Capítulo 2

Boa noite!

Boa noite, minha doce menina. Como vai você?

Suspiro transbordando felicidade.

— Estou ótima! E você?

Bem melhor agora. Já disse que amo o seu sorriso?

Como sempre o seu comentário me faz sorrir ainda mais.

— Obrigada, querido.

Dance para mim, minha sereia? Gosto de assistir o seu corpo se

movendo, é tão sensual e encantador.

Confirmo com a cabeça e começo a dançar, brincando um pouco com

minha lingerie e fazendo um pequeno show de strip-tease.

Você é um sonho, meu doce. Adoro o seu rosto angelical, o sorriso

aberto e verdadeiro. Eu me perco em você, nos seus jeitos, na sua beleza,

na voz, no olhar...

Leio a sua mensagem e o imagino se tocando devagar enquanto me

assiste, deslizo a mão até o meio das pernas pressionando de leve o meu

clitóris já inchado. Solto um pequeno gemido ao inserir dois dedos na minha

entrada molhada e quente, invisto lentamente me excitando cada vez mais

com os movimentos suaves. Levo os dedos até a boca e os chupo

ruidosamente olhando para a câmera.

Assim você me deixa louco, Candy! Isso linda, aperte seus

deliciosos mamilos para mim. Tem uma forma única de se masturbar,

até a maneira como mete os dedos na boca me entesa, meu pau está

latejando por você.

O calor se espalha pelo baixo ventre e posso sentir espasmos contra os

dedos ao pressionar o clitóris, meus olhos se reviram e tenho de acelerar o

ritmo rebolando na minha própria mão.

Preciso vê-la gozar, use só os dedos. Enfie o máximo que puder e

se masturbe com vontade, meu doce.

Sigo suas ordens, mas antes lubrifico os dedos colocando-os na boca

outra vez, lambo três deles e os insiro lentamente. Tateio dentro de mim em

busca daquele ponto mais sensível e aplico mais pressão ali ao passo que

começo a me estocar com mais entusiasmo. Estremeço de prazer e perco um

pouco o balanço, caindo na cama milagrosamente num movimento sensual.

Você é linda, sua expressão quando sente prazer é tão excitante

que me faz querer gozar. Estou quase lá, Candy! Espalme a outra mão

no clitóris, quero ouvir o estalido alto.

Eu me esforço para ler sua mensagem com a visão desfocada pelo

tesão, pontos de luz brilham conforme o orgasmo chega. Meus pés se

contorcem e minhas pernas tremem. Os espasmos se intensificam fazendo o

meu clitóris latejar violentamente e um fogo percorrer pelo corpo. Derreto-

me num poço de prazer escorrendo pelas coxas, e então obedeço ao comando

dele.

— Ahhhh, James! — Arfo no ápice do orgasmo, chamando pelo nome

do homem que habita meus pensamentos.

Ele demora um pouco para mandar a mensagem e penso estar com as

mãos ocupadas demais.

Que delícia, amor, gozei junto com você.

— Obrigada... por me dar prazer.

O prazer foi meu.

Sorrio languidamente e deito de lado, apoiando a cabeça em uma dos

braços.

Candy... Gostaria de continuar aqui comigo, só conversando?

O que será que ele quer conversar comigo?

— Tudo bem para mim...

Ela é incrivelmente linda, meiga e sexy. Uma combinação que me

deixa completamente louco de tesão, ela aguça todos os meus sentidos e pela

primeira vez em anos nunca me senti tão vivo! Parece um anjo caído, tem

uma aura de luz e inocência, mas também emana essa luxúria e me afeta toda

maldita vez que a vejo. Agora mesmo, Candy esta deitada em sua cama numa

posição que deveria ser natural, mas a sutileza e delicadeza tem o efeito

oposto. É totalmente sensual e lascivo.

Há quanto tempo faz shows aqui?

Essa é uma das perguntas que tenho, uma simples e fácil de responder.

Quero retornar à nossa última conversa, saber o motivo dela estar fazendo

isso. Assisto o peito dela se elevar e descer num alto suspiro antes de

responder.

— Faz pouco tempo, se eu não me engano foi um dia antes de eu te

conhecer... Sim! Aquele era o meu segundo show.

Hum... Por que tomou essa decisão? Conhecendo a Candice eu sei que

não faria isso aleatoriamente...

O que aconteceu?

— Como assim?

Ela se ajeita, aproximando o corpo para a beirada da cama a fim de ler

melhor.

O que aconteceu? O que te fez tomar a decisão de começar a

transmitir nesse site?

