Capítulo 2

Gregório Lewis...

Meu nome é Gregório Lewis, tenho 51 anos, a minha idade não é o que importa, pois ainda tenho o espírito mais jovem do que muitos por aí.

Sou um “ceo” muito reverenciado! Pois sou o linha de frente de todas as empresas ligadas a minha, menos a do Gael que foi o meu pai que direcionou diretamente a ele, eu não posso dar palpite na empresa de Nova Orleans e nem nas suas filiais, por uma briga que tive com meus pais a muitos anos, que o Gael não sabe.

Entretanto não me importo, pois usando isso ao meu favor, Gael é tratado aqui ou nas minhas filiais como apenas um sócio qualquer, ele também não pode mandar em nada do que é meu, eu sei que sou seu pai! mas só por uma maldita noite de bebida, porque se não fosse isso ele não existiria em minha vida.

Eu não o amo como meu filho! Por isso nunca o chamei como tal, e nunca vou chamá-lo, até porque ele só está onde tá, por minha causa, porque se fosse depender daquela mãe dele, provavelmente seria um desempregado

Na época eu exagerei no álcool e aquela mulher mesmo sendo "pobre", era muito jovem e bela, eu não me contive, me arrependo amargamente, pois agora tenho esse bastardo que não sai do meu pé.

Eu o chamei á essa reunião, para que ele deixe de ser fraco e se torne homem! Porém pelo o que vejo ,ele nunca vai ser digno do sobrenome "Lewis".

Após Gael se retirar da reunião, eu permaneci tratando de negócio com o meu novo sogro.

— Eu não sei Gregório, se a minha filha vai aceitar — Heitor se levanta, colocando suas duas mãos sobre sua cabeça! Como se estivesse arrependido, antes dele voltar atrás, eu me aproximo colocando minha mão em seu ombro

— Claro que vai, amigo qual é a mulher que não quer se casar comigo!?— Sorri já pensando...

“Na filha alemã, loira dos olhos azuis! Jovem e bonita”... Eu nunca á vi antes, mais seus pais sim, então se ela puxar vai ser perfeita para mim. enquanto penso converso com meu sócio

— Você me conhece, eu vou fazê-la feliz, não se preocupa, melhor eu do que um moleque qualquer a fazendo sofrer — Sorri enquanto ele me olha confuso, espero que ele não volte atrás, pois não é todos os dias, que uma alemã cai assim nos meus braços de bandeija.

— Como você pensa em fazer esse contrato?— Heitor me olha sério, e eu sorrindo afirmo

— Três anos! e se até lá você me pagar tudo o que eu vou te emprestar, eu entrego o divórcio a ela, caso você não consiga me pagar, sua filha será toda minha! — dou a volta na mesa me sentando tranquilamente ao seu lado, já tendo a total certeza de que, “três anos é pouco tempo para que ele possa se reerguer”, e que essa alemã vai ser todinha minha.

—Heitor depois que assinarmos os documentos do casamento, no outro dia todo o dinheiro que você precisar estará na sua conta.— Afirmo com toda a certeza disso

— Estamos combinados, mas deixe a minha menina terminar o ensino médio primeiro.— Vejo Heitor estender a mãos em minha direção e com força seguro.

— Nos vemos daqui a um ano então, não se preocupa que eu vou pagar tudo sobre o casamento — Solto da mão dele me levantando e seguindo até a porta, abrindo-a para que ele possa passar, vejo que ele ainda está desnorteado e sorrindo fraco passa por mim cabisbaixo. Depois mando por e-mail o contrato para ele assinar

Olho para minha linda secretária de cabelos longos e ruivos e pintinhas em seu rosto, faço sinal para ela entrar, viro-me deixando a porta aberta e vou sentar-me na minha cadeira, vejo ela entrar e fechar a porta toda sorridente vindo em minha direção

— O que foi querido?— já fico todo animado, quando ela se senta em meu colo olhando-me nos olhos

— Não faça isso aqui, alguém pode entrar!— lhe chamo a atenção segurando em suas coxas, dando leves apertos, fazendo ela sorrir ao me olhar

— Eu não ligo gato!— Diz ela beijando o meu pescoço, eu já sinto o desejo de fazê-la minha novamente ali mesmo, beijando seus lábios carnudos eu a olhei mais sério.

— Eu vou me casar!

