Gustavo: Samantha o que eu faço? - Gustavo praticamente se joga no sofá da casa da amiga em desistência.
Sam: Amigo desculpa o que vou dizer, mas... você fez cagada - Sam diz se sentando na poltrona ao lado do sofá e olhando para amigo.
Gustavo: Falou o que eu não sabia. - Ele diz sarcástico.
Sam: Amigo... acho que você só vai resolver isso se um milagre cair do céu. - Sam fala sincera para o Giordano que assente.
Podemos dizer que Gustavo não era um romântico nato, ele não queria conhecer alguém... se apaixonar e casar como num conto de fadas. Mas ele também não queria passar o resto da vida sozinho, Gustavo planejava sim, casar-se um dia, só não queria ser obrigado a isso.
Gustavo: Ultimamente estou aceitando qualquer ideia que me ajude com esse problema. - Gustavo fala e nesse momento seu celular toca, o Giordano então tira ele, a contragosto, da bolsa e atende. - Giordano falando... - Gustavo diz no telefone - O conselho o quê?! - Ele diz se levantando. - Eu já estou indo para aí. Eles não podem fazer isso.
Sam: O que foi? - Samantha pergunta vendo um Gustavo apressado arrumando sua bolsa para voltar para a empresa.
Gustavo: Estão planejando me derrubar do cargo nesse momento. - Ele fala e Samantha entra em estado de choque. Estavam derrubando Gustavo do poder na própria empresa apenas porque ele não tinha filhos nem esposa? Isso era extremamente inapropriado, para não dizer mais. - Mas não vão conseguir.
Sam: Boa sorte.
Gustavo: Vou precisar. - Gustavo fala fechando a porta de Samantha e indo até a garagem correndo enquanto tirava o seu celular - Soares. - Ele chama o nome de Cecília quando liga para a assistente - Faça um levantamento dos lucros da G-Corp nos últimos 4 anos e deixe na minha sala. Preciso disso urgentemente.
Cecília: Sim Senhor Giordano. Quantas cópias precisa?
Gustavo: Para todos os acionistas e sócios que estão neste momento tentando me tirar da presidência. - Ele fala e pelo o que escutou da respiração de Cecília, a assistente também não sabia o que acontecia até aquele momento. - Preciso que procure a sala onde estão, me informe quem são e quantos são, por favor Soares. Chegarei em 20 minutos. - Gustavo fala e desliga o telefone.
Cecília: Droga. - Ela fala indo para o computador apressada e procurando os números da G-Corp - Droga. Droga.
Loise: O que foi mãe? - Loise pergunta saindo do sofá de onde lia o seu livro em paz e vai até a mesa da outra se aproximando do computador para ver o que ela fazia.
Cecília: Estão tentando tirar o senhor Giordano da presidência e ele precisa impedir isso. Preciso fazer um levantamento dos lucros da G-Corp desde que Gustavo assumiu basicamente e ainda preciso saber onde é essa maldita reunião e quem está nela.
Loise: Eu faço o levantamento. - Loise diz e Cecília para de fazer as pautas para olhar a filha. - Que foi? Eu sei fazer isso lembra? Te vi fazendo milhares de vezes na faculdade e ainda sei fazer aqueles gráficos legais, além disso esqueceu que um dos cursos que estou fazendo online é de administração de empresas?
Cecília: Não esqueci não. E ainda não sei como deixaram uma menina de 14 anos fazer um curso desse. - Ela fala suspirando se levantando da cadeira - Como eu confio em você e também não daria tempo fazer tudo só, vou deixar você fazer isso enquanto eu procuro onde é essa maldita reunião. Tome o celular - Cecília fala entregando o aparelho a filha - Quando eu achar, irei te ligar e mandar fazer o número de cópias desse levantamento. Por favor... tenha terminado até lá. - Cecília suplica e a filha assente enquanto alongava os dedos.
Loise: Mãe? - Loise chama a atenção - Desde qual ano ele quer?.
Cecília: Gustavo assumiu no ano que viemos para cá. Faça dos últimos 4 anos. - Cecília diz para a filha e de repente teve uma ideia - Se sobrar tempo faça uma comparação entre os lucros da gestão de Gustavo e as do pai. Além disso procure notícias positivas sobre a G-Corp e a gestão do senhor Giordano. Ele precisará de todo argumento que encontrar.
