Capítulo 2

DOIS DIAS DEPOIS

NARRAÇÃO DANIEL

Olho meu relógio e já são quase meia noite. Melissa deve estar se trocando para ir embora. Espero que tenha recebido meu presente, que aquele segurança de merda tenha feito o que mandei. Olho a porta onde ela sai escondida todas as noites e nada dela. Meu celular começa a tocar e vejo que é a Isabel. Não quero tirar meus olhos da porta e não quero deixar Isabel irritada por não atendê-la. Pego meu celular e enquanto saio do meu carro, atendo o telefone.

- Oi!

- Onde você está, bebê?

- Sabe que odeio quando me chama assim!

Sua risada me faz revirar os olhos.

- Eu sei! Está tarde e não está na nossa cama comigo, me fodendo de quatro como eu quero.

Paro de andar e repenso a possibilidade de desistir do plano com Melissa e ir pra casa comer minha mulher.

- Estou nua, te esperando!

Sussurra sexy e respiro fundo.

- Onde está?

A porta se abre e Melissa aparece. Usa o vestido que mandei de presente. Está linda!

- Vou jantar com um amigo!

- Jantar essa hora?

- Sim!

Respondo sem conseguir formular uma desculpa descente, já que estou sem palavras com a sedutora Melissa, que me olha de um jeito mandão possessivo, com uma sobrancelha erguida.

- Preciso desligar?

- Vai me trocar por um amigo?

- Sim! Beijos!

Desligo e enfio o celular no bolso.

- Está uma delícia!

- Coisa feia mentir para a esposa. Agora sou um amigo?

Colocas as mãos em sua cintura e tenta não sorrir.

- Achei que me queria como sua falsa amante gostosa e não como amigo.

- Quero como falsa amante.

Me aproximo e puxo seu braço, deslizando minha mão por seu braço, alcançando sua mão. Trago aos meus lábios e beijo um por um de seus dedos.

- Por isso o jantar.

Trago sua mão ao meu braço e quase a arrasto para o meu carro.

- Para conversarmos e eu te convencer a ser minha.

Seu corpo trava e para de me acompanhar.

- Ainda não disse se aceito jantar com você.

- Esta usando o vestido que dei, isso é claramente um sim para mim.

- Não! Estou apenas te mostrando como fiquei linda e você tem bom gosto. Para ver como ficou e só. Agora vou para minha casa, dormir sexy e chique.

Quando se vira para ir embora, rodo-a novamente para mim e seu peito se choca contra o meu. Seus longos cabelos castanhos cobrem seu rosto e vejo apenas um pouco de seus olhos azuis e sua boca carnuda em um batom vermelho, da cor do vestido.

- Não aceito um não. Vai jantar comigo.

- Não!

Responde firme, tirando o cabelo de seu rosto.

- Não perguntei se quer, estou dizendo que vai.

- Não recebo ordens de um homem com síndrome de Deus.

Abro um sorriso enorme, que faz seus olhos se arregalarem.

- O que vai fazer comigo?

- Ser seu Deus!

Me abaixo e agarro sua cintura.

- Não faça isso!

A jogo sobre meu ombro e me ergo de novo, com ela pendurada.

- Me solta seu rico de merda! Quem você pensa que é?

- Deus!

Tenta se jogar para trás e seguro sua bunda. Sinto o quanto ela é redonda, passando a mão nela.

- Você está passando a mão na minha bunda?

- Estou vendo a perfeição que eu criei?

- Idiota!

Levo um tapa na cabeça e o pouco que vejo de seu rosto, está sorrindo.

- Sou Deus e você meu cupido. Vai fazer minha mulher morrer de ciúmes e dar pra mim igual uma vadia surtada.

- Se ela ainda não deu assim pra você, então sinto te informar que o problema está no seu pau divinal.

A coloco no chão, prendendo seu corpo no meu carro.

- Vai por mim, esse pau divinal já fez loucuras com ela.

Abro a porta do carro e encaro seus olhos incrivelmente azuis.