Posso notar o movimento de sua garganta quando engole em seco,

aperta os olhos com força parecendo ponderar se conta a verdade ou não.

— Quer mesmo saber a verdade? Não é o que está esperando ouvir.

Sim, quero a pura verdade.

— Tudo bem então. — Senta-se de frente para a câmera. — Eu preciso

do dinheiro.

Mas ela está trabalhando agora, quando começou estava

desempregada... Isso quer dizer que acabará com os shows, certo?

Mas e quanto a trabalho? Não tem algum?

— Sim tenho, um ótimo por sinal, mas não é o suficiente.

Não é o suficiente para o que?

Suas mãos cobrem o belo rosto por um segundo e então deslizam pelas

longas madeixas loiras.

— Não é o suficiente para pagar uma conta hospitalar estratosférica,

preciso juntar o máximo de dinheiro possível em menos de oitenta dias.

Soube desse site por uma amiga, e depois de pesquisar decidi ser uma forma

rápida de conseguir...

Ela continua falando, mas a palavra hospitalar fica se repetindo na

minha cabeça. Ela esteve doente? Ela está doente?

Você está bem?

— Sim. Tenho tudo sobre o controle...

Não foi isso o que eu quis dizer. Eu perguntei sobre a sua saúde,

está tudo bem?

— Minha saúde? Ah! Sim, eu estou ótima... Foi o meu pai quem

esteve internado. Ataque cardíaco.

Merda! Eu estava torcendo para que eu pudesse convencê-la a ficar o

fim de semana todo comigo, mas agora sabendo sobre o seu pai eu não posso

fazer isso. Ela precisa mesmo ir vê-lo...

Sinto muito, meu doce.

— Obrigada, mas está tudo bem agora...

Sua resposta soa fraca, como se ela mesma duvidasse disso.

***

Estou acostumado a acordar cedo, mas hoje eu me superei. Estava tão

ansioso que mal preguei os olhos. Vou até a garagem e entro no carro com

um largo sorriso nos lábios por saber que irei vê-la hoje fora do ambiente de

trabalho, seremos só nós dois e ninguém para interferir. Dirijo até o campus

onde ela vive e me sinto nostálgico, sinto falta da época da faculdade, das

festas onde eu e meus irmãos sempre íamos — eles em busca de mulheres e

eu só pela diversão leve mesmo, nunca trairia minha noiva.

Imagino se Candice participa desses eventos? Será que ela tem muitos

amigos? Quero saber tudo sobre ela, das coisas que gosta ou não gosta, seus

hobbies, desejos, sonhos... Quando dou por mim já cheguei, o trajeto todo

estive pensando nela, somente nela. Ela não sai da minha cabeça!

Estaciono em frente ao prédio, fico imóvel ao encontrá-la me

esperando no portão, quando seus olhos pousam em mim sinto o estômago

esquentar e o coração bater forte contra o peito. Eu to muito ferrado...

— Bom dia, linda! — Minha voz soa leve e despreocupada,

exatamente como me sinto ao seu lado. Em paz comigo mesmo, como se

finalmente eu fosse quem deveria ser. Ela trouxe de volta a minha essência,

ela me encontrou.

— Bom dia, James! — Seu sorriso ilumina ainda mais o dia, abro a

porta para ela e espero se acomodar no assento antes de fechar. Dou a volta

correndo e tão logo me sento ela que me surpreende com um beijo suave. Seu

rosto enrubesce, como se ela própria tivesse se surpreendido com sua atitude.

— Já tomou café? — Coloco uma mecha solta atrás de sua orelha,

aproveitando para acariciar a sua face alva. Tão bela.

— Hm... ainda não.

— Temos que remediar isso, senhorita Greece. Vai precisar de energia

para as coisas deliciosas que pretendo fazer contigo...

— Oo..Ok — gagueja sem jeito e prende o lábio contra os dentes.

Inclino-me e o libero, sugando e acariciando com a língua. Seu gemido

contra a minha boca é um convite para um beijo mais profundo e ardente. Seu

sabor me inebria, inspiro fundo e sorvo o aroma dela viciante. Puxo seus

cabelos melhorando o ângulo para poder devorá-la melhor e perco a noção do

tempo. No entanto, quando finalmente nos afastamos em busca de ar, lembro-

me de onde estamos.

Puta eu pariu! Estávamos prestes a tirar a roupa em público!

— Guarde esse pensamento... Continuaremos na minha casa, por ora

vou te alimentar.

— Sim, por favor...

Ligo o motor e dirijo ávido até a cafeteria mais próxima, não quero

perder nem um segundo a mais!

