Capítulo 2

ÂNGELA MARIA

_ Berenice, eu não vou sem você, afinal quem vai contar os copos de chope que vou beber?

Falo para minha amiga que me olha com aquela cara de espantada que ela tem.

_ Você sabe que sou afastada da igreja, não gosto de farra, sou quase crente!

_ não vamos para farra, vamos comemorar o aniversário do sargento Peixoto e se você não for comigo ele vai ficar insistindo para me levar em casa, vai voltar a tentar algo comigo e eu não quero perder meu réu primário com ele. 

Falo e o Sargento Peixoto é um recém viúvo e cismou que quer casar comigo, eu não quero casamento, o mundo está cheio de machos escrotos e minha vida está ótima assim, a Gabriela, a Berenice e a Lulu, não cabe mais ninguém. 

_ eu vou Ângela, eu vou porque não consigo te falar não e porque o Sargento Peixoto é muito insistente, eu acho que você deveria namorar sério um cara legal, já te falei isso milhões de vezes, mas não o chato do Peixoto.

_ eu não quero namorar, estou ótima sozinha!

_ por isso você espanta todos os homens que se aproximam de você?

_ eu amo você sabia?

Falo para mudar de assunto e Berenice revira os olhos e ela é minha melhor amiga, eu a conheço desde que engravidei da Gabriela, a Berenice me ajudou quando ninguém me estendeu a mão nem minha própria mãe, ela acreditou em mim quando ninguém mais acreditava, quando eu era só uma adolescente gravida sem futuro.

_ e a Gabriela?

_ falando de mim Bere? que coisa feia!

Minha filha aparece na cozinha onde estou tomando um café com a Berenice, ela abre a geladeira e pega a garrafa de agua e bebe direto do gargalo. 

_ Gabriela, ainda existem copos nessa casa!

_ eu sei, mas prefiro beber assim!

_ você prefere uma sandalhada nas suas pernas! 

Minha filha me olha com a quele ar irritante que nenhuma outra pessoa no mundo tem, apenas ela.

_ onde você vai?

Pergunto olhando sua maquiagem escura e seu vestido colado demais.

_ vou dá um role, não me espera que não sei que horas eu volto!

Ela fala saindo da cozinha.

_ ah garota, volta aqui, ta pensando que essa casa é hotel que não precisa dá satisfação?

Estou pronta para pegar a Gabriela de jeito, mas a Berenice me segura.

_ calma Ângela, vai ser pior!

_ Ela esta cada dia pior Berenice, viu isso?

_ sim e você vai bater nela de novo? me fala ai, todas as vezes que você bateu na Gabi quantas resolveram algo?

_ eu não sei o que fazer com essa menina Berenice, não sei mais!

Falo levando as mãos no rosto chorando, tive a Gabi na minha adolescência e mesmo sendo muito nova, eu criei minha filha e não deixei nas costas de ninguém, abrir mão de festas, de bebedeira e de baladas, tudo pela Gabi, quando estava na faculdade ou trabalhando eram os únicos momentos que eu me separava da minha filha, mas a deixava muito bem cuidada com a Berenice.

_ amiga, infelizmente a Gabi vai precisar quebrar a cara e aprender da pior maneira a dá valor a mãe leoa que tem.

_ meu medo é esse Berenice, não pode a proteger, não quero que a Gabi sofra, ela é a pessoa que eu mais amo nesse mundo!

_ as vezes não podemos proteger os filhos de todas as dores da vida Ângela!

Vou conversando com a Berenice e aos poucos me sinto melhor, se tem alguém que me conhece como ninguém é a Berenice. 

Algumas horas depois...

_ como estou?

Pergunto a minha amiga me olhando no espelho.

_ quer a verdade?

_ claro Berenice! 

_ você sabe que sou quase crente e darei minhas sinceras opiniões, suas pernas estão todas de foras e elas chamam muita atenção por causa desses músculos aqui, você com essas pernas descobertas e esses olhos azuis irritantes que você tem, vai ser o centro das atenções, não conseguira me vestir assim você sabe, sou...

_ quase crente! 

completo e começo a rir com o que a Berenice fala, ela diz que meus olhos são tão perfeitamente azuis que chegam a ser irritantes, estou vestida com um macaquito preto que fica no meio da minha coxa, minhas pernas não são grandes e extremamente musculosas, mas são perfeitamente definidas, sou delegada da policia civil a dois anos, antes era policial, por conta da minha profissão tenho um corpo atlético, sempre mantive o corpo em forma, pratico corridas e sou adeptas de exercício físicos, cuido do meu corpo, da minha alimentação, da minha pele e dos meus cabelos, afinal não sou uma garotinha de 20 anos, tenho 34 anos e tenho que me cuidar, me considero uma mulher vaidosa, sou loira original, minha mãe é de familia russa e meu pai brasileiro, puxei a familia da minha mãe, sei que sou bonita e chamo atenção, mas não gosto de graças e nem enxerimento comigo, sei colocar qualquer homem estupido no seu devido lugar, mesmo que ele seja grande, tenho minhas técnicas e não gosto de piadas e nem brincadeiras imbecis. 

