Capa do Romance Forçada a se casar com um lobisomem

Forçada a se casar com um lobisomem

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Canary vive cercada por licantropos, mas anseia pela liberdade de um refúgio lendário, longe do medo. Seu destino sofre um golpe quando o Alfa da aldeia a obriga a um casamento forçado. No altar, ela é resgatada por um conhecido, outro lobisomem que a leva para suas terras. Contudo, o alívio dura pouco: Canary percebe que apenas trocou de dono e agora é uma prisioneira. Enquanto luta para escapar, ela se vê dividida ao notar que está se apaixonando por seu próprio carcereiro.

Forçada a se casar com um lobisomem Capítulo 1

A garota segurou o balde pesado com a água do rio e viu seu reflexo na água. Olhos azuis exaustos a encaravam de volta. Ela não teve tempo para pensar muito, uma voz masculina atrás dela a fez congelar.

-- Continue inclinada, a visão é prazerosa Canary. -- um deles disse. Ela se se virou com o seu coração acelerado.

Diante dela havia três lobos e seus olhares predatórios a fizeram recuar.

Canary sabia que os lobos faziam o que queriam, mas ainda assim, ela nunca se imaginou naquela situação.

-- Tire suas roupas. -- Ordenou o mais alto deles, enquanto os outros esperavam com expectativa, quando ela não se moveu ele gritou. -- Sua mãe se deitava com qualquer um por um pouco de dinheiro. Quer que eu pague? -- eles riram. E ela se encolheu ainda mais, não tinha o que fazer.

Era o seu fim, ela sabia.

Mas quando toda sua esperança já havia se esgotado. Outro barulho foi ouvido na floresta, todos encararam a mata. E de lá ele surgiu Um enorme lobo vermelho, com olhos de chamas.

Ele rugiu cheio de fúria para os lobos, os ameaçando.

E eles fugiram desaparecendo. E ela ficou sozinha com o enorme lobo, que logo se transformou em um lindo homem alto de cabelos ruivos, e músculos definidos. Que estava... Nu.

Ao notar que estava o encarando, ela se virou sentindo o rosto queimar.

Ainda de costas, ela ouviu uma leve risada rouca.

-- me perdoe, mas infelizmente eu não fico com roupas de baixo. -- ela sentiu o coração disparar.

Nervosa ela notou que tinha trazido uma pequena toalha, ainda de costas ela a jogou para ele.

Novamente um sorriso.

-- obrigado. -- após alguns instantes, ele emitiu um novo som. -- já estou decente.

Ela se virou ainda nervosa, mas agora a toalha já cobria certas partes.

Ele sorriu ao ver seu rosto vermelho.

-- O-obrigada, por me ajudar... Muitas vezes eles me perseguem, mas nunca assim. -- o homem cerrou o maxilar.

-- eles merecem a morte. -- ela o olhou nos olhos. E se assustou ao ver a cor amarelada.

-- também acho. -- seus lábios se curvaram para cima.

-- eu sou Vahem. -- ele falou bruscamente.

-- Canary, sou Canary D'rue. seus olhos pareciam brilhar.

-- Canary... Você canta, não é? -- ela se curvou ao ouvir aquela pergunta. Ninguém sabia que ela cantava. Ela só fazia tal coisa quando estava só, ali naquele lago.

-- um... Pouco.

-- eu percebi, você tem a voz de uma ninfa quando canta. ela sentiu o coração disparar.

-- não é meio perigoso? Ficar vindo aqui sozinha? Aonde está sua família? -- seu coração apertou com aquela pergunta.

-- eu não sei quem foi meu pai, e... Minha mãe morreu já tem um tempo. -- era horrivel falar aquilo, ainda mais para um estranho.

-- entendo como é, também sou sozinho. __ ele disse com pesar. -- mas... As vezes temos que dar um jeito nas coisas, não é? -- ele a questionou sério.

Seu coração disparou outra vez, ao ver um leve sorriso em seus lábios. Mas logo ela desviou. Ele a questionou.

-- você mora por aqui? Mesmo. -- ela se encolheu levemente. Era uma triste realidade, ela odiava morar ali.

-- infelizmente, mas... Eu tenho um sonho de... -- ela parou bruscamente com vergonha. Mas ele se aproximou.

-- fale, pode falar Canary. -- o modo como ele pronunciou seu nome, lhe deu coragem.

-- eu... Eu quero morar na capital azul. Minha mãe me contava histórias, lá é um bom lugar. Sem... Esses monstros. Estou juntando dinheiro para ir, não quero mais morar aqui. -- por algum motivo Vahem a encarou de forma estranha.

-- é um sonho e tanto! Espero que consiga realizar. ela sorriu levemente. Mas logo desviou o olhar.

-- obrigada por me ajudar, mas... Eu preciso ir. -- ele parecia querer dizer algo, mas se manteve aonde estava. Enquanto ela subia a ribanceira para ir embora.

-- as coisas vão melhorar Canary. -- ele disse de forma gentil. E por algum motivo, seu coração vibrou.

*****

Ao chegar em sua cabana que ficava em meio a floresta, Canary notou que sua porta havia sido escancarada. Ela adentrou em casa desesperada, e correu até o quarto da dispensa. Lá ela percebeu que toda sua comida para o inverno, havia sido destruída. Ela não tinha mais alimento. Ela se desesperou de imediato. Mas logo lembrou que havia uma aldeia ali perto, ela pegou algumas moedas e partiu em direção a aldeia atrás de alimento.

