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Já na estação de metrô que tinha perto da empresa que infelizmente não trabalhava mais, esperava o metro que o levaria para seu pequeno apartamento, nesse minuto, ele se encontrava sentado em um dos bancos de concreto que serviam para esperar o dito cujo do metrô, sua cabeça estava abaixada, um turbilhão de pensamentos surgiam em sua mente, pensava em como arrumaria um novo emprego, em como Sandro ficaria louco quando não o encontrasse, escutou seu telefone tocar, o pegou, vendo no identificador que era Sandro.
“O que faço com você? Com certeza você vai me procurar até no inferno” Silas pensou imaginando como Sandro viraria aquela empresa de cabeça para baixo para o encontrar, sorriu com tal pensamento.
Era engraçado, como em tão pouco tempo, ele conseguiu mudar sua vida, eram amigos a quatro míseros messes, e para sua tristeza já encontraram empecilhos.
Seus olhos brilharam com lágrimas não derramadas, acabado, olhando ainda para o celular que tocava incessantemente, contudo não o atendeu, não queria falar com ninguém, precisava de um momento a sós consigo mesmo. A essas horas Sandro deveria estar descendo para o andar em que ele ‘Silas’ trabalhava, com o diabo incorporado no corpo, riu diabólico imaginando o que seus funcionários passariam até que o CEO da empresa encontrasse o causador da demissão dele. Para não ser mais perturbado desligou o celular, ao fazer isso deixaria Sandro mais possesso, assim descontando toda a sua raiva em Paul, o responsável pela demissão de Silas.
O metrô ainda demoraria uma eternidade, para o desgosto de Silas que queria sair dali o mais rápido possível.
Na empresa
Sandro saiu do elevador com a cara fechada, quem cruzava seu caminho logo saia da frente não querendo levar chumbo no lugar da pessoa que o fizera ficar assim, ele escutou alguns buchichos que ignorou, primeiro tinha que encontra Silas esse era o seu propósito.
Foi em direção a mesa de Silas, entretanto seu amor não estava lá, onde deveria, sua raiva aumentou exponencialmente, fechou mais a cara, se era possível, girou seus pés em torno de si próprio, seguindo para o escritório do chefe de equipe bufando de raiva, os funcionários que trabalhavam no andar se assustaram como o CEO estava agindo, com certeza ele saberia onde estava Silas.
Abriu a porta sem nem ao menos bater, entrou na sala, fechando a porta com o calcanhar, disparando logo que o Sr. Morales levantou a cabeça.
— Onde o Silas está? — Perguntou com sua voz um tanto rouca autoritário como sempre.
— De quem o sr. Está falando? — Respondeu com outra pergunta não reconhecendo o nome que Sandro acabara de dizer.
A pergunta de Paul acabou por estressá-lo, como o indivíduo na sua frente não se lembrava da pessoa que infelizmente estava a sua frente. Sandro nunca gostara de Paul, só não o tinha demitido até hoje por ser muito eficiente no que fazia.
Sandro o lançou um olhar mortal, não queria crer que ele não se lembrava, aquilo era completamente inaceitável.
— O que não está na sua mesa trabalhando! — Exclamou com o tom de voz mais elevado que o normal, já não conseguindo se segurar.
— Ahhh, aquele Silas... — Paul disse como se uma caverna de tesouro tivesse surgido em sua frente. — Eu o demiti.
— Você o quê? — Gritou incrédulo, o homem a sua frente teve a coragem de demitir uma pessoa sem nem ao menos o consultar.
— Tente se acalmar...
Paul foi interrompido pelo CEO da empresa.
— Não diga o que tenho o que fazer Paul — Disse entre dentes demonstrando a raiva que estava sentindo no momento. Paul se encolheu em sua cadeira, o medo transparecendo em sua expressão corporal. — Você demitiu uma pessoa sem ao menos me consultar?
— S-sim, foi isso mesmo — Paul respondeu gaguejando quando começou a falar.
— Já enviou a papelada para o RH? — Perguntou com a raiva dando lugar a preocupação em sua voz.
— Ainda não. — Respondeu se ajeitando em sua cadeira.
