Capítulo 2

" A insegurança é uma voz que nem sempre nos diz a verdade "

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|MEI-LI FU|

30 de junho - 09:00 AM

Durante anos vivendo com a certeza de que vou me casar com o primogênito da família Han, somente agora que a fixa caiu, pois, falta pouco para o tão sonhado dia do casamento. — Falta pouco.

Coloquei meus devaneios de lado e segui para a cozinha de modo a deixar o chá pronto para Jessie.

Enquanto admiro a água que começa a criar bolinhas de ar no fundo da chaleira, me permito pensar no meu futuro esposo. O glorioso Ha-jun. — O bilionário mais cobiçado da China.

Respirei fundo contendo meu desespero.

— ... Foco Mei-li Fu, você está perdendo nesse jogo sua burra! — murmurei a ofensa que preciso ouvir em voz alta.

Com facilidade consegui marcar um encontro a sós com minha cunhada, ela é uma pessoa maravilhosa e sua alegria é contagiante. Dei boas risadas com ela em poucos minutos de ligação. Creio ser a quinta ou a sexta vez que nos encontramos sem a presença do Jun, porém, Jae não a deixa sozinha um minuto sequer, mas hoje a própria me prometeu essa privacidade que tanto anseio.

— Se Jessie conseguir conquistar um Han poderá me dar dicas para conseguir a atenção do meu, já que tudo que tenho feito não tem me ajudado muito. Creio que essas revistas de banca de jornal que nos dão dicas de relacionamento é tudo mentira, tudo enganação!

Assim que o chá ficou pronto o coloquei na chaleira e estava pegando alguns biscoitos para colocar como acompanhamento quando o interfone tocou e fui avisada que eles estão subindo.

— Pensamento positivo mulher... pensamento positivo!

As batidas suave da porta me tiraram dos meus devaneios... Puxei o ar com exagero para que as engrenagens da motivação me desse o impulso necessário.

— Vamos Mei-Mei, tome coragem mulher, Quer um Han não, quer? Se mexa a porta não abrirá sozinha. — murmurei segundo até a mesma — Você consegue! — balbuciei.

Segurei a maçaneta e devagar destranquei a porta assim que a puxei por completo contemplai a linda mulher de cabelos exageradamente volumosos e atrás dela, meu cunhado que mais parece um guarda costa do que marido.

— Entrem, por favor — com um sorriso sincero os deixei passar —, muito obrigada por virem.

Dei um abraço em ambos e os direcionei para a sala. Observei pegá-la no colo e colocar sobre o sofá, e em seguida sentar-se ao seu lado. — Merda! Não pensei que ele ficaria, Jazz projetou privacidade.

— Ele já vai Mei-li, pois expliquei que o papo é só de menina. — com as sobrancelhas levantadas, Jae a encarou como se não entendesse o que ela quis dizer.

— Vou? É... Ninfa, não sairei daqui, pode tirar isso da sua cabeça! — afirmou se acomodando no sofá, em seguida cruzou as pernas — O que for dito nessa sala não falarei com mais ninguém.

— Tudo bem... — consenti vendo que não a saída.

Meu casamento é amanhã e preciso de ajuda o quanto antes! Respirei profundamente e fui buscar o chá.

Assim que voltei Jessie estava falando algo com ele que ficou ruborizado.

—... Desculpa tirar vocês do turismo mais uma vez é que estou muito preocupada.

— Conte para nós, já que Jae ficará conosco! — concordei com a cabeça enquanto me junto a eles — Não sei em que posso te ajudar cunhada, mas tentarei. — me sentei na mesinha de centro próximo a ela que me pediu minhas mãos e as segurou com carinho — Me conta o que te preocupa.

— Quando soube que iria me casar com um Han fiquei muito feliz, pois são os solteiros mais cobiçados de Pequim quem dirá da China! Todas as mulheres solteiras querem um para si. — observei ele tossir por conta do que falei.

— Jae, vamos embora amanhã depois do casamento! — séria Jessie informou e viu o sorriso do homem ao seu lado crescer devido ao ciúme exagerado dela, já que é nítido.

" Ele é louco por ela."

Eles parecem tão apaixonados... Será que terei isso com o Jun?

— Hmm, para minha sorte, nada contra as mulheres desse país é que tenho os olhos bem abertos, se é que me entende! Não é "bullying", mas esse chinês aqui é meu — sorrateiro Jae alisou sua nunca — Vai molhar o sofá dela fazendo isso!

— Para com isso! — olhei sem entender o código deles. (como assim molhar meu sofá?) — Continua Mei-Mei — Jae pediu com o rosto corado.

— Molhar meu sofá? — quando vi já tinha perguntado — desculpa, fiquei curiosa.

— Esse chinês safado aqui...

— Vou esperar lá embaixo! — ruborizado Jae beijou o topo da cabeça dela e sem esperar por mim se levantou e saiu às pressas nós deixando sozinha.

— Esse meu Jae... — sorrindo declarou com um tom brincalhão — ficou com vergonha. Então, respondendo sua pergunta, quando disse que molharia seu sofá é uma brincadeira nossa que falo sempre que ele me toca intimamente.

— Entendi. Vocês são um lindo casal. — declarei sincera e entreguei-lhe uma xícara —... Jessie, estou em um beco sem saída, Jun é complicado demais e um tanto grosseiro.

