Capítulo 2

Quando Sophie se deparou com a fachada e o prédio gigantesco dois dias depois de ser admitida como a nova secretária de Eric Carter, não acreditou. Mas estava lá, e nada poderia mudar o fato de que aquilo era mesmo real. Eric mandou o email para ela, e enquanto o lia, surpresa e chocada, ignorava e enterrava sua segunda função. Sophie levantou cedo e escolheu uma roupa boa o suficiente para seu primeiro dia. Seu irmão, Chad, a levou até o prédio. Carter, como a fachada dizia, pertencia a Eric Carter, um bilionário de grande poder em Manhattan. Sophie pesquisou algumas coisas sobre ele. Ele herdou a empresa da mãe e tinha um irmão. Adam Carter. O irmão dele o ajudou a fundar e renovar a empresa da família. Há dois dias, Sophie achou que havia tomado a decisão errada, mas notou que o sorriso malicioso de Eric e seu rosto e a proposta não saíam de sua mente.

Ao adentrar o setor e ver o departamento que tomava conta de um andar inteiro, Sophie respirou fundo e saiu do elevador. Ela se dirigiu para sua sala — uma ante sala do escritório de Eric — e sentou em sua mesa. O email que Eric mandou lhe dizia tudo o que ela precisaria saber, inclusive o horário que ele costumava aparecer — às oito e meia —, e o horário adequado para ela estar à sua disposição — às oito em ponto. Sophie arrumou a mesa e esperou que seu chefe chegasse.

Meia hora depois, ele apareceu. Eric vestia uma camisa regata cinza, o que revelava os músculos e a pele bronzeada. Seu peito era largo e ele estava suado. Ele vestia roupa esportiva. Sophie se perguntou se ele gostava de correr. Ele não se deu ao trabalho de dar bom dia a ela. Apenas passou e entrou na sala, olhando-a de esguelha.

Nos minutos seguintes, Sophie recebeu um email novo e algumas ligações. Eric saiu do escritório e agora vestia um terno preto elegante. Ele se aproximou e ela engoliu em seco.

— É um prazer vê-la novamente. Fico feliz que tenha aceitado o emprego — ele disse. Ela o observou: os cabelos escuros estavam penteados para trás, mas uma mecha rebelde roçava sua testa. Os olhos azuis e intensos de Eric se demoraram nela. Ele estava a avaliando novamente. — Desmarque todos os meus compromissos para o resto do dia. Eu vou precisar que responda os emails de maior urgência. Depois disso, se alguém ligar, mande para mim. Compre um café. Puro. Sem açúcar, sim? — Ordenou ele.

— Sim — ela disse prontamente.

— E venha na minha sala quando acabar. Depois eu mostro tudo o que precisar ver — completou ele.

Sophie assentiu mais uma vez.

Eric voltou à sala e deixou a porta entreaberta.

Sophie não havia se apresentado a ninguém e ninguém se deu ao trabalho de se aproximar dela. Aquele cargo era temporário, sabia. Não era certo se ficaria muito tempo ali, e precisava daquele emprego e provar que poderia ser boa naquilo. Sophie comprara o café de Eric e voltou rapidamente. Depois de entregar, ela respondeu os emails e se dedicou a isso por algum tempo. Eric saiu novamente vinte minutos depois, e ele pediu para que ela registrasse alguns clientes novos e procurasse alguns na sala de arquivos. Depois de procurar, finalmente voltou à mesa e se concentrou nos documentos que ele pediu para que catalogasse e procurasse. Algumas pessoas começaram a ligar, e ela transferia as ligações, como Eric pediu.

Duas horas depois, Sophie se dirigiu para a sala de seu chefe. Ele permitiu sua entrada e ela se aproximou de sua mesa. A porta se fechou atrás dela, e Eric ergueu a cabeça, o olhar envolvendo o corpo de Sophie. Ela se aproximou, esperando que ele dissesse qualquer coisa. Duas horas haviam passado desde que chegou. Eric não a pediu nada e nem exigiu.

— Venha — ele disse. — Sente-se aqui. — Ele afastou os objetos de cima da mesa e Sophie cerrou os punhos junto aos quadris. Ela sentou no lugar indicado sem questionar, e o olhar de Eric se manteve em seu corpo, em seu rosto. Ela não entendia o que ele queria. Nem por que estava ali. Eric levantou e tirou o paletó. Ele o colocou no encosto da cadeira e se aproximou de Sophie, diminuindo a distância entre os dois. Sophie sentiu a pulsação aumentar, e ela o encarou com olhos assustados. Eric puxou uma das gavetas da mesa e tirou de dentro um frasco de óleo de massagem. Ele aplicou um pouco em sua mão e andou, esfregando as palmas, se colocando atrás de Sophie. Um arrepio. Foi o que ela sentiu, e notou sua respiração irregular. — Tire a blusa. — Pediu ele.

Sophie engoliu em seco.

Ela não sabia se devia obedecer a ordem ou não. Sophie piscou, nervosa.

— Tire a blusa — repetiu ele.

