Todo o seu ser estremeceu no momento em que ela saiu. Ela avançou com cautela, temendo tropeçar pelo caminho. Sua mente estava um caos. Num instante, cogitou aceitar a proposta dos Granger, mas no momento seguinte, sua intuição gritava para não fazer isso. Ela nem sabia como tinha chegado ao hospital.
"Onde você esteve todo esse tempo? Por que demorou tanto?"
No instante em que ela entrou na enfermaria, sua mãe a abordou, perguntando em voz baixa.
Arianna acordou de seu transe e olhou para ela. Seus olhos então encontraram Damien, adormecido na cama de hospital. Ele parecia tão frágil e pálido. Jovens da idade dele deveriam estar cheios de vida, mas ele estava ali, debilitado pela doença. Se estivesse bem, talvez já estivesse namorando. Agora, estava ali, sua vida pendendo por um fio.
O coração de Arianna apertou ao ter esse pensamento. Lágrimas fugiram de seus olhos. Ela enxugou-as e perguntou, "Ele está dormindo há quanto tempo?"
Lydia olhou para Damien e suspirou, "Quase uma hora." Depois voltou seu olhar para Arianna, "Você foi ver o médico. O que ele disse?"
Arianna hesitou. Seus olhos ainda estavam fixos em Damien. "Preciso conversar com você," ela finalmente disse.
"Pode falar."
"Não aqui."
Arianna saiu da enfermaria.
Lydia sentiu um nó no estômago e a seguiu apressadamente.
Assim que saíram, ela perguntou, "O que foi? Você está me assustando." Analisou os olhos límpidos de Arianna, buscando alguma pista.
Arianna se sentou na cadeira fora da enfermaria e disse, "O médico afirmou que Damien precisa de um transplante de coração. o quanto antes, melhor."
Lydia se sentou ao lado dela, o olhar misturado com preocupação e curiosidade, "Mas ele ainda está na lista de espera, e bem atrás. Como vamos resolver isso?"
Arianna baixou a cabeça e olhou para as mãos em seu colo. "Recebi uma proposta dos Granger."
"Os Granger?"
Lydia exclamou, visivelmente confusa. "Que proposta?"
Respirando fundo, Arianna explicou tudo a ela.
Um sorriso brilhou no rosto de Lydia após ouvi-la e disse empolgada: "É bom. Quer dizer, é ótimo. O mestre mais velho é como nosso salvador. Você deveria aceitar a proposta dele." A satisfação era evidente em sua expressão.
Porém, Arianna sentiu uma fisgada no coração ao ver sua mãe exultante. Dava a impressão de que sua mãe só tinha olhos para Damien, sem se preocupar com ela. Arianna não conseguiu se conter e questionou: "Você quer que eu aceite o pedido dele? Mãe, ele está me propondo casamento com Lancelot... aquele mulherengo. Quem pode dizer com quantas mulheres ele se envolve? Eu não quero me casar com ele." Ela a encarou com uma expressão dolorida nos olhos.
O sorriso de Lydia desapareceu imediatamente. Sua expressão se tornou sombria. Ela lançou um olhar de desaprovação e disse, com severidade: "Não esqueça que seu irmão está no hospital. Ele morrerá se não receber o transplante de coração. Quer mesmo que isso aconteça? Você tem a chance de salvá-lo e pensa em recusar. Além disso, você será a nora dos Granger. Inúmeras jovens sonham com isso, e essa oportunidade veio até você. Você não se sente sortuda? Quanto ao jovem mestre dos Granger, ele é assim porque ainda é solteiro. Uma vez casado, ele será fiel à esposa."
Ela fez uma pausa e observou Arianna profundamente antes de continuar: "Você é uma mulher. Não consegue conquistar o coração dele? Afinal, ele é um homem de carne e osso, não de pedra. Espero que tome uma decisão sábia."
Lydia se levantou e saiu da sala após dizer essas palavras.
Arianna permaneceu sentada, em um estado de torpor. Parecia calma por fora, mas por dentro estava em tumulto. As palavras de sua mãe reverberavam em sua mente. Considerando sua situação financeira, aceitar a oferta de Monarch era a melhor escolha. Assim, ela poderia salvar Damien.