— O que?— Ela interrompe o nosso beijo se levantando ao parecer bem surpresa. Eu a puxei fazendo ela se sentar em meu colo novamente, de costas retiro o seu cabelo me aproximo da sua orelha ao dizer baixinho

— É apenas um acordo! Eu quero que você organize o casamento daqui a um ano.

— Mas e eu como fico?— Ela me olha fazendo biquinho, eu coloco minhas mãos em seu rosto e afirmo

— Você fica como está, Só vamos dar um tempo nas nossas noites, eu quero conhecer a minha futura esposa, já está na hora de ter alguém ao meu lado nas festas da empresa.

— Sim senhor!— Afirma Adriana saindo de perto e parando na minha frente, com um olhar decepcionada ela retira-se da minha sala, eu não posso fazer nada, não jurei "amor" a ela, ainda mais sendo uma simples secretária, eu não aceito amá-la, apenas me satisfazer.

Ao meu lado tem que estar uma mulher à minha altura e um filho também, então vou formar a minha família com essa jovem alemã, ter um filho homem e dar a ele tudo o que é meu,

Me levanto com muito orgulho do homem que me tornei, vou tirar o dia de folga, pois o noivo merece, saio da minha sala passando por Adriana, que permanece olhando o computador, chamo a sua atenção

— Adriana cancela a minha agenda de hoje, vou sair e não vou voltar mais.

— Sim senhor!— Afirma ela me olhando séria, voltando a sua atenção ao computador estando realmente chateada com o meu casamento, mais eu não posso fazer nada, agora serei um homem comprometido por enquanto, ou melhor até o casamento.

Não digo mais nada, apenas me retiro feliz e cumprimentando todos pelo caminho, o jeito que eles me olham, parece que estão assustados com a minha atitude, mas eu não ligo, estou muito feliz hoje e nada vai me tirar isso.

Depois de sair do elevador sigo até o estacionamento, vejo o meu Jeep Compass. 4x4 preta estacionado na minha vaga, havia pedido para meus funcionários levarem ele para lavar e estando com a pintura brilhando eles fizeram isso, Aperto o botão do alarme para ele não disparar e abro a porta.

Entro fechando-a e segurando no volante, penso na minha futura esposa! E até nos meus futuros filhos, ligo o carro sorrindo e saio da empresa seguindo para casa...

Capítulo 3

Gael Lewis...

Após sair daquela reunião maluca, segui chamar um táxi, vou para a casa do meu pai ver a minha madrinha, eu não sei o que acontece! Quando eu tenho que vir... Ele nem se importa em me buscar no aeroporto, se eu não der o meu jeito, não chego a lugar nenhum.

Não tenho carro aqui, porque quando me desloco para cá não fico por muito tempo, às vezes volto no mesmo dia... Como irei fazer hoje, mais eu não posso voltar antes de ver a Rosângela, ela é como uma mãe pra mim, apesar do meu pai, odiar essa ideia.

Quem sempre esteve ao meu lado foi ela, realmente “eu a amo”, como se fosse minha mãe, sempre esteve ao meu lado, até quando o meu pai não se importava, quando eu ficava doente era ela quem me acompanhava ao médico, eu devo o homem que sou hoje, graças a pessoa incrível que ela é para mim.

Ainda perdido em meus pensamentos, me retiro da empresa e chamo um táxi, aguardo ele parar e adentro passando-lhe o endereço, o motorista sorri a seguir o caminho, ouvindo uma música tranquila de fundo, na qual me faz lembrar dos momentos bons que tive aqui nesta cidade.

Com o meu pai! não. Eu quase não me encontrava com ele… mais a Rosângela passeava comigo, mesmo não tendo dinheiro para comprar o que eu pedia! Ela soube me ensinar que o dinheiro não é tudo, me acompanhava à escola e na saída estava todos os dias me aguardando, até me ajudava nas tarefas de casa.

Eu queria que ela fosse minha mãe, só para poder dizer uma vês "eu te amo mãe", sinto um aperto subir pelo meu peito, eu estou angustiado e não sei o motivo, será errado eu querer que ela fosse a minha mãe!? Sabendo que a minha mãe biológica está falecida.

Sai dos meus pensamentos com o táxi parando na frente da casa do meu pai, respirando fundo paguei ele e retiro-me olhando para a porta que está fechada, caminho até chegar próximo do interfone, Aperto até alguém responder

📟

— Sim, casa do senhor Lewis?— Ouvir a voz dela me tranquiliza na angústia que estava sentindo, então respondo sorrindo

📟

— Cadê a mulher da minha vida, que não vem receber o seu garoto preferido!.

