Capítulo 2

Capítulo 02

                Infortúnio de amor

           — É muito por uma noite, aqui com dez mil dólares, você achar a mais vip, que quiser.

           — Ofereça cinquenta mil dólares, e o negócio será fechado.

              — Ok, amigo. Como quiser.

           Jacob realmente não achou que Sérgio fosse tão rápido, mas trato era um trato, e sinceramente o seu psicanalista Dalan tinha razão. Fazer sexo seria um remédio para o seu estresse.

        Realmente Sérgio conseguiu uma profissional, que cumpriu o acordo e então Jacob entrou no quarto de hotel e viu que a mulher estava já vendada e era realmente como seu gosto, loura e de corpo muito curvilíneo, então ele andou e aproveitou tudo. 

         Diana estava mesmo desesperada e não podia acreditar, mas faria qualquer coisa para conseguir pagar o tratamento da sua mãe, e por isso depois de passar quase oito horas só se arrumando para ficar impecável e mais bela do que nunca, ela agora estava na suíte de um dos hotéis mais caros de São Paulo.

        Fechou os olhos já sentada na cama e colocou a venda de cetim vermelha nos olhos, e na boca como estava descrito no contrato.

       Diana estava vestida só com uma camisola branca de cetim e uma calcinha de renda, também como estava na descrição. 

         De repente, a porta se abriu e uma lufada de ar trouxe o cheiro almiscarado com toque de madeira inebriante.

           E passos rápidos vieram em sua direção, e em seguida ela sentiu mãos fortes tocando, e um misto de medo começou fazer seu sangue correr mais rápido.

           Ela então começou a rezar em pensamento, tentando pensar só na sua mãe tendo o tratamento e sendo curada e feliz de novo.

        Com essa imagem na cabeça ela suspirou e conseguiu relaxar o corpo tenso, e deixou o homem poderoso se servir do seu corpo.

        Diana estava ficando em brasa, pois o homem era experiente e parecia estar marcando todo seu corpo com lentidão, sugando cada parte, como se estivesse sedento. 

             Realmente todo banho relaxante durante o dia e óleo usados, foi muito importante, pois ele estava gostando muito. Mesmo sem experiência de chegar a ter o fim de uma relação sexual. Diana sabia que estava agradando o homem poderoso com seu corpo.

            Porém, ele não falou nada, e ela não podia falar, já que estava no contrato que ela era obrigada a estar em silêncio, e para isso estava usando até uma fita de cetim na boca e mesmo assim sua respiração era alta e o sons ofegante.

           Mas, assim que ele desceu as alças da sua camisola, e deu a primeira chupada em um dos seus seios, seguido do outro, ela não aguentou mais, e mesmo com a fita na boca consegui geme, e tocou nele tateando o seus ombros, e rosto, cabelo.

           — Ooh, hum, ahh...

         Imediatamente com som, o homem poderoso parou e tocou sua boca, puxou a fita entre seus lábios e fez com ficasse no queixo de Diana, em seguida ele fez o mesmo que acabara de fazer no seio dela, a beijando na boca com uma volúpia que a fez enlouquecer por sua potência extraordinária.

        O beijo exigente fez Diana sequer perceber que ele terminava de tirar toda sua camisola, e rapidamente fez o mesmo com a calcinha.

        Porém de repente, ele parou e se levantou e Diana ficou só com os sons das roupas dele sendo tirada, e logo depois ele voltou e se colocou sobre ela. 

      O impacto do corpo, sem dúvida em forma, fez Diana suspirar com a dureza dos músculos, e seus pensamentos eram ainda mais complexos, porque era nítido que o homem poderoso não era nada velho, e não poderia ser feio, não com traços do rosto que ela tocou e sentiu com as mãos e com cheiro tão bom e com cabelos tão macios.

        Pois, era isso, Diana só tinha os seus  sentidos para desenhar na mente como ele era.

     Mas antes dela conseguir montar uma imagem dele, ele novamente levou ela para o mundo do prazer, acariciando todo seu corpo de novo com ainda mais volúpia e com certeza ela não podia reclamar da sua primeira vez, não com alguém tão bom e excelente no assunto, e logo que o homem poderoso a possuiu foi uma sensação eletrizante.

         Nem a dor de ser preenchida fortemente, fez ser menos incrível o ato, pois Diana estava embalada na dança mais antiga da humanidade e os corpos pareciam fundidos em um só, e o vai vem que durou quase a noite toda, a deixou exaurida.

