Noah Benson
CONTINUA...
Ele apenas assente, os olhos marejados.
- Sim... uhmmm... - O gemido escapa involuntariamente junto ao choro contido.
Minha preocupação aumenta.
- E por que você está com febre e gemendo assim? Isso te faz ficar doente?
- Eu preciso tirar o leite de vez em quando. Quando não faço isso, ele empedra e causa muita dor... febre... uhmmm.
Sua voz é entrecortada pelos gemidos involuntários, o desconforto evidente em cada palavra.
Franzo a testa, absorvendo a informação. - E como você faz pra... tirar o leite?
Ele suspira, exausto, os olhos meio fechados.
- Costumo usar uma bombinha. Mas esqueci que ia dormir na sua casa depois da aula e não tirei o leite antes de sair...
Ele se encolhe ainda mais, puxando o moletom para se cobrir. O frio da febre o faz tremer, e noto que sua pele está toda arrepiada.
Minha preocupação cresce. Olho para ele, buscando alguma solução. - Existe outro jeito de tirar esse leite... só para aliviar?
Simon balança a cabeça devagar, desviando o olhar.
- Só há outro jeito... e isso é impossível de acontecer... me deixa quieto, Noah. Vai dormir, cara.
- Me diz que outro jeito é esse, Simon. Deixa-me te ajudar, cara. - Minha voz sai firme, mas carregada de preocupação.
Ele solta uma risada amarga, sem nenhum humor.
- Então arranja um bebê para mamar, seu idiota. - Sua voz quebra no final da frase, e seus olhos marejam ainda mais. - Agora pensa na cena patética que seria eu... amamentando um bebê.
A última palavra mal sai, ele se entrega a num choro angustiado, cobrindo o rosto com as mãos. Seus ombros tremem, e a dor que ele sente agora parece não ser apenas física.
Eu permaneço ali, observando, tentando encontrar uma maneira de ajudá-lo sem pressioná-lo ainda mais.
Fico ali, observando Simon, tentando compreender a dor que ele deve estar sentindo-tanto física quanto emocionalmente. Minha testa se franze em inquietação, e um peso se instala em meu peito. Um homem que gera leite em seus seios... nunca imaginei que isso fosse possível. Engulo seco, tentando assimilar a situação.
Devo estar louco pelo que estou prestes a sugerir, mas, neste exato momento, não consigo imaginar outra solução para aliviar sua dor e agonia-nem para acalmar a minha própria inquietação. Solto um suspiro baixo, olho para ele e ajeito minha postura, como se isso me desse mais coragem.
- Simon, eu... posso tentar? - Minha voz sai mais hesitante do que eu esperava.
Ele me encara, as sobrancelhas franzidas, uma expressão confusa cruzando seu rosto.
- Tentar o quê, Noah?
Passo a língua sobre os lábios, sentindo minha boca seca. O silêncio entre nós se estende por alguns segundos, e meu coração parece acelerar.
Fico olhando para ele, reunindo coragem para dizer.
- Tentar... sugar os seus seios... sugar o leite e... te aliviar, cara.
Simon se inclina ligeiramente para trás, como se minha sugestão o tivesse chocado. Seus olhos se arregalam por um breve instante antes de ele balançar a cabeça, incrédulo.
- Você está ficando maluco? Tá de brincadeira?
- Não, meu amigo... - Murmuro, enquanto me aproximo lentamente. Minhas mãos hesitam por um instante, mas logo alcanço o tecido do moletom, puxando-o para expor ainda mais seus seios e me dando acesso. - Só quero te ver bem. Estou agoniado com a sua agonia.
Minha voz soa baixa, quase um sussurro. Olho nos olhos dele, buscando alguma resposta, alguma permissão silenciosa.
- Prometo que não vou te machucar. Isso fica aqui entre nós. Só me deixa ajudar, está bem?
Ele me encara, os olhos arregalados, claramente espantado com minha atitude. Sua respiração está levemente acelerada, como se tentasse processar a situação.
Com cuidado, deslizo as mãos pelo moletom até abri-lo por completo, expondo seus seios inchados. Meu olhar percorre a pele tensa, absorvendo cada detalhe. Então, me acomodo sobre ele, que está deitado. Meus movimentos são cautelosos enquanto me sento ao seu lado, sobre o colchão, sentindo o peso da decisão que acabei de tomar.
Fecho os olhos e, com cuidado, abocanho seu bico. Começo a sugar e me espanto com a textura em minha boca, além do sabor do leite que escorre por minha língua.
- Uhmmm - Simon geme quando sugo com mais força, mas sem exagero.
- O que foi? Eu te machuquei?
Ele inspira fundo antes de responder.
- Não... Só foi uma sensação estranha, um alívio misturado com dor. Meus seios ficam sensíveis, cara... tem certeza de que quer fazer isso?
Hesito por um instante, mas minha determinação se mantém.