— Sei muito bem disso. Meu cunhado está quebrado, se realmente quiser ficar com ele, tenha paciência.

Levantei-me e sentei ao seu lado.

— Sei das coisas que passaram na infância, na verdade, não sei tudo, só a versão do Jae. Foi um grande baque para mim, imagino a situação do Jun que viveu a mesma ou até pior.

Fiquei totalmente perdida com o que disse. Preciso de mais informações.

— Me conta o que é? — questionei na tentativa de que obtivesse um pouco mais de informação.

— ... Não posso, ele é quem tem que te contar. — me deu um sorriso de boca fechada como desculpa.

— Preciso saber Jazz, estou desesperada! — confidenciou em palavras o que já é aparentemente visível.

Continua...

Capítulo 3

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|MEI-LI FU|

— É algo pessoal demais. Tenha paciência Mei-li, ele não é uma má pessoa, só precisa de uma mulher que tenha paciência para ajuda- lo a superar seus medos. No meu caso foi bem diferente do seu, nossos relacionamentos não são nada parecidos. — concordei bebendo meu chá.

— Sou paciente Jessie... — estalei minha língua não me dando por convencida — Conta-me, por favor, me sinto cega. — supliquei na tentativa de que possa me ajudar.

— Ele tem que te contar. O homem é lindo, cheiroso e poderoso. Jun transborda soberania e muitas mulheres ficam de quatro por ele, não seja uma delas, entende? — lhe disse que não — Ok, você é burra!

— Jessie! — reclamei, pois, ouvir isso em voz alta vindo de outra pessoa não é legal, porém foi um mal necessário —... Sei que sou burra.

— Já é algo, você sabe que está no caminho errado. — concordo. Sinto que ela tem razão — Me conta tudo e juntas veremos a melhor forma de fazer dar certo.

— Ok, estamos nos vendo já faz três meses, fiz de tudo para chamar a atenção dele, atualmente estou numa persona de uma mulher mimada e exigente para ver se consigo algo, mas só tenho seu desprezo e estresse — compartilhei com ela meu sofrimento.

— Para com isso, Jun está acostumado a ter todas ao seus pés. Vejo que é burra e cega! Jun não quer o que tem diariamente cunhada, o homem é um molhador de calcinhas veterano, deixa de ser essa mulher que criou é seja você mesmo cacete! — olhei para ela espantada por causa do palavreado — se acostuma, como Jae diz, tenho boca suja! Falo palavrão no lugar de vírgula.

— O que devo fazer? Seja mais específica! — questionei vendo nela a possibilidade de conseguir o que tanto deseja ter: a atenção do meu futuro marido.

— Seja como Jun! Se ele te ignora, faça o mesmo, mostre desinteresse, deixe-o sentir sua falta. Caso não funcione... não tem jeito, teremos que efetuar MEDIDAS DRÁSTICAS! — franzi o cenho sem entender o porquê da ênfase nessas duas palavras.

— Vou te explicar. — me garantiu com um sorriso animado.

Ficamos por uma hora conversando quando meu cunhado tornou a subir.

O assunto agora é era outro, Jazz estava me dizendo que Nova York é muito bonita e praticamente me obrigou a aceitar o convite de ir até a cidade para que seja ela minha guia turística.

Após o almoço fiquei sabendo como foi o início do relacionamento deles. — É incrível como essa mulher consegue sorrir desse jeito depois de tudo que passou.

A tarde estava caindo quando eles se preparam para ir.

— Temos que ir cunhada. — Jessie declarou e com agilidade Jae a colocou na cadeira de rodas — Seja como ele! Caso não dê certo, plano B!

— Que plano? — Jae questionou com a sobrancelha levantada — como assim Ninfa?

— Sexo anal! — olhei para ela mortificada — sempre funciona, veja como ele ficou.

Me deu uma piscadela e entendi que o foco era esconder nosso plano que tenho quase certeza que não terei coragem de colocar em prática.

— Sexo anal... — murmurei as duas palavras muito tímida.

Meu cunhado me olhou com a face vermelha de vergonha.

— Isso aí garota! — com um sorriso de vitória por ter enganado um Han, me induziu a fazer high five em sua mão — por falar em anal... vamos Jae!

— Ninfa! — sem jeito se posicionou para empurrá-la.

Admirei os dois seguindo em direção a saída. Nos despedimos, fechei a porta e repousei minha cabeça contra ela.

— Você está dizendo que sexo anal ajudará o Jun e melhorar seus bloqueios? — escutei Jae a questionando do outro lado da fina camada de madeira.

— Jae, você não resistiu, porque seu irmão resistirá? Vamos que estou louca para ser amarrada! — cobri minha boca chocada.

O silêncio invadiu todo lugar e ainda assimilando o que acabei de ouvir voltei para o sofá e bebi mais um pouco do chá.

****

Será que ela está certa? Penso que seja loucura, mas deixarei o plano B pronto, vai que dá certo!

Oie! Primeiro vamos focar sobre esse plano aí! 🤓

O que será que Jessie colocou na cabeça da Mei-li? Quem conhece nossa Ninfa sabe que da sua mente só sai coisas boas! 😁👌🏾

Deixe aqui suas teorias, que vou responder todas! Anda, não seja tímida 🙄 conta para titia kio o que vocês acham que é o tal PLANO B.

Agora sim, vamos para mais uma história! Espero que gostem desses dois também. 😌

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