Capítulo 3

Obrigada — digo a ele quando me entrega o baunilha latte e se

senta à minha frente com o seu café puro.

— Candice, lembra-se daquele dia em que trouxe um café para mim?

Ele enruga o nariz de forma adorável e mordisca o canto do lábio

inferior, perco-me um pouco com sua perfeição até me dar conta de que

espera por minha resposta. Bato com um dedo no queixo e faço uma

expressão pensativa, fingindo tentar me lembrar.

— Você quer dizer aquele dia quando se comportou como um babaca

ao invés de me agradecer?

— Exatamente! — James fecha os olhos por um instante, e suspira

quando os abre para me fitar. — Eu sei que agi como um idiota, mas tive

meus motivos, ou achava que tinha. Só depois fui perceber que não poderia te

comparar com a última assistente.

— A que cuspia na sua bebida? — Prendo um riso ao ver sua

expressão de surpresa.

— Quem te contou?

Dessa vez não consigo me conter e acabo rindo, minha mão vai

involuntariamente até o rosto dele e faço uma pequena carícia tentando

remover sua expressão emburrada.

— Praticamente todas as pessoas existentes na empresa, mas só depois

de eu já ter oferecido aquela bebida. Acho até que seu irmão pregou uma

peça em mim.

— Qual deles? O que o idiota fez com você?

Nossa, que bravo!

Que lindo!

Que gostoso!

— Pete foi comigo naquele dia até a cafeteria, pude ver que estava

escondendo algo de mim quando perguntei sobre a sua bebida favorita.

— Ele sabia como eu iria reagir e não te avisou. — Fecha a expressão

mais uma vez, e eu volto a lhe fazer carinho. Seu rosto pende em direção à

minha mão e um pequeno sorriso brota em seus lábios. Meu coração dispara

tanto que é possível escutá-lo.

— Está tudo bem agora.

— Sim, está. — Vira a cabeça e beija minha mão antes de voltar a

beber o café tranquilamente.

Ao terminarmos de consumir o café da manhã voltamos para o carro, e

com nossos dedos entrelaçados me sinto como uma adolescente apaixonada.

Apaixonada? Ai meu pai... Estou apaixonada pelo meu chefe!

Desvio o olhar da nossa mão voltando minha atenção para seus olhos

que me observam atentamente. Ele toca em meu rosto e segura uma pequena

mecha solta, aproxima-se e inspira fundo antes de beijar minha têmpora.

— Vamos, está ficando tarde. — Abre a porta do passageiro e me

espera entrar antes de dar a volta.

Estamos no trajeto o qual faço para a Knight Startup, porém seguimos

mais adiante por volta de quinze minutos. Ele desacelera parando em frente a

uma casa enorme e adentra a garagem logo em seguida. Sinto um friozinho

na barriga, James pousa a mão na minha lombar enquanto me guia escada

acima, percebo se tratar de um apartamento de dois andares e ele vive no

segundo. Pausa em frente à porta e aguardo trêmula, eu sei o que está para

acontecer assim que pusermos os pés dentro de sua casa. Ele gira a chave ao

passo que me dá um breve beijo e, quando dou por mim, estou sendo puxada

sentindo seus lábios por todos os lugares!

— James! — Arfo quando sua língua percorre meu pescoço e desliza

até o canto da minha boca, torturando-me com desejo.

— Estive esperando por esse momento, por favor, Candice. Preciso

tocá-la... — Seus dedos mornos traçam linhas em minha pele por debaixo da

blusa. — saboreá-la... — Volta a me torturar com a língua, descendo até o

decote e penetrando o vão dos meus seios. — devorá-la...

Emito um som estrangulado, um misto de gemido e grito, a sensação

de seus dentes prendendo o bico do meu seio por cima do tecido é delirante e

eletrizante. Uma corrente quente percorre por todo o corpo e minha calcinha

fica cada vez mais encharcada. Quando ele morde o outro seio eu fico

realmente extasiada de prazer, e não posso fazer nada para conter o pequeno

grito.

— Ahhhh... James! Preciso de mais!

— Não precisa implorar, eu sou seu. É só me dizer do que precisa,

meu doce — sussurra contra o meu ouvido. Prendendo os meus cabelos na

mão, ele puxa a minha cabeça para trás e fita meus olhos.

— Preciso de você, dentro de mim.

Rosno de tanto tesão ao ouvir suas palavras e ataco sua boca, ela

corresponde o beijo com o mesmo ardor, emitindo gemidos os quais engulo.

