Capítulo 2

Passo os dedos trêmulos pelos meus longos cabelos, prendendo-os

numa trança lateral. Confiro pela última vez o meu reflexo no pequeno

espelho do banheiro e suspiro.

Eu não queria ir nesta festa!

— Não adianta mudar de ideia agora, Candice! Você vai nem que eu

tenha que te arrastar pelo campus!

Gemo de frustração e encaro a minha amiga, que está me observando

da porta com as mãos no quadril.

— Nathy, eu deveria estar estudando para a minha prova de

Constitucional! — tento arrumar uma desculpa, mas, ainda que ambas

estudemos Direito, ela não se atenta muito com as notas como eu. Ela estala a

língua e revira os olhos, ignorando as minhas palavras.

Além de ser minha melhor amiga, Nathy divide o apartamento comigo,

e por mais que sejamos totalmente diferentes e nos irritemos uma com a outra

de vez em quando, nos amamos como irmãs.

— Você prometeu que iria nessa festa comigo. Deixe de ser CDF pelo

menos um dia! Suas notas são sempre ótimas. E tem uma coisa, acha que não

sei que essa prova só será na próxima semana?!

— É... — fico sem graça, pega no flagra. — Mas eu gosto de estudar

com antecedência... — digo sem jeito, sabendo que estou ficando sem

argumentos.

— E outra coisa, a mais importante: você me PROMETEU! Então

termine de se arrumar logo que o pessoal já está nos esperando – ela

completa e aponta para o meu quarto, como se fosse uma mãe a me dar

ordens.

Olho para baixo, para as roupas que estou vestindo, sem entender.

— Mas eu já estou pronta!

— Ah não! Você não vai sair desse jeito comigo nunquinha! Nathy

agarra a minha mão e sai me arrastando pelo quarto. Abre o closet, jogando

várias roupas sobre a cama. Olho horrorizada para as peças que ela escolheu.

Com certeza estavam faltando alguns metros de pano por ali.

— Esses aqui vão ficar perfeitos em você! Troque logo essa roupa sem

graça. Estou te esperando na sala.

Seguro a minissaia jeans e o top preto nas mãos, imaginando se daria

muito na cara se, naquele instante, eu fingisse que estava passando mal...

Talvez de uma doença instantânea e contagiosa...

— E solte esses cabelos! — ela grita da sala. — Não entendo por que

você vive prendendo eles desse jeito, são lindos!

Reviro os olhos antes de retirar a minha calça jeans e a camiseta

cropped do corpo. Visto a minissaia e o top preto com relutância, sentindo-

me muito exposta e totalmente diferente do que sou. Não tenho medo de

mostrar um pouco de pele, mas aquilo já beirava a periguetice e, para piorar,

eu não fui abençoada com um corpão como a minha amiga.

Só estou fazendo isso porque, como Nathy jogou na minha cara há

instantes atrás, eu havia prometido. Estava bêbada quando fiz a promessa,

mas ainda assim eu dei minha palavra...

— Satisfeita? — Adentro a sala do nosso minúsculo apartamento

estudantil, dando uma voltinha, sem graça e me sentindo um pouco ridícula.

Ela sorri, aparentemente satisfeita. Porém, quando seus olhos pousam

no meu rosto, ela enruga o nariz. Nathy se aproxima de mim com um olhar

determinado. O que será que está acontecendo? Fico até com medo e dou um

passo para trás, mas ela me alcança. Liberta as minhas longas mechas loiras

da trança e me bagunça os cabelos. Eu quase tenho um ataque de fúria com

esse gesto, porém ela não me dá nem tempo para respirar. Antes que eu

reclame, sou jogada no sofá.

— Fique quieta que eu vou dar um jeito nessa sua carinha de boneca.

Sinto as cerdas do rímel passando pelos meus cílios repetidas vezes, o

pincel do blush contornando as maçãs do meu rosto e, por fim, o gloss

besuntar os meus lábios.

— Está gata demais! Agora sim está pronta pra a balada.

Reviro os olhos, achando que ela está exagerando. Ela me leva até o

banheiro, e quando vejo o meu reflexo no espelho fico pasma.

Essa sou eu?

Meu rosto, que antes aparentava ser tão delicado como o de uma

boneca de porcelana, agora parece mais maduro e bem sensual. Caramba, eu

estou incrível!

