Alan acorda de uma noite mal dormida às 04:00 da manhã, se ele dormiu duas horas foi muito. Abre os olhos assustado ao ouvir barulho do tilintar das chaves, então se lembrou da noite anterior e o motivo de ter dormido tão pouco, o filho de uma quenga do seu marido teve a cora-gem de passar a noite fora e ainda por cima no dia do ani-versário de casamento deles.
Levanta-se nas pontas dos pés, caminhando lenta-mente em direção a porta de entrada, se escora na pilastra entre a sala e a cozinha lhe dando visão total da entrada de sua casa.
Alan viu o cambaleante Cauã entrar, não havia como negar que ele passara uma noite de bebedeira e cur-tição.
Naquele momento Alan se viu tendo que tomar uma decisão que mudaria sua vida por completo. Não po-dia ficar mais na situação em que se encontrava.
Continuou ali, observando o que Cauã faria, vendo que o filho da puta desmontou no sofá, Alan voltou para a cozinha pegando uma garrafa de água na geladeira.
Cauã se remexia no sofá em um sono bêbado, ele ainda vestia a roupa com que saiu de casa no dia anterior, um terno preto, uma camisa social branca, a mesma es-tando com perfume adocicado barato que provocou ânsia em Alan e ao ver as marcas de batom que se espalhavam em toda a região do pescoço dele, a decisão que ainda não tinha tomado por completo foi tomada verdadeiramente.
Alan observava aquilo com incredulidade, aquele filho de uma boa senhora havia passado a noite fora cur-tindo a vida como se não houvesse amanhã, segurou a gar-rafa que estava em sua mão com tanta força que os nós de seus dedos esbranquiçaram.
Tomando coragem que não sabia ter, jogou a água toda da garrafa na cara dele, que fez com que Cauã acor-dasse assustado, sem entender o que estava acontecendo, olhando incrédulo e sem saber o motivo de Alan ter feito aquilo.
O olhar de cachorro que caiu da mudança que Cauã lança em direção a Alan, causa ansiedade e repulsa em Alan fazendo o ver no que seu até então marido é ca-paz de fazer. Não aguentando mais explode.
− O que você pensa que está fazendo? − Alan per-gunta alterando a voz, ele o olha como se aquilo fosse matá-lo − Ahh minha vontade é essa mesma que você está pensando, mas eu prefiro GRITAAARRR!!!
− Para pelo amor de Deus Amor − Ele pede quase implorando, a vontade que Alan nutre naquele momento era de rir da cara dele que estava quase implorando para que parassem de falar alto.
− O QUE? EU NÃO OUVI DIREITO SABE, PRINCIPALMENTE A PARTE QUE ME TOCA − Fa-lou mais alto ainda, mas não chegando a gritar como que-ria − O QUE ME FAZ LEMBRAR QUE VOCÊ NÃO ME RESPONDEU.
− Dormindo. Não é óbvio? − Ele disse com um certo receio.
− Agora levanta daí e vá juntar suas coisas, seu desgraçado.
Cauã se levanta não entendendo nada do que esta-va acontecendo, e para ajudar sua cabeça latejava de res-saca, ele mais parecia uma lesma em corpo de humano.
− Vamos ande logo que não tenho o dia todo não belo adormecido − Alan dá uma pausa umedecendo seus lábios − Isso é pra ontem.
Cauã se levantou do sofá caindo nas próprias per-nas pela noitada.
− Vamos meu filho acorda pra vida − Alan diz per-dendo a paciência com a lentidão do filho de uma boa se-nhora.
Ele se vira para Alan e diz.
− Por que você está agindo assim comigo? − O cora-joso espera que o outro diga algo como não ocorre ele con-tinua − Não estou te entendendo amor.
− Nunca mais me chame de amor − Ele aumentou exponencialmente o tom de sua voz.
− M-mas meu bem não estou entendendo.
− Quer que eu desenhe? − Fez uma pausa esperan-do por uma resposta do desgraçado que estava a sua fren-te, como não houve continuou − Já que não quer levar porra nenhuma SAIA DA MINHA CASA AGORA SEU FILHO DA PUTA! DESGRAÇADO! VOCÊ VAI DE-SAPARECER DA MINHA CASA E DA MINHA VIDA AGORA.
