Capítulo 2

Horas depois Katy está escorada no balcão de um bar distante.

Ela foi pra lá porque não queria arriscar encontrar ninguém que a conheça.

Sua visão está um pouco nublada e sua cabeça está chiando depois de ter virado a terceira (ou foi a quarta?) margarita.

A filha de um dos homens mais ricos da cidade, bebendo e chorando sozinha num barzinho de quinta categoria. Que patético!

Mas aposto que meu pai vai perceber rapidamente a grande besteira que ele fez. E, então, vai me ligar pra pedir desculpas.

Quando ele descobrir que eu tô nesse bar, nessa parte da cidade, ele vai ficar tão preocupado que vai mandar o pessoal dele pra me buscar e me levar pra casa imediatamente.

Espera, onde é que tá meu celular? Ah, bem aqui. E a bateria tá quase cheia. Bom, agora é só esperar você me ligar pai... e estarei em casa num instante.

Katy busca conforto nos seus pensamentos ébrios, desejando que tudo isso seja um pesadelo do qual ela vai acordar logo. De repente... BAMM!

Um homem de mais ou menos 30 anos, que está claramente bêbado, acaba de bater um copo contra o balcão, derramando parte da bebida que estava dentro. Ele abre um sorriso cheio de dentes na direção de Katy.

Ele me lembra o lobo mau.

Bêbado: Oi, linda! Parece que você tá precisando de companhia. Meu nome é Dirk.

O hálito dele fedia a cerveja velha e seus dentes amarelos são simplesmente nojentos!

Katy: Desculpe, não estou com humor pra conversar. Eu tive um dia bem difícil.

Dirk: Pobrezinha. Uma garota bonita assim não devia ficar triste nunca. É quase um crime.

Ele caminha devagar e com confiança em direção de Katy. Esse é um cara que está acostumado a conseguir o que quer. Quando ele chega perto o suficiente, ele aproxima a boca do ouvido de Katy e sussurra...

Dirk: Deixe eu te dizer, eu sei exatamente o que fazer para colocar um sorriso nesse seu rostinho bonito...

Katy: Eu não estou interessada. Você pode me deixar sozinha, por favor?

Dirk: Vamos, eu prometo que nós vamos nos divertir muito...

Katy realmente não conseguia mais aguentar aquilo, então resolveu sair logo de perto dele.

Conforme ela cambaleava para se levantar, Dirk se apressa para agarra-la pela cintura. Katy vê ele olhando com desejo pros seios dela.

Dirk: Essa é minha garota. Eu sabia que você ia topar. Vamos nos divertir um pouco lá nos fundos do bar.

Katy: Não, eu não quero fazer isso. Só me deixe em paz, por favor...

A essa altura, estou tão bêbada que os meus protestos soam fracos e são facilmente ignorados por esse cara. Ugh, eu sinto a mão dele deslizando para agarrar minha bunda com tanta força que chega a doer.

Não tem ninguém aqui para me salvar. Eu nunca me senti tão sozinha e indefesa.

Eu preciso pensar rápido sobre o que fazer...

Katy junta toda a força que tem e, num movimento rápido, dá uma joelhada nas partes baixas dele. O impacto faz com que ele se curve levemente se recuperar da dor.

Dirk: Por que você fez isso, piranha? Eu só estava tentando animar essa sua cara azeda! Mas agora você pediu! Caramba! Você tá tirando minha paciência me provocando!

Dirk agarra o braço de Katy e a puxa mais para perto enquanto tenta arrasta-la pela porta dos fundos do bar.

Ninguém no bar parecia ter percebido o que está acontecendo, ou talvez ninguém realmente se importe. Katy estava muito fraca pra resistir. Ela estava apavorada com o que estava prestes a acontecer com ela.

E então, do nada, um cara grande e forte aparece. Ele se aproxima e dá um soco rápido na lateral da mandíbula de Dirk, que cai no chão.

Todos os olhos do bar estão voltados para a cena que acabou de acontecer. O belo estranho que acabou de salvar Katy olha para ela e diz...

Belo estranho: Não se preocupe, ele vai sobreviver. Você tá bem?

Ai, meu Deus! Ele é o homem mais lindo que eu já vi. E eu quero muito beijar ele!