      Por fim, o homem poderoso totalmente saciado sucumbiu gozando longamente dentro do corpo de Diana que nunca mais seria o mesmo.

           Ela acordou, quase dez da manhã, no dia seguinte e só porque seu telefone tocou, e só então ela tirou a venda dos olhos.

           Levantando foi até sua bolsa e pegou o celular.

             — Alô...!

          — Bom dia, Diana, sou eu seu tio, já estou te esperando na entrada do hotel, está tudo bem?

               — Sim, e eu já vou tio, mas antes só preciso tomar um banho rápido e já desço.

                — Está bem, me encontre então na cafeteria, em frente ao hotel.

                — Sim.  

       Diana realmente estava ansiosa para sair dali, por isso nem olhou para marcar deixada no lençol da perda da sua virgindade.

         Rapidamente ela se dirigiu ao banheiro e tomou um banho rápido, e nem lavou os longos cabelos loiros naturais, pois não queria ficar mais que o necessário dentro do quarto do hotel.

          Se vestiu ignorando mais uma vez toda bagunça dos emaranhado dos lençóis, e só recolheu a camisola e calcinha colocando na bolsa e saiu.

           Com passos rápidos chegou até o local marcado por seu tio, e pouco tempo estavam deixando o hotel. Já no carro do tio,  Sandro começou a falar sobre já está na sua conta todo dinheiro.

             — Ótimo, tio, vou hoje mesmo para Campo Grande.

                — Esperar até sexta Diana, que eu vou com você! 

           — Não, tio, eu preciso ir hoje, e...

            — Calma menina, olha Diana, acabou e você fez o que foi preciso, e agora relaxe, ninguém nunca saberá, o que você fez, e eu vou guardar para sempre comigo seu segredo!

             — Está bem, tio, eu realmente não me arrependo, pois sei que minha mãe precisa de cuidados com urgência, e o único lugar que tem tratamento é em Los Angeles nos EUA, eu não poderia viver, ainda mais sabendo que poderia salvá-la.

            — Ok,  agora esqueça o que você fez, e que tal um almoço no bistrô bambu, antes de você ir. 

               — Está bem.

         Autora: Graciliane Guimarães

Capítulo 3

Capítulo 03       

         Infortúnio de Amor

         Diana tentou não deixar os pensamentos voltarem a noite passada, mas sinceramente ela estava com zero fome, mesmo assim tentou conversar assuntos leves e aleatórios com seu tio Sandro, e comer o prato delicioso com Strogonoff, que ela tanto gostava, porém um tempo depois desistiu afinal era inútil, e ela mal tocou na comida.

    Se fosse outra oportunidade teria devorado tudo, mas não hoje.

     Sandro entendeu Diana, e seu pouco interesse pela comida, já que era nítido o estado que a sobrinha estava e em seguida ele  a levou até o seu apartamento.

    Depois de ter feito as malas no apartamento do tio, e dando uma abraço em Luiza, a mulher dele e do filho Pedro, Diana seguiu para o aeroporto.  

           Sandro a levou para o aeroporto de  Congonhas, no centro de São Paulo, e logo que embarcou Diana sem querer, voltou a lembrar da noite passada com o homem poderoso, e seu inconsciente sonhado tentou formar na cabeça como seria a aparência do homem que pagou cem mil reais para dormir com ela.

       Não, ela não podia continuar assim, pensando nisso, e seu tio Sandro tinha razão, pois ela precisava esquecer e só arranjar os preparativos da viagem e salvar sua mãe.

         Clara mãe de Diana, estava em seu apartamento no bairro da cidade jardim próximo ao centro de campo grande, ela tentava cuidar das suas plantas na sacada, mas sua doença não lhe dava trégua, pois desde que ela havia sido diagnosticada com uma doença rara cerebral a quase dois meses atrás, sua vida mudou e virou de cabeça para baixo e a espera por um tratamento no SUS só estava agravando a situação e por isso sua única filha, Diana, foi para São Paulo.

     Em busca de trabalho, Diana foi morar com seu tio Sandro, irmão do pai dela, que já era falecido. 

       Pois, Clara era uma professora de inglês do ensino médio, mas ganhava pouco, por sempre ter optado por trabalhar somente um período para cuidar da filha única, pois ela sempre quis ser uma boa mãe para Diana para compensar a perda do seu pai Saulo, que morreu quando ela tinha cinco anos, e até pouco tempo atrás elas eram muito felizes. 