− O que deu em você? − Cauã o pergunta franzin-do a testa tentando se lembrar do que ele poderia fazer para ter deixado Alan naquele estado.
− O que deu em mim? Ora… Ora… Ora, mas o princeso não sabe o que deu em mim. ADIVINHA?
Ele olhou Alan sem entender ainda.
"Mas vai ser lerdo assim lá em Marte.” Pensou es-tressado e com raiva, o misto de sentimentos que o Alan sentia naquele momento turvavam sua visão o cegando de raiva.
Só conseguia ter repulsa da cara daquele desgra-çado, não entendia como conseguiu ficar com ele por tanto tempo, é tirado de seus pensamentos com ele falando. − Eu não fiz nada amor − Não pôde acreditar na barbaridade que ele acabara de dizer.
− Só olhe pra você − Alan falou indo à cozinha guardar a jarra de água que ainda segurava, só naquele momento que percebera que a segurava com tanta força que os nós de seus dedos estavam esbranquiçados.
− Mas o que tem de errado em mim? − Perguntou o seguindo.
− Sabe de uma coisa, não vou perder mais meu tempo com quem não merece, quando você for embora aproveita e vê se me esquece − Diz fingindo indiferença, acho que o filho da puta acaba acreditando, ele foi muito seguro e convicto do que disse.
− Mas amor… − Cauã o interrompeu.
− Mais nada e eu não sou mais seu amor, eu já disse isso e pelo visto nunca fui − Diz com tanta raiva que teve que se segurar para não voar nele.
− Eu não estou entendendo nada do que está acon-tecendo − Ele fala com aquela cara que causa repulsa e ânsia de vômito em Alan, mas o que ele faz tem mais efeito que muito escândalo, começa a rir da cara daquele imbe-cil.
O rosto de Cauã, sonolento, aparentando alguém que passara a noite em claro, os olhos vermelhos de tanto beber ficam da cor de tomate, a raiva transparecia em sua expressão.
Alan sentiu medo ali, não iria abaixar a cabeça pa-ra ninguém ainda mais para a porra de homem que não merece.
− Jura que não sabe − faz uma pausa esperando que ele diga algo, mas resto de paciência que tinha se esvai, começando a jogar as verdades na cara dele − Você pas-sou a noite fora me traindo, mas essa só é a ponta do ice-berg, você fez isso no nosso aniversário de casamento, foi aí que as cortinas que cobriam a verdade se foram reve-lando o seu verdadeiro eu.
Assim que Alan vomitou tudo que estava entalado em sua garganta a tempo suficiente, mesmo sendo somente uma madrugada, ele sentia que algo o incomodava, mas não sabia qual era a fonte de seu incômodo, que por con-sequência o causou certo sofrimento. Alan sentira que po-deria desabar a qualquer momento, contido se forçou a aguentar até pelo menos Cauã ir, não queria que o visse fragilizado, pois tinha a certeza de que o humilharia, e já estava farto dele, das suas humilhações, piadinhas e me-nosprezos.
Naquela manhã havia motivos de se livrar de um encosto que o atormentou e estava enganado pensando que se tratava de amor, mas que na verdade era comodi-dade, uma situação doentia, Alan se achava inferior.
Ali ele teve a certeza de que Cauã que era o inferior e o que nunca o dera valor suficiente, estava enganado pensando em mudá-lo, mas descobriu da pior maneira que pessoas nunca mudam.
Cauã o fez crer que não valia nada, ninguém iria o querer a não ser ele próprio, mas teve a concretização de seus argumentos quando ouviu uma voz distante. − Já que você quer que eu vá embora eu vou, mas você ficará sozi-nho − Ele estava tão distraído que não havia percebido que aquele indigente tinha ido pra saída, e que não perde-ra a oportunidade de dar a sua última alfinetada, mas ele não contava que aquilo não o atingia mais. Ele fez uma pausa, então tomou coragem e disse:
− Eu não estou sozinho.
− Então você vai ligar pra quem te expulsou? − O desgraçado me perguntou.
− Não, eu não preciso deles, eu tenho amigos que são tudo pra mim − Rebate e escuta sua risada.