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— Oh meu filho eu já estou indo.— Percebo que o tom de voz dela ficar mais alegre

Alguns segundos depois o portão se abre, e Rosângela Mesmo com o semblante de cansaço e tristeza, abre um sorriso enorme e vem em minha direção me dar um abraço.

— Como você está lindo meu menino!— Dói o meu coração não poder falar, puxei a minha mãe, eu nem sei como ela é.

— Obrigado madrinha.— Afirmo a abraçando forte, que até a levanto tirando os seus pés do chão, não pensem que ela é minha madrinha oficialmente, porque eu não tenho… "uma vês eu ainda pequeno sem querer a chamei de mãe”.

Meu pai estava por perto e ouviu, vindo até mim me transferindo tapas, eu lembro como se fosse hoje! Rosângela entrou na minha frente para que ele não me batesse mas, e eu? Estava chorando com as mão no rosto, sentindo muito medo enquanto ele gritava transtornado

" Sua mãe morreu seu moleque, nunca mais chame essa empregada de mãe, ouviu a sua mãe morreu está morta"

Lembro-me também que observei lágrimas, escorrerem pelo rosto de Rosângela, enquanto ela tentava acalmá-lo, pode ser o susto que todos levamos

Entro com ela abraçado ainda perdido em meus pensamentos, me acompanhando até a cozinha ela me olha dizendo

— O que aconteceu meu filho?— Ela só me chamando de filho, quando meu pai não está, voltei minha atenção para ela, sorrindo de leve.

— Nada! Estava em um reunião com o pai e foi bem desgastante.— e ainda completo dizendo— Eu vim pelo caminho pensando em como fui feliz ao seu lado, eu realmente queria que fosse a minha mãe.

Depois de dizer isso, percebi que ela se vira, começando a mexer em algo sobre a pia, sai do meu local e caminho até ela, virando seu rosto vejo que já está molhado em lágrimas

— O que houve, eu disse algo de errado?—Pergunto-lhe preocupado

— Não meu querido, não foi nada, apenas estou lembrando de quando você era pequeno, tenho saudades de te ver todos os dias!— Sinto meu peito apertado novamente, e a abraço dizendo

— Venha morar comigo?— Sem contar que eu já chamei ela várias vezes, e a sua resposta sempre é a mesma

— Eu não posso meu amor— Ela é tão carinhosa comigo, que às vezes eu queria que fosse a minha mãe, mais que angústia meu Deus!

— Porque não! Meu pai te trata pior do que uma empregada.— Olhei para ela com meus olhos cheios de lágrimas, se ela soubesse como me dói ver meu pai a humilhar tanto, sempre entro no meio eu não permito, “mais e quando não estou”.

— Um dia você vai entender meu amor!

— enquanto ela limpa as minhas lágrimas, eu limpo as dela... Nos abraçamos por algum tempinho.

Depois conto a ela como foi a reunião e como todos ela também ficou muito surpresa com a atitude do meu pai, mais sabemos que com ele não tem conversa, eu só espero que essa pobre menina seja livre um dia, depois de muitas horas conversando, Percebi que minha madrinha está um pouco abatida.

— Tem certeza que está tudo bem?

— Pergunto a olhando mais sério

— Sim meu querido não se preocupe!— ela sorri tentando disfarçar, mais eu sei que tem alguma coisa errada, somos interrompidos com o meu pai falando

— Gael pensei que já estivesse dentro do avião!— noto no olhar dele, um certo desprezo.

— Ainda não pai, mais eu já vou, tenho muitas coisas a fazer em Nova Orleans!

— digo o olhando tranquilamente, mais como sempre por dentro está doendo, ver ele assim comigo, ainda mais sem saber do porquê?

— Não vai ficar para o almoço Gael?— Rosângela me olha sorrindo, e eu olho para meu pai, vejo o desprezo e o nojo nítidos em seu rosto, então decido ir embora.

— Não madrinha, eu deixei muitas coisas a fazer, tenho que voltar o quanto antes— mesmo que eu não tenha nada a fazer, não quero ver meu pai com esse olhar para mim, dói muito essa situação me despeço dela, dando um abraço e um beijo em seu rosto.

Segui para a saída e meu pai está em pé nos olhando, me movimento para abraçá-lo e ele se afasta, parei no mesmo instante, voltando minha atenção a Rosângela e vejo ela abaixar a cabeça triste. Retornei a olhar para o meu pai

— Tchau pai!— me retiro diante dele e volto para Nova Orleans.

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