Capa do Romance Gêmeos Doces: Delicie-se com O Amor do Papai

Gêmeos Doces: Delicie-se com O Amor do Papai

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Para custear a cirurgia da mãe, Nancy tomou uma decisão drástica no passado. Cinco anos depois, consagrada como pediatra, seu retorno ao país é marcado por reencontros inesperados. No aeroporto, o destino a coloca diante de Charles, o homem que a ajudou e pai de um garotinho. A situação foge do controle quando outro homem surge com uma menina, alegando ser filha dela. Agora, Nancy precisa lidar com segredos ocultos que prometem virar sua vida do avesso.

Gêmeos Doces: Delicie-se com O Amor do Papai Capítulo 1

"Senhorita, minha senhora me disse que você pode ganhar dois milhões de dólares se tiver um menino e quinhentos mil se tiver uma menina", explicou a velha calmamente.

"Tudo bem", concordou Nancy Ning.

Ela não tinha outra escolha. Sua mãe precisava desesperadamente de alguém para pagar as contas do hospital e sabia muito bem que seu pai, Clark Ning, nunca pagaria nem um dólar porque não se importava.

Isso irritou a jovem, porque não queria implorá-lo, então tentou recorrer ao seu namorado, Caspar Yue. Mas, de surpresa, só descobriu que ele a estava traindo com sua meia-irmã, Fannie Ning.

Era verdade que tudo fosse mal se não estava com sorte.

Incapaz de acreditar em sua situação, Nancy só conseguiu rir.

Raios e trovões pairavam no céu, pingos de chuva rapidamente começaram a encharcar as ruas e suas roupas finas.

Todo mundo estava correndo, tentando encontrar um refúgio, enquanto ela vagava sem rumo.

"Senhorita!", ouviu que alguém a chamou.

Quando se virou, viu uma mulher velha.

Franziu as sobrancelhas e se aproximou dela, "senhora, me chamou? "

"Só quero perguntar a sua idade", disse ela, pegando as mãos da Nancy enquanto a levava a um café para se refugiar.

Olhou a garota de cima a baixo com prazer.

"19", respondeu.

"Oh!", a mulher fez uma pausa, "quando vi você na chuva, pude perceber que estava passando por momentos difíceis, está tudo bem? "

Sua pergunta estimulou o choro da jovem, e num segundo, já estava chorando no ombro da velha.

"Minha mãe sofreu um acidente de carro há dez anos e está em coma desde então, agora seus órgãos estão falhando, precisa dinheiro de cirurgia e eu... e eu...", ela soluçou novamente depois de dizer essas palavras. Esperou salvá-la.

"É apenas um pouco de dinheiro, menina, não se preocupe", deu um tapinha nas costas dela e continuou: "além disso, sei de uma maneira que você pode obtê-lo."

Assim que ouviu "dinheiro", Nancy rapidamente agarrou ela.

"Senhora, farei qualquer coisa para ganhar dinheiro!"

A velha sorriu para ela e disse: "É muito simples, alguém pagará se puder ter um filho com meu jovem mestre", sem desviar o olhar, perguntou: "Está interessada?" .

A menina levou alguns minutos para processar as informações antes de assentir.

Sabia o que significava ter um filho na adolescência de 19 anos. Se alguém descobrisse, sua reputação seria destruída, mas se não concordasse, perderia sua mãe,

e ela sempre a escolheria sobre todas as coisas.

Com sua aprovação, Nancy foi imediatamente trazida para uma mansão.

"Menina, vá se limpar", a mulher ordenou, apontando para o banheiro enquanto lhe entregava uma camisola de seda. "Meu jovem mestre estará aqui em breve".

A garota não teve tempo de admirar o ambiente, apenas assentiu, "sim".

A velha estreitou os olhos com um sorriso e tentou fazê-la sentir-se mais à vontade na situação, dirigindo-lhe algumas palavras: "Não se preocupe, garota, ele é um bom homem, e cuidará você esta noite".