− Ninguém se importa com você, você não é nada e nunca vai ser − Assim que ele termina de jogar a praga dele Alan se sente fragilizado, mas então percebe que na verdade tudo o que ele disse todos esses anos, se referia a ele, não a Alan.
− Não − Diz firme.
− Não o que? − Cauã pergunta.
− Tudo o que você fala é mentira, pelo menos de certo ponto − Alan afirma dando uma pausa, respira fun-do tomando coragem para continuar − Você sempre fala que sou sozinho, que não tenho ninguém, mas a verdade é que você que não tem nada, que ninguém se importa com um traste filho de uma puta que você é, agora eu vejo e você não poderá mudar isso, então saía da minha casa e da minha vida.
Ele acaba se dando por vencido, sai batendo a por-ta, foi nesse momento que Alan vê seu mundo "perfeito" ruir a sua frente, durante os quatro anos nunca achou que viveria este momento, a solidão que tomou conta de seu ser o fez desabar ali mesmo no chão em meio a mesa de centro e o sofá, as lágrimas escorriam abundantemente, mesmo sem Alan querer, não entendia o porquê de estar choran-do.
Ele estava sofrendo, doía tanto que ele não saberia denominar tamanha a dor que sentia. Uma pergunta per-tinente veio à sua mente.
" Estava sofrendo por alguém que não merecia porra nenhuma?" Isso o encucou fazendo crer que era um fra-co, mesmo tentando inutilmente fazer com que as lágrimas parassem, não teve sucesso, elas continuavam a cair como se fossem para cair verdadeiramente.
“I'm so tired of being here
Suppressed by all my childish fears
And if you have to leave, I wish that you would just leave
'Cause your presence still lingers here
And it won't leave me alone
These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase”
My Immortal - Evanescence
Jo Ann entrou na sala de professores dando bom dia a todos que estavam ali percebendo que seu amigo de longa data não estava, ela estranhou se perguntando se a noite havia sido tão boa que Alan perdera a hora.
Os dias que passaram foram mais cansativos que o normal, mas como sempre guardou isso para si. Ontem falou com seu amigo, percebera pela ligação que ele estava radiante, o que a despreocupava um pouco, mesmo sa-bendo que seu marido não valia nada. Como em toda liga-ção com Alan falara demais o que a deixava com a impres-são de ter se entregado, apesar de eles serem amigos a mais de dez anos e de um conhecer o outro melhor que os mes-mos, Jo tenta a todo custo aparentar estar bem, mas para falar a verdade ela está tentando viver como antes de tudo aquilo acontecer.
Se sentou em uma cadeira no meio da mesa, " era a única vaga no momento" repousou sua bolsa no colo. Ann ao se lembrar do que Alan provavelmente esteja causando nela uma crise de risos, todos os presentes na sala a olham como se fosse louca por estar rindo como uma. Jo Ann se ajeita na cadeira para aguardar o restante do corpo do-cente chegar.
Quando faltavam uns cinco minutos para o sinal, o telefone dela começa a tocar incessantemente, deixando a louca procurando o dentro da bolsa que Alan apelidou de Lixão da Mãe Lucinda.
Depois de muito procurar, achar coisas que ela da-va como perdidas, enfim achou o celular, a ligação já ha-via caído, mesmo como uma pessoa curiosa que é decide verificar quem tinha ligado.
Antes de conseguir ver quem era, o telefone começa a tocar novamente e estranho que era Alan que estava ligando, mas logo pensa que meu sem amigo noção prefe-rido queria avisar que se atrasaria, logo trata de atender a ligação.
− Oi! Já até sei pra que está ligando − Ann faz uma pausa e pensando ter o escutado um fungar, mas decide continuar − Você irá se atrasar. pode deixar que eu aviso aqui.
− Não vou para o trabalho hoje − Assim que ele a disse teve a certeza que ele chorou ou estava chorando ainda − Não estou em condições de trabalhar.
− O que aconteceu Al? − Ela pergunta, mas ele fica em silêncio, Jo escuta que ele começou a chorar de novo para contribuir com o aumento do seu desespero − Estou indo pra aí. E não me venha com não precisa porque estou vendo que você não está bem.
