Capítulo 2

Por volta das 17h uma nova mensagem do DG

" Me passa seu endereço, te busco mais tarde ", respondi "Nos encontramos no mesmo hotel hoje às 20h". Tomei um banho, e comecei me arrumar, passei uma maquiagem simples visto que não sou boa nisso, um vestido preto básico, um pouco acima do joelho, tênis também preto, minha bolsa transversal azul marinho e deixei o cabelo solto, cobrindo em partes meus brincos de argola dourada. Já eram quase 20h e segui pro hotel, antes que eu abrisse a porta do quarto ela se abriu diante de mim e ele estava lá, parado. - fiquei aliviada em ver que ele estava tão ansioso quanto eu pra aquela noite -

— Aceita jantar comigo ou só sexo? — me perguntou com um sorriso no canto da boca, e nessa hora com certeza corei, sem conseguir disfarçar minha surpresa.

— Tô morrendo de fome — respondi envergonhada. Fomos para o restaurante do hotel mesmo, enquanto nossos pratos não chegavam ele pediu uma garrafa de vinho - raramente tomo vinho, considerando que prefiro uma cerveja, mas aquele dia até o vinho estava perfeito.

— Tá aqui a trabalho? — perguntou sem tirar os olhos dos meus. — Sim, na verdade estou procurando um lugar pra montar uma loja, tenho uma pequena rede e decidi expandir pra cá — respondi sorrindo e um pouco incomodada pelo olhar fixo dele em mim. — E você, trabalha com o que ?— ele continuou me olhando e perguntou dando um sorriso — Então eu tô jantando com uma empresária?— eu sorri, sem perceber que ele ignorou minha pergunta sobre seu trabalho — Gosto de pensar que sim —. Falamos mais de mim, e percebi que já estávamos na segunda garrafa; —Me fala um pouco de você, sua vida deve ser mais interessante que a minha — falei sem olhar diretamente pra ele. — Não tem muito o que falar, sou sozinho, sem família, nada e meu trabalho é bem tedioso, nada demais — ficou um breve silêncio que eu logo cortei — Parece que minha vida é mais interessante nesse caso — disse soltando uma risada sem graça e por dentro pensando " Sério Luana, foi isso que você disse mesmo", o garçom cortou aquele clima estranho que tinha ficado na mesa nos trazendo os pratos. Comemos e terminamos a garrafa de vinho conversando mais um pouco sobre a cidade.

— Quero te chupar — disse levantando-se da mesa e pedindo pro garçom marcar o jantar na conta do quarto. Arregalei os olhos com a forma que ele era direto e o segui um pouco sem jeito. Mal entramos no quarto e ele já me tomou em seus braços, me pegando no colo e me deitando na cama, enquanto me beijava, me tocou, e eu já estava molhada

— Já tá assim? — disse rindo e me penetrou com dois dedos enquanto mantinha seus olhos fixos aos meus, eu mordia os lábios e soltava gemidos abafados

— Agora você vai gemer — falou se abaixando em frente minhas pernas e tirando minha calcinha devagar. Ele estava certo. Em menos de dois minutos tive um orgasmo e ele me chupava com ainda mais vontade enquanto meu corpo tremia. — Seu gosto é maravilhoso — disse se levantando e arrumando seu corpo de forma que se encaixasse ao meu antes de me penetrar de uma só vez apertando forte minha cintura, gritei e logo tampei minha própria boca com uma mão, ele estava sério, concentrado e foi aumentando a força de suas estocadas e também a velocidade que fazia aquilo, com alguns gritos abafados tive outro orgasmo o que acredito ter desencadeado o dele, sentia o peso de seu corpo sobre o meu que ainda tremia. Me deu um beijo longo que só terminou quando faltou o ar.

— Posso me acostumar com isso fácil — sussurrou pra mim, e eu sorria pensando que também poderia me acostumar com aquilo, ele se deitou sobre meu peito e dormimos ali.