Mas e Lancelot?
O coração de Arianna deu um pulo quando pensou nele.
Será que sua mãe estava certa? Ele mudaria após o casamento? Poderia ela conquistar seu coração?
Fim do flashback...
Arianna saiu de seu estado de transe e suspirou profundamente. Olhou para o anel de diamante rosa em seu dedo e um sorriso autodepreciativo apareceu em seu rosto. Ela aceitou esse casamento achando que um dia conquistaria o coração dele. Era uma situação vantajosa para ambos, mas tudo ruiu quando Lancelot pediu que ela assinasse um contrato de dois anos.
Dois anos.
Ela teria que permanecer como sua esposa legalmente casada e obediente por dois anos, e ao final desse período, ele lhe daria 50 milhões de dólares como pensão. Durante esse tempo, ela não poderia fazer nenhuma exigência a ele, não poderia sair com outras pessoas, não poderia deixar a villa sem sua permissão, entre tantas outras cláusulas que ela já nem lembrava.
Ela poderia ter rejeitado essa oferta e saído desse acordo, mas pensando em Damien, ela simplesmente não conseguiu. Ela considerou que este arranjo não era tão ruim assim. Estaria livre em alguns anos e, além disso, receberia 50 milhões, uma quantia significativa para ela. Poderia, então, recomeçar sua vida.
Mas por que seu coração ainda doía?
Era tão doloroso que ela se sentiu sufocada e com dificuldade para respirar. Na noite de núpcias, o marido deveria estar com ela, mas ela não sabia onde ele estava ou com quem. Algumas lágrimas finalmente escaparam de seus olhos. Ela fungou e enxugou as lágrimas.
Depois de remover a maquiagem e o vestido de noiva, ela foi ao banheiro para se refrescar. Perdeu a noção do tempo e demorou mais do que o normal no banho. Ela saiu do banheiro em um estado de transe, vestiu seu antigo pijama rosa com desenhos animados e deitou-se. Tentou dormir, mas acabou olhando fixamente para o teto, atordoada. Depois de algum tempo indefinido, finalmente adormeceu.
***
Música alta tocava no estéreo do carro. Uma bela mulher loira movia as mãos no ritmo da música e cantarolava. O carro seguia em velocidade moderada pela movimentada avenida de quatro faixas. A noite ainda era jovem e a diversão estava apenas começando.
O homem ao volante sorria. Olhava para ela de tempos em tempos enquanto dirigia. Ela passou os braços em volta do pescoço dele e o beijou nos lábios, levemente avermelhados. Ele retribuiu, mas logo se afastou: "Estou dirigindo, querida..."
Bang.
Metade de suas palavras ficaram engasgadas quando um enorme caminhão atingiu o carro. O veículo foi arremessado para o ar, girando antes de cair no chão.
Zumbido... Zumbido... Zumbido...
Além do zumbido, ele não ouvia mais nada. Sua cabeça doía, ele estava meio consciente e não compreendia o que acabara de acontecer. Virou o rosto para o lado e viu a mulher no banco do passageiro inconsciente. O para-brisa estava quebrado e sua cabeça ficou pendurada para fora o rosto dela coberto de sangue.
Sangue... apenas sangue por toda parte.
"Natasha."
Um grito rompeu o silêncio do quarto. Lancelot sentou-se abruptamente na cama, o rosto coberto de suor e a respiração irregular. Seu cabelo estava desgrenhado e algumas mechas caíam sobre a testa.
Horror e dor se misturavam em sua expressão. Esse pesadelo o atormentava todas as noites durante o último ano, mas a intensidade da dor e o medo em seu coração eram tão frescos quanto antes. Parecia que o incidente aconteceu ontem à noite, não há um ano.
Bip. Bip. Bip.
O alarme o trouxe de volta à realidade. Esfregou a testa, passou a mão pelos cabelos e desligou o alarme. Uma foto de uma linda jovem apareceu na tela do celular. Seu olhar era tão gentil enquanto olhava para a foto. Ele acariciou a foto e murmurou: "Natasha".