Loise: Sim, capitã - Loise bate continência e começa a mexer no computador enquanto a mãe saia pelos corredores da G-Corp com um sorriso orgulhoso da filha.
Loise, como Cecília havia previsto, conseguiu fazer o que Gustavo havia pedido minutos depois de Cecília ter saído. Uma coisa que sua mãe era, era organizada, isso facilitou muito o trabalho de Loise, que agora estava fazendo os gráficos, ficava impressionada com o quão bem Gustavo conseguia gerir uma empresa. As margens de lucro eram impressionantes, e a publicidade melhor ainda.
Loise: Conseguiu mãe? - Loise pergunta a mãe quando ela ligou para seu celular.
Cecília: Consegui sim. Já estou voltando para aí. Imprima 8 cópias. Preciso ligar para o senhor Giordano enquanto volto para minha mesa.
Loise: Certo. - Loise fala e coloca os papéis para imprimir e grampeou cada um deles. Ao terminar o processo, a Soares menor sentiu orgulho de si mesma, aquela apresentação estava ótima. Sua mãe ganharia uns pontos com o chefe.
Cecília: Senhor Giordano? - Cecília liga para o chefe que estava no trânsito presa nele.
Gustavo: Diga Soares. - Ele fala com assistente de forma rude, devido ao estresse do engarrafamento.
Cecília: São só 8 acionistas, Edge, Olsen, Scott, Allen, Queen, Jackson, Smitt, McAllister e Ramon. Estão na sala de reuniões 6, a mais afastada do prédio. Meu chute é que estão tentando comprar as ações de Grant, que está tendenciosa a sair para poder usar o dinheiro e abrir sua empresa de jornalismo.
Gustavo: Droga. Se comprarem dela, assumem a maioria da porcentagem da empresa - Ele entendeu a jogada. - Eles não podem fazer isso Cecília. - Gustavo estava tão desesperado que até chamou Cecília pelo primeiro nome.
Cecília: Estou ligando para a senhora Grant para ela vir pessoalmente negociar com o senhor. Acredito que ela irá ficar do seu lado.
Gustavo: Ótimo. Agora procure o melhor caminho para sair desse engarrafamento. - Gustavo pede e Cecília não responde - Soares?
Cecília: O senhor não gostaria do caminho. - Cecília fala tensa. - Apesar de ser o mais rápido.
Gustavo: Fale Soares.
Cecília: Pegar o metrô na estação e descer na Central. O senhor andará menos de 5 metros até a G-Corp. - Cecília fala com medo do seu chefe gritar com ela por sugerir um metrô
Gustavo:Tem certeza que é o mais rápido?
Cecília: Faço esse caminho todo dia senhor Giordano - Cecília diz com propriedade. - A senhor chegará em 10 minutos
Gustavo: Ótimo. Deixe tudo em cima da minha mesa, pegarei e irei pelo meu elevador particular para a sala de reuniões.
Cecilia: Sim Senhor Giordano. - Cecília fala e Gustavo desliga o telefone. Cecília entra no campo de visão de Loise suspirando e com o coração acelerado. - Acabei de dizer ao meu chefe para pegar o metrô e não fui demitida. - Cecília fala para a filha e Loise para a leitura para rir com a mãe, Loise não conhecia o Giordano, mas a imagem de um CEO andando de metrô era ligeiramente engraçada.
Loise: Os papéis estão todos em cima da sua mesa mãe. - Loise avisa e vai até a mãe para explicar o que fez - Aqui tem todos os lucros dos últimos anos como o Senhor Giordano pediu. Aqui eu fiz a comparação com o arrecadado pelo o pai dele, é incrível mãe! O senhor Giordano fez o mesmo valor de lucro em 4 anos do que seu o pai fez em todos os anos de CEO! - Loise fala com um brilho no olhar, ela via o chefe da sua mãe como um ídolo no ramo que ela queria seguir no futuro. Administrar uma empresa como Gustavo Giordano administra com tanta pouca idade, era o sonho da garota. - Aqui eu fiz um gráfico mostrando o crescimento das ações da G-Corp nos últimos anos graças a publicidade positiva para a empresa com as doações feitas pelo senhor Giordano e também uma lista de premiações que a empresa ganhou nos últimos anos. A argumentação dele está forte mãe. Se eles ainda sim tirarem ele, darão um tiro no próprio pé, já que a G-Corp tem seu símbolo como Gustavo Giordano.