     Diana, estava cursando a faculdade de fisioterapia, pagar pelo irmão do seu pai e com vinte dois anos era o orgulho da sua mãe, porém ao saber da condição de Clara, se propôs a enfrentar o mundo em busca de uma cura, e foi assim pesquisando muito que ela encontrou o médico especialista Rodrigo Otomano, e como cursava fisioterapia e já estava no último período, Diana até conseguiu um intercâmbio é um lugar para ficar com mãe na Califórnia, em Los Angeles.

     Rodrigo Otomano até sabe o que poderia ser feito para restaurar a saúde de Clara, se prontificou a colocar ela como paciente da filantropia, mas os gastos com a viagem e muitas outras coisas ficaria por conta de Diana e de sua mãe.

    De repente, Clara ouviu a chave no apartamento e soube que Diana voltou, pois ela lhe mandou uma mensagem mais cedo dizendo que estava vindo, e tinha boas notícias.

          Clara estava curiosa, pois Diana ficou em São Paulo somente dez dias, porém ela sabia que Sandro tinha uma vida razoável, pois seu cunhado trabalhava para um homem importante do agronegócio.

            — Filha, estou aqui na sacada, molhando as plantas!

          Gritou com o pouco de força que ainda lhe restava. 

             — Ah mamãe, eu já vou, só vou guardar a mala no meu quarto e em seguida estarei aí!

             Diana estava feliz de estar em casa, pois apesar de ser simples ela amava muito cada cantinho do pequeno apartamento de setenta metros quadrados, e a delicadeza da decoração que trazia a paixão da mãe pela cultura japonesa, era tão charmosa que definitivamente nem um luxo que Diana viu em São Paulo faria ela troca seu doce lar.

            Colocou a mala no seu quarto, entrou no banheiro, lavou as mãos e depois ela foi até a mãe, encontrou Clara ainda mais pálida do que a deixou dez dias antes, mas agora com dinheiro que tinha na conta iria pagar a viagem para Los Angeles nos EUA, e ainda fazer o intercâmbio do último período do seu curso de fisioterapia, mas o que deixava Diana animada era que finalmente sua doce mãezinha teria um diagnóstico e um tratamento e seria curada.

       Pois ela merecia muito, afinal nunca se casou de novo para não arriscar de Diana ser molestada por um padrasto, e assim seguiram as duas felizes até a triste descoberta da doença e da escassa economia delas.

        Diana, ainda não trabalhava, pois estava  focada na faculdade, e alguns estágios, porém depois de saber que mãe estava doente até aceitou fazer freelance em lojas, e em tudo que aparecia, porém depois de ver que as diárias eram no máximo cem reais, ela resolveu pedir ajuda ao seu tio. 

Realmente Diana fez bem, e agora estava  ali contando à sua mãe que conseguiria finalmente ajudá-la.

       Resumiu bem rapidamente que seu tio Sandro lhe deu o dinheiro, e Clara ficou feliz, ao saber que Sandro estava tão bem de vida. 

          Diana jamais contaria a mãe que por uma noite foi uma prostituta, pois isso faria Clara desabar, e não ajudaria em nada a situação dela, portanto Diana sorriu e confirmou que o tio era maravilhoso e lhe deu o dinheiro, pois Sandro, combinou dizer o mesmo se caso Clara perguntasse.

            — Que maravilha, filhinha, seu tio é mesmo um bom homem, sempre foi e vou ligar agora mesmo e agradecer a ele. 

            — Certo mãe, enquanto a senhora fala com meu tio, eu vou fazer o jantar, na verdade acho que precisamos comemorar, que tal irmos na pizzaria Prates.

            — Certo, Diana, estou tão feliz que topo.

              — Vou tomar um banho e me arrumar, e depois do telefonema ao meu tio Sandro. Vá também mamãe e se arrume bem linda.

            — Farei isso, amor.

          Diana voltou ao seu quarto e ainda pode ouvir sua mãe agradecendo ao seu tio Sandro, e uma lágrima teimosa de repente se pôs a rolar, porém ela não tinha vergonha do que fez, e faria de novo enquanto vivesse para ter a chance de salvar sua mãe.

         Tomou um banho demorado, lavando os cabelos, que notou antes de molhar está cheirando o perfume do poderoso homem que a tornou mulher, e novamente enquanto a água molhava seus cabelos e mantinha os olhos fechados tentou vislumbrar o rosto dele.

        Autora: Graciliane Guimarães

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