- Agora entra que vamos jantar em um lugar delicioso.

- Não estou com fome.

Cruza os braços e me lança um olhar desafiador, como se eu não fosse enfiá-la no meu carro a força.

- Então vamos beber!

- Não estou com sede.

- Então vamos conversar!

- Não temos nenhum assunto em comum para conversarmos.

- Para de ser insuportável e apenas venha comigo.

- Não está sabendo lidar com alguém que te diz não?

- Muitas pessoas me falam não, você é só mais uma tentando me irritar.

- Eu te irrito?

- Muito!

- Então por que não escolhe outra mulher para te dizer sim senhor?

- Por que não gosto de coisas fáceis.

- Então se eu te disser sim senhor, o tempo todo, vai me deixar em paz?

- Sim!

- Certo! Vamos jantar, senhor!

Entra no carro e puxa o cinto enquanto a encaro, tentando entender essa mulher.

- Vou desistir de ser submissa as suas vontades e sair do carro.

Fecho a porta na cara dela e sigo para o meu lado. Entro e fecho a porta. Enquanto puxo meu cinto, ela mexe no meu rádio.

- Não acha que é muita liberdade mexer no meu rádio?

- Não acha que é muita liberdade passar a mão na minha bunda?

Estamos tentando não rir.

- Vamos logo para a sua tentativa de me convencer a ser sua amante. Quando mais rápido isso acabar, mais rápido volto pra casa, pra minha cama.

- Agora entendo porque é solteira, sendo tão linda assim.

- Me acha bonita?

- Você sabe que é, esta é uma das razões para te escolher.

Dirijo até o restaurante de um amigo. Certeza que se jantar lá com a Melissa, logo Isabel ficará sabendo.

- Por que sou solteira?

- Porque é a versão feminina e de TPM de Deus. Insuportavelmente chata em sua perfeição.

- Então somos Deus, em diferentes gêneros?

- Sim!

Nós dois estamos rindo.

- Não nego que sou chata, principalmente com fome.

- Disse que não estava com fome.

- Menti! Era pra você desistir logo de mim.

- Não sou um homem que desiste, Melissa! Vai ser minha falsa amante querendo ou não.

Paro o carro em frente ao restaurante. Assim que abro a porta para sair, impeço que Jonas abra a da minha acompanhante dessa noite. Dou a volta no carro e abro a porta de Melissa. Estico minha mão e assim que ela coloca a dela sobre a minha, sai de uma forma sensual que faz Jonas abrir a boca. Sua fenda no vestido expõe suas lindas pernas.

- Obrigada!

Sussurra de forma melodiosa, na sedução pura.

- É um prazer!

Devolvo com uma voz firme e minha mão se apóia em sua cintura, puxando-a para mim.

- A chave está no contato.

Digo ao garoto que deve ter uma bela ereção agora.

- Viu por que te quero como minha amante?

- Falsa! Não se esqueça disso.

Entramos no restaurante e de longe vejo o amigo de Isabel, conversando com alguns clientes em uma mesa. Somos conduzidos para uma mesa próxima e nos sentamos. Espero que esse jantar chegue aos ouvidos da minha mulher.

- Já desejam pedir?

Olho para Melissa que parece querer me devorar.

- Pede pra gente!

- Claro!

Peço um vinho e um peixe ao molho de coco.

- Obrigado!

Entrego o menu ao garçom que se retira.

- Vamos negociar!

A bela mulher a minha frente diz, apoiando os braços sobre a mesa. Seu decote se amplia, quase me dando uma visão de seus seios.

- Quanto estaria disposto a me pagar para essa cena toda de ciúmes?

Me curvo, também apoiando os braços sobre a mesa.

- Quanto vale essa cena toda pra você?

- Muito! No fim serei a puta que fode com Daniel Brandão, ganharei uma fama nada saudável pra mim.

- Ninguém vai saber do nosso falso caso.

- Acha mesmo que nunca vão saber? Em qualquer buraco que se enfiar comigo, vai sair na mídia. Amanhã mesmo vão saber desse nosso jantar.