Então resolvo flertar com ele.

Talvez seja o nível do álcool no sangue dela que a fez se sentir mais ousada.

Katy: E aí, Super-Homem, o que eu tô te devendo? Um beijinho, talvez?

O belo estranho dá um grunhido e continua mantendo contato visual.

Katy: Ou a gente pode ficar aqui a noite inteira olhando nos olhos um do outro, se é isso que você quer. Eu não me importo de me perder nesses seus olhos lindos...

Eu nem acredito que disse tudo isso em voz alta! É tão diferente da minha personalidade normal! Mas é tão revigorante e excitante ao mesmo tempo!

O barman apareceu na frente de Katy e o estranho que a salvou com uma expressão preocupada, sua voz soando pesarosa.

Barman: Foi mal, Blake, eu não sabia que a garota estava contigo. Se soubesse eu não tinha deixado aquele bêbado botar as patas nela.

Então o nome dele é Blake... e o barman tinha percebido o que estava acontecendo! Ele simplesmente fingiu que não estava vendo

Katy avança e dá um tapão no rosto do barman. A palma da mão dela arde com o impacto.

Barman: O que diabos tem de errado contigo, sua louca?

Blake: Eu calaria a minha boca se eu fosse você.

Blake se vira para encará-lo com um olhar mortal, que dura tempo o suficiente pro barman ficar visivelmente tenso.

Barman: Foi mal, cara. Olha, eu posso dar uma bebida pra você e sua garota? Por conta da casa, claro.

Blake: Não precisa. Já estamos indo embora.

Sem dizer mais nada, Blake pega você pelo braço e te leva pra fora do bar.

Pra onde ele está me levando? E por que ele parece ansioso pra sair do bar?

Confusa, mas completamente acabada, Katy fica em silêncio enquanto se deixa levar por aquela mão forte.

Do lado de fora, o ar frio da noite acaricia as bochechas de Katy. Blake a leva até um carro. Ele abre a porta do passageiro e gesticula com a cabeça, indicando para que Katy entre. Ela hesita.

Katy: O que tá acontecendo? Pra onde você quer me levar?

Blake: Vou te levar pra um lugar seguro.

É verdade que ele me salvou, mas não acho que eu deva confiar nele. Eu não vou a lugar nenhum com um estranho.

Katy: Olha, eu posso estar um pouco embriagada, mas não o suficiente para entrar num carro com alguém que conheci há um minuto atrás.

Blake: Eu realmente não tenho tempo pra isso. Só entre no carro.

Katy: De jeito nenhum! Eu vou ligar pro meu pai.

Diz Katy irritada.

Ela revira a bolsa desajeitadamente à procura de seu telefone quando Blake repentinamente tira a bolsa das mãos de Katy.

Blake: Escuta, eu não quero que as coisas saiam do controle. Então, só entra no carro. Nós vamos sair daqui, e ponto.

Diz Blake sem paciência.

Basta apenas um olhar pros olhos dele para Katy perceber que ele está falando sério. Ela cede e senta no banco do passageiro.

Blake: Ótimo.

Dentro do carro, Blake fica em silêncio. Katy dá alguns olhares furtivos para ele. Apesar de ele estar focado na estrada à frente, ela sabe que a mente dele está a mil quilômetros de distância.

Katy: Você tá... me levando para casa?

Silêncio é a única resposta que Katy recebe.

Katy: Você não vai me dizer para onde nós estamos indo?

Mais silêncio tenso domina o ambiente.

Katy: Certo... Então, acho que a resposta é não.

Quem diabos é esse cara? O barman sabe o nome dele e estava claramente intimidado, assustado, até. E o jeito que ele apagou aquele idiota com apenas um soco... Foi bastante impressionante.

Eu estou louca por ter ficado um pouquinho excitada com o jeito que ele tomou o controle da situação? Talvez seja só meu lado bêbado falando...

Ah, não. Eu não estou me sentindo muito bem. Talvez tenha tomado margaritas demais. Sinto vontade de vomitar. Por favor, agora não. Não no carro dele. Não com ele ao meu lada, por favor.

O estômago de Katy revira e ela sente um nó na garganta, como se algo estivesse tentando escapar a cada ânsia que ela suprime.