— Vamos! — Nathy me desperta do meu momento narcisista. Sorvo

uma grande lufada de ar e a solto lentamente pela boca, embaçando o

espelho, antes de seguir minha amiga porta afora.

***

— Minha prima me contou que largou o emprego só para fazer isso!

Estava dando mais dinheiro do que o salário de merda dela. — Kate gesticula

animadamente enquanto fala. Tento me afastar um pouco para não ser alvo

do líquido que beira em seu copo, prestes a ser derramado.

Escuto a conversa dos meus amigos quieta, enquanto beberico a minha

cerveja. A música alta, o burburinho e os gritos de vitória das pessoas

jogando bilhar na ampla sala abafavam as nossas vozes. Por isso não fico tão

constrangida com o tópico da vez, já que ninguém fora do círculo consegue

escutar.

Meus olhos fazem uma varredura no ambiente, estamos em um canto

da sala de TV do casarão, minhas costas estão apoiadas na parede cor de

creme que se estende por toda a casa. Daqui consigo ver o centro do aposento

onde se encontram quatro sofás marrons em corino assentados em um

semicírculo em frente à tela plana. Ninguém parece estar assistindo à partida

de football, os assentos estão ocupados por um grupo de pessoas rindo e

conversando enquanto bebem e alguns casais com as línguas enfiadas nas

gargantas de seus respectivos parceiros.

— Deixa eu ver se entendi direito... A sua prima se prostitui? —

Michael pergunta, curioso. Giro minha cabeça bruscamente ao voltar minha

atenção para o meu amigo.

— Não! Não é se prostituir! Ela não dorme com ninguém... Ela só faz

shows virtuais. É como se fosse... É como se fosse strip-tease, mas ela vai

além de tirar a roupa, sabe? Usa brinquedinhos e tal.

— Caraca! E isso dá certo?! — Nathy parece mais interessada do que

deveria. Quando percebe isso, tenta disfarçar: — Quero dizer, como ela sabe

que vai ganhar o dinheiro se é virtual?

— Então, pelo que entendi o site é bem organizado e confiável. As

pessoas que assistem aos shows compram créditos, e os gastam em forma de

gorjeta toda vez que gostam do show. Se quiserem fazer algum pedido

especial, elas pagam a modelo usando os créditos e ela recebe o dinheiro na

conta!

— Não sei se eu teria coragem de fazer algo assim... Usar o meu corpo

em troca de dinheiro? E se algum cara me pagasse e pedisse algo que eu

considerasse nojento? — Nathy diz, fingindo se arrepiar de nojo.

— Amiga, você é a dona do show. Ninguém te obriga a fazer nada!

Tem até como você colocar uma espécie de menu, com as coisas que faz e as

que não, sem perigo algum... Sabe, eu estava pensando em fazer também,

mas tenho medo que alguém me reconheça — confessa.

— O que você acha, Candice? Quase me engasgo com a cerveja e

encaro Nathy, com vontade de dar uns tapas naquela carinha linda dela. Ela

sabe muito bem que sou envergonhada demais para falar desses assuntos...

Bom, deixa eu me explicar. Não sou nenhuma santa, que isso fique

bem claro. Já tive um namorado sério e saí com alguns homens. Mas não me

sinto à vontade para falar de certas coisas.

— Se ela não se importa em usar sua imagem como instrumento de

trabalho, nem de que algum dia alguém poderá reconhecê-la, manchando para

sempre seu futuro e ferrando com sua vida... Então, que ela seja feliz.

— Nossa, Candice! Você é muito dramática.

— Sou realista. — Encolho os ombros e volto a beber o conteúdo do

meu copo de papel.

Meu celular começa a vibrar no bolso da saia. As únicas pessoas que

têm meu número são os meus amigos, que por sinal estão todos aqui, e meu

pai. Saio correndo até o lado de fora da fraternidade, fugindo do barulho e

atendo.

— Alô? — minha voz soa um pouco sem fôlego.

— Senhorita Greece?

Não sei o porquê, mas a voz feminina e sóbria no outro lado da linha

me faz arrepiar.

— Sim... sou eu.

— Estamos ligando pois a senhorita é o contato de emergência do

senhor Thomas Greece...

Sinto o meu sangue gelar e meu coração bater erraticamente. A

pressão nos meus ouvidos é ensurdecedora, mas eu faço uma força e tento

entender o que a mulher está falando.