- As pessoas vão saber dos jantares, mas apenas falar sobre isso. Na frente de todos faremos um jogo de sedução, sem qualquer contato. Você será uma amiga.

- Amiga? Isso é tão obvio.

- Essa é a idéia! Isabel ficar com ciúmes do óbvio.

- Pelo que entendi, vocês se excitam fazendo ciúmes. Então esse jogo de amiga não vai fazer ela acreditar. Na hora vai saber que é um joguinho.

- Por isso quero o jogo de sedução.

O garçom chega com o vinho, enche nossas taças e se retira.

- Ela tem que ver mais que um jogo de sedução.

Sussurra antes de beber seu vinho.

- Não vou ter qualquer contato intimo com você.

- Não falei nada sobre isso, na verdade nem aceitei essa merda toda.

- Vai aceitar!

- Você acha mesmo que não saquei seu jogo comigo?

Estreita os olhos para mim.

- Me trazer em um restaurante movimentado e chique, onde provavelmente vem sempre com sua esposa foi muito esperto. Pela forma como olhava aquele homem no fundo do restaurante, deve ser um conhecido que passará tudo a sua mulher. Iniciou todo o seu joguinho, enquanto tenta me convencer a fazer parte dele.

Sinto algo em minha perna.

- Quero um milhão!

Olho para baixo e vejo seu pé em minha coxa.

- O que?

- Um milhão pra ser sua falsa amante.

Seu pé está em minha virilha e olho em volta. Apenas uma pessoa está vendo essa carícia, o amigo da Isabel.

- Aquele homem está me vendo enfiar o pé onde não devia, Daniel Brandão! Agora ele tem certeza que temos algo.

- Você está quase no meu pau.

- Não vou tocá-lo dessa forma, apenas finja que estou nele e se divirta.

Seus dedos brincam em minha coxa.

- É melhor parar!

- Por quê?

Pergunta e lambe os lábios.

- Estou fazendo seu joguinho! Fingindo te seduzir para que todos achem que sou sua amante. É só uma cena!

Abaixo minha mão e seguro seu pé. Minha respiração está acelerada.

- Não posso fingir estar excitado, quando eu realmente estou de pau duro. A sua cena acaba de se tornar verdadeira.

- Está de pau duro com um simples toque na sua virilha? Parece que alguém aqui não é tão foda assim.

Puxa o pé da minha mão.

- Acha que pode se manter firme com esse jogo de sedução? Acho que pode ser um perigo pra você. Pode começar a me desejar mais do que deve.

- Isso não vai acontecer!

- Já está acontecendo.

Levanta e arruma seu vestido.

- Tenha um bom jantar, Sr. Brandão!

- Aonde você vai?

- Aproveitar meu vestido novo em outro lugar bem longe do seu mundo. Encontre outra mulher que não te cause uma ereção com o pé, para brincar de falsa amante.

Capítulo 3

NARRAÇÃO DANIEL

Ela realmente está indo embora e me deixando na frente de todo mundo? Isso só pode ser alguma piada de muito mau gosto. Que porra ela acha que está fazendo? Levanto rápido da cadeira, sem me importar com quem olha, fala ou repara no que está acontecendo. Sou Daniel Brandão e ninguém me larga assim.

- Senhor!

Um dos garçons corre atrás de mim, enquanto ela já está do lado de fora do restaurante.

- O senhor não pagou!

Paro de andar e tiro minha carteira do bolso. Arranco algumas notas que podem muito bem pagar o que pedimos e não consumimos pelo menos três vezes.

- Fique com o troco.

Volto a andar rápido e assim que saio do restaurante, entro em choque.

- O que está fazendo?

Pergunto à louca da Melissa, que simplesmente está rasgando o vestido longo na parte dos joelhos.

- Customizando! Esse vestido longo não combina comigo.

- Esse vestido vale doze mil.

- Agora esta valendo seis mil, porque só tem metade do vestido.

Ela está rindo? Sério mesmo que está achando graça disso tudo?