Não encontrando nada em que pudesse se segurar, ela finalmente perde o controle e vomita por todo o chão do carro. Ela fica mortificada! Katy sente os olhos de Blake nela, mas não ousa se virar para encará-lo.

Graças a Deus, Blake não disse nada... Eu queria que essa noite acabasse. Ela está sendo, de longe, a pior da minha vida inteira!

O carro para em frente de um elegante portão de ferro forjado, que se abre pra um caminho que leva a uma grande mansão.

Uma linda casa!

Esse é o último pensamento que passa pela cabeça de Katy antes de ela apagar.

Capítulo 3

Na manhã seguinte, Katy acorda com o sol brilhando em seu rosto. Ela tenta se sentar, mas sua cabeça latejante a impede.

Ugh, essa dor de cabeça está me matando! Talvez eu só precise ficar deitada por mais algum tempo. Espere um pouco...Essa não é minha cama. Onde eu estou?

Katy olha para o quarto ao seu redor, tentando assimilar o ambiente estranho e descobrir como ela chegou ali.

Eu lembro do meu pai me expulsando de casa por causa da Sophia... Eu a odeio! E, então, meu namorado se recusou a me deixar morar com ele... Ele é um grande babaca.

Isso me fez ir para um bar... Onde acabei ficando completamente bêbada, sozinha. Decisão estúpida, Katy. Então, um babaca bêbado colocou as garras nojentas em cima de mim... E então apareceu o Blake!

Quanto Katy se lembra de Blake, tudo que vem em sua mente é que ele é um homem muito bonito, alto e forte. Mesmo ela estando muito bêbada conseguia lembrar muito bem das feições atraentes de Blake.

E então eu me lembro de entrar no carro com ele e termos vindo pra sua casa. Espere um minuto! Nós fizemos algo ontem à noite?

Alarmada, Katy olha institivamente para baixo das cobertas e fica aliviada ao ver que suas roupas ainda estão intactas.

Ufa! Quase tive um ataque de pânico... Apesar de que, se eu for sincera, Blake não seria a pior pessoa pra ter meu primeiro caso de bêbada...

Pensa Katy com uma certa malicia.

Mas... Eu lembro de mais alguma coisa ter acontecido antes de eu apagar completamente... O que era?

Ah, não! Eu realmente vomitei no carro dele? Por favor, me diga que aquilo foi só um sonho! Que constrangedor! Que primeira impressão horrível para causar em um estranho bonitão.

Katy faz uma careta ao pensar nisso e balança a cabeça como se estivesse tentando fazer a lembrança ir embora.

Nesse momento, Katy não tem a menor ideia de onde estar e não está com seu telefone, então ela acha melhor procurar por Blake.

Ela caminha pela casa em busca de Blake, eventualmente encontrando uma área de jantar espaçosa na cozinha.

Um interior moderno e minimalista, que mesmo assim parece aconchegante e atraente. Cada pequeno detalhe parece tão bem pensado que chega a beirar a arrogância, mas estou impressionada de qualquer forma. Blake tem bom gosto.

Katy encontra um bilhete no balcão que diz ‘beba’. Parece que ele deixou um suco pra ela. Katy meia desconfiada resolve deixar a bebida lá sem tocar nela.

Eu não vou tocar nisso. Essa é a primeira regra fundamental: nunca beba algo que você não viu se servido. Por mais que me sinta atraída por Blake, ele ainda é um estranho.

Do lado de fora, o som de água respingando chama a atenção dela. Parecia ter alguém na piscina, então Katy resolve ir lá dar uma olhada.

Ela chega até a área da piscina e é agradavelmente surpreendida pelo que vê...

Ora, ora, veja quem decidiu dar um mergulho na piscina nesta manhã...

Pensa Katy, maliciosamente.

Blake está fazendo uma rotina matinal de natação, sem notar a presença dela. A visão dos braços saindo e retornando para a água com graça, mas força, causa um frenesi de pensamentos selvagens na mente de Katy. Ela morde os lábios enquanto se rende ao prazer de assistir Blake movendo-se de ponta a ponta da piscina, rompendo a resistência da água com braçadas poderosas.