Sem paciência pra esperar saber o que Alan iria di-zer encerra a ligação, joga o celular dentro da bolsa, se levanta apressada da cadeira assustando quem estava na sala, eles até tentam a perguntaram o que aconteceu, mas acaba não dando brecha para eles a perguntarem, depois enviaria uma mensagem a diretora avisando o motivo de tanta pressa.
− Hoje eu não volto mais − Foi a única coisa que veio a sua mente, a preocupação com Alan não deixava pensar direito no que estava fazendo, um dia Alan a mata-ria isso ela tinha certeza, alguém pergunta o que estava acontecendo, quando Jo Ann a ouviu já tinha saído do prédio.
Alheia a tudo a sua volta, acaba nem se dando con-ta que já havia chegado ao estacionamento, só se dá conta ao perceber que entrava no carro. Seus pensamentos estão em um turbilhão de possibilidades do que poderia ter acontecido para Alan estar naquele estado.
"Eu juro se aquele filho de uma ronca e fuça ter en-costado um dedo no meu amigo eu acabo com a sua raça” É com esse pensamento que ela liga o carro indo em dire-ção ao apartamento de seu amigo/irmão.
A primeira coisa que Jo Ann percebe é a porta do apartamento está entreaberta, o que a faz estranhar le-vando a pensar no pior, com medo de como iria encontrar seu amigo, ela respira fundo entrando, o medo dominava seu corpo fazendo-o tremer em antecipação.
Muitos cenários se passam em sua mente do que provavelmente teria acontecido para que Alan a ligara no estado em que se encontrava, seus olhos marejaram em pensar no que acontecera a Al.
− Al, onde você está? − Jo fala mais alto com medo de encontrá-lo desacordado ou algo parecido, a ansiedade toma conta dela, seu coração acelerado em ansiedade mis-turado com medo não conseguindo pensar direito, de novo todas as possibilidades vêm à mente, para aumentar mais o seu desespero
− Estou na cozinha − Assim que escuta sua voz em-bargada pelo choro, Jo Ann não anda muito menos cor-rer, o que ela fez não se enquadra em nenhuma coisa, pas-sou feito raio pela sala para enfim chegar ao seu destino, mas o estado em que encontrou seu amigo a surpreendeu. Seu amigo encolhido, em frente a pia, com a cabeça entre os joelhos derramando todas as lágrimas possíveis e impos-síveis.
Ela havia parado no batente da porta pelo susto que foi encontrar seu amigo ali frágil, quebrado, antes de entrar analisou a cena diante teus olhos, ele estava daquele jeito, a sua frente sua aliança.
Foi naquele instante que Jo Ann compreendeu o que tinha ocorrido, andou até ele se sentando ao seu lado o abraçando.
Ela colocou a cabeça de Alan em seu colo, ele conti-nuara a chorar por um longo tempo, Ann não soube dizer por quanto tempo seu amigo chorara, ao perceber que a respiração de Alan ficou compassada e que o mesmo tinha adormecido, ela enfim pode respirar um pouco aliviada.
Toda a situação a preocupava, o que ocorreu deve ter sido muito grave para seu amigo estar no estado em que se encontrava, pelo menos agora que ele dormiu enfim parou de chorar.
Alan acorda sem se lembrar que havia adormecido, pelo menos não dormira no chão, sentia algo macio embai-xo de sua cabeça. Não se lembro de ter adormecido, mas acorda em algo macio, pelo menos sua cabeça, ainda esta-va no chão, logo percebeu que estava com a cabeça no colo de alguém.
As lembranças das últimas vinte quatro horas vol-tam como avalanche em sua mente, sente vontade de desa-bar outra vez, mas precisa ser forte e aguentar, fora ele mesmo que tomou a decisão, então agora era arcar com as consequências da mesma.
− Agora que você já se acalmou pode ir contando por que te encontrei nesse estado − A pessoa falou assim podendo reconhecer que era Jo Ann que estava ali, veio à mente que ele ligara para ela.
"Merda! Aquela louca varrida tinha largado tudo pra ver se eu estava bem.” Pensou.
− O que aquele filho de uma puta fez? − Ela per-guntou parecendo que queria matá-lo.
− Pare de falar assim… − Alan disse sendo inter-rompido.
− Vai defender ele ainda? − Jo Ann perguntou in-dignada.