*****

A aldeia era governada por um alfa muito violento e controlador. Logo Canary comprou o que precisava, e já partiu de imediato. Mas antes de sair da aldeia, ela notou uma presença forte e autoritária. Tudo parecia parar, todos param. E quando ela olhou para trás, avistou o alfa. Alto de pele branca, de olhos negros como a noite e cabelos pretos. Ele se aproximou lentamente dela.

-- qual é o seu nome? -- seu tom de voz era estranhamente potente e amedrontador.

-- C-Canary... Alfa. -- seus lábios se curvam levemente para cima.

Ele se aproximou mais e anda em volta dela, como se buscasse algo.

-- você é linda, magra demais... Mas é linda. -- ela se encolheu levemente. Enquanto todos os encaravam.

-- você é daqui?

-- não, eu moro na floresta. ele franziu o cenho.

-- interessante. -- ele ronronou ao seu ouvido. -- é casada?

Ela engoliu em seco.

-- não, alfa.

-- tem família? -- novamente ela se encolheu.

-- não... Minha mãe morreu de febre. -- seus olhos brilharam.

-- quero que você seja minha.

Ela o encarou sobressaltada.

-- o quê?!

-- você é linda, quero que seja minha esposa. -- um tom de posse tomou sua voz. Ele falava sério. Canary só queria correr.

-- NUNCA!

-- nunca? -- ele riu. -- acha que pode me dizer não? É simples Canary. -- ele segurou seu queixo. -- eu a quero, eu a tenho! -- ela tentou correr, tentou se debater.

Mas não tinha mais para onde correr, quando os licanos a pegaram a força e a levaram para um casarão enorme no meio da aldeia.

De nada seus gritos, seus arranhões adiantaram. Nem mesmo ela implorando.

Ela não acreditava que aquilo estava acontecendo, ela não queria se casar. Não o conhecia, não sabia quem ele era.

Ela só queria fugir. Mas não era possível, toda a aldeia era cercada por licanos, muito maiores e mais fortes que ela.

******

Pouco tempo se passou com ela presa no casarão. Logo mulheres a vestiram com um horrível vestido de noiva, e um homem a levou para o salão principal. Lá haviam muitas pessoas, e o alfa estava no altar a esperando. Ao vê-lo, ela congelou.

-- se não quiser morrer moça, é melhor andar. -- o licano que estava ao seu lado, sussurrou.

Com a garganta apertada, ela se forçou a andar até o altar. Sentindo as lágrimas quentes, molharem seu rosto.

Logo ela estava ao seu lado, o encarando.

O alfa sorria triunfante.

-- comece. -- ele ordenou ao que parecia ser o pastor.

O homem começou a falar e a falar, mas Canary não sabia o que estava acontecendo. Ela só conseguia implorar por socorro em silêncio. encarando cada um, pedindo por ajuda. Mas todos pareciam mortos, frios.

O pastor, finalmente terminou o falatório e questionou Canary.

-- você... Aceita o alfa como seu marido e seu dono? -- não haviam palavras. Mas o olhar do alfa, era gélido. Ela morreria, ela não aceitaria morrer para ele. Mesmo que isso significasse ter que casar com ele.

-- sim... -- o alfa sorrio.

Ele assentiu para o bispo, mas antes que o homem oficializasse.

Uivos foram ouvidos, os licanos na sala aguçaram seus sentidos.

O alfa fez o mesmo. Alguém escancarou a porta de entrada.

-- A CASA DE ADORAÇÃO, ESTÁ EM CHAMAS! -- o licano gritou.

Todos se puseram de pé.

-- PRECISAMOS DE AJUDA. PARECE SER UM ATAQUE, ALFA. -- o alfa rugiu a encarando.

-- VÃO TODOS. -- ele ordenou, enquanto Canary se manteve imóvel.

Logo todos os licanos saíram correndo em direção a saída.

Ela não sabia se estava respirando.

Logo apenas ela e o alfa ficaram, assim como dois licanos.

Ele a encarava de forma estranha.

Uivos e gritos foram ouvidos novamente, e derrepente todas as tochas da sala se apagaram. Os dois licanos se transformaram. E se puseram em posição encarando a porta.

Novamente a porta foi aberta, mas foi jogada para longe.

Ali de pé, enfrente a ela. Estava ele... Vahem. Em sua forma bestial.

O licano estava com a boca cheia de sangue. Os dois licanos foram em sua direção, mas foram rapidamente imobilizados e jogados para longe, com os pescoços quebrados.

Canary gritou. O alfa, riu.

-- aí está você... Rouge. Quem diria que você ainda guarda tanta mágoa. -- o alfa rosnou, assim como Vahem. -- me encare como homem! Seu bastardo.

Mas ele continuou em sua forma bestial. O alfa agarrou a cintura de Canary.

-- ela é minha. -- Vahem rugiu. O alfa riu. -- ótimo, vamos acabar com isso.

Canary caiu no chão de joelhos tremendo.

Vahem com extrema rapidez, correu até eles. Canary sentiu uma pressão contra as costas. Tudo ficou rápido e escuro. Ela estava de olhos fechados, e derrepente. Ela sentiu que estava se movendo. Muito rápido.

Ao reabrir os olhos, ela estava em cima dele. Vahem em sua forma bestial estava correndo em direção a floresta, enquanto ela ouviu os gritos e uivos do alfa. Vindo da aldeia em sua direção.

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