Ele não sabia onde ela estava, nem como ela se sentia. Ela tinha sumido da vida dele como fumaça ao vento. Já perdeu a conta de quantas vezes olhou para a foto dela e murmurou seu nome. A dor, em vez de aliviar, só crescia.
Ele estava com raiva e frustrado, uma combinação explosiva por não conseguir encontrar a mulher que assombrava seus pensamentos. Ainda mantinha a esperança de que um dia a encontraria. Com esse pensamento, deu um pontapé na colcha e saiu da cama, rumo ao banheiro, batendo a porta com força ao entrar.
***
Na mansão Granger.
Monarch conversava com seu advogado no escritório sobre o testamento. Ao fim da conversa, o advogado finalmente desabafou: "Você tem certeza de que isso é prudente? Se ele não ama a esposa, eles só vão sofrer nesse casamento sem amor."
Thomas Sampson lançou a Monarch um olhar incrédulo. As rugas e os cabelos grisalhos revelavam uma longa carreira e muita experiência.
Monarch estava sério e pensativo, segurando sua bengala adornada com uma cabeça de leão. Ele ponderou por alguns segundos antes de dizer: "Você não conhece essa mulher, por isso fala assim. Ela é perfeita para Lancelot. Aquele moleque pode até ter aceitado o casamento, mas sei que já pensa em divórcio. Ele não desistiu de procurar por Natasha. Não vou permitir que minha nora seja prejudicada, por isso ela receberá metade da herança se ele tentar se divorciar. É o único jeito de pará-lo."
Seu aperto na bengala se intensificou e seu olhar ficou mais penetrante.
"Mas e se for ela que quiser o divórcio?"
Na verdade, Thomas Sampson estava relutante em concordar com Monarch Granger. Bernie, a falecida mãe de Lancelot Granger, era sua amiga. Ele tinha um ponto fraco por Lancelot e não queria vê-lo sofrer. Acreditava que Monarch estava errado ao forçá-lo a permanecer em um casamento sem amor. Por causa disso, ele inconscientemente começou a desgostar de Arianna.
"As pessoas mudam de ideia muito rapidamente. Espero que essa moça saiba que Lancelot não gosta dela. E se ela fugir com outro atrás das costas de Lancelot? Você não vai se arrepender de ter dado metade da propriedade a ela?"
As palavras de Thomas fizeram Monarch repensar sobre o testamento. "Então acrescente esta cláusula... Se ela trair Lancelot e pedir o divórcio, ela não receberá um único centavo da família Granger." A firmeza estava presente tanto em suas palavras quanto em seu olhar.
Um sorriso de satisfação apareceu no rosto de Thomas. Depois de registrar todas as cláusulas, ele se despediu.
Assim que saiu do escritório, o mordomo o abordou: "Sr. Sampson, a senhora o convida para um chá. Ela está à sua espera no quintal."
Thomas franziu levemente a testa. Ele sabia bem quão ardilosa Elisa Granger podia ser. Certamente, ela tinha segundas intenções para este encontro. Com um meio sorriso malicioso, dirigiu-se ao quintal.
Lá, viu Elisa sentada, lendo um livro na plataforma do jardim. Ela estava deslumbrante como sempre em seu vestido branco.
Ele se aproximou com um sorriso: "Bom dia, Sra. Granger. Ouvi dizer que deseja falar comigo. Em que posso ajudar?"
Elisa colocou o livro sobre a mesa e sorriu: "Sente-se, Sr. Sampson."
Thomas sentou-se na cadeira diante dela e observou o jardim. A grama estava meticulosamente aparada e as plantas ornamentais delineavam o espaço. Duas lagoas artificiais de cimento enfeitavam o local, com lírios brancos desabrochando ao lado. A brisa suave da primavera era um alívio. Embora o ambiente fosse convidativo ao relaxamento, Thomas estava mais interessado em descobrir o que Elisa tinha em mente. Ele repetiu: "Diga-me, em que posso ajudá-la?"
Elisa soltou uma risada contida. "Sr. Sampson, estou casada com esta família há mais de 25 anos. Nós podemos ser amigos, não acha? Afinal de contas, você era amigo da antiga Sra. Granger."