"Obrigada", apesar do conforto, Nancy ainda estava se sentindo um pouco desconfortável.

"Lembre-se de desligar as luzes quando terminar de se limpar", disse a velha antes de sair.

A menina não disse mais nada, apenas foi ao banheiro para preparar seu banho quente.

Quando terminou, secou o cabelo e apagou as luzes antes de ir para a cama, enterrando seu pequeno corpo nos cobertores.

O silêncio a deixou mais nervosa,

se sentia como um animal esperando para ser abatido ou vendido, seus batimentos cardíacos começaram a acelerar e fez o possível para se acalmar.

O tempo parecia parar, teve a sensação de que tinha passado horas antes que a porta finalmente se abrisse.

Ela rapidamente fechou os olhos,

mas, mesmo assim, podia sentir uma figura alta se aproximando.

"Está nervosa? ", a voz rouca a fez estremecer.

"Um pouco", Nancy admitiu, segurando os lençóis inconscientemente, tremendo com o pensamento do corpo imponente do homem.

"Não se preocupe", sussurrou perto do pescoço de garota.

Sua voz soou rigidamente, sem tremer, como se estivesse fazendo uma transação comercial.

"Sim senhor", uma respiração funda depois, ela tentou dar uma pequena olhada.

De repente, um raio foi refletido na janela, fazendo Nancy ver bem seus olhos escuros,

e ele também podia vê-la bem pela primeira vez.

A jovem desviou o olhar às pressas.

Se inclinou sobre Nancy, passando os dedos frios pelas coxas e levantando a camisola. "Se você me viu ou não, vai me esquecer como vou", sorriu o jovem.

"Sim senhor".

Isso foi tudo, desde que engravidasse, o acordo foi feito e ela desapareceria.

Estava chovendo lá fora, abafando o barulho dentro da sala.

Nove meses depois,

um grito foi ouvido do outro lado da sala de parto:

"É um menino, Sra. Angelina!", a velha saiu correndo da sala de operações com um bebê nos braços.

"Muito bem... excelente!", Angelina Huang apertou as mãos, curvando-se para a velha que entregou o bebê, "Temos as ações!", sussurrou e continuou: "Meu filho será o herdeiro do grupo TS, graças a Deus, é um menino!".

"Sra. Angelina", começou a velha, e com um nó na garganta, continuou: "O médico também mencionou uma menina...".

"Uma menina? ", respondeu balançando a cabeça, "um menino é suficiente para nós, deixe-a com ela".

"Entendei, senhora".

E sem dizer mais nada, foram embora.

"Nancy está sangrando! Precisa de uma transfusão. Dê-lhe uma bolsa de sangue, imediatamente!".

"Sim, diretor".

Enquanto isso, os médicos e enfermeiras estavam fazendo o possível, esperando que ela estivesse segura.

Fannie, que acabou de vir para um aborto, parou. "Quem? ", ela perguntou, franzindo as sobrancelhas.

"Nancy Ning, a conhece? ", respondeu uma enfermeira casualmente.

"Não, não a conheço". Ninguém percebeu a crueldade nos olhos da garota.

A sala de parto estava em caos total e eles não perceberam que Fannie levou o bebê.

Anos mais tarde,

Nancy estava saindo graciosamente do aeroporto internacional de BJ. Vestida num terno de negócio,

ela tirou os óculos escuros para admirar como bonito o dia estava.

Cinco anos se passaram desde que deu à luz. Naquele dia, assim que acordou, recebeu uma ligação notificando que sua mãe havia acordado e foi diretamente para o sanatório.

Embora estivesse em coma, mal conseguia falar e se mover sozinha, Nancy levou um mês para encontrar uma boa enfermeira, e quando o fez, deixou o país para continuar seus estudos em medicina pediátrica.

Estar no exterior ajudou a deixar tudo para trás e aumentou suas oportunidades.

Seu passado era um segredo doloroso que tinha que guardar.

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