Levanto-a, segurando-a firmemente contra os meus quadris, ela enlaça as

longas pernas ao meu redor esfregando seu centro quente e úmido contra

minha ereção. Não consigo chegar até o quarto e já arranco-lhe a blusa, o

sutiã vai ao chão logo em seguida.

— Tão linda! — Olho fascinado para os seus peitos redondos e firmes,

não são grandes e nem pequenos, mas na medida certa. Perfeitos. — Caio de

boca sugando um mamilo com força e a ouço puxando o ar num sibilo de

prazer. Mordisco ao senti-lo bem intumescido e inchado, logo em seguida o

acaricio com a ponta da língua com movimentos leves e circulares. Assopro

antes de beijá-lo e então dou a mesma atenção pare seu outro seio.

Meu pau dói pedindo para ser liberado das calças, solto a Candice

devagar deslizando seu corpo ao meu até seus pés tocarem o chão novamente.

Afasto-me um pouco e começo a desabotoar minha calça jeans.

— Deixe que eu faço. — Toca em minhas mãos afastando-as do zíper,

envolve meu membro por cima da cueca e eu jogo a cabeça para trás,

gemendo com a sensação.

— Isso, gosto quando toca em mim...

— Eu amo tocar em você, James... mas quero fazer outra coisa agora.

— O que? Ahhh! Porra!

Ela arrasta minhas peças de roupa para baixo e, ainda segurando o meu

pau, leva-o até sua boca carnuda e deliciosa. Sua língua quente circula a

ponta da cabeça inchada para logo em seguida percorrer toda a minha

extensão, surpreende indo até a pele sensível das bolas.

— Puta que pariu! Que gostoso, Candice!

Espalmo a mão em sua nuca com cuidado para não puxá-la com força,

e guio sua cabeça para me proporcionar o máximo de prazer. Sua língua

curiosa brinca comigo, deslizando do saco de volta á cabeça, e então me

engole sugando com vontade. Tenho que me controlar para não gozar em sua

boca.

— Pare, é a minha vez agora. — Agarro cabelos loiros e a puxo para

cima, seus lábios soltam o meu membro com um barulho maravilhoso de

sucção.

— Mas eu queria...

— Depois, meu doce. Agora é minha vez de te provar...

Deslizo o zíper dos shorts dela e os deixo cair aos seus pés, ajoelho-me

inclinando o rosto no meio de suas pernas e, colando o nariz, inspiro fundo o

seu aroma de sexo. Sinto-me primitivo, homem, excitado para o caralho!

Agarro sua calcinha com os dentes e os arrasto para baixo, deixando à mostra

aquela visão perfeita e rosada. Está tão molhada e inchada, esperando para ser

comida direito. Espalmo as mãos atrás de suas coxas e a levo até mim,

afundando a língua no seu centro começo a fodê-la com a boca.

— Ah, minha nossa! James... ahhhhh! — geme desenfreada.

Seu sabor explode na boca e tento me controlar para não dizer algo

que não devo... O gosto realmente lembra coco, assim como ela havia dito.

Chupo seus lábios junto com o clitóris e sinto o corpo dela tencionar com a

chegada do orgasmo.

— Vem para mim, Candice. Quero que goze nos meus lábios.

Insiro dois dedos, estocando velozmente enquanto pressiono a língua

ritmicamente contra o clitóris inchado e pulsante. Ela agarra meus cabelos

com força ao ponto de machucar, mas eu não me importo com a dor, é ainda

mais excitante.

— James! — Meu nome proferido dessa forma tão sexy no ápice do

seu orgasmo é o fim da linha para mim, meu controle já era, preciso me

enterrar dentro dela.

Levanto e a beijo ferozmente, o gosto dela se misturando em nossas

bocas é inebriante. Ela se arrepia e só então me lembro do dia estar frio.

— Venha cá. — Seguro sua mão e caminho até a lareira a gás, a ligo

rapidamente voltando meu foco para Candice. Totalmente nua e vulnerável, e

tão bela. Esfrego as mãos gentilmente em seus braços tentando aquecê-la.

— Está melhor agora?

— Sim, mas eu não estava com frio.

— Não?

Ela nega com a cabeça e sorri timidamente.

— Não, meu corpo estava em ebulição... Eu estremeci de prazer,

James. Não era frio.

Foda-se!

A deito no tapete e corro para pegar a camisinha no quarto, coloco o

mais rápido possível e me posiciono em cima dela. Toco os meus lábios

levemente aos seus e gememos juntos quando a penetro lentamente.

