Meia-noite abertura das prendas, minha mãe comprou rouba de grávida pra mim, toda feliz, porque ia nascer o primeiro neto ou neta.
Dois meses depois minha mãe faz o convite pra eu ir trabalhar para ela, fazer a distribuição do pão, então eu aceitei e fui trabalhar pra ela, meu marido foi chamado pra cumprir o tempo obrigatório no exercito português, fiquei sozinha, grávida durante 5 semanas, até ao juramento de bandeira (é como se chama cá em Portugal), depois ele ficou o tempo restante, a trabalhar no bar lá no exercito, então vinha dormir todos os dias a casa, como meus sogros moravam bem perto do quartel do exército, nós fomos viver lá pra casa.
Todos os dias eu fazia a lida da casa, lavava e engomava a roupa, fazia o almoço e o jantar, arrumava e limpava a casa e depois apartir das 16h ia trabalhar com minha mãe na distribuição do pão. Certo dia chego às 23 horas a casa, depois do trabalho e não havia jantar pra mim, (jantar esse que eu deixei feito), então meu sofro pergunta, pra minha sogra o que eu ia comer, uma vez que comeram tudo e não sobrou pra mim, ela respondeu:
-Só o trabalho eu agora ir fazer comer pra ela, ela não é minha filha...
Meninas aquilo me caiu tão mal... chorei a noite toda, de manhã eu fiquei deitada e esperei que todo mundo fosse trabalhar, assim que fiquei sozinha liguei pra minha mãe e contei o sucedido.
Minha mãe disse pra pegar nas minhas coisas e fosse embora, pra casa dela, (eu estava de 8 meses de gravidez e faltava duas semanas para meu marido acabar a tropa), então nesse dia quando chegaram a casa pra almoçar, não tinham almoço feito, nem a casa arrumada, e eu fui pra casa de minha mãe.
Passou 1 mês e chegou o dia de ganhar bebé, uma menina...
Por ironia do destino, esse dia os médicos me mandaram andar muito e então fiquei na casa da sogra, 😖
22horas, meu sogro me levou pro hospital, fiquei internada, minha filha nasceu às 10h22m, meu marido queria ficar a meu lado, meninas vocês acreditam que ela não deixou? Fez de tudo pra ele não assistir ao parto. Toda vez que ela pegava na minha bebé, ela chorava muito(a bebé), não gostava da avó, só chorava com ela.
Chegou o dia de ir pra casa, minha sogra:
-Vocês vão pra minha casa!
-Não vou não, eu não sou sua filha, eu vou pra minha casa.
-Vou falar com o meu filho e vocês vão pra minha casa.
Então eu falei com o meu sogro e disse, só saiu daqui pra minha casa, se for preciso eu mando ligar pra minha mãe e eles me vêm buscar.
Então fui pra minha casa, meu sogro me levou, ela ficou fula, vocês não imaginam...
Então o tempo foi passando e eu engravidei ao fim de 5 meses ,nasceu outra menina.
Um ano depois acaba o meu casamento, porquê? Porque ele só fazia o que a mãe queria, a mãe não gostava do trabalho onde ele estava, ele vinha embora, me fartei e mandei ele pra casa da mamã...
Contando como foi nossa briga, para eu o mandar pra casa da mãe
Então eu tenho 2 trabalhos, sou vendedora de produtos alimentares, que consiste em visitar supermercado, restaurantes, cafés, etc, vendia pastilhas, que vocês chamam de bala(acho), rebuçados, gomas, chocolates e refrigerantes. Numa terça-feira fico doente, já de manhã quando acordo me dói a garganta, ignoro e vou preparar as meninas pra levar pro Colégio, à hora de almoço já estava com febre, mas mesmo assim eu acabo o meu trabalho, na volta pego as meninas e volto pra casa.
Meu segundo trabalho era com a minha mãe na padaria a fazer o pão e bolos até à 1h da madrugada, sim tinha de trabalhar por 2, porque meu marido só fazia o que a mãe queria... e então estava quase sempre desempregado...
Então vou ter com a minha mãe e digo a ela que estou doente, nesse dia não fui pra padaria, chego a casa trato das meninas e deito-as, de seguida vou também pra cama, piorei, como ele estava na cozinha, grito do quarto e lhe peço um copo de água.
--Vem tu buscar, que não estás aleijada, tens duas pernas e dois braços....
Que raiva dele, nem quando estou doente, ele é capaz de fazer algo por mim...
Fiquei 3 dias de cama, no sábado vou trabalhar quando era pra estar de folga, porque tinha clientes a precisar de material.
Chego a casa 16h, ele:
--Onde andaste?
--Fui trabalhar! Alguém tem que trabalhar nesta casa.
-- Foste? Deves ter ido, na volta foste ter com algum amante.
--Foi isso, fui ter com o meu amante.
Ele me dá uma chapada, eu olho a louça na pia e começo a jogar em cima dele, olha pra mesa, estava com a louça do almoço ainda e jogo em cima dele, enquanto tive louça joguei tudo nele, por fim foi a esfregona, parti o cabo na cabeça dele, ele dá um soco na porta do frigorífico e foge pro quarto e se tranca lá, eu grito pra ele desaparecer da minha casa e ir pra casa da mãe, que foi ela que o pariu e vou pro quintal onde as meninas brincavam e não se apercebem de nada, meninas eu choro de raiva, muita raiva dele, pois eu aguento dois trabalhos pra que não falte nada em casa e ele ainda me manda que eu fui ter com amante?
Passado um tempo ouvi a porta da rua, ele foi embora. Vou ao quarto e vejo a roupa dele cheia de sangue, me deu remorsos...
Três dias se passam, vou ter com uma amiga e ela me fala que ele quer se encontrar comigo.
Combino e vou ao encontro dele, quando eu vejo a cara dele era só feridas😱, eu só lhe dizia:
--Fui eu que fiz isso?
Ele disse que sim e explicou que no hospital disse que caiu em casa com louça na mão...
Fizemos as pazes e ele voltou pra casa, ao fim de um mês as coisas voltaram ao normal, brigas, brigas e mais brigas, vivemos assim por dois anos, até que eu fui para o exército, e nos separamos de vez, estive lá 2 anos, até conhecer o meu segundo marido.