Depois daquela tarde de passeio e a cena com o grupo de índios,não encontrei disposição para encarar meu pai.entao resolvi que jantaria em meu quarto pos sempre que lembrava o sofrimento daquelas pessoas sentia náuseas só de olhar o rosto do homem que era o causador de toda essas torturas que os pobres nativos sofriam.
Não consegui dormi essa noite um sentimento estranho tomou conta de mim,me deixando tonta.levantei de minha cama e tomei um copo d'agua que estava sobre o criado mudo.
Não sei se passou horas,minutos ou segundos mas quando finalmente consegui pegar no sono,sonhei que estava de pé encima de uma grande colina, o vento era forte lá no alto. enquanto eu tentava localizar a melhor maneira de descer daquele lugar ouço um barulho que chama minha atenção;caminho alguns passos a minha direita e lá avisto um índio prostado ao chão de costas para mim,ele entoa uma canção estranha em sua lingua nativa que não consigo entender mas que toca algo dentro de mim.a canção mas parece um lamento,e luto contra a vontade irresistível de toca-lo,de consola-lo.a voz se torna mas alta elevando assim as notas da canção e já nao consigo resistir as lagrimas que correm pelo meu rosto,os sentimentos de tristeza e luto expressados na canção são de modo tao forte que se tornam parte de mim.e vou me aproximando do homem a minha frente e quando estendo minhas mãos para toca-lo:
Acordo em meu quarto com o rosto banhado em lágrimas,e já não consigo controlar as emoções trazidas do sonho que tomam conta de mim,choro sem entender direito o porque das lágrimas! Penso.meu Deus sera que estou ficando maluca?mas no fundo sei que as emoções do estranho nativo em meus sonhos me tocaram de um modo tao diferente e desde aquele momento eu soube nada mas seria como antes.
.meu Deus sera que estou ficando maluca?mas no fundo sei que as emoções do estranho nativo em meus sonhos me tocaram de um modo tao diferente e desde aquele momento eu soube nada mas seria como antes.
Acordei na manhã seguinte com uma sensação de perda tao forte que novamente decidi ficar em meu quarto o restante do dia.
- vomos menina você está dentro desse quarto o dia todo!agora se levante e venha tomar um bom chá para mandar essa indisposição embora.
Fala Gertrudes a mim.que não consigo entender o porque,mas pela primeira vez em minha vida não dou a mínima atenção ao convite de dela.
-só gostaria de ficar sozinha Gertrudes!não estou com disposição de tomar chá.mas mesmo assim.pego nas mãos de Gertrudes. Muito obrigado pelo convite.
Gertrudes não insiste comigo e se retira,mas não antes de me fazer prometer a ela que descerei para o jantar, o que para mim significava uma tortura,pos hoje recebermos o ilustre casal Smith que resolveu de ultima hora fazer uma visita ao meu pai.
Edina Smith e irmã de meu pai,no caso minha tia.nunca a considerei pos ela sempre deixou bem claro que nunca simpatizou comigo.seu esposo tio Scott sempre foi um amor de pessoa ao contrário da esposa e a filha Carolina que igual a mãe sempre fez questão de tornar o ambiente um inferno.soube que essa noite teria de usar todo meu poder de tolerância pos estaria cercada por víboras.
-Boa noite tio Scott,tia edina,Carolina.como estão as vocês?
-boa noite Mirela querida esta tão linda como sua mãe. Disse tio Scott me abraçando gentil como sempre.
-venha edina,Carolina. Cumprimentar Mirela!
Como sempre nenhuma nunca perdeu a oportunidade de me rebaixar.
-Mirela.disse tia edina,ainda continua solteira com toda essa idade?já devia estar casada ou ate mesmo noiva.
-mamãe tem toda a razão.disse Carolina!com esses cabelos vermelhos de sua descendência irlandesas não tem atrativos o suficiente para atrair um bom marido.
Não digo nada.