- Eu sei que você quer rir.

- Rir? Estou furioso! Nunca ninguém foi tão grosseira, atrevida, sem educação e sem respeito por mim assim.

Segurando o resto do vestido em sua mão, vem andando até mim, agora com um vestido curto.

- Por isso me quer!

Espalma as mãos em meu peito e suavemente brinca com as pontas dos dedos no tecido da camisa, me fazendo prender o ar.

- Você não me quer como falsa amante.

- Quero sim!

- Não...

Desce a mão direita em direção ao meu membro e a esquerda pela minha nuca. Agarra meu cabelo ao mesmo tempo que encontra meu membro duro, o acariciando por cima da calça.

- Você está excitado comigo, com aquilo que não controla e não pode ter.

Cola o corpo no meu e posso sentir seus seios. Sua boca está perto do meu ouvido.

- Você me quer, deseja me foder forte e duro pra me mostrar quão poderoso e dono da porra toda é.

Segura forte minha ereção e seus lábios deslizam pelo meu maxilar até o canto da minha boca. Ela consegue me fazer parar de respirar muito facilmente e isso não é bom. Ninguém mexe comigo assim, ninguém me tira da minha zona de segurança.

- Sou aquilo que você nunca vai controlar, porque não possuo dono, ninguém me controla.

Solta meu membro e meu cabelo, se afastando de mim.

- Sou dona de mim.

Vira me dando as costas, tira seus saltos e vai andando descalça pela calçada.

- Seu carro, senhor!

Vejo o garoto manobrista e percebo que meu carro está pronto para partir. Entro no carro, fecho a porta um pouco irritado e acelero, saindo com ele. Paro de acelerar quando a vejo andando. Abaixo meu vidro e respiro fundo.

- Entra no carro!

- Não!

- Te deixo na sua casa.

- Não vou pra minha casa, vou usar meu vestido novo.

- Melissa, entra no carro!

- Sr. Brandão, volte para o meio das pernas da sua esposa e foda com ela pensando em mim. Vai se sentir mais calmo.

Praticamente jogo o carro em cima da calçada, fechando sua passagem. Melissa apenas ergue a sobrancelha e com um ar atrevido, sobe no capô do meu carro e passa por cima, conseguindo voltar a caminhar.

- Caralho! Você é... é...

- Para de ser um idiota!

Grita de volta.

- Se quiser vir se divertir, saia da sua bolha de ouro, deixe esse carro e vem andar comigo.

Enfio meu rosto no volante e respiro fundo. Devia desistir dessa louca e procurar alguém mais controlável. Essa mulher nunca vai aceitar ser minha falsa amante e se aceitar, vai me dar uma dor de cabeça absurda. Tiro meu rosto do volante e vejo que ela já está bem longe. Não sei o que estou fazendo, só sei que puxo o carro pra estacionar direito e assim que arrumo saio dele, correndo em direção Melissa.

- Espera!

Grito correndo bastante e ela não para de andar.

- Disse pra me esperar!

- O mundo não para, Sr. Brandão! Seja mais rápido para viver a vida.

Assim que a alcanço, percebo que está com um enorme sorriso. Que merda eu fiz? Agora está se achando as minhas custas.

- Tire o paletó!

- Pra que?

- Apenas tire.

Paramos de andar e tiro paletó. Imagino que esteja com frio, já que seu vestido é bem decotado. Coloco em seus ombros ela sorri.

- Muito gentil! Obrigada!

- De nada!

Tira o paletó do ombro e anda até um homem que dorme na calçada. O cobre e ele sorri pra ela.

- Obrigado!

- Agradeça a ele!

Aponta com a cabeça pra mim e não acredito que acabei de perder meu paletó Armani para um mendigo. Essa merda custou caro demais pra ser usado por um senhor sujo.

- Obrigado! Que Deus lhe recompense por isso.

Dou um pequeno sorriso e voltamos a caminhar.

- Está calado demais.

Melissa diz me observando.