A expressão de Thomas mudou sutilmente, e ele apertou levemente os braços da cadeira ao ouvi-la mencionar sua amiga Bernie. Ele nunca simpatizou com essa mulher. Sabia das maquinações de Elisa para casar-se com Watson, que levaram Bernie a uma morte precoce por ataque cardíaco.
Rapidamente, ele disfarçou sua irritação e forçou um sorriso. "Já somos amigos. Você não me considera um amigo?" Seus olhos estreitaram-se levemente, analisando a expressão dela.
Elisa emitiu uma risada seca. "Claro, somos amigos. É por isso que te convidei para tomar chá." Ela então serviu uma xícara de chá para ele.
"Obrigado," disse Thomas, tomando um gole para umedecer a garganta seca.
"Você veio visitar meu sogro. Discutiram algo importante?" Elisa finalmente revelou seu verdadeiro intento.
Segurando um sorriso irônico, Thomas manteve a compostura. "Na verdade, vim pedir desculpas por não ter podido ir ao casamento de Lancelot. Estive ocupado com uma audiência. O senhor estava um pouco chateado comigo, mas agora compreendeu." Ele sorriu de forma contida.
Elisa não conseguia acreditar nele e olhou para ele cautelosamente, como se procurasse algo em seus olhos. Após algum tempo, ela suspirou de forma dramática e disse: "Entendo, ele está ficando velho e se irrita facilmente. De qualquer forma, estou aliviada em saber que ele te perdoou." Um sorriso cuidadosamente construído apareceu em seu rosto.
Após dar o último gole no chá, Thomas pousou a xícara na mesa e olhou para o relógio de pulso. "Obrigado pelo chá, Sra. Granger. Vou me retirar agora."
Elisa assentiu e sorriu. Thomas se levantou da cadeira e saiu. O sorriso de Elisa aos poucos desapareceu e sua expressão se tornou mais sombria ao ver Thomas se afastar.
***
Na sede do Grupo A.
Lancelot estava sentado abatido em sua cadeira, enquanto seu olhar sério estava focado em algum lugar à frente. Seu assistente Jerry Alexandrian estava relatando a ele, "50% das ações dos Ronald estão agora em seu nome. Você pode liberá-las a qualquer momento. Vinícius Ronald ainda não está pronto para falar com você. Ele recusou dar um novo horário para a reunião." Ele ficou em silêncio e o observou com curiosidade.
Lancelot continuava sem reagir, o rosto um enigma. O Grupo Ronald já foi parceiro de negócios do Grupo A, mas tudo mudou com aquele acidente fatídico de um ano atrás. Agora eram rivais. Natasha, a sobrinha de Vinícius, entrou em coma por conta do ocorrido e seus pais colocaram a culpa toda em Lancelot. Levaram-na para fora do país e cortaram todo contato com ele. O homem ficou às cegas, sem saber para onde ela foi levada. Passou o último ano buscando-a em vão, como se ela tivesse evaporado no ar.
Lancelot tinha certeza de que Vinícius sabia onde Natasha estava, e por isso o pressionava, causando problemas para a empresa. Ele acreditava que Vinícius eventualmente cederia e lhe daria o endereço dela. Um brilho peculiar brilhou em seus olhos em antecipação.
Jerry, confuso com o que o chefe estava pensando, finalmente perguntou: "Qual é a sua ordem, chefe?"
Lancelot levou mais alguns segundos para responder: "Ligue para ele novamente. E desta vez, se ele não der o encontro, libere as ações no mercado. Quero ver como ele vai lidar com isso." Sua expressão ficou ainda mais severa.
"Entendi."
Jerry se retirou e Lancelot mergulhou sua atenção nos arquivos.
***
Um mês se passou num piscar de olhos. Durante esse tempo, Lancelot nunca apareceu na villa. Arianna, na maioria das vezes, também ficou em seu antigo apartamento com a mãe e o irmão. Embora com um aperto no coração, ela estava feliz porque finalmente a cirurgia de Damien estava agendada para a semana seguinte. Graças às conexões dos Granger, conseguiram um doador.