— É tão bom... — Candice ronrona e eu mordo seu lábio inferior,

estocando mais fundo ainda num ritmo lento e torturante.

— É perfeito, você é perfeita. — Mergulho o rosto na curva do

pescoço dela, chupando e mordiscando. Suas mãos vão até meus cabelos,

mas eu as seguro prendendo--as no alto da sua cabeça.

— Vou te foder com força agora, Candice. Se for demais me diga para

parar...

Por favor, espero que não diga!

— Eu quero! Por favor, James, me foda forte.

Foda-se ao quadrado!

Estoco fundo e rápido e ela arfa surpresa com o impacto, pauso com

medo de tê-la machucado.

— Continua...

Não perco tempo e a viro, colocando os quadris para o alto eu meto

por trás, a visão de sua bunda empinada é espetacular. Bato num estalido alto

em uma nádega, mergulhando com mais urgência ao ver a marca da mão nela

e ouvir seu grito de prazer.

Caralho, não vou aguentar muito tempo...

— Mais forte!

Foda-se ao cubo!

Estoco fundo até minhas bolas baterem contra sua pele. Estapeio de

novo sua bunda gostosa e ela rebola com vontade, levando-me perto do

orgasmo. Meus músculos todos se contraem e eu afundo os dedos nos quadris

dela ao chegar no ápice.

— Vou gozar!

Gritamos ao mesmo tempo, inclino-me pra frente e beijo suas costas

suadas enquanto invisto ainda mais intensamente. Com uma das mãos

estimulo o clitóris no mesmo ritmo insano, ela se arqueia toda contra mim e

grita meu nome ao passo que urro gozando delirantemente dentro dela.

Caio ofegante por cima de seu corpo e giro para o lado sem querer

machucá-la com o meu peso. Enlaço sua cintura, puxando-a de encontro ao

peito eu a mantendo perto do meu coração. Sorrio ao sentir lábios inchados e

doces me beijando a pele.

— Isso foi...

— Perfeito. — Termino sua frase como da última vez.

— Sim, foi perfeito.

***

Tomamos banho juntos e ela coloca a mesma muda de roupas, assisto

ela secar os cabelos, mas consultando o relógio noto já ser hora dela ir

embora.

— Você tem mesmo que ir?

Eu sei que sim, mas uma parte de mim ainda torce para ela passar esse

dia comigo.

— Sim, tenho. Meu pai... prometi ir vê-lo. Ele, hã, esteve doente e eu

quero ter certeza que tem se cuidado corretamente.

— Entendo, mas ele está melhor?

Suspira e se vira com os ombros pesados.

— Ele diz que sim, mas não tenho tanta certeza.

— Por quê? — Vou até ela e faço um carinho, colocando uma mecha

loira para trás da orelha.

— Meu pai é teimoso, voltou a trabalhar contra as recomendações

médicas. Preciso manter um olho nele ao menos nos finais de semana.

Falando nisso, eu preciso correr!

Merda.

— Calma, ainda tem vinte minutos.

— Não! Eu me esqueci completamente! Você me buscou!

Franso a testa sem entender o que ela quer dizer.

— Sim... qual é o problema?

— Você me buscou, James! Eu estou sem meu carro, ainda tenho de

voltar ao campus para então seguir viagem. Preciso ir agora!

Candice passa por mim como um furacão, mas sou mais rápido e a

seguro pelo braço. Colo meu corpo ao seu, pressionando minha ereção nela.

Ela me deixa excitado a todo instante, não há nada que eu possa fazer contra

isso.

— Eu te levo, meu doce. Não se preocupe com isso.

Ela relaxa em meu abraço.

— Obrigada, James. — Vira o rosto e me beija. — O carro da Nathy

está logo em frente ao prédio...

— Não.

Candice se vira em meus braços para me encarar.

— Como assim não? Mudou de ideia? Eu posso pegar um ônibus e...

— Não. Eu não vou te levar até o campus, vou te levar até seu pai.

— O que? — Arregala os olhos.

— Não acha justo? Você já conheceu seus sogros, agora é a minha vez

de conhecer o meu.

— Meus... Meus sogros?

Grandes olhos azuis me fitam pasmos, a expressão de surpresa é tão

linda que preciso beijá-la.

— Sim, Candice. O que você acha que estamos fazendo? — Ela

enrubesce e continua muda, sem reação. — Precisa que eu diga, não é

mesmo?

Ela morde o lábio inferior e meneia a cabeça.

— Você é minha. Eu sou seu. Somos um do outro e de mais ninguém.

— Isso significa que estamos...

— Namorando.

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