Acabo me lembrando do moleque de barba, se bem que ele é um moleque bem crescido, alto, forte, atlético e o pior de tudo: se acha a última Coca-Cola do deserto! 

Confesso que ele é um homem muito bonito e faria qualquer mulher perder a cabeça, mas eu não, ele tem cara que distribui para todo mundo mostrando que ainda é um moleque, um moleque bem do atrevido, fico pensando lembrando de suas palavras: _ uma noite comigo e eu te faço engolir todo teu atrevimento, vou te pegar de um jeito tão gostoso você vai esquecer seu nome e só lembrar do meu, enquanto te fodo de quatro!

Volto a sentir uma fisgada na minha boceta, como se sentir naquele dia ao recordar como seu tom de voz engrossou ao falar isso, saindo quase como um rosnado. 

_ Babaca!

_ O que? não ouvi!

Berenice pergunta e me dou conta que estava divagando aqui.

_ Nada não, só vou pegar minha bolsa e estou pronta!

Pego minha Glock e guardo na minha bolsa, somos inseparável, saio de casa sem minha calcinha mas nunca sem ela.

_ preciso colocar a ração da Lulu!

Falo quando desço as escadas, e vou a cozinha, pego a tigela tamanho familia e encho com ração, assim que a ração cai na tigela fazendo barulho a Lulu aparece.

_ oi filha, oi...

Falo me abaixando fazendo carinho na lulu, ela é uma cadela pastor alemão policial aposentada, a Lulu é idosa e cega de um olho, ela ficou cega numa operação policial, a principio ela seria sacrificada, mas eu nunca deixaria uma bebê linda dessa ser sacrificada, a trouxe para minha casa e ela é minha, a Lulu trouxe amor e muita paz para meu lar, ela é muito especial, eu até acho que a única criatura que a Gabi ama na terra é a Lulu. 

Troquei os tapetes higiênicos da Lulu, deixei sua comidinha e sua água, ela vai comer e deitar na sua caminha, como uma cachorra de idade a Lulu não tem mais tanto pique e prefere a calmaria.

_ na volta você dirige.

Digo e entro no meu carro, sigo com a Berenice para o aniversario do Sargento Peixoto, para o que eu achava que seria uma noite comum, não imaginaria que meu caminho cruzaria novamente como um furacão de calças chamado Geraldo.

Capítulo 3

GERALDO AVILAR

_ Vem Mathias, fica do meu lado que você vai se dar bem!

Falo ao entrarmos no bar e é verdade, quem anda comigo acaba pegando as mulheres por tabelinha, andar com Geraldo é só sucesso. 

_ que cara de buceta do caralho você está!

Falo olhando para Mathias, estamos sentados numa mesa tomando um chope e ele tem uma cara de quem comeu e não gostou.

_ eu gostava dela de verdade.

_ Supera minha irmã porra, ela casou com o mala do Diego, sem falar que ela não era pra seu bico e nem para o bico dele, mas o que posso fazer se minha irmã tem um péssimo gosto?

Mathias me olha contrariado.

_ quer um conselho?

Ele balança a cabeça que sim e eu dou o melhor conselho do mundo:

_ Bebe que passa!

Pego minha caneca de chope e viro tudo de uma só vez e Mathias me acompanha.

_ Geraldo você aqui gato!

Uma mulher que eu não tenho a mínima ideia de como se chama aparece por trás deslisando suas mãos por meu pescoço indo até meu peitoral, viro o rosto para ver quem é.

_ Oi gata, to sempre por aqui!

Falo dando uma piscadinha de olho e a garota abre um sorriso gigante, porra como ela se chama mesmo?

_ então, estou ali com uma amiga, vamos? E trás seu amigo!

Ela me chama para se juntar a ela, mas eu acabei de chegar e quero olhar o cardápio primeiro para saber quem vou comer hoje.

_ sabe o que é gata, meu amigo está precisando desabafar um pouco!

Baixo um pouco a voz e digo:

_ dor de corno!

_ Geraldo que porra você está falando?

Mathias me interrompe e eu dispenso a gata.

_ mais tarde eu passo na sua mesa!

_ vou esperar, e melhorar para seu amigo, espero que ele supere.