A alegria era evidente nos olhos de Arianna ao ver Damien sorrir. Ela mal lembrava a última vez que o viu sorrir. Lágrimas de felicidade brotaram em seus olhos.
"Vou ao mercado comprar uns legumes. Fique para jantar hoje à noite, vou fazer seus pratos favoritos," Lydia anunciou, radiante.
"Vou ficar aqui até Damien se recuperar," Arianna deu um abraço apertado no irmão.
Damien sorriu largamente e provocou: "Quando foi que você ficou longe? Você está sempre aqui conosco. Às vezes até esqueço que você é casada."
Arianna deu um tapa brincalhão no braço dele e retrucou: "Seu pirralho... aprendeu a me provocar, né? Qual o problema de eu ficar aqui? Esta também é minha casa. Posso ficar o quanto quiser."
Damien franziu a testa para ela, esfregando o braço: "Tá, tá, entendi. Não me bata."
Lydia, do outro lado, parou na pista ao ouvir as palavras de Damien. Uma inquietação tomou conta de seu rosto. Ela suspeitou que algo não estava certo com Arianna. Damien estava correto; Arianna raramente ia à casa dos sogros. Lydia esteve tão imersa em sua vida com Damien que negligenciou Arianna durante todos esses anos. A jovem até concordou em se casar contra sua vontade só para ajudar Damien.
E se algo estiver errado com o casamento?
De repente ela ficou ansiosa. Sentou-se no sofá ao lado de Arianna e perguntou: "Arianna, você está bem? Tem algo que quer compartilhar comigo?"
"O que aconteceu, mãe? Você não ia ao mercado?" Arianna apertou os olhos, analisando sua mãe.
Lydia segurou a mão dela e perguntou: "Lancelot te trata bem? Você fica aqui o tempo todo, ele não fica irritado? Tá tudo bem entre vocês?"
O rosto de Arianna empalideceu ao ouvir o nome Lancelot. Ela não havia contado à mãe que assinara um contrato de dois anos. Disfarçou com um sorriso, escondendo sua tristeza: "Mãe, ele é generoso e bom para mim. Ele sabe da condição do Damien, então me permite ficar aqui quanto quiser. Não há com o que se preocupar."
O coração apreensivo de Lydia se acalmou ao ver o sorriso da filha. Ela acariciou a mão de Arianna e disse: "Fico aliviada em ouvir isso. Tudo bem..." Levantou-se do sofá, "Não recomecem as brigas. Voltarei logo." Sorriu e saiu.
"Quem ela disse para não retomar as discussões? Quem estava discutindo aqui?" Foi Damien que perguntou.
"Você é quem está sempre querendo discutir comigo," Arianna provocou.
"Não diga bobagens. Você é quem não consegue parar de discutir."
"Sim, sim... olha só quem está falando."
.
A discussão deles continuou até ser interrompida por uma ligação. Arianna olhou para o telefone e viu o nome de Monarch na tela.
Ela fez sinal de silêncio para Damien, colocando o dedo indicador nos lábios: "Não faça barulho. É o vovô Granger." Disse em tom baixo.
Damien obedeceu, colocando o dedo nos lábios e ficando em silêncio.
Arianna pigarreou antes de atender: "Olá, vovô. Como você está?"
Ela ouviu risadas do outro lado, seguidas da voz grave dele: "Estou bem, estou bem. E você? Como está o Damien?"
"Estou bem, vovô. E o Damien também. A cirurgia dele está marcada para a próxima semana."
"Muito bem. Olha, te liguei para te convidar para jantar. Já faz um mês que vocês se casaram e ainda não vieram aqui na mansão Granger. Aquele moleque também nunca te trouxe. Não te liguei antes porque sei que você está ocupada com o Damien. Mas agora estou ansioso para te ver. Venham jantar hoje à noite com o Lancelot."
O rosto de Arianna empalideceu ainda mais ao ouvir a última frase. Se ele a tivesse convidado sozinha, talvez não se preocupasse tanto. Mas ao pensar em Lancelot, seu coração disparou. Mesmo assim, respondeu com sensatez: "Tudo bem, vovô. Estaremos lá."