Aqueles braços fortes e ombros largos... Ele deve fazer muito exercícios. Ei, talvez possamos ser parceiros... de academia.

Opa! Ele está saindo da água agora. Eu não sei se tô pronta para lidar com essa visão, mas não consigo me forçar a olhar pro outro lado... Ai, meu Deus, olha pra esse corpo, que delícia!

Eu gostaria de poder passar as mãos por aqueles ombros fortes e largos e depois descer por seus braços perfeitamente esculpidos. E esse seria só o começo... Minha mente vai à loucura com todas as coisas que eu gostaria de fazer com ele nesse exato momento. E isso está me deixando tão excitada e envergonhada!

Mesmo assim, Katy não conseguia parar, e se permitiu continuar fantasiando... Que mal há nisso, afinal?

Enquanto sai da piscina, Blake crava os olhos profundos em Katy.

Mesmo a essa distância, Katy conseguia sentir os olhos dele a queimando com desejos impronunciáveis. Uma sensação quente, como uma febre toma conta do corpo dela. Ela sente suas costas se curvando levemente, empurrando seu peito macio na direção dele, como se o chamassem. Ele se aproxima até se agigantar na frente dela. Os olhos de Katy traçam o caminho daquele torso firme até o abdômen de tanquinho. Cedendo à tentação, ela põe a palma da mão sobre ele.

Eu quero tocar cada volta dos músculos bem definidos de seu abdômen, mesmo que isso queime meus dedos. Ah, e não vamos esquecer da entrada em V, que leva de sua cintura até sua virilidade...

Há um volume visível dentro da sunga apertada e a respiração de Katy fica presa diante da imagem. Um sorriso surge no rosto dela ao perceber que ele está tão excitado quanto ela.

Blake agarra os cabelos de Katy e se curva para tocar seus lábios com os dele. Quando a língua macia abre caminho através dos seus lábios, é como se uma barragem se rompesse. Ele a beija feroz e possessivamente. Katy sequer consegue recuperar o fôlego, mas não importa. Sua respiração pode esperar. Ele finalmente interrompe o beijo e dá um passo para trás, para o desgosto de Katy.

Katy: O que houve, Blake?

Blake: Nenhuma mulher sequer chegou perto de me enlouquecer desse Jeito, Katy.

O beijo seguinte é tão intenso que ela sente que sua cabeça pode explodir. Mas as coisas ainda estão andando muito devagar. Ela quer... Não, ela precisa de mais. Como se estivesse lido sua mente, ele fala...

Blake: Pode tocar.

A voz dele soa rouca, expondo a própria excitação. Ele pega a mão dela e a leva gentilmente até sua ereção dura como aço. Arrepios percorrem sua espinha. Katy anseia por senti-la dentro dela...

Isso está ficando picante demais. É melhor eu parar com essa fantasia e guardá-la para uma outra hora...

Katy é arrancada de seus devaneios quando percebe que Blake está caminhando em sua direção, vestindo apenas uma sunga e com gotas de água brilhando sobre o corpo molhado. Katy tem dificuldade em manter a compostura.

Katy: Oi, bom dia. Acho que não tive a chance de me apresentar direito. Eu me chamo...

Blake: Eu sei qual é seu nome.

Katy: Ah, certo. E você é Blake, não é? Eu me lembro do barman te chamando pelo nome.

Blake responde com um curto “uh-um”. Então, Katy tenta manter a conversa fluindo.

Katy: Eu quero te agradecer por me ajudar na noite passada. Eu estava tão fora de mim que sequer conseguia ficar em pé sozinha. Por favor, não me interprete mal, eu não costumo fazer isso. Mas eu tive um dia realmente difícil ontem. Por isso, acabei exagerando um pouco nas margaritas. E, realmente, sinto muito pela ‘bagunça’ em seu carro... Deus, aquilo foi tão constrangedor. Eu vou pagar pela limpeza, prometo.

Blake fica em silêncio enquanto se ocupa secando o cabelo com a toalha. Katy começa a achar o comportamento dele um pouco irritante.

Então, ele não é de falar muito. Tudo bem.

Katy: Eu sei que fugir dos meus problemas não vai resolvê-los. Por isso, estou pronta para ir para casa e dar um jeito nas coisas.

