, coloco a arma sobre a cadeira ali perto e vou até a corda a desamarrando sob seus olhos atentos. 

Eu fico olhando ele se encolher, nem parece mais um homem feito de 23 anos que sei que ele tem agora. 

Eu abro a mochila e mostro o par de roupas que eu trouxe, ele olha atento, mas não tem como eu o vestir com essas algemas. Eu pego as chaves que peguei no laboratório e mostro a ele dizendo:

__Posso abrir isso aí, mas tem que me prometer que não vai fugir ou fazer algo idiota. 

Ele não me compreendo e eu digo em sua frente bem perto olhando em seus olhos:

__Não, Fugir. 

Mostro a porta e concluo:

__Tem muitos lá fora, vão matar você. 

Ele repete em meu idioma:

__Não, fugir. 

Ele parece afirmar e eu preciso confiar nele ou o coitado vai morrer de hipotermia sem roupas assim nessa noite fria. Pego o molho de chaves e depois de duas tentativas encontro a das algemas dele. Ele esfrega seus pulsos e percebo que fazia um tempo que ele as usava. 

Eu lhe entrego o casaco que ele coloca imediatamente. E quando vou lhe entregar a calça eu vejo aquela chave estranha do molho em minhas mãos, ela é a mesma que os vi usando no vídeo para prender aquele dispositivo. 

Eu mostro para ele, que nega com a cabeça e se encolhe ainda mais contra a parede e eu digo tentando acalmá-lo mesmo que ele não me entenda:

__Eu posso tirar. Veja. 

Ele balança a cabeça quase começando a chorar de desespero. Eu sinto pena dele agora. Mas então ele me encara e diz alguma coisa em seu idioma que eu não entendo e faz uma expressão de dor. Eu me aproximo e olho de perto quando ele permite me mostrando. 

Seu pênis está quase roxo e vermelho ao mesmo tempo, isso deve ser insuportável. 

Eu peço para ele ficar calmo, mostro a chave e vou devagar até lá. É um pouco bizarro ter que fazer isso, mas não acho que ele vá conseguir sozinho, só quero ajudar mesmo.

Seguro o cadeado,ele encolhe,eu olho para ele,peço calma e introduzo a chave diferente das outras. Seus olhos estão atentos e assombrados. Abro o cadeado devagar, mas ainda há algo preso na ponta e quando vou puxar percebo que estava introduzido em sua uretra. Ele segura a camisa do meu uniforme e geme enquanto eu puxo devagar vendo o tamanho disso que estava dentro dele. 

Quase vacilo agora ao ver inteiro retirado de dentro dele. Jogo em um canto e volto para o que parece ser uma espécie daquelas cadeias de castidade e o retiro do seu pênis o jogando em um canto também. 

Seu pênis está marcado com os desenhos do dispositivo, mas agora livre disso, ele começa a crescer devagar e o prisioneiro se envergonha, eu digo:

__Tudo bem. 

O cara está entupido de estimulante sexual e não deve ter gozado há tanto tempo que nem sei o que pensar agora. Apenas o deixo ali vestindo a calça. Quando ele termina vou até as latas de azeitonas e atum, pego e abro pra gente. Mesmo dizendo a ele que poderemos ficar aqui por um tempo não acho que ele tenha entendido, mas come um pouco. 

Ele diz alguma coisa, mas não consigo entender. Então ele abaixa a cabeça e junta as mãos, então diz em meu idioma: 

__Obrigado. 

Eu balanço minha cabeça afirmativamente. Ele não deveria agradecer, estou levando ele para uma base pra interrogatório.

Ele diz tocando em seu peito:

__Liak.

Eu digo:

__Hunter.

Agora fico pensando sobre o que meus superiores planejam para ele, de qualquer forma não é problema meu e nada do que fizerem pode ser pior do que ele já passou, ele dá conta. 

Quando terminamos eu pego as algemas dizendo:

__Preciso prender você.

Ele prontamente diz:

__Não, fugir. 

Mas não posso confiar nisso. Vejo seus pulsos marcados, ele nem tenta se defender quando os seguro. Seus olhos estão tristes, ele abaixa a cabeça em submissão. Deve estar acostumado a isso. Eu solto seus pulsos e vou até uma de suas pernas o prendendo a um pilar ali perto. 

Quando olho em seus olhos vejo agradecimento. 

Um tempo depois e ele dorme, me sento em uma cadeira e tento descansar uns minutos, mas melhor ficar em alerta, estamos em território inimigo.

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