- Não sei, mas vou tentar, está bem? Tenta relaxar.
Volto a sugar o seio dele, a sensação não é ruim. Me acomodo mais confortavelmente para que fique bom para fazer isso. O bico do peito dele é gostoso de chupar e o leite não é ruim.
Sugo um pouco de cada peito. Começando a gostar de fazer isso. Olho para ele, que geme baixinho enquanto sugo seus mamilos. Ele me encara, aliviado talvez.
Depois de algum tempo mamando, percebo que ele dormiu e a febre está diminuindo. Talvez a dor tenha passado também e ele relaxou e dormiu. Sinto vontade de continuar chupando esses biquinhos que adorei sugar.
Noah Benson
Me levanto, fecho seu moletom, ajeito o cobertor sobre ele e volto para minha cama. Foi a coisa mais estranha, porém deliciosa, que fiz nos últimos tempos. Mas isso eu não vou contar para ninguém.
Dormi feito pedra, e quando acordei, Simon não estava mais no quarto. O colchão onde ele dormiu estava dobrado, junto com os cobertores e um bilhete.
"Cara, desculpa pelo transtorno e... muito obrigado por me ajudar."
Levantei-me, tomei um banho e me organizei para ir à escola. Estávamos no último ano do ensino médio, e logo iríamos para a faculdade.
Meus pais devem estar na cozinha tomando café e vou me juntar a eles.
Desci as escadas devagar, tentando fazer os degraus não rangerem tanto. O cheiro do café me alcançou antes de eu entrar na cozinha - forte, preciso, do jeito que meu pai gosta. A mesa já estava posta, como sempre: tudo simétrico, tudo no lugar. Minha mãe organizava as frutas em uma tigela de vidro como se fosse uma pintura.
- Bom dia, querido - disse ela, com aquele sorriso leve, meio cansado.
Meu pai nem levantou os olhos do jornal.
- Bom dia, filho.
Me sentei e peguei uma fatia de pão. Passei manteiga sem olhar direito, só pra ocupar as mãos. O silêncio entre nós era civilizado, quase elegante, e mesmo assim desconfortável como uma roupa de festa usada na segunda-feira de manhã.
- E as notas do simulado de ontem? - ele perguntou, finalmente, como se tivesse lido num manual que era o momento certo de dizer isso.
- Foram boas. Nada demais.
A mentira foi pequena, mas necessária. Tive dificuldade em matemática, mas ele não precisava saber agora. Talvez nem depois.
Minha mãe me ofereceu suco. Agradeci baixo. Ela sempre tenta fazer tudo parecer simples. Como se esse esforço silencioso mantivesse a casa funcionando. Talvez mantenha mesmo.
Terminei rápido e me levantei. Antes de sair, ela ajeitou a gola da minha camisa com um carinho rápido, quase disfarçado. Meu pai apenas ergueu os olhos por um segundo e assentiu.
Na rua, o ar parecia mais leve. Mais verdadeiro. Respirei fundo antes de seguir caminho.
Quando cheguei à sala de aula, notei a ausência de Simon. Será que ele piorou?
Assisti a todas as aulas, tentei ligar para ele no intervalo, mas ele não atendeu. Comecei a ficar preocupado e resolvi ir até sua casa assim que saísse da escola.
Simon não apareceu. Nenhuma mensagem, nenhum aviso. Só o espaço vazio na carteira ao meu lado, que pareceu maior do que o normal desde o primeiro sinal da manhã.
Tentei focar na aula de biologia, mas as palavras da professora se embaralhavam como peças de um quebra-cabeça sem imagem. Peter me cutucou com o cotovelo quando ela fez uma piada sobre mutações genéticas. Sorri por reflexo, mas meu pensamento estava preso naquela noite - Simon suando frio, o rosto pálido, a dor escondida sob um sorriso forçado.
- Ei, cê vai querer ir à casa do Josh hoje? - perguntou Peter no intervalo.
- Não sei... - respondi, mexendo no zíper da mochila só pra ter algo pra fazer com as mãos. - Tenho umas coisas pra resolver em casa.
Era mentira. O que eu tinha era uma sensação incômoda no peito, uma ansiedade que não sabia explicar. Talvez fosse só preocupação. Talvez fosse algo que eu ainda não sabia nomear.
Na aula de literatura, tentei escrever no canto do caderno, como sempre faço quando não quero pensar demais. Mas o traço saiu trêmulo, as letras disformes. Eu estava ali, de corpo presente, mas minha cabeça seguia voltando pro Simon. Ele nunca faltava sem avisar. Nem quando estava mal.
Quando o sinal final tocou, guardei o material num impulso e me despedi dos meninos com um aceno apressado.
Peguei meu Audi TT, presente de aniversário do meu pai. Só havia uma coisa a fazer agora: ir até ele. Saber se estava tudo bem. Ou, pelo menos, tentar.