Acordo já de madrugada com uma nessecidade enorme de tomar um banho, me levanto devagar pra não acordá-lo, tiro o vestido e sigo pro banheiro, percebo minha calcinha no chão - devia ter trazido uma na bolsa - penso. O banheiro é bonito, um Box de vidro transparente, reparo em duas toalhas de banho dobradas em cima da pia, uma de rosto pendurada e sabonetes, shampoo e condicionador em pequenas embalagens. Começo então meu banho. De olhos fechados enxaguando meu cabelo, sinto que nao estou mais sozinha, abro o olho rapidamente e me deparo com ele parado na porta me observando, ele me olha sério e percebo sua ereção, acredito que minhas bochechas ficaram vermelhas na hora .— Entra — falei tentando ser direta como ele, acho que deu certo. Ele abriu a porta do Box me olhando dos pés a cabeça e entrou me beijando e me empurrando contra a parede — Calma— digo notando uma expressão de dúvida em seu rosto, como se quisesse dizer - sério? agora você quer calma? - eu me afasto, vou pra frente dele e me ajoelho, ele me olha e agora sua expressão é outra, ele me olha de um jeito totalmente sexy, eu quase podia ver fogo nos olhos dele, e ao mesmo tempo aprovação. Seguro seu membro de forma forte, porém sutil, e passo a língua na ponta tentando manter meus olhos nele, - o que fica difícil considerando a água caindo do chuveiro - passo a língua por todo seu pênis e depois o engulo de uma só vez, fazendo movimentos circulares com a língua; considerando o tamanho não cabe todo na minha boca, então uso a mão fazendo o movimento de sobe e desce acompanhando minha boca. Ouço seus gemidos abafados, e o sinto pulsar enquanto o chupo, a água caindo sobre ele, tornava a cena ainda mais erótica — Levanta, quero terminar dentro de você — levantei rapidinho porque também queria aquilo e ele me virou contra a parede, estimulou meu clitóris e com a outra mão segurou a minha sobre a parede, sussurrou no meu ouvido quase gemendo — Goza pra eu foder você — o que não demorou muito pra acontecer, e com meu corpo tremendo, principalmente minhas pernas ele me penetrou devagar, e eu sentia todo o calor dele, e a respiração ofegante, quando solta minha mão e passa a segurar meu seio com força e apertar minha cintura. A sensação de sentir ele todo dentro de mim era imensurável. Ele aumenta a força e diminui o intervalo entre uma estocada e outra, tira seu pênis de mim com pressa e goza no chão. O silêncio mais uma vez impera, o clima muda quando ele me beija devagar e de forma doce. Terminamos o banho e durmo em seu peito enquanto assistíamos um filme qualquer que passava TV.

Capítulo 3

Acordei no dia seguinte apressada porque precisava ver alguns imóveis, juntei minhas coisas, guardei minha calcinha na bolsa e quando me dirigia até a porta, DG aparece na porta do banheiro

— Tá fugindo? —

— Ah... Não, só tô atrasada, ainda preciso passar em casa e... — primeiro, porque eu tô dando satisfação pra ele e segundo, esqueci completamente que ele estava no quarto, se ele não tivesse aparecido provavelmente teria ido embora sem me despedir. — Só tenho que ir agora — disse passando por ele, que me segurou pelo braço

— Não mereço nem um beijinho? — Que sorriso mais malicioso e convidativo. Dei um longo beijo nele, e senti sua mão passando pelo meu corpo por cima do vestido até chegar lá. Ele me olha e eu me sinto na obrigação de uma explicação por estar sem calcinha

— Ela tava no chão e não trouxe outra — falei baixo, nitidamente constrangida.

— Tá com muita pressa ? — Disse já beijando meu pescoço — Infelizmente — falei me afastando e indo pra porta.

— A gente se vê então —

— A gente se vê — fechei a porta e saí correndo pra casa.

Meu dia foi corrido, visitei vários imóveis e finalmente encontrei o perfeito pra loja, com a correria pra fechar o contrato, estoque, inauguração e contratação de funcionários a semana passou voando. Não vi ou falei com DG durante esse tempo.