Ela o fez. Sophie tirou a blusa sem dificuldade. O toque de Eric em suas costas e ombros fez com que quase pulasse para longe. Era firme. Mãos grandes e exigentes. Eric encaixou as mãos nas curvas dos ombros e usou os polegares para espalhar e massagear, as palmas da mão espalmando a pele.

— Está tensa — ele disse. — Eu a faço ficar assim?

— Eu não esperava por isso — ela disse. — Não é muito comum.

— Entre nós será — ele disse, caminhando com as mãos pelas costas, encontrando nós e tensões musculares. Sophie estava ficando um pouco relaxada sob a pressão das mãos de Eric, mas ainda não sabia por que ele estava fazendo aquilo. — Não se preocupe. Não vou machucá-la.

Capítulo 3

As mãos de Sophie estavam presas entre as pernas. Seu coração batia rápido e sua respiração estava ficando cada vez mais irregular. Quando Eric terminou a massagem em suas costas, contornou a mesa e se colocou em sua frente. Ele se aproximou, aproximou, até Sophie poder sentir a respiração dele em sua pele. Os olhos de Eric estavam colados em seu rosto, verificando meticulosamente cada expressão.

— Nunca foi tocada por um homem antes, srta. Simmons? Eu sou incomum? — Perguntou ele. Os olhos dela procuraram os dele.

Sem jeito, Sophie respondeu:

— Não — ela disse, mas não aguentou sustentar o olhar de Eric. Havia algo ali. Algo que a fazia ficar vermelha. Ele a enxergava, percebia —, senhor.

— Eric. Meu nome é Eric. Me chame assim. — Ele disse. — A senhorita é virgem?

Sophie comprimiu os lábios e olhou para baixo, envergonhada ao assentir. Aquilo era estranho. Ter a atenção de um homem como Eric era estranho. Ele estava nitidamente interessado, e Sophie não podia negar que se sentia atraída pela beleza dele. Tudo estava acontecendo muito rápido.

Ele encaixou dois dedos abaixo do queixo dela e o ergueu.

— Olhe para mim. Seus olhos são lindos. Eu a quero ver por completo — disse ele. — Não há vergonha nisso. Em ser virgem. Não vou fazer nada que não queira — Eric deslizou a mão do queixo de Sophie até sua bochecha. — Vai aprender que sexo não é tão complicado. Está segura. Não precisa ter medo de mim, está bem?

Mais uma vez, Sophie fez que sim.

Ele se aproximou mais, e dessa vez abriu as pernas dela e tirou suas mãos com delicadeza, acariciando a pele. Ele ergueu uma e a levou até sua boca. Os lábios macios de Eric pousaram nas costas da mão de Sophie e plantaram um beijo singelo. Ele pressionou as pernas dela ao redor de seu corpo e a aproximou, colando seus quadris. Instintivamente, Sophie colocou as mãos no peito firme de Eric, experimentando uma sensação deliciosa entre as pernas. Era como um estalo. Um disparar dos nervos em seu interior. Isso liberou uma onda quente e revigorante.

— Abra a minha camisa — Ele disse. — Vai se sentir mais confortável quando me vir também. — Disse ele, pegando uma das mãos dela e a conduzindo a abrir os botões. Ele desfez o nó da gravata enquanto Sophie abria os botões, as mãos trêmulas. Quando terminou, afastou o tecido da camisa e encarou o corpo desnudo de Eric. Ele tinha uma pele bronzeada, músculos torneados e firmes. — Agora, me toque. — Ela ergueu o olhar e voltou a encontrar o dele. Eric assentiu num movimento de cabeça leve, encorajando-a. Ele afastou a camisa um pouco mais. Ela fez o que ele pediu e correu a mão pelo peito largo, a pele quente de Eric. Ela prosseguiu, até encontrar seu abdome, e seguiu, sentindo a pele lisa sob os dedos. — Prossiga. — Pediu ele.

— Eu… — tentou dizer ela, mas Eric aumentou o tom da voz e pediu novamente:

— Prossiga.

E ela o fez. Ela começou a abrir a calça de Eric, e quando finalmente o fez, sentiu o ar preso na garganta, quase a sufocando. Seus músculos pareciam leves e pesados, e Sophie podia sentir o olhar de Eric. Ela baixou suas calças e afastou a cueca. O membro de Eric estava semi duro, e ela o sentiu em sua mão. Sophie sentiu seu peso e viu o comprimento do membro dele. Com certeza era acima da média. Eric em si era.

— Toque — ele disse. — Não vai me machucar, se é esse o problema.

Ela tocou as bolas dele, pressionando os dedos e sentindo a rigidez da masculinidade viril de Eric. Ele apoiou os braços ao redor de Sophie com firmeza, inclinando-se sobre ela. Sophie continuou, e Eric ficava cada vez mais duro. Ele era grande e grosso, notou Sophie. Ela já esteve com homens antes, já os teve nas mãos, mas nunca se deitou com eles. Eric seria seu primeiro homem, e isso a assustava. De repente, tudo o que sentira depois de sair da entrevista de emprego retornou. Ela iria mesmo fazer isso?

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