Ao ouvir o que Paul acabara de dizer saiu feito o the flash da sala, agora entendia o porquê da porra daquela mensagem, e o motivo de Silas não o ter atendido. Provavelmente ele estaria na estação naquela altura, se já não tivesse pegado o metrô para a sua casa, era a primeira vez que Sandro iria o inferno se fosse preciso como nasceu em berço de ouro, nunca precisou na vida de depender de transporte público, nunca precisou de utilizar nada público, entrou no elevador, impaciente, pois necessitava chegar à estação antes que o metrô das 16:25 horas passasse.
3
Silas ainda sentado no banco de concreto, sua cabeça abaixada, ele pensava em como sairia daquela situação, como diabos arrumaria um novo emprego, seu peito doía por não poder ver mais Sandro, sabia que eram somente amigos, mesmo assim sentia-se frustrado.
Com os olhos cheios de lágrimas prestes a descer de seus olhos, escorrendo por sua face, levantou a cabeça olhando para frente, Silas tinha que agradecer a Deus pela estação estar vazia, se não estaria passando uma vergonha inigualável.
Com a visão turva pelas lágrimas não derramadas viu um homem se aproximando dele, não reconheceu de quem se tratava, teve a impressão de que o homem corria em sua direção.
**
A cada passo que dava seu coração dava um pulo, a ansiedade em ter Silas em seus braços aumentava exponencialmente. Quando o viu sentado em um dos bancos não conseguiu se controlar correndo em sua direção.
Ele ‘Sandro’ não poderia mais ficar longe de Silas nem por um minuto sequer, assim que ele o viu, percebera que o seu amor estava chorando, o que fez com que acelerasse mais um pouco.
— Você não deveria estar na empresa? — Silas perguntou limpando as lágrimas que escorriam por suas bochechas, assim que Sandro o alcançou.
— Te faço a mesma pergunta?! — Ele retruca um pouco indignado.
— Segundo Paul fui demitido — Silas afirma com tristeza e cabisbaixo, revoltado com tudo Sandro se afasta um pouco de onde seu amor se encontrava xingando muito seu funcionário Paul, mesmo que ele não estivesse ali.
— Vem comigo! — Afirmou segurando no braço de Silas o puxando para fora da estação.
— Ir aonde? — Perguntou confuso.
— Onde mais? Para S.O.S. — Disse firme.
— Você enlouqueceu?
— Sim, estou louco por você!
Ao ouvir tal afirmação o corpo de Silas gelou, em um movimento involuntário puxou seu braço soltando-se do agarre de Sandro que o olhou confuso.
Sandro o olhou perplexo.
“Ele não sente nada por mim?” Pensou se perguntando vendo que Silas o olhava em confusão, ele não queria ter dito aquilo, mas felizmente acabara por soltar e esperava pela reação de Silas.
Com o coração acelerado Silas não acreditava no que acabou de escutar, ele estava sonhando só tinha essa explicação, sua mente fervilhava em N situações.
— Desde quando?
Perguntou ainda sem crer no que acabou de escutar.
— Desde sempre — Sandro falou confuso, passou a mão em seu cabelo, estava realmente desesperado, continuando logo em seguida — Não sei... acho que desde o momento em que coloquei os olhos em você. Silas, ainda em choque pela revelação não sabia o que iria fazer com tal informação, Sandro estava louco por ele...
“Meu Deus, o que diabos vou fazer?” Pensou ainda estático em frente a Sandro que o encarava como se esperasse algo vindo do outro, contudo Silas ainda se encontrava em choque, seus pensamentos não paravam nem por um minuto sequer, indo de e se acontecesse isso, a outro e outro, sua ansiedade o predominava, seus olhos esbugalhados de susto, com toda certeza de que esse mundo tinha não saberia ao certo como reagir à situação em que se encontrava.
— Não vai me falar nada? — Perguntou demonstrando insegurança na voz, ele nunca tinha visto Sandro ter insegurança, e olha que se conheciam a um bom tempo.
— E-eu vou... — Silas começa levantando a cabeça decidido a continuar — O que você quer dizer está louco por mim?
Sandro o olhou como se não acreditava no que estava ouvindo, se Silas queria que fosse mais claro ele seria com todo prazer.
— Eu estou loucamente apaixonado por você Silas e não aceito não como repôs... — Sandro foi interrompido pelos lábios dele que o beijava como se não houvesse amanhã. Ele não ofereceu nenhuma resistência, pois o que mais queria no momento, nunca imaginou que estaria beijando seu amor, a pessoa que mais queria ter em seus braços de sua vida era Silas, e foi o próprio que tomara a iniciativa de começar a beijá-lo.