Cecília: Estou orgulhosa de você - Cecília fala bagunçando as madeixas loiras da folha e dando um beijo em sua cabeça. - Agora volta para o seu livro que eu vou deixar isso lá dentro. - Cecília fala para a filha e a outra volta para o sofá. Gustavo chegaria em 5 minutos segundo as previsões de Cecília.
Gustavo: Os arquivos já estão na minha mesa Soares? - Gustavo pergunta enquanto passava como um furacão pelo corredor e nem notando a adolescente sentada no sofá lendo "O Capital" de Karl Marx entretida. Cecília se levanta e vai logo atrás dele.
Cecília: Estão sim, Senhor Giordano. - Ela fala para o homem apressado que pega as folhas e vai até o elevador
Gustavo: Enquanto vou até a reunião, você me conta o que temos - Gustavo diz entrando no elevador e Cecília no encalço. - E Cecília... – Gustavo chama a mulher antes de entrarem no elevador. - Nunca mais me faça andar de metrô se não for um caso de extrema necessidade.
Cecília: Sim Senhor Giordano. - Ela fala mexendo nos seus óculos nervosa - E sobre as anotações... eu tomei a liberdade de pôr algumas coisas a mais no material. - Cecília diz tímida ainda
Gustavo: Prossiga.
Cecília: Aqui tem todos os lucros dos últimos anos como o senhor pediu, uma comparação com o arrecadado pelo o seu pai nos anos dele de CEO, um gráfico mostrando o crescimento das ações da L-Corp nos últimos anos graças a publicidade positiva para a empresa com as doações feitas pelo senhor e por fim, uma lista de premiações que a empresa ganhou nos últimos anos. Está tudo bem auto-explicativo - Ela fala orgulhosa da filha.
Gustavo: Os dados são melhores do que eu pensei Soares. -Ele fala olhando a planilha e a apresentação feita. - Deseje-me sorte. - Gustavo fala saindo do elevador e indo em direção a sala de reuniões.
Cecília: Boa sorte senhor Giordano. - Cecília fala e as portas do elevador se fecham.
Gustavo então chega na porta da sala de reuniões e segura na maçaneta, respirando fundo. Hora da reunião da sua vida.
Gustavo: Então estava havendo uma reunião e não fui chamado? Que triste. - Gustavo fala adentrando na sala e todos olham para ele, brancos de medo. Eles mexeram com um Giordano, ele não perdoaria tão fácil.
- Senhor Giordano...
Gustavo: Então... Por que estamos aqui? - Ele pergunta para os acionistas
- Não acreditamos na sua história - Edge solta. - Você provavelmente criou uma história no calor do momento Giordano.
Gustavo: Escutem aqui. - Ele fala - Ao contrário de vocês, eu gosto de manter minha vida pessoal escondida dos holofotes. Mas a minha vida pessoal não importará se comparado as perspectivas que teremos caso me tirem do poder - Gustavo fala se distribui as anotações que havia mandado Cecília fazer. - Como podem ver... minha margem de lucro em 4 anos de empresa, fora a mesma quantidade da de meu pai em 30 anos de CEO, e as previsões futuras são melhores ainda. Além disso... as ações estão supervalorizadas graças a mim, resumindo senhores: Se me tirarem, vocês falem. - Ele diz cruzando os braços na ponta da mesa enquanto os homens se encaram indecisos sobre o que fazer agora. Ele tinha um ponto.
(...)
Loise: Um latte por favor - Loise pede a garçonete da lanchonete da L-Corp sua bebida enquanto segurava seu livro na mão - Obrigada Anne.
Anne: Na conta de sua mãe, El? - A garçonete pergunta e Loise nega
Loise: Não Anne. Aqui está - Ela fala entregando o dinheiro a garçonete e indo até a mesa ao fundo da lanchonete e sentando ali para continuar a ler enquanto o horário de sua mãe não acabava.
Anne: Senhor Giordano. - Anne cumprimenta o chefe - Que surpresa! Geralmente é Cecília que vem pegar os seus cafés.
Gustavo: Resolvi mudar um pouco - Ele diz simples. Aquela reunião havia sido cansativa e o moreno precisava de um plano urgentemente. Apenas conseguiu adiar aquilo, os sócios e acionistas iriam voltar ao assunto uma hora ou outra. Cobrariam ver sua noiva e enteada. Mas e agora? Onde tiraria uma noiva e uma enteada?!