Ela diz e se vai.

_ que porra é essa que eu fui corno?

Quando vou responder o Mathias, um par de pernas estonteantes começa a caminhar em minha direção, chamando minha atenção, tirando completamente minha capacidade de fala e de raciocino e balbucio: 

_ Porra!

Estou literalmente babando, as pernas são firmes, roliças e douradas, a dona das pernas está em cima de um salto alto que me faz pensar em um monte de sacanagem, meu pau endurece de um jeito que dói, levanto o rosto para olhar quem é a filha da mãe que me fez ficar de pau duro só com um par de coxa.

_ sargentona!

Consigo falar ao me deparar com seu rosto delicado e ao mesmo tempo fechado, nariz pequeno, uma boca que só fode comigo e esses olhos azuis? porra deveria ser crime alguém ser tão linda assim.

_ que mulher gostosa do caralho, uma mulher dessa eu aceitava levar uma surra todo dia!

Mathias fala todo animado quando a mulher passa reto por nós eu gemo vendo sua bunda fodidamente arrebitada, as palavras de Mathias me fazem ficar tão puto que sou capaz de socar a cara dele.

_ gostosa é o caralho! Tu não estava sofrendo a um minuto atrás por minha irmã?

_ estava, estou, mas olha isso! Que mulher!

_ se quiser levar uma surra todo dia, meu dois amigos estão aqui!

Falo mostrando meus bíceps! 

_ calma Geraldo, nem sabia que ela era sua!

_ Ainda não é, mas vai ser!

Falo e meus pensamentos estão completamente embaralhados, eu preciso levar a sargentona para cama, comer sua boceta atolando meu cacete o fundo de sua boceta, até ouvir minhas bolas batendo nesse rabo gostoso que ela tem e que também quero comer, lhe dá uma surra de rola que ela nunca mais vai esquecer, uma surra que nenhum homem nunca deu e depois vamos seguir nossas vidas.

_ Garçom, GARÇOM!

Grito pelo garçom e logo ele vem.

_ fala Geraldo.

_ Aquela mesa ali!

Falo apontando para mesa que a delegada sentou e vejo que só tem macho na mesa, além dela tem outra mulher que não conheço.

_ Ah a mesa da delegada, é um aniversário do sargento!

_ Hum...

Falo desconfiado.

_ quero que você entregue um drink para a delegada e outro para a amiga dela, o dá delegada quero o melhor drink da casa, um copo bonito e uma bebida gostosa e diz que foi um admirador de sua beleza quem mandou!

O garçom me olha como se eu tivesse três cabeças grudada no pescoço.

_ você sabe que a delegada não gosta dessas coisas né? ela não gosta dessas liberdades!

_ faz o que eu mandei e deixa que o B.O eu resolvo depois.

Digo e ele que faça o trabalho dele eu faço o meu, a delegada não vai resistir ao meu charme, ela pode ser fazer de difícil, mas vai acabar a noite sentada na minha pica.

O garçom vai reparar o drink e eu fico só apreensivo aguardando ele retornar com uma resposta positiva da delegada.

_ demora do caralho!

Falo tomando meu chope

_ calma porra, mal fazem cinco minutos que o garçom se foi daqui!

Fico ali na expectativa esperando a porra do garçom volta, se ela aceitou a bebida eu irei lá e trocamos uma conversa, antes de arrasta-la para um motel e só saio de lá de manhã.

Vejo o garçom retornar com uma bandeja e dois drinks em cima da bandeja e fico confuso.

_ você não entregou a bebida?

Pergunto quando ele para em frente a minha mesa.

_ tentei, mas ela não quis e quando insistir ela me mandou entregar a bebida a mãe do babaca que mandou o drink, no caso a sua mãe.

_ filha da mãe!

Ele vai falando e colocando os dois drinks em cima da minha mesa.

_ bebe, pois vou cobrar de você mesmo!

_ e a outra, a amiga dela, não quis o drink?

_ essa está tomando apenas água, quando lhe ofereci o drink ela disse que não bebe porque era quase crente, algo assim!

_ agora fodeu! quase crente, ou é ou não é, que putaria!

Falo achando isso tudo uma putaria do caralho, penso irritado, a delegada está fazendo cu doce, mas não vou deixar essa oportunidade de hoje passar, vou seduzir a sargentona ou não me chamo Geraldo.

Penso e nesse momento alguém anuncia que vai começar o Karaokê, sorriu pensando que Deus tem seus filhos preferidos e eu sou um deles, tudo está conspirando ao meu favor.

Tomo o drink que era para ser da delegada.

_ hum... gosto estranho, cremoso, mas está bom!

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