— ... Sofreu ataque cardíaco essa noite e está hospitalizado. Seu estado

é grave. Conseguimos estabilizá-lo, mas ele precisa de tratamento e se não

houver melhoras, uma cirurgia será necessária.

Meus olhos se enchem de lágrimas e minha garganta se fecha.

Imaginar o meu pai sozinho numa maca de hospital me sufoca de dor.

— Onde ele está? Eu estou a caminho, só me diga... por favor... me

diga que ele está bem.

— Como eu disse, ele está estável agora, mas sua condição não é das

melhores. Seu pai precisa de tratamento, mas infelizmente não podemos fazer

muita coisa, pois o plano de saúde não cobre...

Minha náusea piora e me dobro com ânsia de vômito, ainda com o

celular colado na orelha.

O que posso fazer? Meu pai é a única família que tenho.

— Eu... eu vou dar um jeito. Estou indo para o hospital.

Anoto tudo e só após encerrar a ligação, me permito vomitar na grama.

As pessoas que passam por mim me olham enojadas, provavelmente achando

que estou caindo de bêbada. Lágrimas escorrem quentes por meu rosto e mal

consigo respirar com a dor pesando no peito, mas ergo a cabeça e me levanto

com as pernas trêmulas. Limpo minha boca rudemente com as costas da mão

e vou andando para o meu apartamento, à poucas quadras de onde está

rolando a festa, mas ainda assim longe para uma caminhada.

Corro pela rua escura com as calçadas ladeadas por árvores, sempre

tive medo de me aventurar pelo campus à noite e sozinha, mas eu estou tão

nervosa que mal penso na possibilidade de ser atacada. Chegando em casa a

primeira coisa que faço é trocar de roupa. Não posso aparecer lá vestida dessa

forma!

Com minha bolsa à tira colo eu busco por meus documentos e o meu

cartão contendo todo o dinheiro que eu havia guardado nos últimos meses na

poupança. Quando enfim acho que tenho tudo em mãos eu respiro fundo e

tento raciocinar.

A cidade onde eu fui criada fica a três horas da faculdade onde estudo.

Pego as chaves do carro da Nathy em cima do balcão da cozinha sem nem

pensar duas vezes e vou embora às pressas. Minha amiga deve me perdoar

quando souber o motivo do sumiço do seu precioso carro. Ou pelo menos,

assim espero.

Capítulo 3

Capítulo 2

— Porra! Quantas vezes eu tenho que pedir para que me entregue essa

droga de contrato?

Bato minhas mãos contra a mesa de mogno do meu escritório e me

arrependo assim que sinto a dor se alastrar dos dedos até o braço. Minha

paciência já se esgotou, essa assistente nova é lerda demais, já é a terceira vez

que peço pela mesma coisa e nada! Preciso ler o maldito contrato antes que a

reunião comece, e agora tenho menos de uma hora para me preparar.

— De-Desculpa senhor Knight! A impressora estava sem tinta e tive

que trocar o cartucho...

— Achei que tivesse dito que era proativa na entrevista! Como deixou

que algo assim acontecesse, hein?

— Me...me perdoa! Já venho trazer os papéis...

A assistente, da qual não lembro o nome, se desculpa profusamente

antes de sair em busca do bendito contrato. Percebo uma lágrima escorrer

pelo seu rosto no instante em que se vira e, vendo aquela cena, sinto que

minha cabeça vai explodir.

Merda!

Massageio minha têmpora e inspiro fundo algumas vezes para

controlar o estresse.

— Cara, o que foi que você fez dessa vez?

Aperto os olhos com força e passo as mãos pelos meus cabelos antes

de olhar o meu irmão mais novo que acabara de entrar sem permissão, como

de costume, na minha sala.

— Eu não fiz nada, Gabe! Aquela assistente é que não sabe fazer o

trabalho dela.

— James, não precisava fazer a pobre coitada chorar...

— Se não aguenta a pressão, então devo demiti-la! Eu avisei a maneira

como as coisas são aqui na empresa logo na entrevista e ela aceitou.

Gabe me encara por um longo momento sem falar nada e então

balança a cabeça.

— Cara, eu e Pete concordamos que precisamos conversar.

Já sei sobre que os meus irmãos querem conversar, mas finjo

ignorância a respeito.

— Então conversem os dois, ué! Agora me dê licença, preciso

organizar a papelada antes que os nossos clientes cheguem.