Anne: Mudanças às vezes são positivas. - A mulher fala entregando o café para o chefe e dando uma piscadela. O outro apenas sorriu com o conselho e se retirou para sentar nas mesas.
Gustavo: Pensa Giordano! Pensa - Ele fala batendo com a mão na cabeça - Pensa... Pensa - Gustavo fala e dá um gole no café e vendo as pessoas da lanchonete. Mas algo lhe chamou a atenção, uma garota sentada nas últimas mesas com uma xícara na mão, e um livro de Karl Marx na outra. Ela estava extremamente entretida na leitura. - Essa é uma cena estranha. - O CEO fala se aproximando da menina e chamando sua atenção.
Loise: Qual das? - Loise fala olhando para o CEO e percebendo de quem se tratava - Você é... Você é Gustavo Giordano? - A garota pergunta
Gustavo: Sou sim porquê? - Ele pergunta a garota que oferece uma cadeira para se sentar.
Loise: Podemos dizer que eu sou uma fã sua. - Ela fala e Gustavo se senta junto com ela.
Gustavo: Pergunta rápida: por que alguém da sua idade está lendo Karl Marx? – Ele pergunta a menina intrigado.
Loise: Ele interpretou o capitalismo como ninguém. Eu gosto de ler para entender como isso tudo aqui - A menina fala fazendo um círculo por volta da cabeça como se dissesse a empresa e seu sistema inteiro. - Funciona. Acredito que você apenas pode administrar uma coisa, quando sabe como ela funciona. - Loise explica.
Gustavo: Não está errada - Gustavo fala para a garota. - Mas ainda é estranho.
Loise: Estranho é apenas uma questão de ponto de vista. - Loise responde o moreno dando de ombros e fechando o livro. - Não há idade para ser inteligente senhor Giordano.
Gustavo: Gostei de você. - Ele fala e nesse momento, por ironia do destino, ou azar dele, Edge aparece na lanchonete e encontra Gustavo sorrindo ao lado de uma menina, será que? Não... seria verdade mesmo? Ele tinha que tirar a prova.
- Então era verdade mesmo... - Morgan fala atrapalhando a conversa de Gustavo e Eloise, assustando Gustavo.
Gustavo: Edge. - Ele fala o nome do cara e Loise olha para ele, deduziu ser um dos acionistas. - O que faz aqui?
- Eu também sou humano e venho tomar um café Giordano. E que bom que vim, agora pude saber que sua noiva e enteada realmente existem. - Ele fala e Gustavo tensiona. Ele acha que a garota é sua enteada, e agora? O que ele faria? Céus! Gustavo estava perdido.
Loise: Eu existo? Como assim? - Loise pergunta olhando para ambos, em busca de uma resposta.
- E ela ainda lê O Capital... acertou em cheio Giordano - O homem continua a falar e Gustavo entra em choque. A garota havia sido aprovada pelo conselho e nem precisou dizer nada. E se ela negasse Morgan ali? O que aconteceria? – Ela vai para o jantar anual no fim de semana junto com você e sua noiva?
Noiva? Enteada? Loise estava confusa, da última vez que conferiu, sua mãe nem namorado tinha. Será que Cecília estava escondendo o tempo todo? Não. Ela nunca esconderia isso. Então Loise se levanta entendendo tudo, Gustavo estava a usando naquele momento para ter aprovação do conselho, e uma Soares nunca seria usada.
Loise: Eu já vou indo. Minha mãe já deve estar me procurando - Loise fala fria e seca, poderia muito bem negar tudo, fazer o que Gustavo não fez, mas o homem estaria em lençóis piores para negar tudo depois, então a melhor opção para Loise, foi a pior para Gustavo. - Passar bem - ela diz e sai dali tirando o celular do bolso para ligar para a mãe e saber onde ela estava. Graças a Deus seu horário já havia acabado.
- Gostei dela. Parece ter o pé no chão, a mãe deve ser parecida - Edge diz - Como disse, espero encontrá-lo na festa. Adeus Giordano. - Edge fala e sai, deixando um Gustavo sozinho, e mais uma vez, desesperado.
Gustavo: O que eu fiz? - Ele diz batendo a mão na testa em desistência. Onde encontraria aquela menina de novo? E como convencer ela a se passar por sua enteada?