- Apenas contabilizando o quanto já me fez jogar fora de dinheiro. Vestido, paletó, um jantar onde eu não comi nada.

Sua risada alta me faz querer rir também, mas me seguro.

- Imagino que o valor gasto comigo hoje, seja o valor gasto por sua mulher em um dia comum no shopping.

- Quase isso!

- Então pare de reclamar. Esse vestido vai se divertir muito essa noite, aquele homem vai ter uma noite aquecida depois de passar frio.

- Como resolverá minha fome?

- Vai ver daqui a pouco.

Segura meu braço e paramos de andar. Vira e suas mãos desfazem o nó da minha gravata.

- Vai dar minha gravata pra alguém?

Sorri e puxa ela pelo meu pescoço, até sair toda.

- Quer me amarrar com ela, jogar meu corpo em seu ombro e me levar pra onde quiser?

- Quero!

Revira os olhos e enrola a gravada na mão, colocando ela em meu bolso em seguida.

- Não terá seu desejo realizado hoje, Sr. Brandão!

Seus dedos abrem os primeiros botões da minha camisa.

- Pronto! Agora parece um homem de trinta e poucos anos, indo curtir a noite.

Olho para baixo e vejo um Daniel Brandão parecendo um estagiário saindo de seu trabalho pra ir beber.

- Vamos pra que bar de esquina?

Não responde e volta a andar.

- Não é um bar.

Fala após cinco minutos e entramos em um beco.

- Mas um local de tradição e cultura. Um local onde você pode ver um povo livre, apenas celebrando a vida.

Começo a ouvir uma música e ao fundo do beco vejo luzes iluminando algumas pessoas dançando. Não é uma musica que reconheça e tão pouco já vi essa dança antes.

- Quem são?

- Alguns amigos cubanos!

- Cubanos em São Paulo?

- Você acha que em São Paulo só tem brasileiros? Acha que só tem gente como você?

- Não! Sei que tem pessoas diferentes de mim, mas não cubanos.

- Pois temos vários lugares onde alguns povos vivem sem serem notados.

- Estão aqui de forma ilegal?

- Não! Estão a trabalho e sempre estão próximos para não se esquecerem de suas tradições. É como carregar Cuba em seu coração.

- Mel!

Um homem se aproxima e a toma em seus braços, erguendo seu corpo e a rodando. Isso me incomoda muito.

- José!

Ele coloca Melissa no chão.

- Você está!

Olha todo radiante pra ela e segurando sua mão, a roda somente para seus olhos devorarem.

- Uau!

- Gostou do meu vestido novo?

- É lindo e realça seu belo corpo e olhos.

- Obrigada!

Meu maxilar e meus dedos doem de tanto que os aperto. Isso é estranho e irritante demais pra mim.

- Esse é meu amigo, Daniel!

- Prazer!

Estica a mão pra mim e a pego, apertando forte.

- Fiquem a vontade, já sabe onde tem tudo, Mel.

- Pode deixar!

Solta da minha mão e some em meio as pessoas dançando.

- Mel?

Pergunto a encarando com os olhos estreitos.

- Algumas pessoas muito próximas e queridas por mim, me chamam assim.

- Entendi, Mel!

Se aproxima e sussurra perto dos meus lábios.

- Pra você é Melissa!

Agarra minha camisa e me puxa para o meio da dança.

- Dança comigo!

- Não sou bom com danças que não conheço.

- Só acompanha o meu corpo.

Paramos de andar e sua perna direita se encaixa entra as minhas. Leva a minha mão para a parte superior de sua bunda, meus dedos bem no limite. Uma mão se apóia em meu braço e a outra em minha nuca, puxando meu rosto pra perto do dela. O ar quente que sai de sua boca bate em meus lábios de tão próximos que estão. Sua bunda se afasta e então volta, batendo seu sexo em minha coxa, no ritmo da musica que é muito sensual. Esfrega seu sexo em minha perna e geme. Seu nariz desliza no meu e então seu peito bate em meu tórax.

- Pronto pra ficar mais excitado por mim?

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