− Você vai me deixar terminar ou vai ficar me in-terrompendo, e em primeiro lugar eu não vou defendê-lo, porque ele fez merda – Diz se sentando ao seu lado.
− Então anda logo e desembucha. Você sabe como sua amiga está com a ansiedade e preocupação de ter te encontrado assim, eu nunca te vi derramar uma lágrima sequer − Ela disparou feito um papagaio toda dramática para o lado dele.
Alan respira fundo, se ela estava aqui então nada melhor do que aproveitar de sua bondade, conta tudo que ocorreu nas últimas vinte quatro horas, para a sua felici-dade Jo Ann fica em silêncio enquanto conta, assim que termina seu relato, ela está com os olhos esbugalhados de surpresa, parece que realmente não esperava que ele fizes-se tal coisa.
− Então você que fez e eu já querendo matar o des-graçado − Ela afirma depois de uns momentos em silêncio − Mas uma coisa você não me explicou, por que te encon-trei assim?
Engole a saliva que se acumulara, ainda estava um turbilhão de emoções dentro de dele, mas se forçou a se acalmar, tentar expressar o que sentia e o porquê de sua amiga o ter encontrado naquele estado que ainda perma-necia.
− Para te falar a verdade − Fez uma pausa tentan-do reorganizar meus pensamentos e entender seus senti-mentos − Sei que me encontrou chorando, você deve estar pensando que era arrependimento pelo que fiz… − Jo Ann o interrompeu.
− É a conclusão mais óbvia − A olhou severamente a fazendo engolir em seco − Continue. Não vou interrom-per mais.
− Mas a verdade é que é um choro de alívio, de sa-ber que nunca mais vou fazer papel de otário − Fez mais uma pausa para umedecer os seus lábios que encontra-vam-se secos − Que enfim percebi que ele colocara uma venda em meus olhos, não me deixando ver nada – Alan fez outra pausa me levantando do chão da cozinha e se-guindo para a sala, sua amiga já estava perdendo a paci-ência com todas essas pausas na história que ele contava.
− Onde você está indo Al? − Jo Ann me perguntou.
− Vou para o sofá, minha bunda doeu de ficar sen-tado no chão − Diz causando risos nela − Droga! − esbra-vejo assim que paro em frente ao sofá.
− Ai Meu Deus. O que foi agora?
− Me esqueci que o sofá está encharcado − Assim que termina de dizer os dois caem na risada.
− Então vamos para o quarto de hóspedes que é mais conhecido como meu quarto.
− Ele é o seu quarto na verdade.
Chegando no quarto Alan pula em cima da cama sem pensar duas vezes.
− Agora pode continuar − Jo Ann disse se sentando na beirada esquerda.
− Percebi que na verdade o que ele me dizia era um espelho do que ele é, acho que caí em mim, não sei por que estou nesse estado – Alan disse acabando o que queria di-zer.
− Agora nós vamos para minha casa, você está pre-cisando se espairecer − Jo Ann disse já se encaminhando para a saída do quarto, quando percebeu que seu amigo não havia se levantado ainda ela se virou.
− Se você não vir eu vou te deixar aí − Ela afirmou tentando o despertar de meus pensamentos, percebeu que não adiantou nada, voltou para o pé da cama, Alan só percebera que Jo Ann não tinha saído, quando ela o abra-çou − Agora me conta o que está aí nesta cabeça linda. Porque sei que você não falou tudo.
Ele encolhe os ombros se condenando por sua ami-ga lhe conhecer tão bem que percebe quando tenta escon-der algo.
− Merda! Por que você tem que me conhecer me-lhor do que eu?
− Oras, porque sou sua melhor amiga − Ela disse fazendo um cafuné gostoso nele − Não venha reclamar que você faz isso comigo também. Como diz o ditado chumbo trocado não dói. Agora pare de me enrolar e de-sembucha criatura de Deus. − Jo Ann disse já impaciente.
− Nada de muito sério − Diz fazendo-a franzir a testa e o encarar.
− Hmmm! Conta outra Alan.
− Mas é sério só estava pensando em como será mi-nha vida daqui pra frente.
− Sério?
− Você mais do que ninguém sabe que eu não sei mentir, mas é sério mesmo.
− Vamos levantar dessa cama, tomar um banho e vir para minha casa comigo.