— Não se faça de desentendido, James. Precisamos conversar, nós

três.

A porta se abre novamente e eu me levanto, achando que é a tal

assistente me trazendo o contrato. Fecho a cara quando vejo que é o meu

outro irmão.

Cacete!

Cadê. A. Porra. Da. Minha. Assistente. Imprestável?

— O que você quer, Pete? — esbravejo.

Meu irmão do meio levanta as mãos para o alto e me olha espantado.

— Opa! Calma brother, só vim avisar que os slides e tudo o mais estão

prontos na sala de reunião.

Meus irmãos gêmeos me olham preocupados, o que só piora o meu

humor. Odeio que me olhem dessa maneira. Não suporto que sintam pena de

mim. Eu deveria ser o mais forte — sendo o irmão mais velho, ainda que por

alguns minutos — sou eu quem devia me preocupar com o bem estar deles.

— Obrigado por avisar, Pete. E você, Gabe? — Amanso o meu tom de

voz o máximo que consigo.

— Como já disse antes, eu consegui baixar os números, o projeto está

bem mais viável sem perder a qualidade.

— Ótimo! Os contratos estão prontos, mas preciso deles impressos!

Mal termino de falar e a porta se abre novamente, minha ampla sala

parece menor com tanta gente aqui dentro.

— Aqui está senhor, desculpe a demora. — Ela me entrega os

documentos com as mãos trêmulas e seu olhar fixo ao chão.

— Evite que isso aconteça novamente, ou então será demitida.

A mulher assente e vai embora.

— James! Você não pode tratar uma funcionária dessa maneira, cara!

— Gabe me admoesta e vejo que Pete concorda.

— Brother, você precisa de umas férias, se divertir um pouco. Está

ficando cada vez mais ranziza, pô!

— Não preciso de nada disso! Amo o meu trabalho, por mais que seja

estressante ás vezes... — Afrouxo a gravata, sentindo-me sufocado.

Meus irmãos trocam olhares.

— James... você só vive aqui no escritório. Não têm saído com a

gente, nem com seus amigos.

— É, brother. Nós não dissemos nada antes por respeito... mas não

acha que já passou da hora?

Merda! Não acredito que esses filhos da mãe estão me dizendo isso!

Sinto o meu coração bater contra o tórax tão forte que fico com falta

de ar. As lembranças tentam se apoderar de mim, me sufocando, mas eu luto

contra elas e as bloqueio.

— Vocês não sabem do que estão falando, porra!

— Cara, nós sabemos que você odeia que toquem no assunto, mas já

faz quase dois anos desde que ela se foi. — Gabe encolhe os ombros e sua

expressão fica mais séria, algo incomum de se ver.

A pressão no tórax aumenta a cada palavra que sai da boca de Gabe,

minha visão fica turva e luto para não transparecer minha dor. Porra, eu não

quero sentir isso!

— Eu sei que você a amava e respeitamos o seu luto, mas já está na

hora meu brother... — Fecho os olhos com força ao ouvir Pete, e quando os

abro vejo tudo vermelho — Stacy não gostaria de te ver desse modo. Se

afastando cada vez mais das pessoas e se tornando esse ser que parece prestes

a explodir a qualquer segundo!

Vôo pra cima dele com a mão fechada em punho, mas Gabe me segura

antes que eu acerte o rosto do meu outro irmão. Me solto bruscamente dos

braços de Gabe e me afasto dos dois, antes que desfigure os seus rostos.

Chego a parar para pensar como seria mais fácil de nos discernir se eu fizesse

isso, mas inspiro fundo e acalmo meus nervos.

— Não abram mais a boca para falar sobre isso! — Afasto-me até

minha mesa com o peito arfante — Eu estou bem da maneira como estou

lidando com minha vida. O trabalho é a única coisa que me preenche o vazio

que Stacy deixou.

— Desculpa, James. — Eles dizem em uníssono.

Quando enfim acho que o assunto está por encerrado, ouço o Gabe

falar:

— Mas você tem que admitir que está fora de controle. Tive que pagar

uma nota na indenização de Suzanna.

Olho para ele incrédulo.

— Suzanna? Quem é essa?

— Sua última assistente, aquela que se demitiu por justa causa!