— Te via mais quando morava em outra cidade sabia? —

— Anaaaaa, que saudade! — desde que cheguei em São Paulo ainda não tinha visto minha amiga que me encorajou com a mudança e a filial da loja.

— Finalmente a gente conseguiu se ver, vim te ajudar com o que precisar aqui e trouxe cerveja — ela me conhece bem demais.

— Me ajuda a dobrar essas roupas e passa uma garrafa pra cá — disse entusiasmada enquanto a abraçava, as coisas estavam dando certo na loja, a inauguração seria em breve e reencontrei minha amiga pra por a conversa em dia, o dia estava ótimo.

Falamos sobre tudo, relembramos histórias antigas e bebemos. Não demorou pro assunto chegar no DG, que aliás não tenho contato a dias.

— Como assim essa história? Luana você mudou muito menina — Ana disse gargalhando — Pra quem não beijava mais de um cara na balada, ir pra cama no primeiro dia é surreal — eu ria e ficava com o rosto tão vermelho que parecia uma pimenta. Ana e eu nos conhecemos desde a infância, ela morou na mesma cidade que eu no interior até sua mãe falecer e ela decidir tentar uma nova vida na capital.

— Tudo só aconteceu, foi rápido e maravilhoso, mas já faz um tempo que não falo com ele —

— Me mostra foto dele pra ver se eu aprovo — fazíamos isso na escola quando uma nós tinha interesse em alguém. — Só tem a do whats, olha — disse pegando o celular, e pra minha surpresa estava sem foto. — Amiga não tem mais foto no perfil — confesso que fiquei chateada com a ideia de que...

— Ele te bloqueou, que idiota! — Ana falou franzindo a testa e eu tentei não dar mais importância pra aquilo, mas po**a, ele me bloqueou.

— Manda mensagem pra ver se chega, talvez só tenha tirado, sei lá — quando ela percebeu que aquele bloqueio me incomodou, acho que tentou amenizar.

— Não, e espero nunca mais encontrar esse cara — falei em tom de raiva e depois tive uma crise de riso e o motivo ainda nao sei.

Terminamos as roupas e as cervejas, cada uma foi pra sua casa, cheguei tão cansada que só tomei um banho e apaguei.

No outro dia, acordei e lembrei que DG me bloqueou — Desgraçado — bufei por não entender o motivo daquilo, mas vida que segue como dizem, as semanas se passaram e nada dele, confesso que cheguei a ir no mesmo barzinho que nos conhecemos uma noite, e nem sinal também. — Para de ser idiota Luana, tanto homem no mundo e você caçando esse cara — repeti isso pra mim algumas vezes. Já tinham se passado três semanas e confesso que acabei me desligando dessa história toda com os preparativos pra inauguração.

— Ual você está linda, vai arrasar hoje! — Ana disse animada enquanto eu saia do quarto arrumada pra inaugurar minha loja. — Tô tão nervosa, espero que dê tudo certo hoje. — levei quase o mês todo preparando tudo, e hoje a noite tinha que ser perfeita.

Trabalhei tanto, a inauguração bombou, várias clientes apareceram, tivemos sorteios, promoções, coquetéis e tudo foi incrível, ainda melhor do que tinha imaginado. Já passava da meia noite quando finalmente consegui organizar tudo pra poder ir embora.

Me despedi de todos que trabalharam e dispensei eles. Quando estava terminando de fechar a loja ouvi um carro parar bem na porta atrás de mim, terminei de trancar, já pálida, com o coração acelerado e me virei com muita vontade de chorar - é um assalto, só pode ser - pensei. Um carro todo preto, não dava pra enxergar quem estava dentro, fiquei parada ali olhando sem reação nenhuma; aos poucos a porta foi se abrindo e eu fechei os olhos já sentindo a morte.

— Vim te parabenizar — Meu coração acelerou e no mesmo instante senti meu sangue voltar a circular, abri meus olhos e era ele, DG depois de quase um mês apareceu, e por pouco não me matou de susto.

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