Apesar de não ter certeza de que alguém esteja me esperando em casa... Mas não posso ficar aqui com um completo estranho, não importa o quão lindo ele seja. Na verdade, talvez ensinar uma lição ao meu pai e ao Adrian por me abandonarem não seja uma ideia tão ruim. Se eu fosse uma pessoa mais aventureira, mas claramente não sou.

Katy: Blake, você por acaso viu meu telefone? Eu provavelmente deixei no seu carro noite passada. Não quero te incomodar. Posso chamar um Uber pra me levar para casa.

Blake: Você não conseguirá sinal de rede por aqui. Nem conexão com a internet.

Katy: Certo... Mas deve haver algum lugar nas redondezas onde eu possa conseguir uma conexão Wi-Fi, não é? Uma cafeteria ou posto de gasolina, talvez?

Blake: Acho que não.

Katy estava começando a se sentir desconfortável. Parecia que Blake estava escondendo alguma coisa.

Katy: Depois de todo o transtorno da noite passada, eu realmente detesto ter que te incomodar outra vez. Mas será que você poderia ao menos me levar até algum lugar onde eu consiga sinal de rede, por favor?

Blake: Nós não vamos a lugar nenhum.

Katy: O q... O que você quer dizer com isso?

Diz Katy, com medo em sua voz, e ele a responde neutro, sem nenhuma emoção.

Blake: Você vai ficar aqui.

Katy irritada o responde de volta, com rispidez em sua voz.

Katy: Veja bem, Blake, eu posso e irei embora quando eu quiser!

Blake continua impassível diante da reação de Katy.

Blake: Estou com fome.

Katy: Você não entende. Meu pai deve estar extremamente preocupado comigo nesse momento. E meu namorado provavelmente já está procurando por mim. Você não pode me manter aqui!

Na verdade, aposto que nenhuma dessas afirmações é verdade. Meu pai já deve estar se divertindo na mansão com Sophia e Adrian deve estar muito ocupado com seus videogames estúpidos para se preocupar comigo. Ah, bem, algumas mentirinhas inocentes não vão machucar ninguém...

Katy: Por isso, eu preciso ir pra casa agora. Ou, pelo menos, avisá-los que estou bem. Blake, você está escutando? Diga alguma coisa!

Ela grita, exasperada.

Dessa vez ele se vira para olhar Katy diretamente nos olhos e sustenta o olhar por tempo suficiente para ela começar a se sentir desconfortável.

Blake: Não. Você não vai a lugar nenhum.

Katy: Você está louco?! Você não pode me impedir de ir embora!

Blake: Nesse momento, você está mais segura aqui comigo do que em qualquer outro lugar do mundo. Confie em mim.

Katy: E por que eu deveria confiar em você? Você não tem o direito de me manter aqui contra a minha vontade! Isso é cárcere privado! A polícia vai nos encontrar!

Blake: Pare de ser tão dramática. Eu não tenho muita paciência para esse tipo de coisa. E não estou planejando manter você aqui para sempre, então relaxe.

Katy: Ah, é? Isso é muito reconfortante! Que tal me dizer o que diabos está acontecendo?!

Blake ignora completamente a pergunta de Katy.

Blake: Já que você vai ficar aqui, uma coisa importante que deveria saber sobre mim é que eu não gosto de repetir o que eu digo.

Seu tom de voz me diz que não deveria considerar isso levianamente.

Blake: Eu te disse que estou com fome.

Eu não entendo porque ele está me dizendo isso... O que ele espera que eu faça?

Katy: Ah, é? Que pena que estamos isolados do resto do mundo aqui nessa casa! Poderíamos pedir alguma coisa pelo Uber Eats.

Blake: Parece que temos uma espertinha por aqui...

O olhar frio de Blake se fixa no de Katy. Ele está com a toalha enrolada na cintura. Katy consegue ver pequenas gotas de água escorrendo pelo corpo duro e tonificado, o que atrapalha a sua concentração.

Blake: Faça alguma coisa pra eu comer. Estou morrendo de fome.

Dizendo isso, Blake passa por Katy e entra na casa, deixando-a sozinha tentando entender a situação.

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