Esfrego as mãos no meu rosto quando enfim lembro-me de quem ele

está falando. Suzanna se demitiu quando gritei com ela, e com razão, por ela

não ter me passado a ligação do meu cliente mais importante. Tudo bem que

pedi para avisar que estava fora enquanto eu redigia a porra do contrato desse

mesmo cliente, mas fui claro ao dizer que se fosse relacionado a ele, era para

me passar as malditas ligações.

— Nós somos seus irmãos e te amamos, mas nem a gente está

aguentando, bro.

Encaro os dois sem palavras, tenho estado com a cabeça quente

ultimamente, admito. Mas não imaginava ser tão grave assim.

— O que vocês dois me sugerem então? Que eu tire as benditas férias?

E então o que será das reuniões agendas nesses meses todos, hein? — Cruzo

os braços à espera da brilhante resposta.

Pete coça a cabeça e olha para o Gabe. Os dois se comunicam em

silêncio, coisas de gêmeos, por isso também compreendo o significado

daqueles olhares.

— Nem fodendo! Literalmente! — Nego veemente com a cabeça,

tremendo de raiva.

— Mas você está precisando, cara! Vamos sair essa noite e arrumar

uma gata para você.

Posso sentir a pressão do sangue subindo até a minha cabeça. Só de me

imaginar com outra mulher sinto como se estivesse traindo a Stacy. Confesso

que sai com algumas mulheres, mas todas as vezes que terminava a foda eu

me sentia péssimo. A culpa era tanta que sequer sentia prazer no ato do sexo,

tinha que fechar os olhos e imaginar minha esposa para poder gozar.

Lembrava-me do seu perfume de rosas misturado com seu suor, seus cabelos

pretos revoltos contra o travesseiro e os sons que ela emitia a cada estocada

minha. Desisti de buscar prazer em outras mulheres e desde então alivio a

tensão com as mãos mesmo, buscando em minha memória a sua perfeição.

— Não adianta, porra! Vocês não acham que já tentei? Depois desses

vinte meses, acham mesmo que não transei com outras?

Os olhares de alívio deles só aumentam minha raiva. Parece que a

única coisa que os preocupavam era se eu havia transado. Caralho, do que

adianta transar e não sentir a porra do desejo?

— Não deve ter tentado direito então, brother. — Pete balança a

cabeça sorrindo, me dá vontade de quebrar seus dentes.

— Não se feche pro mundo, James. Há tanta mulher legal por ai... não

tô dizendo que é para você se apaixonar de novo, mas se divertir e relaxar.

— Não estou a fim de conhecer ninguém. — resmungo.

— Mas é o que tô tentando dizer, cara! Não precisa conhecer! Não

precisa sequer saber seu nome...

— Não sou como você, Gabe. — Passo os dedos por meus cabelos

curtos e os levo até a nuca.

— Brother, faça o que quiser. Só por favor... Alivie essa tensão. Se

não quiser sair por ai atrás de sexo gostoso o problema é seu! Mas não venha

nos encher o saco, não aguentamos mais essa merda!

Alguém bate na porta me impedindo de dar uma boa resposta ao Pete.

— Entre!

— Com licença. O senhor Mitchell e sua equipe chegaram. — Minha

assistente comunica num sussurro irritante.

Puta que me pariu! Os filhos da mãe ficaram me perturbando tanto que

nem tive tempo de reler os papéis! Agora já era, a reunião deve começar.

Minha pressão aumenta fazendo a dor de cabeça voltar com força total.

Gabe e Pete me fitam preocupados quando me flagram massageando

novamente a têmpora, um gesto comum ultimamente.

Talvez eles tenham alguma de razão. Não concordo em tudo, mas

realmente eu preciso relaxar um pouco e me aliviar dessa tensão.

Antes que eu exploda de vez.

Continue lendo
Apoie o autor e inspire mais histórias incríveis Moboreader
Desbloquear todos
Capítulo
Personalizar
Próximo Capítulo
Minishorts Logo
Leia web novels, ficção online e histórias românticas em alta no MiniShorts. Descubra romances de bilionários, fantasia de lobisomens, drama e novelas de fantasia, além de conteúdos selecionados de dramas curtos inspirados nas tendências de narrativa mais populares.
MiniShorts YouTube
PRODUTOS E SERVIÇOS
Sobre nós
support@minishorts.com
©2026 MiniShorts Todos os direitos reservados. CHASINGTOP HK LIMITED